Hiperinflação na Venezuela
| Hiperinflação na Venezuela | |
|---|---|
| Parte de crise na Venezuela | |
![]() Migrantes venezuelanos em Bogotá vendendo artesanato feito com cédulas venezuelanas sem valor em novembro de 2019 | |
| Data | 1 de novembro de 2016 – Final de 2021 |
| Duração | Novembro de 2016 – final de 2021 (cerca de 5 anos) |
| Localização | Venezuela |
| Tipo | Crise econômica |
| Tema | Hiperinflação |
| Causa | Políticas governamentais, controles de preços, corrupção, desvalorizações cambiais, emissão de moeda e gastos deficitários |
| Resultado | Forte queda nos salários reais apesar de aumentos nominais, desemprego, alta persistente de preços, redenominações do bolívar venezuelano (forte → soberano → digital), dolarização, redução das receitas fiscais, queda nas reservas internacionais e escassez de bens |
| Afetados | População venezuelana |
Hiperinflação na Venezuela foi a instabilidade monetária na Venezuela que começou em 2016 durante a crise socioeconômica e política em curso no país.[1] A Venezuela começou a experimentar inflação contínua e ininterrupta em 1983, com taxas anuais de dois dígitos. As taxas de inflação se tornaram as mais altas do mundo em 2014 sob o governo do presidente Nicolás Maduro, e continuaram a aumentar nos anos seguintes, com a inflação ultrapassando 1.000.000% em 2018. Em comparação com episódios anteriores de hiperinflação, a crise atual é mais severa do que as de Argentina, Bolívia, Brasil, Nicarágua e Peru nas décadas de 1980 e 1990, e a do Zimbábue no final dos anos 2000.
Em 2014, a taxa anual de inflação atingiu 69%,[2] a mais alta do mundo.[3][4] Em 2015, a inflação foi de 181%, novamente a mais alta do mundo e a maior da história do país até então.[5][6] A taxa chegou a 800% em 2016,[7] mais de 4.000% em 2017,[8][9][10][11] e cerca de 1.700.000% em 2018,[12] chegando a 2.000.000%, com a Venezuela entrando em espiral de hiperinflação.[13] Enquanto o Governo da Venezuela "basicamente havia parado" de produzir estimativas oficiais de inflação no início de 2018, o economista da inflação Steve Hanke estimou a taxa naquela época em 5.220%.[14] O Banco Central da Venezuela (BCV) estimou oficialmente que a inflação aumentou para 53.798.500% entre 2016 e abril de 2019.[15] Em abril de 2019, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a inflação chegaria a 10.000.000% até o final de 2019.[16] Vários controles econômicos foram suspensos pelo governo Maduro em 2019, o que ajudou a conter parcialmente a inflação até maio de 2020.[17]
Em dezembro de 2021, economistas e o Banco Central da Venezuela anunciaram que, no primeiro trimestre de 2022, a Venezuela completaria mais de 12 meses com inflação mensal abaixo de 50% após mais de quatro anos de ciclo hiperinflacionário. Isso tecnicamente indicaria sua saída da hiperinflação, mas as consequências permaneceriam.[18][19]
Contexto
Governos Pérez e Caldera
Quando os preços mundiais do petróleo caíram na década de 1980, a economia se contraiu e os níveis de inflação (inflação de preços ao consumidor) aumentaram, permanecendo entre 6 e 12% de 1982 a 1986.[20][21] Em 1989, a inflação atingiu o pico de 84%.[21] No mesmo ano, após um corte nos gastos do governo e a abertura dos mercados pelo presidente Carlos Andrés Pérez, a capital Caracas sofreu saques e distúrbios.[22] Depois que Pérez iniciou políticas liberais e tornou os mercados venezuelanos mais livres, o PIB da Venezuela aumentou de um declínio de −8,3% em 1989 para 4,4% em 1990 e 9,2% em 1991, embora os salários permanecessem baixos e o desemprego elevado entre os Venezuelanos.[22]
