Financiamento climático em Goiás

O financiamento climático em Goiás corresponde ao conjunto de mecanismos de financiamento climático disponíveis no estado brasileiro de Goiás, englobando fluxos de capital públicos e privados mobilizados para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a resiliência do território estadual às mudanças climáticas, com ênfase em setores como energia renovável, agropecuária, saneamento e restauração florestal.

Sendo um dos pilares do agronegócio nacional, o estado registrou uma emissão média de 90 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano entre 2010 e 2021, com grande protagonismo dos setores de agricultura e mudança de uso do solo.[1] Contudo, essa mesma potência econômica é extremamente vulnerável aos impactos climáticos, que ameaçam diretamente a produtividade agrícola, a segurança hídrica e o bem-estar de sua população.[2]

Diante dessa dualidade, o financiamento climático tornou-se uma ferramenta estratégica não apenas para mitigar riscos, mas para catalisar uma profunda transformação econômica. As estratégias de Goiás para mobilizar recursos, tanto públicos quanto privados, nacionais e internacionais, visam impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, modernizar seus sistemas produtivos e construir uma resiliência duradoura.[3] Os principais objetivos se concentram em fortalecer um arcabouço legal e institucional robusto, atrair capital para setores-chave como energia renovável e agricultura sustentável, e posicionar o estado como um líder na conservação do Cerrado e na vanguarda da economia verde.[4]

Contexto goiano

Vulnerabilidades climáticas

Mapa da classificação climática de Köppen-Geiger do Brasil para o período 1980–2016
Mapa da classificação climática de Köppen-Geiger do Brasil no cenário mais pessimista para o período 2071–2100[5][6][7]
O Cerrado é o bioma preponderante no estado. Na imagem, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

A necessidade de financiamento climático em Goiás é justificada por um conjunto de vulnerabilidades ambientais e climáticas agudas, intrinsecamente ligadas à sua geografia e ao seu modelo econômico.[8] Inserido no coração do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, o estado é particularmente suscetível à variabilidade do clima. Estudos baseados em projeções climáticas do experimento CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6) revelam uma tendência inequívoca de aumento na duração dos períodos de estiagem ao longo do século, com as mesorregiões leste e sul goiano emergindo como as mais vulneráveis.[9]

Essa projeção já se manifesta em uma crise hídrica recorrente. O estado tem enfrentado as piores secas das últimas décadas, com períodos prolongados de estiagem, altas temperaturas e baixa umidade do ar que afetam drasticamente a vazão dos mananciais.[10] Em 2021, o armazenamento médio de água em regiões críticas era de apenas 32,10%, e ao menos 25 municípios entraram em estado de alerta devido aos baixos níveis de seus mananciais de abastecimento, incluindo a Região Metropolitana de Goiânia, dependente do Rio Meia Ponte.[11]

Em contrapartida, eventos climáticos extremos de chuva também se intensificaram, causando prejuízos sociais e econômicos significativos.[8] Dados da plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), indicam que 181 municípios goianos possuem índice de risco médio, alto ou muito alto para desastres como inundações, enxurradas e alagamentos.[12]

O impacto econômico desses eventos é devastador, especialmente para o agronegócio, que constitui a base da economia goiana e é altamente dependente de condições climáticas estáveis.[13] A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) tem documentado perdas recorrentes e bilionárias. Em anos de seca severa, a quebra na produção de soja pode chegar a 25%, resultando em prejuízos financeiros que ultrapassam a marca de 2 bilhões de reais.[14] Essas perdas não se restringem ao campo, pois afetam toda a cadeia produtiva, desde a indústria de rações até o preço dos alimentos para o consumidor final.[15]

A vulnerabilidade de Goiás é agravada pela mudança de uso do solo, um dos principais vetores de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado.[1] O desmatamento do Cerrado para a expansão agropecuária, embora tenha apresentado uma expressiva queda de 59% no primeiro semestre de 2024,[16] deixou um passivo histórico considerável. Na última década, Goiás perdeu quase 1 milhão de hectares de vegetação nativa, e o ano de 2023 registrou um pico de desmatamento, com a supressão de 69.541 hectares.[17]

