Financiamento climático na Itália

File:LTW80 Deliceto.jpg
Usina eólica em Deliceto.

O financiamento climático na Itália articula fluxos públicos e privados — desde programas de recuperação e instrumentos fiscais até títulos soberanos, garantias e linhas de cooperação externa — visando mitigar emissões e reforçar a resiliência diante dos riscos crescentes do hotspot mediterrâneo.[1]

Grande parte da ação pública concentra-se no Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR), cerca de 78,2 bilhões de euros do plano foram inicialmente etiquetados como relacionados ao clima; rubricas explícitas incluem cerca de 16,9 bilhões para eficiência de edifícios, 34,5 bilhões para mobilidade sustentável e 24,7 bilhões para renováveis, economia circular e gestão de água e resíduos.[2][3]

No mercado de capitais soberano, o Tesouro lançou seus próprios títulos verdes, os BTP Verdes, em março de 2021, e as emissões geraram cerca de 11,6 bilhões de euros em 2024, totalizando aproximadamente 58,6 bilhões emitidos entre 2021 e junho de 2025.[4][5]

A atuação externa combina Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) climática — cerca de 245 milhões de dólares em 2023 — com instrumentos programáticos mais amplos, como o Fondo Italiano per il Clima (c. 4 bilhões de euros) e o envelope do Plano Mattei (5,5 bilhões); o governo também anunciou compromissos em fóruns multilaterais, incluindo a doação de 100 milhões ao Fundo de Perda e Dano na COP28.[6][7][8]

No entanto, analistas, ONGs e investigações apontam práticas de greenwashing e falta de escrutínio em títulos e divulgações corporativas.[9] Há também relatos de SLAPPs e litígios movidos por grandes empresas contra críticos, embora decisões judiciais recentes permitam a continuidade de ações climáticas.[10][11] Especialistas destacam lacunas técnicas — sobretudo a ausência de avaliações robustas de impacto de CO₂ em muitos projetos do PNRR — e a persistência de subsídios prejudiciais ao clima.[12]

Contexto climático e vulnerabilidades

File:Show Your Stripes change in temperature graphic for All of Italy with bars with labels.png
Mudança de temperatura com base nas médias anuais do país entre 1850 e 2022

A Itália é parte do hotspot mediterrâneo — uma região onde a temperatura tem aumentado mais rápido que a média global, com efeitos já observáveis em ondas de calor, secas e eventos extremos hidrológicos.[1][13][14][15] As temperaturas médias anuais na Itália subiram nas últimas décadas, e a frequência, intensidade e duração de ondas de calor têm aumentado — superarando recordes locais.[16] O aumento de temperatura intensifica estresses térmicos na saúde humana, elevando riscos especialmente para populações idosas e vulneráveis.[16]

File:Siccità a Montespluga nel 2022 (C).jpg
Lago Montespluga na Lombardia completamrente seco em 2022.

A bacia do rio Pó, motor agrícola e industrial da Itália, sofreu uma seca histórica em 2022 considerada uma das piores em seis séculos em termos hidrológicos — com implicações para irrigação, geração hidrelétrica, navegação e disponibilidade de água potável.[17] Houve redução acentuada de vazões e perdas de produção agrícolas (como o arroz no Vale do Pó).[17][18] No geral, setores agrícolas-chave já registraram reduções de produtividade e aumentos de variabilidade devido a secas, ondas de calor e chuvas intensas; e seguem indicando riscos crescentes.[19][20]

Grande parte do território italiano é vulnerável a cheias e deslizamentos devido a relevo montanhoso, ocupação urbana em encostas e declínio da permeabilidade do solo.[21] Além disso, a combinação de elevação do nível do mar e de variações locais (marés excepcionais, subsidência pontual) aumenta a vulnerabilidade de cidades costeiras italianas, sendo Veneza o exemplo mais emblemático.[22]

As geleiras dos Alpes Italianos vêm sofrendo recuo e perda de massa glacial rápidas, afetando os regimes de vazão dos rios, a disponibilidade de água no verão e serviços ecossistêmicos ligados ao turismo de montanha e à agricultura irrigada.[23][24]

