Massacre de Tumeremo de 2018
| Massacre de mineiros venezuelanos em Tumeremo (2018) | |
|---|---|
| Arco Minero do Orinoco – disputa armada por mineração ilegal | |
| Local | Mina Los Candados, Tumeremo, Estado Bolívar, Venezuela |
| Data | 14 de outubro de 2018-16 de outubro de 2018 |
| Tipo de ataque | Massacre de civis / mineração ilegal |
| Alvo(s) | Mineiros artesanais em área de extração ilegal |
| Arma(s) | Armas de fogo; vítimas apresentavam ferimentos por bala |
| Mortes | Pelo menos 7 segundo fontes iniciais, estimativas de até 16 |
| Feridos | 6 |
| Vítimas | Mineiros civis |
| Responsável(is) | Suspeita de guerrilheiros colombianos do ELN |
| Situação | Investigação em curso; fechamento temporário de comércio e escolas; atenção internacional |
| Consequência | Maior descontentamento com suposta cumplicidade do governo; sanções dos EUA sobre comércio ilegal de ouro |
| Motivo | Controle territorial e econômico das minas por grupos armados (como ELN) |
O massacre de Tumeremo de 2018 foi pelo menos o terceiro massacre de civis de garimpeiros na cidade venezuelana de Tumeremo desde 2016.[1] Ocorrido ao longo de três dias a partir de 14 de outubro de 2018, suspeita-se que um grupo guerrilheiro colombiano seja o responsável pelos assassinatos.[2]
Ataque
Os garimpeiros atacados estavam na mina Los Candados. O político oposicionista do estado, Américo de Grazia, afirmou que os corpos recuperados eram de quatro homens e três mulheres. Ele também publicou uma sequência de tuítes mostrando vários corpos, inclusive com ferimentos de bala, evidenciando como foram mortos e abandonados.[3] Cinco sobreviventes do ataque retornaram à sua aldeia para relatar os acontecimentos,[4] havendo relatos de seis pessoas feridas.[1]
Supostos autores
Segundo o The Guardian, familiares das vítimas culpam o grupo guerrilheiro colombiano Exército de Libertação Nacional (ELN), afirmando que este grupo conta com apoio do presidente venezuelano Nicolás Maduro.[2] Esse tipo de ataque era anteriormente descrito como uma forma de guerra de gangues entre máfias do garimpo, mas, segundo relatórios analíticos, o ELN e Maduro estariam tentando interromper a produção e controlar os lucros da mineração.[4]
Respostas
Comércios e escolas locais foram fechados para a investigação, que durou várias semanas. O ataque aumentou a insatisfação da oposição com a suposta cumplicidade do governo com o crime organizado e com a proteção de guerrilheiros colombianos.[1] O caso atraiu atenção da mídia internacional para a violência em áreas remotas do país.[2] É considerado o pior de vários massacres na região desde o massacre de 2016.[1] Pouco depois dos eventos, no final de outubro, eclodiu violência armada em Tumeremo, que segundo de Grazia teria começado com a presença de forças militares do governo.[5] Em 31 de outubro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou uma ordem executiva introduzindo sanções contra o comércio ilegal de ouro da Venezuela.[6] A mina Los Candados era uma operação ilegal.
Ver também
Referências
- ↑ a b c d «New massacre in Venezuela's Mining Arc». 18 de outubro de 2018. Consultado em 26 de maio de 2019
- ↑ a b c Daniels, Joe Parkin; Ramírez, María (30 de outubro de 2018). «Colombian rebels blamed for killing spree 400 miles inside Venezuela». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 6 de outubro de 2025
- ↑ «Américo de Grazia Twitter». twitter.com. Consultado em 4 de novembro de 2018
- ↑ a b «Mining Massacre Signals ELN Expansion Into Venezuela». InSight Crime (em inglês). 19 de outubro de 2018. Consultado em 4 de novembro de 2018
- ↑ «Denuncian enfrentamiento armado en la ciudad de Tumeremo». El Universal (em espanhol). 27 de outubro de 2018. Consultado em 5 de novembro de 2018
- ↑ «Trump orders sanctions on Venezuelan gold». Bloomberg. Novembro de 2018. Consultado em 5 de novembro de 2018