Marcos legais e institucionais

A governança climática em Goiás é fundamentada por um conjunto de leis, decretos e instituições que vêm sendo fortalecidos para responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O principal alicerce legal é a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), instituída pela Lei nº 16.497 de 2009.[4] A PEMC estabelece princípios como o desenvolvimento sustentável e a prevenção, e define objetivos como o incentivo ao uso de tecnologias limpas e a compatibilização do desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.[18] Recentemente, a Lei Estadual nº 22.968/24 atualizou a PEMC, incorporando novas diretrizes para estimular a eficiência energética em setores estratégicos.[19] Para além da PEMC, o arcabouço legal está em constante evolução, com propostas como o projeto de lei nº 1558/23, que visa instituir a Política Estadual de Emergências Climáticas.[20]

A nível municipal, a capital Goiânia também se movimenta para alinhar suas políticas, como demonstra a criação do Fórum Goianiense de Mudanças Climáticas (GYNCLIMA), uma instância consultiva para promover o diálogo e desenvolver estratégias locais de enfrentamento às mudanças climáticas.[21]

A execução dessas políticas é centralizada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), que se consolidou como o principal órgão articulador da agenda climática em Goiás.[22] Em uma reforma administrativa recente, a SEMAD criou a Gerência de Mudanças Climáticas e Serviços Ecossistêmicos (Gecli), uma unidade especializada com a missão de planejar e executar as ações do estado.[1] As atribuições da Gecli são vastas e estratégicas, incluindo a formulação e supervisão de políticas climáticas, a elaboração de planos de mitigação e adaptação, o estímulo a projetos de economia de baixo carbono, a formalização de mercados de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a assessoria técnica a municípios.[4]

A atuação da SEMAD transcende a mera regulação, posicionando-a como uma "orquestradora" da política climática estadual. A secretaria coordena o Fórum Goiano de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável (FGMCDS), um colegiado consultivo reativado em 2023 para facilitar a interação entre o poder público e a sociedade civil.[23] Além disso, lidera a elaboração de planos cruciais, como o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDQIF), em colaboração com outras instituições.[24] A SEMAD também busca ativamente parcerias e financiamentos, participando de encontros nacionais e internacionais para fortalecer a capacidade do estado de acessar recursos para a ação climática.[25]

Outras instituições governamentais complementam essa estrutura, como o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (CIMEHGO), que integra o Programa de Monitoramento do Tempo, Clima e Recursos Hídricos, e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que fornecem dados essenciais para o monitoramento e a previsão de eventos climáticos.[26]

Fluxos de financiamento

Público

O financiamento público para a agenda climática em Goiás flui por meio de uma arquitetura multifacetada que combina fundos federais robustos com mecanismos estaduais específicos. Em nível nacional, o principal instrumento é o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), estabelecido pela Lei 12.114/09 para apoiar projetos e estudos voltados à mitigação e adaptação.[27] O FNMC opera em duas modalidades: uma de recursos não reembolsáveis, gerenciada diretamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e outra de recursos reembolsáveis, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) através do Programa Fundo Clima.[28]

O BNDES tem sido um ator crucial na canalização desses recursos para projetos de grande impacto em Goiás. Exemplos notáveis incluem a aprovação de um financiamento de 625 de reais milhões, dos quais 500 milhões de reais são provenientes do Fundo Clima, para a São Martinho S/A implantar uma nova planta de etanol de milho em Quirinópolis.[29] Outro projeto relevante é o da Albioma Codora Energia, em Goianésia, que recebeu um crédito de 13,3 milhões de reais, sendo 12,74 milhões de reais do Fundo Clima, para viabilizar a produção de biogás a partir de resíduos da cana-de-açúcar.[30]

Outro mecanismo federal de grande relevância é o Fundo Amazônia. Embora seu foco principal seja a Amazônia Legal, da qual uma porção de Goiás faz parte, o fundo tem expandido seu escopo.[27] Recentemente, o BNDES aprovou a destinação de até 150 milhões de reais em recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia para apoiar ações de prevenção e combate a incêndios florestais no Cerrado e no Pantanal, beneficiando diretamente os corpos de bombeiros e brigadas florestais de Goiás.[31]

No âmbito estadual, o governo de Goiás estruturou seus próprios mecanismos financeiros. O Decreto nº 10.591 de 2024 regulamentou três fundos geridos pela SEMAD: o Fundo de Compensação Ambiental (FCA), que financia o Sistema Estadual de Unidades de Conservação com recursos de compensações; o Fundo de Conversão de Multas (FCM), que utiliza recursos de multas ambientais convertidas para financiar projetos de recuperação; e o Fundo de Recursos Hídricos (FRH), que aplica os recursos da cobrança pelo uso da água na gestão hídrica.[32]