Marcos legais e institucionais

As obrigações e metas legais que orientam políticas e financiamentos na Itália derivam em grande parte do quadro europeu — em especial da Lei Climática Europeia (neutralidade até 2050; meta intermediária de redução de pelo menos 55% até 2030).[25][26]

Localmente, o PNIEC (Plano Nacional de Energia e Clima) orienta as metas 2030 da Itália para renováveis, eficiência e redução de emissões e é referência para alinhar investimentos públicos e privados ao objetivo de mitigação.[27] Em 2024, a versão atualizada do PNIEC foi submetida e avaliada pela Comissão Europeia, caracterizada por uma abordagem mais intensa à divesificação da rede e descarbonização.[27] A Itália consolidou recentemente a sua estratégia de adaptação (SNAC/SNAC-pluri) e aprovou o Plano Nacional de Adaptação (PNACC), documentos que traduzem riscos, prioridades setoriais e linhas de ação que orientam a alocação de recursos para medidas de adaptação.[28][29]

A Itália também tem um quadro legal voltado ao auxílio externo a países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

A Lei n. 125/2014 é a peça central do novo quadro jurídico italiano de cooperação ao desenvolvimento. Ela define os objetivos fundamentais da cooperação com base nos ODS; reorganiza a arquitetura institucional; institui instrumentos de planejamento e programação; regula modalidades de intervenção financeira; e prevê mecanismos de transparência, responsabilização e participação civil.[30][31] A lei também delega um conjunto de normas e decretos de execução para operacionalizar processos administrativos e financeiros.[30] O Documento Triennale (exigido pela Lei 125/2014) é o instrumento programático que traduz, em horizonte plurianual, as prioridades temáticas e geográficas da cooperação italiana: identifica países prioritários, setores-alvo, metas de resultado e linhas orçamentárias indicativas.[32] Serve como referência obrigatória para a alocação de recursos e elaboração dos programas operativos da Agência Italiana para a Cooperação no Desenvolvimento (AICS); também é submetido a instâncias consultivas e colaborativas previstas na lei.[32]

Financiamento público

Doméstico

O financiamento público doméstico para a transição climática na Itália apoia-se principalmente no Plano Nacional de Recuperação (PNRR); segundo estimativas de análise do plano, aproximadamente 78,2 bilhões de euros do plano foram inicialmente etiquetados como relacionados ao clima (c. 37–40% do total do plano), o que se traduz em rubricas específicas para eficiência energética, mobilidade sustentável e energias renováveis.[2][3][33][34] A dotação total do PNRR foi reportada inicialmente em 191,5 bilhões de euros e, após revisões, está atualmente em torno de 194,4 bilhões.[2][3] Dentro desse envelope, a Comissão Europeia lista linhas com cifras explícitas — por exemplo, cerca de 16,9 bilhões de euros para eficiência energética de edifícios, 34,5 bilhões para mobilidade sustentável e 24,7 bilhões para renováveis, economia circular e gestão de água e resíduos.[3]

Desde 2021 o Tesouro italiano emite seu próprio título verde (BTP Verde) para financiar despesas públicas com impacto ambiental positivo; o primeiro lançamento em março de 2021 e emissões subsequentes colocaram a Itália em destaque.[4][35][36] O relatório de alocação do Ministério da Economia indica que os recursos gerados pelas emissões verdes em 2024 somaram aproximadamente 11,6 bilhões de euros, e levantamentos recentes apontam que, entre 2021 e junho de 2025, o total emitido de BTP Verde alcançou cerca de 58,6 bilhões.[5][37]

A Cassa Depositi e Prestiti (CDP) atua como veículo estatal de promoção do investimento, além de emitir títulos próprios ligados aos ODS, participa como intermediário em linhas para eficiência energética, infraestrutura verde e apoio a empresas — e é apontada oficialmente como um dos operadores para instrumentos de mobilização de financiamento climático.[31]

