Tiroteio de Barquisimeto em 2020


O tiroteio de Barquisimeto em 2020 ocorreu em 29 de fevereiro de 2020, quando coletivos pró-governo atiraram contra o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Juan Guaidó e seus apoiadores em Barquisimeto, estado de Lara durante uma manifestação, deixando dez feridos.[1][2]

Contexto

Uma disputa de poder sobre quem era o legítimo Presidente da Venezuela começou em 10 de janeiro de 2019, quando a Assembleia Nacional, de maioria opositora, declarou que a reeleição de 2018 do então presidente Nicolás Maduro era inválida; que o cargo de presidente da Venezuela estava, portanto, vago; e declarou seu presidente, Juan Guaidó, como presidente interino da nação. Em fevereiro de 2020, Guaidó havia sido reconhecido como presidente interino da Venezuela por 54 países,[3] incluindo os Estados Unidos e a maioria das nações da América Latina e da Europa.[4]

Tiroteio

Em 29 de fevereiro, Juan Guaidó mobilizou uma marcha contra o governo de Nicolás Maduro na paróquia Juan de Villegas, em Barquisimeto, estado de Lara. Guaidó estava em uma van no momento do tiroteio, que foi realizado por coletivos pró-governo. Também foi relatada a participação de agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional no ataque.[1] O tiroteio deixou um total de dez feridos, incluindo um adolescente de 16 anos.[5] O veículo de Guaidó recebeu nove disparos.[1]

Segundo o deputado opositor es, além dos feridos, uma pessoa foi sequestrada.[6]

Reações

Internas

  • Venezuela Oposição venezuelana: Juan Guaidó, após o tiroteio, declarou que "a ditadura tentou me assassinar hoje. Eles miraram em mim. Nosso único limite é o limite físico".[8] Guaidó acusou Diosdado Cabello de ser o autor intelectual do tiroteio.[9]

Internacionais

A União Europeia, a Espanha e a Organização dos Estados Americanos condenaram o ataque contra a manifestação.[1]

  • União Europeia: A UE emitiu um comunicado dizendo: "Atos dessa natureza contra a oposição e a Assembleia Nacional democraticamente eleita e seus membros são inaceitáveis e dificultam ainda mais os esforços para uma solução política para a crise. O direito de todas as forças políticas e da sociedade civil de se manifestarem pacificamente deve ser respeitado."[1]
  • Espanha: O Ministério das Relações Exteriores da Espanha condenou o tiroteio e rejeitou o assédio contra Juan Guaidó.[1]

Ver também

Referências

  1. a b c d e f Singer, Florantonia (1 de março de 2020). «El ataque a una concentración de Juan Guaidó deja al menos cinco heridos». El País (em espanhol). ISSN 1134-6582. Consultado em 19 de maio de 2021 
  2. «Colectivos chavistas atacaron una concentración convocada por Juan Guaidó en Barquisimeto». infobae (em espanhol). 29 de fevereiro de 2020. Consultado em 19 de maio de 2021 
  3. DeYoung, Karen (4 de abril de 2019). «Diseases surge in Venezuela under health system in 'utter collapse', report says». The Independent. Consultado em 5 de abril de 2019 
  4. Meredith, Sam (12 de fevereiro de 2019). «How a nationwide protest against Maduro could shape Venezuela's future». CNBC. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  5. «Lara - 10 heridos dejaría hechos violentos en contra de Guaidó», YouTube, VPItv, 1 de março de 2020, consultado em 9 de junho de 2022 
  6. Juan Guaidó, tras el atentado por parte de colectivos chavistas: “La dictadura cobarde intentó asesinarme”. Publicado el 29 de febrero de 2020. Consultado el 9 de julio de 2020.
  7. Cabello: lo ocurrido en Barquisimeto fue un falso positivo. Publicado el 2 de marzo de 2020. Consultado el 9 de julio de 2020.
  8. Juan Guaidó, tras el atentado por parte de colectivos chavistas: “La dictadura cobarde intentó asesinarme”. Publicado el 29 de febrero de 2020. Consultado el 9 de julio de 2020.
  9. Colectivos chavistas atacaron una concentración convocada por Juan Guaidó en Barquisimeto. Infobae. Publicado el 29 de febrero de 2020. Consultado el 9 de julio de 2020.