Além dos fundos, o governo promove programas de incentivo direto, como o Plano ABC+Goiás, focado na Agricultura de Baixo Carbono 49, e o projeto "Goiás Verde: Inovações em Carbono na Agricultura", que recebeu um investimento de 3,6 milhões de reais para criar um sistema de monitoramento de GEE em agroecossistemas, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e outras instituições.[33]

Privado

O setor privado tem se tornado um motor cada vez mais potente do financiamento climático em Goiás, com investimentos vultosos direcionados principalmente para a transição energética. O estado se consolidou como um polo de atração para projetos de energia solar, impulsionado por seu alto potencial de irradiação e um ambiente de negócios favorável. Entre os principais investimentos anunciados, destacam-se o aporte de 1,3 bilhão de reais da Newave Energia para a construção da maior usina solar de Goiás, no município de Barro Alto, com capacidade para gerar 452 megawatt-pico (MWp).52 A AXS Energia também anunciou um investimento de 231 milhões de reais para a construção de 14 novas usinas solares até 2027,[34] enquanto a Fictor Energia planeja investir 194 milhões de reais em oito novas usinas fotovoltaicas.[35] O setor cooperativista também participa desse movimento, com um investimento previsto de 20 milhões de reais para uma usina fotovoltaica em Santa Rita do Araguaia, em uma parceria com o governo estadual.[36]

O mercado de capitais emergiu como uma fonte inovadora e crescente de recursos por meio de instrumentos financeiros verdes. Um exemplo notável foi a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) Verdes, que viabilizou 232,2 milhões de reais para financiar 122 propriedades rurais produtoras de soja no Cerrado, incluindo em Goiás. Em contrapartida ao financiamento com juros mais baixos, os produtores assumiram o compromisso de desmatamento zero, conservando uma área de 43,4 mil hectares de vegetação nativa.[37] Para fomentar esse mercado, o estado sancionou uma lei que cria os "Selos Verde Ambiental" e "Investimento Verde", chancelas públicas para estimular operações com títulos de renda fixa destinados a projetos sustentáveis.[38]

As instituições financeiras privadas também desempenham um papel vital. Bancos comerciais como o Banco do Brasil, Santander e Bradesco oferecem linhas de crédito específicas para o agronegócio e para a instalação de sistemas fotovoltaicos, financiando desde máquinas mais eficientes até a regularização ambiental de propriedades.[39] Além disso, as cooperativas de crédito em Goiás estão buscando um protagonismo maior na gestão dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Atualmente operando cerca de 10% dos recursos do fundo, o setor almeja dobrar essa participação para 20% no curto prazo, aproveitando sua capilaridade para levar o crédito de forma mais eficiente aos produtores.[40]

Internacional

Goiás tem se posicionado estrategicamente no cenário internacional para captar recursos e expertise para sua agenda climática. A iniciativa de maior destaque é a parceria com o Banco Mundial, que em abril de 2022 aprovou um financiamento de 500 milhões de dólares para o projeto "Recuperação Sustentável do estado de Goiás". Este empréstimo de grande porte, concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e garantido pelo governo federal, tem um duplo objetivo: fortalecer a sustentabilidade fiscal do estado e, crucialmente, apoiar a implementação de políticas públicas para uma agricultura de baixo carbono, resiliente ao clima e socialmente inclusiva. Os recursos apoiam diretamente a execução do plano estadual de mitigação e adaptação, o fomento ao uso de bioinsumos e a regularização da posse de terra para pequenos produtores, com foco especial no equilíbrio de gênero.[41]

Além deste acordo, o estado busca ativamente o acesso a outros mecanismos multilaterais. A SEMAD tem participado de workshops e articulações técnicas, como os promovidos pelo Consórcio Brasil Verde em parceria com o City Climate Finance Gap Fund, para fortalecer a capacidade de seus técnicos na estruturação de projetos e no acesso a financiamentos internacionais, incluindo o Fundo Verde para o Clima (GCF).[25] O GCF é o principal mecanismo financeiro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), projetado para mobilizar recursos em larga escala para países em desenvolvimento.[42]

Para ampliar sua inserção internacional e fortalecer sua governança climática, Goiás filiou-se a importantes redes globais. O estado é membro da Regions4, uma rede global de governos subnacionais focada em desenvolvimento sustentável, e da Coalizão Subnacional para a Ação Contra o Metano, que visa reforçar o compromisso global de redução das emissões deste potente gás de efeito estufa. A participação no Consórcio Brasil Verde também é estratégica, pois articula os esforços de diversos estados brasileiros na busca por um desenvolvimento de baixo carbono e na adaptação aos efeitos climáticos, além de facilitar agendas conjuntas para a originação de projetos estruturantes com recursos de fundos como o Fundo Clima.[4]