Complementarmente, medidas fiscais e de incentivo à produção privada — exemplificadas pelo plano Transizione 4.0 (créditos fiscais e incentivos para modernização industrial, com dotação significativa no período 2021–2023) — canalizam recursos públicos indiretos para modernização e eficiência energética.[38]

Externo

Em 2023 a Itália desembolsou cerca de 245 milhões de dólares em Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) climática e o valor anual tem variado sensivelmente desde 2020.[39]

Em Dubai, no contexto da COP28, o governo anunciou uma doação de 100 milhões de euros ao novo Fundo de Perda e Dano e a intenção de uma contribuição de dimensão relevante ao Fundo Verde para o Clima.[6][40]

No nível programático a Itália criou o chamado Fondo Italiano per il Clima (dotação aproximada de 4 bilhões de euros) e, no âmbito da sua iniciativa para a África, o Plano Mattei, anunciou um envelope total de cerca de 5,5 bilhões — somas destinadas a créditos, garantias e subsídios para energia, infraestrutura e resiliência climática em países parceiros.[7][41] O Fondo Italiano per il Clima (via canais de implementação) participou da subscrição de um "título híbrido" de 100 milhões de euros para o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) para financiar projetos renováveis na África Ocidental, e o banco público CDP assinou acordos de cofinanciamento com o Banco Africano de Desenvolvimento no montante de cerca de 400 milhões como parte das iniciativas vinculadas ao Plano Mattei.[8][42][43][44]

Financiamento privado

File:Diamante centrale fotovoltaico Inaugurazione Roma.jpg
"Diamante" com painéis fotovoltaicos da Enel em Roma.

A Enel reorientou seu plano de investimentos (capex bruto de cerca de 36 bilhões de euros no período 2024-2026, com ênfase em redes e seleção mais cautelosa de projetos renováveis) enquanto fecha parcerias e vendas de ativos para fundos estrangeiros em alguns mercados.[45] Em 2024, participações em portfólios renováveis ligados à empresa foram objeto de transações de centenas de milhões a bilhões de euros.[46]

A Eni captou quase 3 bilhões de euros de um grande fundo de private equity (KKR) pela venda parcial de sua unidade de biocombustíveis, Enilive, e depois ampliou essa operação, gerando liquidez para financiar a sua transição e, ao mesmo tempo, colocando um ativo de baixa emissão sob gestão mista público-privada.[47][48]

Os bancos comerciais e os mercados de capitais italianos têm aumentado instrumentos etiquetados como "verdes" e "sustentáveis", mobilizando volumes relevantes embora concentrados em poucos emissores. Linhas de crédito rotuladas e empréstimos "ESG" (ambiental, social e governança) somaram algumas dezenas de bilhões em exposições e desembolsos recentes, notadamente por Intesa Sanpaolo e UniCredit.[49][50] Ao mesmo tempo, a seguradora Generali comprometeu-se a aplicar 9,5 bilhões de euros em ativos verdes e sustentáveis no quinquênio, ampliando a disponibilidade de capital privado para projetos domésticos e internacionais.[51]

Cooperação internacional e financiamento externo

A Itália tem assinado acordos de financiamento e linhas específicas com países parceiros usando recursos do Fondo Italiano per il Clima e de agências públicas, como o acordo de 50 milhões de euros com Ruanda para apoiar projetos de resiliência climática, assinado em 2024 e executado por meios italianos.[52]

A Cassa Depositi e Prestiti (CDP) assinou um acordo de cofinanciamento com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) no valor de cerca de 400 milhões de euros, enquadrado no Plano Mattei para mobilizar capital para agricultura sustentável, energia e resiliência.[39][44] Além disso, o fundo italiano subscreveu instrumentos financeiros multilaterais por meio da subscrição a um "título híbrido" emitido pelo Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) de 100 milhões de euros.[8][42][43]

O programa da seguradora estatal SACE, Archimede, criou uma capacidade de garantia com teto de até 60 bilhões de euros para apoiar projetos de infraestrutura e de transição verde; a garantia Archimede já foi usada em operações que envolvem empréstimos verdes bancados por instituições europeias, o que reduz o custo do capital para projetos de energia renovável e infraestrutura em mercados domésticos e externos.[53]

Principais setores beneficiados

Os principais setores beneficiados pelo financiamento climático na Itália concentram-se em energia, edificação, transportes sustentáveis, agricultura, indústria e medidas de adaptação e resiliência.[54]

File:Milano - stazione Greco Pirelli - elettrotreno Trenord Caravaggio - 01.jpg
Linha de trânsito rápido de Milão.