Enquanto alguns afirmam que a liberalização foi a causa das dificuldades econômicas venezuelanas, a dependência excessiva dos preços do petróleo e um sistema político fragmentado foram identificados como responsáveis por muitos dos problemas.[23] Em meados da década de 1990, sob o presidente Rafael Caldera, a Venezuela apresentou taxas anuais de inflação de 50 a 60% de 1993 a 1997, com um pico excepcional de 100% em 1996.[21] A porcentagem de pessoas vivendo na pobreza aumentou de 36% em 1984 para 66% em 1995,[24] com o país sofrendo uma grave crise bancária em 1994. Em 1998, a crise econômica havia piorado, com o PIB per capita no mesmo nível de 1963 (ajustando os dólares de 1963 para o valor de 1998), um terço abaixo de seu pico em 1978; o poder de compra do salário médio era um terço do nível de 1978.[25]
Governos Chávez e Maduro
Após a eleição presidencial de 1998, a inflação, medida pelo Índice de preços ao consumidor, foi de 35,8% em 1998, caindo para 12,5% em 2001, mas subindo para 31,1% em 2003. Na tentativa de sustentar o Bolívar venezuelano, reforçar o nível decrescente de reservas internacionais do governo e mitigar o impacto da paralisação da indústria do petróleo na economia, o Ministério das Finanças e o Banco Central da Venezuela (BCV) suspenderam as operações cambiais em 23 de janeiro de 2003. Em 6 de fevereiro, o governo criou a CADIVI, uma comissão de controle cambial responsável por administrar os procedimentos de câmbio. A comissão fixou a taxa de câmbio do dólar em 1.596 bolívares para compra e 1.600 bolívares para venda.

A economia venezuelana encolheu 5,8% nos três primeiros meses de 2010 em comparação com o mesmo período em 2009,[26] e teve a maior taxa de inflação da América Latina em 30,5%.[26] O presidente Hugo Chávez expressou otimismo de que a Venezuela sairia da recessão[26] apesar das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que a Venezuela seria o único país da região a permanecer em recessão naquele ano.[27] O FMI categorizou a recuperação econômica da Venezuela como "atrasada e fraca" em comparação com outros países da região.[28] Após a morte de Chávez no início de 2013, a economia do país continuou a cair em uma recessão ainda maior.
A inflação anual dos preços ao consumidor aumentou em centenas e milhares de pontos percentuais durante a crise.[29] As taxas de inflação permaneceram altas durante a presidência de Chávez. Em 2010, a inflação já havia anulado qualquer avanço dos aumentos salariais.[30] Em 2014, era a mais alta do mundo, em 69%.[31][3][32] Em 2016, a mídia informou que a Venezuela sofria um colapso econômico.[33][34] O FMI estimou uma inflação de 500% e uma contração de 10% no PIB.[35]
História
Governo Maduro
Em novembro de 2016, a Venezuela entrou em um período de hiperinflação.[36] Em dezembro de 2016, a inflação mensal ultrapassou 50% por 30 dias consecutivos, o que significava que a economia estava oficialmente em hiperinflação, tornando a Venezuela o 57º país a ser adicionado à Tabela Mundial de Hiperinflação Hanke-Krus.[37]
A taxa de inflação atingiu 4.000% em 2017.[8] No mesmo ano, surgiu na Venezuela a tendência de cultivo de ouro em jogos online, como RuneScape, que se tornou uma forma de obter moeda forte. Em muitos casos, os jogadores ganhavam mais dinheiro do que trabalhadores assalariados na Venezuela, apesar de receberem apenas alguns dólares por dia.[38] Durante a temporada de Natal de 2017, algumas lojas deixaram de usar etiquetas de preços; como os valores inflacionavam rapidamente, os clientes precisavam perguntar aos funcionários quanto custava cada produto.[39] No início de 2018, o governo venezuelano "basicamente parou" de produzir estimativas de inflação.[14]