Principais setores beneficiados

Usina Hidrelétrica de São Simão, na divisa com Minas Gerais

Energia renovável e transição energética é, indiscutivelmente, o setor que mais tem atraído capital, especialmente privado. Os investimentos massivos em energia solar, como os projetos da Newave Energia (1,3 bilhão de reais), AXS Energia (231 milhões de reais) e Fictor Energia (194 milhões de reais), estão transformando a matriz energética do estado.[34] O governo estadual fomenta essa expansão por meio de programas como o "Goiás Solar" e o "Goiás Mais Energia Rural", que visam facilitar o acesso a fontes renováveis.[43] Além da fonte solar, o setor de biocombustíveis e biogás é um grande beneficiário, com projetos de larga escala como a planta de etanol de milho da São Martinho e a usina de biogás da Albioma, ambos recebendo apoio substancial do Fundo Clima via BNDES.[29]

Como pilar da economia goiana, a agricultura é o foco central das estratégias de descarbonização e adaptação. O setor é o principal beneficiário do financiamento de 500 milhões de dólares do Banco Mundial, que apoia a transição para práticas mais sustentáveis.[41] O Plano ABC+Goiás (Agricultura de Baixo Carbono) é o principal instrumento de política pública para o setor, promovendo tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, sistemas de plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).[44] Para dar suporte tecnológico a essa transição, o projeto "Goiás Verde" investe R$ 3,6 milhões na criação de um sistema de monitoramento de carbono em agroecossistemas.[33]

A conservação do Cerrado é uma prioridade crescente, com o estado se estruturando para capitalizar seus ativos ambientais. A recente aprovação de elegibilidade pela Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) habilita Goiás a receber pagamentos por resultados de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).[45] Para operacionalizar essa oportunidade, o governo está desenvolvendo seu Sistema Estadual de REDD+ por meio do Projeto REDD+ Goiás.[46] O financiamento para o setor também virá de fontes como o Fundo Amazônia, que destinará 150 milhões de reais para o combate a incêndios florestais no Cerrado goiano.[31] A nível local, a iniciativa piloto "PSA Cerrado em Pé" cria um mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais, oferecendo incentivos financeiros diretos a proprietários rurais que preservam áreas de vegetação nativa.[4]

As ações de adaptação às mudanças climáticas são, em grande parte, lideradas pelo setor público. O programa Goiás Resiliente é a principal iniciativa, com o objetivo de fortalecer as capacidades técnicas e operacionais das defesas civis municipais e promover a integração de políticas de redução de riscos de desastres.[4] Para ampliar o alcance e a eficácia dessas ações, Goiás aderiu ao programa federal AdaptaCidades, que oferece suporte técnico e financeiro para o desenvolvimento de planos locais de adaptação.[47]

Na área urbana, o governo de Goiás planeja investir na descarbonização do transporte público, com a meta de eletrificar 15% da frota de ônibus da Região Metropolitana de Goiânia e avançar nos estudos para a adoção de células de hidrogênio, uma tecnologia de emissão zero. Há também planos para a modernização de 44 terminais rodoviários e a incorporação de infraestrutura verde em projetos de mobilidade.[48] Em infraestrutura rodoviária, a concessionária Rota Verde Goiás já implementa um plano de emissões zero de carbono e a construção de passagens de fauna, alinhando a operação de rodovias com padrões de sustentabilidade.[49]

Impactos e resultados

As políticas e os investimentos em financiamento climático em Goiás já começam a gerar resultados tangíveis e mensuráveis, especialmente nas frentes de combate ao desmatamento e mitigação de emissões. O resultado mais notável foi a redução de 59% no desmatamento do Cerrado no estado durante o primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este foi o maior índice de redução entre todos os estados do bioma, um feito que demonstra a eficácia das políticas de monitoramento e controle.[16]

Esse desempenho ambiental foi rapidamente convertido em um potencial ativo financeiro. Em outubro, a Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) aprovou a elegibilidade de Goiás para acessar pagamentos por resultados de REDD+. Esse reconhecimento habilita o estado a captar recursos internacionais e a participar do mercado de créditos de carbono, recompensando os esforços de conservação e criando uma nova fonte de receita para financiar a transição para uma economia de baixo carbono.[45]