No setor energético, a prioridade é a expansão de renováveis e a modernização de redes para integrar geração variável. O Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR) destina rubricas explícitas a renováveis e redes, enquanto observatórios internacionais registam crescimento rápido da produção renovável e planos de capex de grandes empresas italianas voltados sobretudo para redes e integração de renováveis.[45][54][55]

A edificação é outro foco central — intervenções para eficiência energética e reabilitação de edifícios aparecem com cifras diretas no PNRR e em iniciativas fiscais domésticas que já mobilizaram somas elevadas.[54][56]

Nos transportes, projetos de grande escala, como novas linhas ferroviárias e programas de estímulo à mobilidade elétrica, têm sido anunciados e parcialmente financiados por combinações de fundos europeus, nacionais e crédito público-privado.[57][58]

Agricultura, uso da terra e segurança hídrica surgem tanto como alvos domésticos quanto como prioridades nas ações externas da Itália: o Plano Mattei e o Fondo Italiano per il Clima indicam dotação e instrumentos destinados a financiar agricultura resiliente e projetos de gestão hídrica em países africanos parceiros, frequentemente cofinanciados por estatais e por parcerias público-privadas.[59][60][61]

Na indústria e na modernização produtiva, instrumentos fiscais (como o plano Transizione 4.0) apoiam investimentos privados em eficiência, processos de baixa emissão e inovação; essas medidas procuram direcionar capital privado para modernização com objetivos climáticos, reduzindo o custo do investimento inicial mediante créditos fiscais e incentivos públicos.[38][62]

Impactos e resultados

O programa Superbonus (medidas de incentivo fiscal para requalificação energética) gerou um efeito direto mensurável sobre obras concluídas, investimentos e economia de energia, em 31 de dezembro de 2024 havia mais de 497 mil aprovações registradas, com um investimento total admitido a dedução de aproximadamente 119-120,8 bilhões de euros e cerca de 113,9 bilhões de investimentos relativos a trabalhos já concluídos (c. 96% dos investimentos admitidos).[63][64][65]

A emissão dos BTP Verdes permitiu à Itália dedicar verbas do orçamento público a categorias elegíveis (ferrovia, eficiência energética, renováveis, transporte limpo, prevenção da poluição, economia circular, proteção da biodiversidade, etc.).[37][66][67]

No exterior, o projeto ESSK (Energia Limpa e Sviluppo Sostenibile) em Kahale no Líbano, financiado no âmbito da cooperação italiana é uma instalação de sistemas fotovoltáicos para iluminação pública e ações de sensibilização que facilitaram a redução de custos energéticos municipais e melhoria da segurança urbana.[68]

Críticas e controvérsias

Analistas, ONGs e investigações jornalísticas têm acusado emissores, intermediários financeiros e empresas italianas — em particular a ENI — de práticas de greenwashing: títulos rotulados como "verdes" ou "sustentáveis" que, na prática, financiam atividades com emissões relevantes ou metas que excluem categorias importantes de emissões. Uma investigação da Voxeurop documentou como grandes jornais italianos reproduziram comunicados e apresentações empresariais sem escrutínio suficiente, facilitando a difusão desses títulos.[9][69]

Organizações que patrocinam ações críticas contra empresas relatam ter sido alvo de procedimentos judiciais que — segundo elas — funcionam como SLAPPs (ações judiciais estratégicas contra a participação pública). A associação ReCommon e o Greenpeace Italia denunciaram iniciativas judiciais da ENI; reportagens do The Guardian e comunicados de ONGs documentam que a ENI apresentou sucessivos processos por difamação ou outras ações legais contra ativistas e meios, interpretados por críticos como tentativas de intimidação.[10][70] Ao mesmo tempo, decisões judiciais recentes da Corte de Cassação italiana autorizaram a continuidade de uma ação climática contra a ENI movida pelo Greenpeace, ReCommon e cidadãos.[11]