Em maio de 2019, o BCV divulgou dados econômicos pela primeira vez desde 2015. Relatou que a taxa de inflação foi de 274% em 2016, 863% em 2017 e 130.060% em 2018.[40] O novo relatório sugeriu uma contração da economia de mais da metade em cinco anos, descrita pelo Financial Times como "uma das maiores contrações da história da América Latina".[41] Segundo fontes não reveladas da Reuters, a divulgação desses dados ocorreu por pressão da China, aliada de Nicolás Maduro. Uma das fontes afirmou que essa divulgação poderia colocar a Venezuela em conformidade com o FMI, dificultando o apoio a Juan Guaidó durante a crise presidencial.[42] Na época, o FMI não pôde validar os dados, pois não conseguiu entrar em contato com as autoridades.[42]
Estimativa de inflação de 2018
Em 2018, o FMI estimou que a taxa de inflação da Venezuela chegaria a 1.000.000% até o fim do ano.[43] Essa previsão foi criticada pelo economista Steve Hanke, que afirmou que o FMI havia divulgado uma "previsão falsa", já que "ninguém jamais conseguiu prever com precisão o curso ou a duração de um episódio de hiperinflação. Mas isso não impediu o FMI de oferecer previsões para a Venezuela que se mostraram totalmente imprecisas". Segundo Hanke, a taxa de inflação da Venezuela em 31 de julho de 2018 era de 33.151%, indicando que "a Venezuela está agora vivendo o 23º episódio mais severo de hiperinflação da história".[44]
O FMI informou que a taxa de inflação em 2018 atingiu 929.790%, ligeiramente abaixo da estimativa inicial de 1.000.000%.[45]
Estimativa de inflação de 2019
Em outubro de 2018, o FMI estimou que a taxa de inflação chegaria a 10.000.000% até o final de 2019, o que foi novamente mencionado em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial de abril de 2019.[46][16]
Estimativa de inflação de 2021
Em dezembro de 2021, economistas e o Banco Central da Venezuela anunciaram que a Venezuela alcançaria no primeiro trimestre de 2022 mais de 12 meses com inflação mensal abaixo de 50%, após mais de quatro anos de ciclo hiperinflacionário, o que tecnicamente indicaria sua saída da hiperinflação, mas cujas consequências permaneciam até aquela data.[18]
Causas

Uma visão monetarista[47] é que um aumento geral dos preços não reflete tanto o valor das coisas, mas sim o valor do dinheiro. Isso possui componentes objetivos e subjetivos:
- Objetivamente, de que o dinheiro não possui uma base sólida que lhe atribua valor.
- Subjetivamente, de que as pessoas que possuem o dinheiro não confiam em sua capacidade de manter o valor.
Segundo especialistas, a economia venezuelana começou a experimentar hiperinflação durante o primeiro ano da presidência de Nicolás Maduro.[48][49] Possíveis causas da hiperinflação incluem forte emissão de moeda e déficit público.[50] Em abril de 2013, mês em que Maduro assumiu, a inflação anual era de 29,4%, apenas 0,1% menor do que em 1999, quando Hugo Chávez assumiu.[51][52] Em abril de 2014, a inflação anual era de 61,5%.[53] No início de 2014, o BCV deixou de divulgar estatísticas pela primeira vez em sua história, e a Forbes relatou que isso poderia ser uma forma de manipular a imagem da economia.[54] Em abril de 2014, o FMI afirmou que a atividade econômica na Venezuela era incerta e poderia continuar em queda, e que "políticas macroeconômicas frouxas geraram alta inflação e um esgotamento das reservas cambiais oficiais". O FMI sugeriu que "mudanças mais significativas de políticas são necessárias para evitar um ajuste desordenado".[55] Segundo o economista Steve Hanke, a economia venezuelana em março de 2014 tinha uma taxa de inflação superior a 300%, uma taxa oficial em torno de 60% e um índice de escassez de produtos acima de 25%.[56] O governo venezuelano não divulgou dados de inflação em setembro e outubro de 2014.[57]