No setor de energia, os projetos financiados pelo Fundo Clima apresentam metas claras de redução de emissões. A nova planta de etanol de milho da São Martinho, por exemplo, tem uma previsão de evitar a emissão de aproximadamente 380 mil toneladas de CO2 equivalente por ano.[29] A nível nacional, o Fundo Clima teve um desempenho recorde em 2024, com um repasse de 10,456 bilhões de reais, um volume 23 vezes superior à média histórica anual, consolidando-se como um dos principais motores da transformação ecológica do Brasil, com impactos positivos para o Centro-Oeste.[50]

O projeto de 500 milhões de dólares do Banco Mundial também já demonstra impactos sociais e ambientais positivos no campo. A iniciativa tem impulsionado a agricultura de baixo carbono em assentamentos rurais, como em Itaberaí, onde famílias de produtores implementaram sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e passaram a priorizar o uso de bioinsumos, fortalecendo a produção sustentável.[51]

Apesar desses sucessos, a implementação dos projetos financiados enfrenta desafios, particularmente na mensuração de seus resultados. Relatórios de avaliação do Fundo Clima, por exemplo, apontam que, embora os projetos se enquadrem nos objetivos do fundo, há uma dificuldade em avaliar o impacto real de iniciativas menores na mitigação de GEE e, principalmente, na adaptação. O próprio MMA reconhece que não há uma metodologia específica consolidada para mensurar a adaptação em pequenos projetos, o que pode dificultar a demonstração de eficácia e a atração de financiamento baseado em resultados para esta área crucial.[52]

Críticas e controvérsias

Apesar dos avanços na agenda de financiamento climático, a implementação de políticas e projetos ambientais em Goiás não está imune a críticas e controvérsias, que revelam tensões entre desenvolvimento econômico, conservação ambiental e justiça social. Um dos casos mais emblemáticos é o Projeto Gênesis, uma iniciativa do governo estadual para fomentar o turismo em parques estaduais, como os da região da Chapada dos Veadeiros. O projeto foi publicamente questionado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), que apontou "falta de clareza" quanto à sua sustentabilidade ambiental e criticou a aparente ausência de um diálogo aprofundado com as comunidades locais antes do anúncio das intervenções. Em resposta, a SEMAD afirmou que o projeto está em fase inicial de discussão e que o processo ocorre de forma aberta, com a realização de consultas populares planejadas.[53]

Conflitos com comunidades tradicionais também marcam o cenário, expondo questões de racismo ambiental. Um exemplo significativo foi a proposta de instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no Rio das Almas, que impactaria diretamente o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Calunga, em Cavalcante. A iniciativa, que ameaçava a principal fonte de água de uma das comunidades calungas, gerou forte resistência e foi vista como um exemplo de como projetos de desenvolvimento podem sobrepor os direitos de populações historicamente marginalizadas.[54]

A governança ambiental também é palco de atritos institucionais. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, criticou publicamente a SEMAD pela aplicação de multas diárias ao aterro sanitário da capital, que operava sem licença ambiental. O prefeito alegou falta de colaboração por parte da secretaria estadual, enquanto a SEMAD defendeu que as ações de fiscalização são sua competência legal e que o município não havia tomado as providências necessárias para a regularização, apesar de anos de negociação.[55]

Há também críticas que partem da própria gestão ambiental do estado em relação ao arcabouço federal. A secretária da SEMAD, Andréa Vulcanis, expressou que a nova lei geral de licenciamento ambiental, sancionada em 2025, representa um retrocesso para estados como Goiás, que já haviam desenvolvido modelos de licenciamento mais modernos e ágeis, como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC). O veto presidencial que retirou dos estados a autonomia para elaborar seus próprios modelos foi visto como um entrave à inovação na gestão ambiental.[56] Por fim, a segurança de infraestruturas críticas continua sendo uma preocupação, com um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) identificando 18 barragens em Goiás com classificação de risco crítica, demandando maior atenção e investimentos em manutenção e segurança.[57]

Perspectivas

O futuro do financiamento climático em Goiás está delineado por uma visão de longo prazo ambiciosa, ancorada na Estratégia Goiás Carbono Neutro 2050. Lançada pelo governo estadual, esta estratégia estabelece a meta de zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até meados do século, promovendo uma matriz produtiva tecnologicamente avançada, ambientalmente limpa e competitiva.[58] A implementação dessa visão se apoia em três eixos principais: a construção de parcerias com o setor privado para uma produção mais sustentável; a definição de metas de curto, médio e longo prazo em um plano de ação climático; e o fomento ao mercado de carbono.[59]

