Rafael Ramón Acosta Arévalo
| Rafael Acosta Arévalo | |
|---|---|
| Nome completo | Rafael Ramón Acosta Arévalo |
| Nascimento | 16 de junho de 1969 (56 anos) |
| Morte | 29 de junho de 2019 (50 anos) Caracas, Venezuela |
| Residência | Maracay, Venezuela |
| Nacionalidade | Venezuelano |
| Cônjuge | Walewska Pérez |
| Filho(a)(s) | 2 |
| Ocupação | Oficial militar |
| Principais trabalhos | Oficial da Armada Bolivariana da Venezuela |
Rafael Ramón Acosta Arévalo (16 de junho de 1969 – 29 de junho de 2019)[1][2] foi um oficial militar venezuelano com a patente de capitão de corveta da Marinha da Venezuela.[3] Acosta Arévalo foi vítima de desaparecimento forçado e tortura por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) durante sua detenção, após ser acusado pelo governo de Nicolás Maduro de "conspirar para realizar uma tentativa de golpe de Estado". Ele morreu em consequência dos ferimentos sofridos após ser torturado enquanto estava detido no Hospital Militar do Exército Dr. Vicente Salias Sanoja.[4][5][6][7] A notícia de sua morte teve grande repercussão na mídia e gerou condenações de autoridades nacionais e internacionais.[8]
Vida pessoal
Acosta Arévalo residia em Maracay. Formou-se na Academia Militar da Marinha Bolivariana, onde obteve a patente de guarda-marinha no componente da Marinha Bolivariana, das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas.[9] Era casado com Walewska Pérez e pai de dois filhos.[10][11]
Morte
Detenção e tortura
Em 22 de junho de 2019, a esposa de Acosta Arévalo denunciou seu desaparecimento e declarou que havia falado com ele pela última vez às 14h do dia anterior, enquanto ele estava em uma "reunião pessoal" em Guatire, Miranda.[12]
Naquele dia, oficiais da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN) detiveram sete pessoas, entre militares e policiais ativos e aposentados. Entre os detidos estavam dois coronéis aposentados, um general de brigada da aviação, um tenente-coronel do Exército, dois comissários aposentados do CICPC e um capitão de corveta da Marinha, Acosta Arévalo. Em 26 de julho, após seis dias sem se conhecer seu paradeiro, foi anunciado pelo ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, que Acosta havia sido preso, acusando três deles, incluindo o capitão Acosta Arévalo, de "crimes de terrorismo, conspiração e traição". Segundo o governo, os acusados preparavam um golpe que "incluía a morte de Nicolás Maduro e Diosdado Cabello".[7][13]
Durante sua detenção, Cabello assegurou que o capitão estava "a bom resguardo".[14]
Em 28 de junho, Acosta Arévalo foi transferido por uma comissão da DGCIM à sede do tribunal militar para a audiência de apresentação, onde chegou em uma cadeira de rodas com sérios indícios de tortura. Os oficiais da DGCIM impediram que sua entrevista com os advogados fosse privada. Apresentava múltiplas escoriações nos braços, pouca sensibilidade nas mãos, extrema inflamação nos pés, vestígios de sangue nas unhas e lesões no torso. Não conseguia mover as mãos nem os pés, levantar-se ou falar, exceto para aceitar a nomeação de seu defensor e pedir ajuda ao advogado.[15]
O juiz ordenou que Acosta fosse transferido ao Hospital Militar do Exército Dr. Vicente Salias Sanoja, localizado em Fuerte Tiuna, Caracas,[5][6][16] ao observar sua condição física crítica, e a audiência foi adiada. Mais tarde, o juiz do caso informou que Acosta havia morrido à noite no hospital.[15][17]
Após a divulgação da morte e das circunstâncias, foi relatado que usuários não conseguiam acessar a página da hashtag "DGCIM" no Twitter, supostamente bloqueada.[18]
Investigações
O governo de Nicolás Maduro não forneceu uma causa de morte, mas anunciou uma investigação sobre o caso.[19] O governo emitiu declarações contraditórias após a morte de Acosta Arévalo.[20] Jorge Rodríguez afirmou que a morte ocorreu "durante a cerimônia de apresentação perante o tribunal competente". O procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte alinhada a Maduro, Tarek William Saab, disse que Acosta "estava sendo levado ao tribunal" quando perdeu a consciência, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, declarou que Acosta desmaiou antes do início da audiência.[20] Diosdado Cabello rejeitou a possibilidade de uma investigação independente, declarando que "confiamos em nossa justiça", pedindo ao Ministério Público que iniciasse uma investigação e afirmando que "quem tiver responsabilidade no caso deve assumi-la".[21]
Segundo Rocío San Miguel, presidente da ONG Control Ciudadano, "o capitão Acosta Arévalo morreu inocente, já que desde sua prisão nunca foi formalmente acusado pelo Estado venezuelano, que violou as garantias constitucionais mais básicas do devido processo".[20][22]
A procuradora-geral no exílio, Luisa Ortega Díaz, declarou que nomeou uma equipe multidisciplinar para esclarecer a morte, determinar a responsabilidade dos autores e aplicar as sanções correspondentes.[23] De acordo com o ex-promotor Zair Mundaray, no exílio, que afirmou ter recebido informações do laudo de autópsia por membros do Judiciário com acesso ao relatório, Acosta tinha dezesseis costelas fraturadas, oito de cada lado, fratura do septo nasal, escoriações em ombros, cotovelos e joelhos, hematomas nas coxas e extremidades, marcas de chicotadas nas costas e nas pernas, um pé fraturado, múltiplas escoriações e sinais de pequenas queimaduras em ambos os pés, o que sugeria uso de choques elétricos.[24][25]
Segundo o relatório preliminar da autópsia, a causa da morte foi um grave edema cerebral devido a insuficiência respiratória aguda, levando a tromboembolia pulmonar, produto de rabdomiólise causada por politraumatismo generalizado[26][27][28] — ausência de atividade cerebral após múltiplos ferimentos físicos.
