Juan Pablo Pernalete

Juan Pablo Pernalete
Nome completoJuan Pablo Pernalete Llovera
Nascimento
28 de dezembro de 1996 (29 anos)
Morte
26 de abril de 2017 (20 anos)

Altamira, Caracas, Venezuela
NacionalidadeVenezuelana
ProgenitoresMãe: Elvira Llovera
Pai: José Pernalete
OcupaçãoEstudante, jogador de basquete

Juan Pablo Pernalete Llovera (28 de dezembro de 1996[1] – 26 de abril de 2017) foi um estudante e jogador de basquete morto durante os Protestos na Venezuela em 2017. Em 24 de maio, a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, declarou que uma investigação do Ministério Público concluiu que Pernalete morreu em decorrência do impacto no peito de uma bomba de gás lacrimogêneo disparada por um Guarda Nacional.[2] Enquanto autoridades governamentais e meios de comunicação pró-governo alegaram inicialmente que Pernalete havia sido morto com uma pistola de dardo cativo por manifestantes, em 2021 Tarek William Saab, sucessor de Luisa Ortega, reconheceu que Pernalete foi morto por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela Guarda Nacional.

Morte

Missa em homenagem a Pernalete em 27 de abril de 2017
Marcha silenciosa em homenagem a Pernalete em 27 de abril
Avenida Juan Pablo Pernalete Llovera, anteriormente Avenida Ávila, em Altamira, Caracas

Juan Pablo Pernalete estudava contabilidade na Universidade Metropolitana de Caracas, onde recebeu bolsa para jogar basquete.[3] Aos 20 anos foi ferido, durante um protesto em Altamira, no município de Chacao em Caracas, em 26 de abril de 2017. O prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, informou que ele chegou ao Salud Chacao sem sinais vitais.[4]

No dia seguinte, estudantes marcharam por duas horas da Universidade Metropolitana até o local na Praça Altamira onde Juan Pablo Pernalete foi morto, após realizarem uma missa na universidade em sua homenagem.[5]

Em 13 de julho, foi convocada uma marcha noturna em homenagem aos mortos durante os protestos, incluindo Pernalete, indo até os locais onde os manifestantes morreram. O inspetor dissidente do CICPC Óscar Pérez fez uma aparição surpresa na marcha antes de partir e desaparecer.[6]

Investigação

Em 24 de maio, a Procuradora-Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, declarou que uma investigação do Ministério Público concluiu que Pernalete morreu em decorrência do impacto no peito de uma bomba de gás lacrimogêneo disparada por um Guarda Nacional.[2]

Um ano após a morte de Pernalete, o crime permanecia impune.[7][8] O assassinato de Juan Pablo Pernalete foi documentado em um relatório de um painel de peritos independentes da Organização dos Estados Americanos, considerando que poderia constituir um crime contra a humanidade cometido na Venezuela, junto com outras mortes durante os protestos.[9]

Enquanto autoridades governamentais e meios pró-governo alegaram inicialmente que Pernalete havia sido morto com uma pistola de dardo cativo por manifestantes, em 2021 Tarek William Saab, sucessor de Luisa Ortega, reconheceu que Pernalete foi morto por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela Guarda Nacional (GNB). Doze oficiais da GNB foram acusados de homicídio preterintencional.[10]

Legado

Em 11 de junho de 2017, o pai de Juan Pablo, José Pernalete, declarou em uma cerimônia pública que um dos sonhos de seu filho era ser jogador da NBA, e que a liga enviou a eles um reconhecimento expressando solidariedade por sua morte. Ele disse que, com esta ação, seu filho chegou à NBA: "Nosso filho chegou à NBA, não foi da forma que queríamos, mas chegou, e agora temos um quarto NBA chamado Juan Pablo Pernalete", em referência aos três venezuelanos que jogaram na liga: Carl Herrera, Óscar Torres e Greivis Vásquez.[11]

Em 11 de junho, a Avenida Ávila, onde Pernalete morreu, no setor El Dorado em Altamira, foi renomeada com seu nome completo em uma cerimônia com a presença do prefeito de Chacao, autoridades da Universidade Metropolitana e amigos de Pernalete.[12]

Ver também

Referências

  1. «"Pernalete estuviese cumpliendo 22 años, pero este régimen me lo asesinó"». El Nacional. 28 de dezembro de 2018. Consultado em 1 de janeiro de 2019 
  2. a b «Oficialistas marchan este #26May para exigir destitución de Luisa Ortega Díaz». Notitotal. 26 de maio de 2017. Consultado em 10 de junho de 2017 
  3. Sarahí, Venus (26 de outubro de 2017). «La impunidad continúa a seis meses de la muerte de Juan Pablo Pernalete». El Nacional. Consultado em 23 de abril de 2018 
  4. Moreno Losada, Vanessa (26 de abril de 2017). «Falleció estudiante en Caracas por impacto de bomba lacrimógena» (em espanhol). Efecto Cocuyo. Consultado em 23 de abril de 2018 
  5. «Homenajearon a Juan Pablo Pernalete en el lugar donde fue asesinado» (em espanhol). El Nacional. 27 de abril de 2017. Consultado em 2 de maio de 2017 
  6. EFE (14 de julho de 2017). «Una marcha nocturna recorre los lugares de Caracas donde murieron manifestantes». elDiario.es (em espanhol). Consultado em 22 de setembro de 2021 
  7. Gómez Esaá, Venus Sarahí (26 de outubro de 2017). «La impunidad continúa a seis meses de la muerte de Juan Pablo Pernalete». El Nacional. Consultado em 23 de abril de 2018 
  8. «La Fiscalía dirigida por Saab mantiene en la impunidad el asesinato de Juan Pablo Pernalete». 25 de abril de 2018. Consultado em 1 de maio de 2018. Arquivado do original em 2 de maio de 2018 
  9. Organización de Estados Americanos, ed. (2018). INFORME DE LA SECRETARÍA GENERAL DE LA ORGANIZACIÓN DE LOS ESTADOS AMERICANOS Y DEL PANEL DE EXPERTOS INTERNACIONALES INDEPENDIENTES SOBRE LA POSIBLE COMISIÓN DE CRÍMENES DE LESA HUMANIDAD EN VENEZUELA (PDF). Washington D.C.: [s.n.] Consultado em 24 de junho de 2018 
  10. «Homenajearon a Juan Pablo Pernalete en el lugar donde fue asesinado» (em espanhol). El Nacional. 27 de abril de 2017. Consultado em 2 de maio de 2017 
  11. «NBA otorga reconocimiento de solidaridad a padres de Juan Pablo Pernalette (+Video)». 2001. 12 de junho de 2017. Consultado em 23 de abril de 2018 
  12. «Bautizaron avenida de Altamira con el nombre de Juan Pernalete». El Nacional. 22 de junho de 2017. Consultado em 23 de abril de 2018