Para alcançar esses objetivos, o estado está desenvolvendo instrumentos de planejamento robustos. O Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDQIF), que abrangerá o período de 2025 a 2028, está em fase final de consulta pública e será fundamental para combater a principal fonte de emissões de Goiás.[60] Da mesma forma, a continuidade e o aprimoramento do Plano ABC+GO buscarão consolidar a agricultura de baixo carbono como o modelo produtivo padrão no estado.[44]

Uma das oportunidades mais significativas no horizonte é a articulação política liderada por Goiás, em conjunto com outros estados do Cerrado, para a criação de um fundo internacional específico para o bioma. A proposta, que será levada à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), visa corrigir uma histórica disparidade no financiamento climático global, que tem concentrado a maior parte dos recursos na Amazônia. A secretária de Meio Ambiente de Goiás, Andréa Vulcanis, tem defendido publicamente que o Cerrado precisa ser reconhecido e financiado por seu papel estratégico no equilíbrio hídrico e climático do Brasil, engajando-se em uma forma de diplomacia climática subnacional para atrair novos fluxos de capital.[61]

Na frente de adaptação, a adesão ao programa federal AdaptaCidades e o fortalecimento contínuo do programa estadual Goiás Resiliente sinalizam um compromisso com o aumento da capacidade dos municípios para lidar com os impactos climáticos inevitáveis.[4]

