Assassinato de Armando Cañizales
Armando Cañizales Carrillo (c. 1999-3 de maio de 2017) foi um violista venezuelano, membro do Sistema Nacional de Orquestras Sinfônicas, morto durante os Protestos na Venezuela em 2017.
Morte
Cañizales iria começar a estudar na Escola de Medicina da Universidade Central da Venezuela. Em 3 de maio de 2017, ele participava de uma manifestação na Avenida Rio de Janeiro, na urbanização Las Mercedes, em Caracas, quando foi atingido na base do pescoço por um projétil metálico esférico, morrendo aos 18 anos.[1] O maestro Gustavo Dudamel condenou pela primeira vez a resposta de Maduro aos protestos no dia seguinte à morte, escrevendo nas redes sociais: "Levanto minha voz contra a violência e a repressão. Nada pode justificar o derramamento de sangue. Basta de ignorar o clamor justo de um povo sufocado por uma crise intolerável."[2]
Em 13 de julho, uma marcha noturna foi convocada em homenagem aos mortos durante os protestos, incluindo Cañizales, caminhando até os locais onde os manifestantes morreram. O inspetor dissidente do CICPC Óscar Pérez fez uma aparição surpresa na marcha, antes de sair e desaparecer.[3]
O assassinato de Armando Cañizales foi documentado em um relatório de um painel de especialistas independentes da Organização dos Estados Americanos, considerando que poderia constituir um crime contra a humanidade cometido na Venezuela, junto com outras mortes ocorridas durante os protestos.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b Organização dos Estados Americanos, ed. (2018). «TORTURA COMO CRIMEN DE LESA HUMANIDAD». INFORME DE LA SECRETARÍA GENERAL DE LA ORGANIZACIÓN DE LOS ESTADOS AMERICANOS Y DEL PANEL DE EXPERTOS INTERNACIONALES INDEPENDIENTES SOBRE LA POSIBLE COMISIÓN DE CRÍMENES DE LESA HUMANIDAD EN VENEZUELA (PDF). Washington D.C.: [s.n.] Consultado em 24 de junho de 2018
- ↑ «Gustavo Dudamel condena la represión en Venezuela: 'Ya basta de desatender el justo clamor de un pueblo sofocado' (Published 2017)». The New York Times (em espanhol). 4 de maio de 2017. Consultado em 18 de agosto de 2023
- ↑ EFE (14 de julho de 2017). «Una marcha nocturna recorre los lugares de Caracas donde murieron manifestantes». elDiario.es (em espanhol). Consultado em 22 de setembro de 2021