O crescimento da oferta monetária do BCV acelerou no início da presidência de Maduro, aumentando a inflação de preços no país.[58] A oferta monetária do bolívar forte na Venezuela aumentou 64% em 2014, três vezes mais rápido do que qualquer outra economia observada pela Bloomberg News na época.[59] Devido à rápida desvalorização do bolívar forte, os venezuelanos passaram a chamá-lo de "bolívar muerto" ("bolívar morto").[60] Maduro culpou a especulação capitalista por impulsionar as altas taxas de inflação e criar uma escassez generalizada de produtos básicos. Ele afirmou estar lutando uma "guerra econômica", referindo-se às medidas econômicas recém-implementadas como "ofensivas econômicas" contra opositores políticos que, segundo Maduro e seus aliados, estão por trás de uma conspiração econômica internacional.[61] Maduro foi criticado por se concentrar na opinião pública em vez de lidar com questões práticas já apontadas por economistas, ou de criar soluções para melhorar as perspectivas econômicas da Venezuela.[62]
Desvalorização do bolívar
Após o governo Chávez estabelecer controles cambiais rígidos em 2003, houve uma série de cinco desvalorizações da moeda, desestabilizando a economia.[63] Em 8 de janeiro de 2010, o governo alterou a taxa de câmbio fixa oficial de 2,15 bolívares fortes (Bs.F) para 2,60 bolívares (para produtos de saúde importados e certos alimentos) e 4,30 bolívares (para carros importados, petroquímicos e eletrônicos).[64] Em 4 de janeiro de 2011, a taxa de câmbio fixa passou a ser de 4,30 bolívares por US$1,00 para ambos os setores da economia. Em 13 de fevereiro de 2013, o bolívar foi desvalorizado para 6,30 bolívares por USD numa tentativa de conter déficits orçamentários.[65] O valor de mercado negro (ou paralelo) do bolívar forte e do bolívar soberano tem sido significativamente menor do que a taxa de câmbio fixa e outras taxas estabelecidas pelo governo venezuelano (SICAD, SIMADI, DICOM). Em novembro de 2013, era quase um décimo da taxa fixa oficial de 6,3 bolívares por dólar estadunidense.[66] Em 18 de fevereiro de 2016, o presidente Maduro usou seus recém-concedidos poderes econômicos para desvalorizar a taxa oficial do bolívar forte de 6,3 Bs.F por USD para 10 Bs.F por USD.[67]
Em setembro de 2014, a taxa de câmbio não oficial do bolívar forte em Cúcuta, Colômbia, chegou a 100 Bs.F por USD.[68] Em maio de 2015, o bolívar forte perdeu 25% de seu valor em uma semana; a taxa não oficial estava em 300 Bs.F por USD em 14 de maio e chegou a 400 Bs.F por USD em 21 de maio.[69][70] Em julho de 2015, o bolívar forte caiu novamente de forma acentuada, chegando a 500 Bs.F por USD em 3 de julho e 600 Bs.F por USD em 9 de julho.[71][72] Em fevereiro de 2016, a taxa não oficial chegou a 1.000 Bs.F por USD. Em novembro de 2016, o bolívar forte sofreu sua maior perda mensal de valor; a taxa de câmbio chegou a 2.000 Bs.F por USD em 21 de novembro de 2016 e quase 3.000 Bs.F por USD poucos dias depois.[73] Em 29 de novembro de 2016, a taxa superou 3.000 Bs.F por USD. No mês anterior a 28 de novembro de 2016, o bolívar forte perdeu mais de 60% de seu valor.[60]
Em 26 de janeiro de 2018, o governo extinguiu a taxa de câmbio protegida e subsidiada de 10 Bs.F por USD, altamente sobrevalorizada diante da inflação descontrolada.[74] Em 5 de fevereiro de 2018, o BCV anunciou uma desvalorização de 99.6% [sic], com a taxa de câmbio passando para 25.000 Bs.F por USD. Isso fez do bolívar forte a segunda moeda circulante menos valorizada do mundo com base na taxa oficial, atrás apenas do rial iraniano. Entre setembro de 2017 e agosto de 2018, segundo a taxa informal, o bolívar forte foi a moeda de menor valor do mundo.[75] A taxa oficial era de 248.832 Bs.F por USD em 10 de agosto de 2018, tornando-a a moeda menos valorizada do mundo com base em taxas oficiais.[76]
Em junho de 2018, o governo autorizou uma nova taxa de câmbio para compra, mas não para venda de moeda. Em 13 de agosto de 2018, a taxa era de 4.010.000 Bs.F por USD, segundo a ZOOM Remesas.[77]
Salário mínimo