Ver também

Referências

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  13. Mudanças climáticas impactam o agronegócio | UFG - Universidade Federal de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://ufg.br/n/100846-mudancas-climaticas-impactam-o-agronegocio?atr=de&locale=de
  14. Goiás já teve perda de 25% da produção por causa da seca | Sistema Faeg Senar, acessado em 31 de outubro de 2025, https://sistemafaeg.com.br/noticias/goias-ja-teve-perda-de-25-da-producao-por-causa-da-seca
  15. Faeg estima que prejuízos da seca cheguem a R$ 1.2 bilhão, acessado em 31 de outubro de 2025, https://sistemafaeg.com.br/noticias/prejuizos-da-seca-podem-chegar-a-r-1-2-bilhao
  16. a b Desmatamento cai 59% em Goiás no primeiro semestre de 2024 – SEMAD, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/desmatamento-cai-59-em-goias-no-primeiro-semestre-de-2024/
  17. Ações do Parlamento goiano evitam maior destruição do Cerrado | Portal da Alego, acessado em 31 de outubro de 2025, https://portal.al.go.leg.br/noticias/146584/acoes-do-parlamento-goiano-evitam-maior-destruicao-do-cerrado
  18. Lei nº 16.497 de 10/02/2009 - Estadual - Goiás - LegisWeb, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=128778
  19. Alterações em política sobre mudanças climáticas são publicadas no Diário Oficial - Alego, acessado em 31 de outubro de 2025, https://portal.al.go.leg.br/noticias/148284/alteracoes-em-politica-sobre-mudancas-climaticas-sao-publicadas-no-diario-oficial
  20. Proposta que cria a Política Estadual de Emergências Climáticas tem anuência final - Alego, acessado em 31 de outubro de 2025, https://portal.al.go.leg.br/noticias/158058/proposta-que-cria-a-politica-estadual-de-emergencias-climaticas-tem-anuencia-final
  21. Lei nº 11.381, de 23 de abril de 2025 - Prefeitura de Goiânia, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.goiania.go.gov.br/html/gabinete_civil/sileg/dados/legis/2025/lo_20250423_000011381.html
  22. Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD - SISEMA, acessado em 31 de outubro de 2025, https://meioambiente.mg.gov.br/
  23. Decreto Numerado Nº 10.524/2024 - Casa Civil do Estado de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://legisla.casacivil.go.gov.br/pesquisa_legislacao/109367/decreto-10524
  24. Semad atua em plano de prevenção e combate ao desmatamento e queimadas em Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/semad-atua-em-plano-de-prevencao-e-combate-ao-desmatamento-e-queimadas-em-goias/
  25. a b Semad discute ações de combate à crise climática em Brasília - Portal Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/semad-discute-acoes-de-combate-a-crise-climatica-em-brasilia/
  26. Goiás - Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, acessado em 31 de outubro de 2025, https://portal.inmet.gov.br/noticias/noticias?noticias=Goi%C3%A1s
  27. a b Projeto privilegia Amazônia Legal nos financiamentos para combate às mudanças climáticas - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.camara.leg.br/noticias/1139712-projeto-privilegia-amazonia-legal-nos-financiamentos-para-combate-as-mudancas-climaticas/
  28. Fundo Nacional sobre Mudança do Clima - Portal Gov.br, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/secex/dfre/fundo-nacional-sobre-mudanca-do-clima
  29. a b c Com R$ 625 milhões, BNDES financia planta de etanol de milho da ..., acessado em 31 de outubro de 2025, https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/agro/Com-R$-625-milhoes-BNDES-financia-planta-de-etanol-de-milho-da-Sao-Martinho-em-Goias/
  30. BNDES financia projetos de biogás no Paraná e em Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/imprensa/noticias/conteudo/bndes-financia-projetos-de-biogas-no-parana-e-em-goiais/!ut/p/z0/pY9Bb4JAEIV_DcfNTmCteiQWYxDSxtrE7sUMsOBYmUV2Nf35RWKvJm2Pk7z3vW-kljupGa_UoCfLeBruD_20z-brZKVeIIPJVkH8HE3V-zSB9SyUqdRDIJ1li9VcDYHlZgLx63YTJSqN4C28Eeh4PutY6tKyN19e7gqujNsTO0_-Uo5LARxsawKoiZFLwtawt-6Of7D_Szy1XW_YYQBsPQ07LoCxd6lsAGNR_CiIrrdHM1iIyoiCbINOsBUd9sgojDCtaCwhuZtE2OeLvJG6Q38QxLW9a_yB9vBntYT__yy7T11MTteszl38Ddz9P8w!/
  31. a b BNDES aprova R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para prevenção e combate a incêndios no Cerrado e no Pantanal Página Inicial, acessado em 31 de outubro de 2025, https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/centro-oeste/BNDES-aprova-R$-150-milhoes-do-Fundo-Amazonia-para-prevencao-e-combate-a-incendios-no-Cerrado-e-no-Pantanal/
  32. SEMAD - Governo de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/fundos-meio-ambiente-recursos-hidricos-estado-goias/
  33. a b Governo de Goiás investe R$ 3,6 milhões em inovações sustentáveis para a agricultura, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/inovacao/governo-de-goias-investe-r-36-milhoes-em-inovacoes-sustentaveis-para-a-agricultura/
  34. a b Goiás Atrai Investimento De R$ 230 Milhões Para Expansão Da Energia Solar, acessado em 31 de outubro de 2025, https://cenarioenergia.com.br/2025/03/31/goias-atrai-investimento-de-r-230-milhoes-para-expansao-da-energia-solar/
  35. Fictor Energia anuncia R$ 194 milhões para Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://empreenderemgoias.com.br/2024/08/08/ficto-energia-anuncia-r-194-milhoes-para-goias/
  36. Cooperativas goianas devem investir R$ 20 mi em usina solar - Somos Cooperativismo, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.somoscooperativismo.coop.br/noticias-representacao/cooperativas-goianas-devem-investir-r-20-mi-em-usina-solar
