Massacre de Tumeremo de 2016
| Massacre de Tumeremo | |
|---|---|
| Local | Tumeremo, Bolívar, Venezuela |
| Data | 8 de março de 2016 |
| Tipo de ataque | Massacre e desaparecimento forçado |
| Alvo(s) | Trabalhadores de minas de ouro |
| Arma(s) | Armas de fogo |
| Mortes | 4 (confirmados); 24 desaparecidos, presumivelmente assassinados.[1] |
| Vítimas | Mineiros de Tumeremo |
| Responsável(is) | Banda del Topo (segundo testemunhas) |
| Suspeito(s) | Possível cumplicidade de forças de segurança |
| Situação | 17 corpos encontrados em vala comum; investigações em andamento |
| Consequência | Comoção nacional e protestos; críticas ao governo estadual e federal |
| Motivo | Disputa pelo controle da mineração ilegal |
O Massacre de Tumeremo ocorreu em 8 de março de 2016, no qual 28 garimpeiros foram assassinados e sequestrados na cidade de Tumeremo, localizada no estado de Bolívar, Venezuela. Na noite de 4 de março de 2016, eles estavam na mina Atenas, na fronteira entre os municípios de Sifontes e Roscio, uma área pobre onde, como na maior parte do sudeste do país, a principal atividade econômica é a mineração.[2]
Ataque

De acordo com testemunhas anônimas, a Banda del Topo ("Gangue da Toupeira") chegou à mina, supostamente com a ajuda e cumplicidade de forças de segurança não identificadas, e pode ter dispersado centenas de garimpeiros com a emboscada, com dezenas caindo e morrendo na debandada. Os corpos teriam sido colocados em um caminhão e levados através da fronteira com a Guiana. Alguns afirmam que partes das vítimas foram esquartejadas para intimidar os sobreviventes. No entanto, a comissão formada pelas Forças Armadas Nacionais e pelo CICPC assegurou que não havia evidências de qualquer massacre ou confronto,[2] e o governador do estado de Bolívar, Francisco Rangel Gómez, garantiu que "não há um único indício de que tenham morrido ou sido massacrados." A Defensoria do Povo encomendou investigações locais, e o Ministério Público autorizou três promotores para o caso.[1]
Vítimas
Os restos mortais de pelo menos quatro dos garimpeiros desaparecidos foram posteriormente encontrados no interior do país e pareciam ter sido alvejados, segundo a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, mas não tinham identificação.[3][4]
Ortega Díaz informou tarde da noite de 14 de março de 2016 que os esforços de busca pelos garimpeiros desaparecidos haviam concluído com a descoberta de 17 corpos no total.[5]
Posteriormente, o Defensor do Povo, Tarek William Saab, anunciou em 15 de março de 2016 que os restos de 17 garimpeiros encontrados em uma vala comum em Tumeremo apresentavam ferimentos por arma de fogo. Ele se reuniu com autoridades locais e militares que iniciaram a investigação do massacre e também indicou que oficiais da Força Armada Nacional Bolivariana e forças de segurança do estado de Bolívar continuavam a procurar em um setor da mina Hoja de Lata.[6]
Reações
O presidente Nicolás Maduro afirmou que as investigações sobre o desaparecimento dos 28 garimpeiros na cidade de Tumeremo seriam realizadas até as últimas consequências e que os responsáveis pelo crime seriam punidos, culpando um grupo paramilitar pelo ataque.[7]
Lester Toledo, dirigente do Voluntad Popular, criticou Rangel, explicando que "[é] uma vergonha nacional, porque é uma questão humanitária: 28 pessoas desapareceram e o governador Francisco Rangel Gómez não viajou a Tumeremo para enfrentar os familiares." Toledo foi um dos muitos políticos da oposição que pediram a renúncia do governador devido à má gestão do caso dos garimpeiros desaparecidos.[8][9]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Sin rastro de desaparecidos en mina de Tumeremo». El Universal (em espanhol). Consultado em 8 de março de 2016
- ↑ a b «Miedo, desolación y ningún rastro de mineros desaparecidos a 48 horas de protesta en Tumeremo». Correo del Caroní (em espanhol). Consultado em 8 de março de 2016. Arquivado do original em 8 de março de 2016
- ↑ "Hallaron restos de mineros desaparecidos en Venezuela", artigo de 14 de março de 2016 no site Cadena3.
- ↑ "Hallan restos de 28 mineros desaparecidos en Venezuela", artigo de 14 de março de 2016 no jornal La Voz de Galicia (Espanha).
- ↑ Globovision. «Ortega Díaz: Hemos encontrado 17 cadáveres en Tumeremo». Consultado em 18 de novembro de 2018
- ↑ Globovision. «Cuerpos hallados en Tumeremo presentaban heridas de bala». Consultado em 18 de novembro de 2018
- ↑ Globovision. «Maduro sobre Tumeremo: Vamos a investigar hasta las últimas consecuencias este crimen». Consultado em 18 de novembro de 2018
- ↑ Globovision. «Lester Toledo pide renuncia de Rangel Gómez por caso Tumeremo». Consultado em 18 de novembro de 2018
- ↑ Globovision. «Gobernador de Bolívar desmiente presunta muerte de mineros en Tumeremo». Consultado em 18 de novembro de 2018