O salário mínimo na Venezuela caiu significativamente em termos de dólar durante a presidência de Maduro. Ele caiu de cerca de USD$360 por mês em 2012 para US$31 por mês em março de 2015, com base na taxa de câmbio legal mais fraca.[78] No mercado negro, o salário mínimo era de apenas US$20 por mês.[78]
Em abril de 2014, o presidente Maduro aumentou o salário mínimo em 30%, com a expectativa de melhorar o poder de compra dos cidadãos.[79] Segundo o El Nuevo Herald, a maioria dos economistas afirmou que a medida só ajudaria temporariamente, já que a inflação oficial era superior a 59%, e que o aumento do salário apenas dificultaria ainda mais para as empresas, pois já enfrentavam escassez de moeda.[80][81] Em janeiro de 2015, o governo anunciou que o salário mínimo seria elevado em 15%.[82] Em 1º de maio de 2015, Maduro anunciou que o salário mínimo aumentaria em 30%, sendo 20% em maio e 10% em julho. O novo salário mínimo anunciado equivalia a cerca de US$30 por mês à taxa do mercado negro.[82]
Em agosto de 2018, após o lançamento de uma nova moeda, o salário mínimo foi elevado de 392.646 Bs.F para 180 milhões Bs.F (equivalentes a 1.800 bolívares soberanos, ou Bs.S) por mês.[83][84] O imposto sobre vendas foi elevado de 12% para 16%.[84] O novo salário foi estimado em cerca de US$30 por mês à taxa do mercado negro.[85] Entrou em vigor em 1º de setembro de 2018.[86] O salário mínimo foi novamente aumentado para 4.500 Bs.S (US$9,50) por mês em novembro de 2018 e, em janeiro de 2019, para 18.000 Bs.S (US$6,52) por mês, um aumento de 300%.[87][88] No início de abril de 2019, o salário mínimo mensal de 18.000 Bs.S equivalia a US$ 5,50 – menos do que o preço de um McDonald's McLanche Feliz.[89] A Ecoanalitica estimou que os preços subiram 465% nos dois primeiros meses e meio de 2019.[90] Em março de 2019, o The Wall Street Journal afirmou que a "principal causa da hiperinflação é o banco central imprimir dinheiro para financiar déficits públicos enormes", relatando que um professor só podia comprar uma dúzia de ovos e dois quilos de queijo com um mês de salário.[90]
Em 27 de abril de 2019, o presidente Nicolás Maduro aumentou o salário mínimo de 18.000 Bs.S (US$ 3,46) para 40.000 Bs.S (US$ 7,69), segundo decreto presidencial. Além disso, o presidente Maduro também anunciou a retomada dos vales-alimentação no valor de 25.000 Bs.S (US$ 4,80). Os novos salários entraram em vigor em 1º de maio de 2019.[91] Segundo uma ONG local, o novo salário mínimo cobre apenas um décimo do custo dos produtos alimentícios básicos. O salário só permite que os venezuelanos comprem cerca de quatro quilos de carne bovina ou dois McLanches Felizes por mês.[92] Em meados de agosto de 2019, a nova inflação do bolívar soberano já havia reduzido o salário mínimo em 65%, de US$ 8 por mês para US$ 2,80 por mês[93] e, no fim de agosto, caiu ainda mais para US$ 2 por mês.[94]
Gastos governamentais
Em 2014, o El Nuevo Herald informou que, devido à falta de recursos, o SEBIN havia reduzido seu trabalho de monitoramento de "potenciais ameaças externas" e solicitou o retorno de agentes de inteligência cubanos à Venezuela.[95]
Taxa de inflação
Estimativas do BCV
Sob o governo Maduro, a taxa de inflação aumentou aos níveis mais altos, com o BCV estimando que a inflação foi de 56% em 2013, 69% em 2014 (a mais alta do mundo), e 181% em 2015 (a mais alta do mundo e da história do país). Em 2016, a Venezuela entrou em hiperinflação. A taxa de inflação alcançou 274% em 2016, 863% em 2017, 130.060% em 2018 e 9.586% em 2019.[96] Desde 2016, a taxa de inflação acumulada aumentou para 53.798.500%.[15]
| Ano | Inflação (%) |
|---|---|
| 2013 | 56 |
| 2014 | 69 |
| 2015 | 181 |
| 2016* | 274 |
| 2017* | 863 |
| 2018* | 130.060 |
| 2019 | 9.586 |
| 2020 (maio) | 2.296[97] |
| 2020 | 2.963[98] |
| 2021 | 687[98][99] |
| 2022 | 234[98][99] |
| 2023 | 189,8[99] |
(*) Dados não publicados entre 2016 e 2018, revelados apenas em 2019.
