Geraldin Moreno

Geraldin Moreno
Nome completoGeraldin Moreno Orozco
Nascimento
Morte
22 de fevereiro de 2014 (24 anos)

Geraldin Moreno Orozco (c. 1990 – 22 de fevereiro de 2014) foi uma venezuelana que protestava e foi assassinada durante os Protestos na Venezuela em 2014.

Assassinato

Em 19 de fevereiro de 2014, às oito da manhã, foi convocado um cacerolazo em Naguanagua, no estado Carabobo. Seis motocicletas da Guarda Nacional chegaram atirando, e Geraldin correu junto com outros manifestantes. O sargento de segunda classe Francisco Caridad Barroso disparou um tiro que atingiu Geraldin no corpo; outro sargento, Albin Bonilla, disparou um tiro que a atingiu no rosto, fazendo-a cair de costas, e imediatamente depois atirou uma terceira vez diretamente no rosto de Geraldin, incentivado por outro colega que, segundo testemunhas, gritou "faz, faz".[1] Sua prima, Liseth Madía, declarou que os projéteis disparados não eram de plástico, como se supunha, mas de ferro. O motorista da motocicleta, Alexander López Vargas, disse ao Ministério Público que Alvín Rojas admitiu ter atirado "nessa maldita mulher". Geraldin morreu três dias depois, em 22 de fevereiro. A causa da morte foi "Hérnia das tonsilas cerebelares e parada cardiorrespiratória devido a hemorragia, lesões cerebrais e oculares e edema cerebral causado por fraturas craniofaciais decorrentes de múltiplos ferimentos por projéteis de arma de fogo no crânio e no rosto".[2]

Investigações

Em fevereiro de 2015, entre as 43 mortes, apenas quatro estavam sendo investigadas: a de Bassil Da Costa, a de José Alejandro Márquez, a de Geraldin Moreno e a de Adriana Urquiola, e nenhuma havia sido solucionada.[3] Pelo menos 25 guardas nacionais estiveram envolvidos no assassinato de Geraldin, mas apenas quatro foram apresentados no caso, dos quais dois foram detidos e os outros dois estavam em regime de apresentação. Um ano após sua morte, o julgamento não havia começado e já tinha sido adiado oito vezes.[4] Em 2016, Albin Bonilla Rojas foi condenado a trinta anos de prisão pela morte de Geraldin Moreno, a pena máxima na Venezuela, enquanto o sargento Francisco Caridad foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão.[5] Outros membros do destacamento, cúmplices dos fatos, incluindo o tenente-coronel Frank Osura, receberam promoções e condecorações após o assassinato.[1]

Legado

O prefeito de Naguanagua, Alejandro Feo La Cruz [es], prestou homenagem aos que morreram durante os protestos em Carabobo, nomeando um parque como "Parque Geraldin Moreno" e dando o nome de uma avenida a outra manifestante, Génesis Carmona.[6]

Ver também

Referências

  1. a b Organización de Estados Americanos, ed. (2018). «TORTURA COMO CRIMEN DE LESA HUMANIDAD». INFORME DE LA SECRETARÍA GENERAL DE LA ORGANIZACIÓN DE LOS ESTADOS AMERICANOS Y DEL PANEL DE EXPERTOS INTERNACIONALES INDEPENDIENTES SOBRE LA POSIBLE OMISIÓN DE CRÍMENES DE LESA HUMANIDAD EN VENEZUELA (PDF). Washington D.C.: [s.n.] Consultado em 24 de junho de 2018  line feed character character in |título= at position 8 (ajuda)
  2. Arencibia, Carlos Javier (2015). «49 epitafios: Prohibido olvidar. Historia de los fallecidos». Testimonios de la Represión. [S.l.]: Libros Marcados. pp. 78–105. ISBN 978-980-408-038-8 
  3. «Muerte de Génesis Carmona sigue impune». www.lapatilla.com. La Patilla. 19 de fevereiro de 2015. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  4. Sosa Calcaño, María Alesia (12 de fevereiro de 2015). «Los 43 muertos no reciben justicia pero sirven como propaganda». Runrun.es. Consultado em 23 de junho de 2018 
  5. «Fiscalía logró condena de 30 años para sargento de la GNB por muerte de Geraldine Moreno». Panorama. 15 de dezembro de 2016. Consultado em 24 de junho de 2018. Arquivado do original em 6 de agosto de 2017 
  6. «Inauguran Av. Génesis Carmona y Parque Geraldin Moreno en Valencia (Fotos)». La Patilla. 6 de março de 2014. Consultado em 9 de julho de 2014