  37. Títulos verdes irão viabilizar investimento de mais de R$ 200 milhões para produção de soja - Frente Parlamentar Ambientalista, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.frenteambientalista.com/post/t%C3%ADtulos-verdes-ir%C3%A3o-viabilizar-investimento-de-mais-de-r-200-milh%C3%B5es-para-produ%C3%A7%C3%A3o-de-soja
  38. Sancionada a criação dos Selos Verde Ambiental e Investimento Verde em Goiás - Alego, acessado em 31 de outubro de 2025, https://portal.al.go.leg.br/noticias/141130/sancionada-a-criacao-dos-selos-verde-ambiental-e-investimento-verde-em-goias
  39. Agro BBTS é destaque em Goiás e Tocantins, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.bbts.com.br/imprensa/agro/agro-bbts-e-destaque-em-goias-e-tocantins/
  40. Goiás investe no cooperativismo para impulsionar o ... - MundoCoop, acessado em 31 de outubro de 2025, https://mundocoop.com.br/acontece-no-setor/goias-investe-no-cooperativismo-para-impulsionar-o-desenvolvimento-regional/
  41. a b Banco Mundial apoia a reforma fiscal e a recuperação econômica ..., acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.worldbank.org/pt/news/press-release/2022/04/29/banco-mundial-apoia-a-reforma-fiscal-e-a-recupera-o-economica-verde-do-estado-de-goias
  42. Projetos e Programas — Ministério da Fazenda - Portal Gov.br, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/fundos-internacionais-de-desenvolvimento/fundo-verde-do-clima/projetos-e-programas
  43. Energia - Projetos por Eixo de Atuação - Governo de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/governo/energia/projetos-por-eixo-de-atuacao/
  44. a b Plano ABC+ Goiás – SEAPA – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/agricultura/plano-abc-goias/
  45. a b Em sete meses, BNDES aprova R$ 7,3 bi dos R$ 10,4 bi aportados pela União para operações do Fundo Clima Página Inicial, acessado em 31 de outubro de 2025, https://agenciadenoticias.bndes.gov.br/socioambiental/Em-sete-meses-BNDES-aprova-R$-73-bi-dos-R$-104-bi-aportados-pela-Uniao-para-operacoes-do-Fundo-Clima/
  46. plano estratégico 2023-2027 resultados ciclo 2, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/wp-content/uploads/sites/33/2025/09/Resultados-Planejamento-Estrategico-Ciclo-2.pdf
  47. Goiás adere a programa federal de adaptação a mudanças climáticas, acessado em 31 de outubro de 2025, https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/146606-goias-adere-a-programa-federal-de-adaptacao-a-mudancas-climaticas
  48. Planejamento urbano, sustentabilidade e desenvolvimento ..., acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/governo/planejamento-urbano-sustentabilidade-e-desenvolvimento-economico-norteiam-acoes-da-secretaria-geral-de-governo-para-2024/
  49. Compromisso - Rota Verde Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://rotaverdegoias.com.br/institucional_compromisso/
  50. MMA apresenta resultados recordes do Fundo Clima e reforça combate à crise climática, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-apresenta-resultados-recordes-do-fundo-clima-e-reforca-combate-a-crise-climatica
  51. Banco Mundial apoia agricultura de baixo carbono e sustentabilidade fiscal em Goiás BR, acessado em 31 de outubro de 2025, https://news.un.org/pt/story/2025/03/1846691
  52. Relatório de Avaliação - Fundo Nacional sobre Mudança do Clima - Portal Gov.br, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.gov.br/planejamento/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/cmap/politicas/2023/avaliacao-conjunta-cmas-cmag/relatorio_avaliacao_fundoclima_atualizacao.pdf
  53. Projeto Gênesis: secretária rebate críticas e diz não haver "falta de ..., acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.maisgoias.com.br/cidades/projeto-genesis-secretaria-nega-falta-de-clareza-em-programa-de-expansao-turistica/
  54. A luta Quilombola e o racismo ambiental em Goiás - Portal Geledés, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.geledes.org.br/a-luta-quilombola-e-o-racismo-ambiental-em-goias/
  55. Prefeito Sandro Mabel reforça críticas à Semad - CBN Goiânia, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.cbngoiania.com.br/tarde-cbn/prefeito-sandro-mabel-reforca-criticas-a-semad-1.3328137
  56. Com vetos ou sem vetos, nova lei pouco muda no licenciamento ambiental no País, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.brasilmineral.com.br/noticias/com-vetos-ou-sem-vetos-nova-lei-pouco-muda-no-licenciamento-ambiental-no-pais
  57. Goiás tem 18 barragens críticas, diz relatório da ANA - Imprensa do Cerrado, acessado em 31 de outubro de 2025, https://www.imprensadocerrado.com.br/materia/1945/goias-tem-18-barragens-criticas-diz-relatorio-da-ana
  58. Governo divulga plano para zerar emissões de carbono até 2050, acessado em 31 de outubro de 2025, https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/95068-governo-divulga-plano-para-zerar-emissoes-de-carbono-ate-2050
  59. Governo de Goiás divulga Plano para neutralizar emissões de carbono até 2050 – SEMAD, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/governo-de-goias-divulga-plano-para-neutralizar-emissoes-de-carbono-ate-2050/
  60. Semad abre consulta pública sobre o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais - Governo de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/semad-abre-consulta-publica-sobre-o-plano-de-prevencao-e-controle-do-desmatamento-queimadas-e-incendios-florestais/
  61. “O Cerrado também precisa ser reconhecido e financiado”, defende Vulcanis na COP30 Cerrados - Governo de Goiás, acessado em 31 de outubro de 2025, https://goias.gov.br/meioambiente/o-cerrado-tambem-precisa-ser-reconhecido-e-financiado-defende-vulcanis-na-cop30-cerrados/