Think tanks e ONGs identificaram limitações no Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PNRR) da Itália. O Real Instituto Elcano e analistas apontaram que, apesar da contabilização formal de grande parte das assinaturas como "verdes", o plano padece de projetos com efeito limitado sobre a descarbonização estrutural e da ausência de avaliações de impacto de CO₂ para muitos investimentos.[12][71]

A associação Legambiente publicou relatórios que quantificam subsídios considerados ambientalmente danosos na Itália e afirmam que o país ainda mantém montantes significativos que favorecem combustíveis fósseis, em contradição com compromissos climáticos.[72]

Perspectivas futuras

A transposição da Lei n. 125/2014 em 2024 impõe a empresas italianas e a filiais relevantes obrigações mais amplas de divulgação de sustentabilidade, o que tende a melhorar a qualidade dos dados disponíveis para investidores, reguladores e pesquisadores.[73] Ao mesmo tempo, a retirada do pacote europeu antigreenwashing (proposta da Green Claims Directive) introduz incerteza normativa a nível da UE, o que pode limitar, no curto prazo, a capacidade regulatória de combater comunicações ambientais enganosas no mercado europeu.[74]

O espaço fiscal italiano e as prioridades de consolidação orçamental influenciarão fortemente quanto e como o Estado financiará medidas climáticas. Recomendações e previsões da OCDE e análises do orçamento apontam para constrangimentos que tornarão as opções de financiamento mais sensíveis a custos e credibilidade fiscal.[75]

Eventos climáticos extremos já pressionam contas públicas e empresas; espera-se aumento de instrumentos financeiros ligados à adaptação.[76][77]