Estimativas da Assembleia Nacional

Desde 2017, a Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição, passou a estimar a taxa de inflação após o BCV parar de publicar dados entre 2015 e 2019.[100] Em maio de 2019, a taxa anual de inflação caiu abaixo de 1.000.000% pela primeira vez desde 2018, com o BCV restringindo a oferta monetária doméstica.[101]
| Data | Inflação (%) | ||
|---|---|---|---|
| Ano | Mês | Anual | Mensal |
| 2017 | Janeiro | 19 | 19[102] |
| Fevereiro | 42 | 20[102] | |
| Março | 66 | 16[102] | |
| Abril | 93 | 17[102] | |
| Maio | 128 | 18[102] | |
| Junho | 177 | 21[102] | |
| Julho | 249 | 26[102] | |
| Agosto | 367 | 34[102] | |
| Setembro | 536 | 36[102] | |
| Outubro | 826 | 46[102] | |
| Novembro | 1.351 | 57[102] | |
| Dezembro | 2.616 | 85[103] | |
| 2018 | Janeiro | 4.068 | 84[104] |
| Fevereiro | 6.147 | 80[105] | |
| Março | 8.877 | 67[106] | |
| Abril | 13.779 | 80[107] | |
| Maio | 24.571 | 110[108] | |
| Junho | 46.305 | 128[109] | |
| Julho | 82.766 | 125[110] | |
| Agosto | 200.005 | 223[111] | |
| Setembro | 488.865 | 233[112] | |
| Outubro | 833.997 | 148[113] | |
| Novembro | 1.299.742 | 144[114] | |
| Dezembro | 1.698.488 | 142[115] | |
| 2019 | Janeiro | 2.688.670 | 192[116] |
| Fevereiro | 2.295.981 | 54[117] | |
| Março | 1.623.656 | 18[118] | |
| Abril | 1.304.494 | 45[119] | |
| Maio | 815.194 | 31[120] | |
| Junho | 445.482 | 25[121] | |
| Julho | 264.873 | 34[122] | |
| Agosto | 135.379 | 65[123] | |
| Setembro | 50.100 | 24[124] | |
| Outubro | 24.300 | 21[125] | |
| Novembro | 13.500 | 36[126] | |
| Dezembro | 7.370 | 33[127] | |
| 2020 | Janeiro | 4.140 | 65[128] |
| Fevereiro | 3.276 | 22[129] | |
| Março | 3.365 | 21[130] | |
| Abril | 4.210 | 80[131] | |
| Maio | 3.684 | 15[132] | |
| Junho | 3.524 | 20[132] | |
| Julho | 4.099 | 55[133] | |
| Agosto | 3.078 | 25[134] | |
| Setembro | 3.246 | 30.[135] | |
| Outubro | 3.332 | 23,8[136] | |
| Novembro | 4.087 | 65,7[137] | |
| Dezembro | 3.713 | 21,2[138] | |
(*) Fórmula aplicada ao Acumulado do Mês: Acumulado Mês Atual = {(Acumulado Mês Anterior + 100) * (1 + [Percentual do Mês Atual / 100]) – 100}
Estimativas do FMI
No seu relatório World Economic Outlook, o FMI apresentou estimativas da taxa de inflação entre 1998 e 2019. Em 2018, a taxa anual de inflação atingiu 929.790% e esperava-se que chegasse a 10.000.000% até o final de 2019.[45] De acordo com o relatório World Economic Outlook de outubro de 2019, a taxa de inflação da Venezuela, de 500.000%, era a mais alta do mundo. Em comparação, na América Latina, a Argentina tinha uma taxa de inflação de 43,7%.[16]
| Ano | Inflação (%) | Ano | Inflação (%) |
|---|---|---|---|
| 1998 | 36 | 2009 | 29 |
| 1999 | 24 | 2010 | 29 |
| 2000 | 16 | 2011 | 27 |
| 2001 | 13 | 2012 | 21 |
| 2002 | 22 | 2013 | 39 |
| 2003 | 31 | 2014 | 57 |
| 2004 | 22 | 2015 | 112 |
| 2005 | 16 | 2016 | 254 |
| 2006 | 14 | 2017 | 494 |
| 2007 | 19 | 2018 | 929.790 |
| 2008 | 31 | 2019 | 500.000 |
Café Con Leche e Índices da Miséria
O Bloomberg calculou no seu Índice Café Con Leche que o preço de uma xícara de café aumentou 718% nas 12 semanas anteriores a 18 de janeiro de 2018, o que representa uma taxa anualizada de inflação de 448.000%.[139]
A taxa de miséria da Venezuela foi projetada para atingir 8.000.000% em 2019, tornando-a a economia mais miserável do mundo. O país liderou o Índice da Miséria do Bloomberg pelo quinto ano consecutivo desde 2013.[140]