O Ministério Público acusou dois oficiais da DGCIM, o tenente Ascanio Antonio Tarascio e o sargento Estiben Zarate, e pediu sua prisão preventiva como suspeitos.[29] Eles foram acusados de "homicídio preterintencional comissivo por omissão", que tem pena máxima de nove anos de prisão. Gonzalo Himiob, vice-presidente do Foro Penal, denunciou que tal tipificação busca transformar uma grave violação de direitos humanos em crime comum, estratégia voltada a distorcer a verdade e garantir impunidade. A qualificação de "concausal" implicaria que a morte não teria ocorrido sem a presença de condições preexistentes ou imprevistas desconhecidas pelo agressor.[30] A ex-defensora do povo Gabriela Ramírez lamentou que a Lei Contra a Tortura não tenha sido aplicada e culpou seu sucessor, Tarek William Saab, por ter abandonado o plano criado em sua gestão.[31]
Sepultamento controlado
O corpo de Acosta Arévalo permaneceu doze dias na es, vigiado pela polícia, e depois foi enterrado no es, em Caracas. A Polícia Nacional Bolivariana fechou o acesso ao cemitério e as autoridades realizaram um enterro controlado, semelhante ao de Óscar Pérez, em um caixão lacrado e contra a vontade dos familiares, que desejavam que os restos mortais fossem sepultados em Maracay, Aragua, onde reside a maior parte da família.[32][33][34]
No mesmo dia, agentes de segurança invadiram a residência dos sogros de Acosta Arévalo em Maracay.[35]
Reações
A União Europeia pediu uma investigação "completa e independente" sobre a morte de Acosta Arévalo, considerando que o caso evidencia "o caráter arbitrário do sistema judicial e a falta de garantias e direitos" para os detidos na Venezuela.[36][37] O Grupo de Lima, composto por 14 países das Américas, repudiou a morte do capitão em um comunicado, classificando-a como um "assassinato".[36][37] O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, exigiu "verdade e justiça pelo assassinato" de Acosta Arévalo, atribuindo a responsabilidade diretamente à "ditadura".[36]
Os Estados Unidos consideraram o caso como "um exemplo sombrio" de "até onde vai a perseguição contra os adversários de Maduro".[36] A Alemanha declarou que a morte de Acosta Arévalo "é um obstáculo para uma solução negociada na Venezuela".[38] A França condenou a morte de Acosta Arévalo e pediu uma "investigação independente" para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.[39] Na Colômbia, o Presidente da Colômbia, Iván Duque, repudiou veementemente a morte do capitão, afirmando que "o mundo deve pôr fim a essa ditadura".[40] O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Josep Borrell, afirmou que "algo aconteceu e queremos saber", pedindo uma investigação clara sobre a morte.[41] A Secretaria das Relações Exteriores do México expressou preocupação com o caso.[42]
A esposa de Acosta Arévalo, defensores venezuelanos de direitos humanos, Juan Guaidó e o Departamento de Estado dos Estados Unidos acusaram o governo Maduro de torturar o capitão até a morte.[17] A Comissão de Política Interna da Assembleia Nacional declarou que pediria ao Tribunal Penal Internacional e à ONU para investigarem o caso. Guaidó, como presidente da Assembleia Nacional e presidente interino disputado da Venezuela, descreveu o evento como "abominável" e declarou que foi estabelecido contato imediato com a família e a comissão da ONU, orientando os embaixadores e representantes designados a apresentar denúncia junto a governos estrangeiros e ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, liderado por Michelle Bachelet.[12]
A deputada Delsa Solórzano enviou um comunicado a Bachelet exigindo a aplicação do Protocolo de Minnesota, procedimento-modelo da ONU para investigar crimes contra a humanidade, evitando que agentes suspeitos de participação possam atuar ou influenciar o processo.[43] Líderes opositores como Julio Borges e Antonio Ledezma também condenaram a morte.[12]
Devido à morte do capitão, a delegação de Guaidó suspendeu sua participação na terceira rodada de negociações com o governo Maduro.[44] Em 2 de julho de 2019, Acosta Arévalo foi promovido postumamente a capitão de fragata por Guaidó, em representação da Assembleia Nacional.[45]
A ONG PROVEA pediu à equipe técnica de Bachelet na Venezuela que Maduro desse explicações sobre a morte de Acosta Arévalo.[46] O Comité de Familiares de las Víctimas (COFAVIC) emitiu um comunicado expressando profunda preocupação, afirmando que "a tortura é projetada com o propósito deliberado de aterrorizar".[47]
Dias depois, o chefe do alto comando das Forças Armadas, Remigio Ceballos, declarou que o capitão "morreu sob custódia" e que conspirava contra o Estado havia mais de dez anos. Contudo, afirmou que "toda a FANB lamenta os acontecimentos relacionados à perda do oficial reformado".[48]
Em 30 de junho, uma coroa de flores com a mensagem "Nos unimos à dor das Forças Armadas: Exigimos justiça" foi deixada em frente ao Comando Geral da Armada, em Caracas.[49] A coroa e outras oferendas florais foram rejeitadas e chutadas por militares que guardavam o comando.[50]
Ver também
Referências
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