Ver também

Referências

  1. a b «MedECC scientific reports on climate and environmental change in the Mediterranean». Union for the Mediterranean - UfM (em inglês). Consultado em 26 de agosto de 2025 
  2. a b c D'Alfonso, Alessandro (2025). Italy's National Recovery and Resilience Plan (PDF). [S.l.]: Parlamento Europeu 
  3. a b c d «Italy's recovery and resilience plan - European Commission». commission.europa.eu (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  4. a b «BTP Green - MEF Dipartimento del Tesoro». www.dt.mef.gov.it. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  5. a b Favaloro, Vittoria; Chow, Justin; Beaudoin, Marie-Bénédicte (2025). Allocation and Impact Report BTP Green (PDF). [S.l.]: MEF. p. 4 
  6. a b Fonte, Giuseppe; Amante, Angelo (1 de dezembro de 2023). «Italy pledges 100 mln euros to COP28 climate damage fund, PM Meloni says». Reuters (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  7. a b «President Meloni's speech during the COP28 High-Level Segment for Heads of State and Government». www.governo.it (em inglês). 2 de dezembro de 2023. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  8. a b c «BOAD Gets US$109 Million For Climate Change Mitigation | ConstructAfrica». constructafrica.com (em inglês). 5 de agosto de 2024. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  9. a b Michalopoulos, Giorgio; Valentino, Stefano (26 de março de 2025). «How Italian newspapers greenwashed hydrocarbon giant Eni's bonds». Voxeurop (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  10. a b «ENI's attack on ReCommon regarding its participation in tonight's programme Rai Report». ReCommon (em inglês). 13 de dezembro de 2021. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  11. a b «Greenpeace hails Italian court ruling allowing climate case against energy company Eni to continue». AP News (em inglês). 22 de julho de 2025. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  12. a b «Italy's National Recovery and Resiliency Plan's climate impact». Elcano Royal Institute (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  13. Lazoglou, Georgia; Papadopoulos-Zachos, Alexandros; Georgiades, Pantelis; Zittis, George; Velikou, Kondylia; Manios, Errikos Michail; Anagnostopoulou, Christina (30 de novembro de 2024). «Identification of climate change hotspots in the Mediterranean». Scientific Reports (em inglês) (1). ISSN 2045-2322. PMC 11608228Acessível livremente. PMID 39616216. doi:10.1038/s41598-024-80139-1. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  14. Cos, Josep; Doblas-Reyes, Francisco; Jury, Martin; Marcos, Raül; Bretonnière, Pierre-Antoine; Samsó, Margarida (8 de fevereiro de 2022). «The Mediterranean climate change hotspot in the CMIP5 and CMIP6 projections». Earth System Dynamics (em inglês) (1): 321–340. ISSN 2190-4987. doi:10.5194/esd-13-321-2022. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  15. Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) (22 de junho de 2023). Climate Change 2022 – Impacts, Adaptation and Vulnerability: Working Group II Contribution to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change 1 ed. [S.l.]: Cambridge University Press. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  16. a b Giuffrida, Angela; Jones, Sam; Smith, Helena (10 de julho de 2023). «Italy heatwave could push temperatures close to European record». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  17. a b Montanari, Alberto; Nguyen, Hung; Rubinetti, Sara; Ceola, Serena; Galelli, Stefano; Rubino, Angelo; Zanchettin, Davide (11 de agosto de 2023). «Why the 2022 Po River drought is the worst in the past two centuries». Science Advances (em inglês) (32). ISSN 2375-2548. PMC 10411875Acessível livremente. PMID 37556532. doi:10.1126/sciadv.adg8304. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  18. Spaggiari, Ottavia (29 de fevereiro de 2024). «Risotto crisis: the fight to save Italy's beloved dish from extinction». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  19. Pulighe, Giuseppe; Di Fonzo, Antonella; Gaito, Marco; Giuca, Sabrina; Lupia, Flavio; Bonati, Guido; De Leo, Simonetta (10 de julho de 2024). «Climate change impact on yield and income of Italian agriculture system: a scoping review». Agricultural and Food Economics (em inglês) (1). ISSN 2193-7532. doi:10.1186/s40100-024-00317-7. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  20. Mereu, Valentina; Gallo, Andrea; Trabucco, Antonio; Carboni, Gianluca; Spano, Donatella (2021). «Modeling high-resolution climate change impacts on wheat and maize in Italy». Climate Risk Management (em inglês). 100339 páginas. doi:10.1016/j.crm.2021.100339. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  21. García-Valdecasas Ojeda, Matilde; Di Sante, Fabio; Coppola, Erika; Fantini, Adriano; Nogherotto, Rita; Raffaele, Francesca; Giorgi, Filippo (dezembro de 2022). «Climate change impact on flood hazard over Italy». Journal of Hydrology (em inglês). 128628 páginas. doi:10.1016/j.jhydrol.2022.128628. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  22. Faranda, Davide; Ginesta, Mireia; Alberti, Tommaso; Coppola, Erika; Anzidei, Marco (8 de novembro de 2023). «Attributing Venice Acqua Alta events to a changing climate and evaluating the efficacy of MoSE adaptation strategy». npj Climate and Atmospheric Science (em inglês) (1). ISSN 2397-3722. doi:10.1038/s41612-023-00513-0. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  23. Sommer, Christian; Malz, Philipp; Seehaus, Thorsten C.; Lippl, Stefan; Zemp, Michael; Braun, Matthias H. (25 de junho de 2020). «Rapid glacier retreat and downwasting throughout the European Alps in the early 21st century». Nature Communications (em inglês) (1). ISSN 2041-1723. PMC 7316704Acessível livremente. PMID 32587270. doi:10.1038/s41467-020-16818-0. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  24. Serandrei-Barbero, Rossana; Donnici, Sandra; Zecchetto, Stefano (14 de outubro de 2022). «Past and future behavior of the valley glaciers in the Italian Alps». Frontiers in Earth Science. ISSN 2296-6463. doi:10.3389/feart.2022.972601. Consultado em 26 de agosto de 2025 
  25. «European Climate Law - European Commission». climate.ec.europa.eu (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  26. Italy 2023 (PDF). Energy Policy Review. França: IEA. 2023. p. 42 
  27. a b «Italy - Final updated NECP 2021-2030 (submitted in 2024) - European Commission». commission.europa.eu (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  28. «Strategia Nazionale di Adattamento ai Cambiamenti Climatici». Ministero dell’Ambiente e della Tutela del Territorio e del Mare (em italiano). 2013. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  29. «Piano Nazionale di Adattamento ai Cambiamenti Climatici (PNACC) | Piattaforma Nazionale Adattamento Cambiamenti Climatici» (em italiano). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  30. a b «LEGGE 11 agosto 2014, n. 125». www.normattiva.it (em italiano). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  31. a b OECD (18 de novembro de 2019). OECD Development Co-operation Peer Reviews: Italy 2019 (PDF). Col: OECD Development Co-operation Peer Reviews (em inglês). [S.l.]: OECD. ISBN 978-92-64-39873-3. doi:10.1787/b1874a7a-en. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  32. a b «Portale Trasparenza Agenzia Italiana per la Cooperazione allo Sviluppo - Documento triennale di programmazione e di indirizzo della cooperazione internazionale». trasparenza.aics.gov.it (em italiano). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  33. «Italy's National Recovery and Resiliency Plan's climate impact». Elcano Royal Institute (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  34. Molinari, Caterina; Bellisai, Francesca (2025). LEARNINGS FROM THE ITALIAN NRRP TO INFORM THE NEXT MFF (PDF). [S.l.]: ECCO 
  35. Oliver, Joshua (3 de março de 2021). «Italy raises €8.5bn in Europe's biggest-ever green bond debut». Financial Times. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  36. Lee, Georgie (14 de maio de 2024). «Italy wins biggest ever book for a green BTP». GlobalCapital (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  37. a b Ingino, Francesco (2025). The role of Green Bonds in the Italian Public Debt (PDF). the experience of the BTP Green programme. [S.l.]: MEF. p. 5 
  38. a b «Gli incentivi in investimenti 4.0: una valutazione dell'impatto della misura» (PDF). MEF. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  39. a b «Issue Deep Dive: Italy/Climate». donortracker.org. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  40. «Italian Climate Fund: how Italy is really contributing». www.renewablematter.eu (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  41. «Policy Updates». donortracker.org. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  42. a b Fabio Scala, Cav OSI (6 de agosto de 2024). «Climate Action: Italian fund invests US$100M in BOAD's hybrid bond». FurtherAfrica (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  43. a b «100 million to the West African Development Bank (BOAD):The Italian Climate Fund subscribes the first ever hybrid bond for climate change mitigation issued by a multilateral bank». www.iltempo.it (em italiano). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  44. a b «Italy and African Development Bank sign $420 mln co-financing deal». Reuters (em inglês). 5 de dezembro de 2024. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  45. a b Landini, Francesca; Navach, Giancarlo; Landini, Francesca (22 de novembro de 2023). «New Enel CEO turns more cautious on renewable projects». Reuters (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  46. Borrelli, Silvia Sciorilli; Moore, Malcolm (25 de julho de 2024). «Abu Dhabi's Masdar beats Apollo to Spanish solar farm deal». Financial Times. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  47. Landini, Francesca; Landini, Francesca (24 de outubro de 2024). «KKR to take 25% stake in Eni biofuel unit, valuing it at $13 billion». Reuters (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  48. Borrelli, Silvia Sciorilli (24 de outubro de 2024). «Eni to sell 25% stake in biofuel unit to KKR». Financial Times. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  49. «Italy's Intesa plans SRT tied to $1.62 billion of ESG corporate loans, Bloomberg News reports». Reuters (em inglês). 2 de abril de 2025. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  50. «Unicredit Says Successfully Issued A Fix-To-Floater Senior Non- Preferred Green Bond For EUR 1 Billion With A 5-Year Maturity». Reuters (em inglês). 8 de novembro de 2022. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  51. «Generali to make green investments of up to 9.5 billion euros in 2021-25». Reuters (em inglês). 30 de junho de 2021. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  52. «Rwanda and Italy sign €50 million agreement to support climate resilience projects». Ministero dell'Ambiente e della Sicurezza energetica (em italiano). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  53. «Italy: SACE launches the Archimede Guarantee scheme - Global Trade Alert». globaltradealert.org (em inglês). Consultado em 27 de agosto de 2025 
  54. a b c «Italy's recovery and resilience plan - European Commission». commission.europa.eu (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  55. Landini, Francesca; Landini, Francesca (18 de julho de 2024). «Italy's renewable power output overtakes fossil fuels for first time». Reuters (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  56. «Monitoring the National Recovery and Resilience Plans - Italy». Renovate Europe (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  57. Segreti, Giulia (11 de abril de 2025). «Italy's new high-speed rail line looks to reverse depopulation, lift southern economy». Reuters (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  58. «Italy approves nearly $700 million in new subsidies for EVs». Reuters (em inglês). 8 de agosto de 2025. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  59. «What we know about the Italian development plan for Africa». Reuters (em inglês). 29 de janeiro de 2024. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  60. «Leonardo, BF partner up with Italy govt for agricultural projects in Africa». Reuters (em inglês). 17 de janeiro de 2025. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  61. «The Fund». Ministero dell'Ambiente e della Sicurezza energetica (em italiano). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  62. «Impresa 4.0 National Plan Update – Policies». IEA (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  63. Tonin, Stefania (26 de maio de 2025). «Revitalizing Italy's Housing Stock: Policies and Economic Strategies for Energy Efficiency and Social Equity». Land (em inglês) (6). 1151 páginas. ISSN 2073-445X. doi:10.3390/land14061151. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  64. «Super Ecobonus 110%» (PDF). ENEA. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  65. «The impact of the Superbonus on Italian construction costs». CEPR (em inglês). 9 de fevereiro de 2025. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  66. «BTP Green Allocation and Impact Report 2023». www.publicdebtnet.org (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  67. FIRSTonline, Redazione (9 de janeiro de 2025). «Btp sold out: record demand for new Treasury issues, with over 270 billion in requests». FIRSTonline (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  68. Kabboul, Tamara (16 de setembro de 2019). «The Town of Kahale in Lebanon Has Now Solar Street Lights» (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  69. Valentino, Stefano; Michalopoulos, Giorgio (16 de setembro de 2024). «How Italy's Largest Fossil Fuel Company Uses 'Green' Bonds as a Loophole to Keep Financing Hydrocarbons». DeSmog (em inglês). Consultado em 28 de agosto de 2025 
  70. Niranjan, Ajit (4 de julho de 2025). «'Slapp addict' Italian oil firm accused of trying to silence green activists». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 28 de agosto de 2025 
  71. Erbach, Gregor (2024). Italy's climate action strategy (PDF). [S.l.]: Parlamento Europeu 
  72. Eroe, Katiuscia; Della Bruna, Adriano (2023). STOP SUSSIDI AMBIENTALMENTE DANNOSI (PDF). [S.l.]: Legambiente 
  73. «Gazzetta Ufficiale». www.gazzettaufficiale.it (em italiano). Consultado em 30 de agosto de 2025 
  74. Abnett, Kate; Abnett, Kate (23 de junho de 2025). «EU halts talks on law tackling companies' fake 'green' claims». Reuters (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2025 
  75. OECD (3 de junho de 2025). OECD Economic Outlook, Volume 2025 Issue 1: Preliminary version. Col: OECD Economic Outlook (em inglês). 2025. [S.l.]: OECD Publishing. Consultado em 30 de agosto de 2025 
  76. Chiumento, Alberto; Mandala, Andrea; Chiumento, Alberto (16 de dezembro de 2024). «Disaster insurance set to test Italy's business backbone in 2025». Reuters (em inglês). Consultado em 30 de agosto de 2025 
  77. «Climate change could cost Italy over 5% of GDP in 2050, budget watchdog says». Reuters (em inglês). 11 de junho de 2025. Consultado em 30 de agosto de 2025