Remoção dos poderes da Assembleia Nacional da Venezuela em 2017
| Remoção dos poderes da Assembleia Nacional da Venezuela em 2017 | |
|---|---|
| Parte de Crise na Venezuela Bolivariana | |
![]() A reunião do Tribunal Supremo de Justiça (TJS) em 28 de março de 2017. | |
| Data | 29 março de 2017 |
| Resultado |
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| Parte de uma série sobre |
| Crise na Venezuela |
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A Remoção dos poderes da Assembleia Nacional da Venezuela em 2017 ocorreu no dia 29 de março de 2017 quando o Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela assumiu o controle das atividades legislativas da Assembleia Nacional. A decisão resultou em protestos por todo o país.[5] e em forte represália internacional de países e entidades estrangeiras por violar o princípio da divisão de poderes e a própria democracia venezuelana.[6][7][8][9][10] Segundo o TSJ, essa decisão valeria enquanto a Assembleia permanecesse em "desacato"[3][4][11] Luis Almagro, secretário geral da Organização dos Estados Americanos, descreveu o fato como um golpe de estado chavista.[12]
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela divulgou uma sentença na noite do dia 29 de março de 2017 que permite ao Poder Executivo venezuelano constituir empresas mistas no setor petrolífero sem a aprovação prévia da Assembleia Nacional e toma para si suas funções temporariamente, enquanto a Assembleia estiver em "desacato"[3] segundo decisão anterior do Tribunal.[2] O Tribunal declarou que a Assembleia Nacional está em desacato às leis venezuelanas desde o início de 2016, quando empossou três deputados que tiveram a eleição impugnada pela Justiça Eleitoral.[1] Desde então o TSJ tem anulado todas as atividades aprovadas pela Assembleia.[12] No dia 28 de março de 2017 o Tribunal, cuja maioria dos juízes é ligada a Nicolás Maduro, decidiu que os congressistas da Assembleia não tinham direito a imunidade parlamentar, alegando que eles estavam em estado de desacato.[2]
Após pressão internacional, na madrugada do dia 1 de abril, o presidente Nicolás Maduro pediu ao TSJ que revisse a decisão de anular as competências legislativas da Assembleia Nacional, com objetivo de manter a estabilidade constitucional e que fosse devolvida a imunidade parlamentar, retirada pelo TSJ na mesma semana.[13] O Tribunal acatou essa recomendação do presidente e anulou as decisões que restringiam os poderes legislativos da Assembleia.[14][15]
Contexto
Após a morte do presidente Hugo Chávez, a Venezuela enfrentou uma grave crise socioeconômica durante a presidência de seu sucessor, o presidente Nicolás Maduro, como resultado de suas políticas.[16][17][18][19] Devido aos altos níveis de violência urbana, inflação e escassez crônica de bens básicos atribuída a políticas econômicas como controles rígidos de preços,[20][21] a insurreição civil na Venezuela culminou nos protestos de 2014–2017.[22][23] Os protestos ocorreram ao longo dos anos, variando em intensidade de acordo com as crises que os venezuelanos enfrentavam no momento e o temor de repressão por parte das autoridades.[24][25][26][27]
O descontentamento com o governo socialista resultou na eleição da oposição, que passou a deter a maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde 1999, após as eleições parlamentares de 2015.[28] Como resultado dessa eleição, a Assembleia Nacional em fim de mandato composta por oficiais socialistas nomeou aliados para o Supremo Tribunal de Justiça.[28][29] No início de 2016, o Supremo Tribunal alegou que ocorreram irregularidades nas eleições parlamentares de 2015 e cassou quatro membros da Assembleia, impedindo que a oposição alcançasse uma supermaioria que poderia desafiar o presidente Maduro.[28] A Assembleia, no entanto, deu posse a três dos membros, e o Supremo declarou que a Assembleia estava em desacato e violando a ordem constitucional.[30] O TSJ passou então a aprovar diversas ações de Maduro e concedeu-lhe mais poderes.[28]
Após anos de crise, a oposição venezuelana buscou um referendo revogatório contra o presidente Maduro, apresentando uma petição ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em 2 de maio de 2016.[31] Em agosto de 2016, o movimento pelo referendo parecia avançar, com o CNE marcando a data para a segunda fase de coleta de assinaturas, mas com um cronograma que estendia o processo para 2017, impossibilitando a convocação de novas eleições presidenciais.[32] Em 21 de outubro de 2016, o CNE suspendeu o referendo poucos dias antes da realização da fase preliminar de coleta de assinaturas.[33] O Conselho alegou fraude eleitoral como motivo da suspensão.[33] Observadores internacionais criticaram a medida, afirmando que a decisão fez Maduro parecer que queria governar como ditador.[34][35][36][37]

Dias após o cancelamento do movimento pelo referendo, 1,2 milhão de venezuelanos protestaram em todo o país, exigindo a saída de Maduro, com protestos pacíficos em Caracas, enquanto em outros estados houve confrontos com a polícia, resultando em um policial morto, 120 feridos e 147 presos.[39] Naquele dia, a oposição deu ao governo o prazo de 3 de novembro de 2016 para convocar eleições, com o governador de Miranda e líder oposicionista Henrique Capriles declarando: "Hoje estamos dando um prazo ao governo. Eu digo ao covarde que está em Miraflores ... que em 3 de novembro o povo venezuelano vai a Caracas porque vamos a Miraflores".[39]
Dias depois, em 1 de novembro de 2016, o então presidente da Assembleia Nacional e líder oposicionista Henry Ramos Allup anunciou o cancelamento da marcha para Miraflores, iniciando-se o diálogo mediado pelo Vaticano entre governo e oposição.[40] Em 7 de dezembro de 2016, o diálogo foi interrompido[41] e, em 13 de janeiro de 2017, após meses de impasse, o Vaticano anunciou oficialmente sua retirada do processo.[42] Posteriormente, os protestos foram menores devido ao medo de repressão, com a oposição organizando manifestações-surpresa em vez de grandes marchas.[43]
Outras ações de Maduro e seus aliados bolivarianos incluíram a reunião de 7 de fevereiro de 2017 que anunciou a criação da Grande Missão Justiça Socialista, cujo objetivo era estabelecer "uma grande aliança entre os três poderes, o Judiciário, o cidadão e o Executivo", com Maduro afirmando que "temos tido a sorte de ver como o poder judicial vem crescendo e se aperfeiçoando, levando uma doutrina tão completa com a constituição de 1999", além de afirmar que a Assembleia Nacional "tomou o poder não para a maioria, não para o povo, mas para si mesma".[38]
Eventos
Eventos judiciais
O Tribunal declarou que a Assembleia Nacional estava "em situação de desacato", em razão das decisões anteriores contra a eleição de alguns de seus membros. Retirou da Assembleia os poderes legislativos e os assumiu para si, o que significava que o tribunal poderia criar leis. Não foi indicado se ou quando devolveria os poderes.[44] Um comunicado do tribunal declarou que manteria os poderes legislativos até que "a situação de desacato persista e as ações da Assembleia Nacional sejam invalidadas".[45]
Reações
Reações governamentais
Venezuela – A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, descreveu a rejeição internacional como uma conspiração de direita contra Maduro, e classificou a OAS como "imperalista".[46]
Organizações internacionais
Nações Unidas – A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou para que a separação de poderes seja restabelecida na Venezuela e afirma estar “profundamente preocupada” com a situação no país.[6]
Reações internacionais
Argentina – O presidente Mauricio Macri falou que "recompor a ordem democrática" na Venezuela era necessário, demandando que o país estabelecesse um calendário eleitoral e que libertasse os presos políticos.[7]
Brasil – Uma nota do Itamaraty afirmou que "Respeito completo pelo princípio da divisão de poderes é um elemento essencial para a democracia. As decisões da suprema corte violam esse princípio e alimentam a radicalização política".[7]
Chile – A presidente do Chile Michelle Bachelet descreveu a situação como sendo "muito preocupante" e ligou para seu embaixador para a "informar" sobre o ocorrido.[8]
Colômbia – María Ángela Holguín, ministra das relações exteriores, declarou que é "muito claro que é preciso poderes públicos independentes para fortalecer a democracia", afirmando que a Colômbia rejeita a "não divisão dos poderes".[7]
Costa Rica – Manuel Gonzales, ministro das relações exteriores, emitiu uma nota dizendo que "Costa Rica considera que essas decisões são inadmissíveis e decepcionantes, pois são contrárias às essências da democracia e aceleram a deterioração da governança democrática naquele país".[7]
Guatemala – O ministro das relações exteriores diz mostrar "grande preocupação sobre as recentes decisões da Suprema Corte de Justiça da República Bolivariana da Venezuela" e que a "Guatemala reitera sua convicção de preservar o império da lei, aderência a regras constitucionais, separação dos poderes, liberdade de expressão e pensamento e respeito irrestrito pelos direitos humanos".[7]
México – Secretário das relações exteriores Luis Videgaray Caso disse que o México estava "gravemente preocupado sobre a deterioração da ordem democrática em um país irmão".[7]
Panamá – Ministro das relações exteriores pediu para que fosse garantido novas eleições.[7]
Peru – Presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski disse em seu Twitter que "a América Latina é democrática. É inaceitável o que acontece na Venezuela". Também disse: "Eu condeno a ruptura da democracia na Venezuela. Eu vou retirar o meu embaixador do país". Kuczynski retirou seu embaixador na Venezuela e iniciou consultas com membros da OAS para tratar da situação[9]
Portugal – O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, após uma visita a Caracas, qualificou a situação social, económica e política na Venezuela como muito grave.[47] O ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou que o governo de Portugal tem plano de contingência para evacuação de portugueses na Venezuela pela fronteira com o Brasil, estima-se que a comunidade portuguesa no país seja de quase 1 milhão de pessoas.[48]
Estados Unidos – Porta-voz do departamento de estado americano Mark Toner expressou desaprovação, em nome dos Estados Unidos, afirmando que o país considerou que a dissolução da Assembleia Nacional foi "um sério golpe para a democracia, afirmando ainda que "os Estados Unidos condenam a decisão, em 29 de Março, da Suprema Corte Venezuelana de usurpar o poder da Assembleia Nacional democraticamente eleita.[10]
Ver também
Referências
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