Histórico da taxa de câmbio
De acordo com a lei venezuelana, é ilegal publicar taxas de câmbio não oficiais, incluindo a "taxa paralela", na Venezuela.[141] Um site popular que publica taxas de câmbio paralelas desde 2010 é o DolarToday, que também tem sido crítico ao governo Maduro.[142] Essas tabelas e gráficos mostram o histórico da taxa de câmbio tanto do bolívar forte quanto do bolívar soberano em comparação ao Dólar dos Estados Unidos (USD) entre 2012 e 2021.[143]
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| Bolívar forte (Bs.F) 1 Bs.F = 1.000 Bs. |
Bolívar soberano (Bs.S) 1 Bs.S = 100.000 Bs.F | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Efeitos
Desemprego
O desemprego vem aumentando nos anos de hiperinflação, com a taxa de 2019 vista como a mais alta da Venezuela desde o fim da Guerra da Bósnia em 1995 e a maior contração desde o início da Guerra Civil Líbia em 2014, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).[144] Em janeiro de 2016, a taxa de desemprego era de 18,1%[145] e a economia era considerada a pior do mundo segundo o índice de miséria.[146] A Venezuela não divulga números oficiais de desemprego desde abril de 2016, quando a taxa estava em 7,3%.[147]
Em outubro de 2019, a taxa de desemprego chegou a 35%.[148] No final do ano, estimava-se que aumentaria para 39% a 40%, e que 60% da população economicamente ativa pertencia ao setor informal, o que influencia o baixo salário que levou muitos jovens a emigrar para outros países.[149]
Crise de refugiados e migração
A emigração na Venezuela existia de forma moderada sob o governo do antecessor de Nicolás Maduro, Hugo Chávez. Em 2015, quase 30% da população havia deixado o país devido à inflação, sendo nesse período que o país entrou em hiperinflação. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o ACNUR classificaram como uma das maiores emigrações da história do Hemisfério Ocidental.[150]
Segundo o ACNUR, a deterioração da situação política, econômica e de direitos humanos na Venezuela continua, tornando o apoio internacional necessário. O último relatório divulgou que 4,8 milhões de venezuelanos estavam registrados entre refugiados e migrantes.[151][152]
Soluções e adaptações
Alteração dos cálculos da taxa de inflação
Em setembro de 2014, o BCV teria mudado seus métodos de cálculo da taxa de inflação do mais comum Índice de preços de Laspeyres para o índice de preços de Fisher. Isso alterou os dados oficiais do governo: a inflação de junho caiu de 5,7% para 4,4%, a de julho de 5,5% para 4,1% e a de agosto de 4,3% para 3,9%.[153][154] Também foi afirmado no relatório de agosto do BCV que havia uma "guerra econômica que dificultava o curso normal das atividades de produção e da distribuição de bens essenciais demandados pelo povo venezuelano".[155]
Bolívar forte
Em 7 de março de 2007, o governo Chávez anunciou que o bolívar seria revalorizado na proporção de 1.000 para 1 em 1º de janeiro de 2008, e renomeado para bolívar forte em um esforço para facilitar as transações e a contabilidade, respondendo à inflação de dois dígitos.[156] O novo nome é literalmente traduzido como "bolívar forte".[157][158] Também é uma referência ao peso fuerte, uma antiga moeda que valia 10 reais espanhóis.[159] A taxa de câmbio oficial era restrita a indivíduos pelo CADIVI, que impunha um limite anual ao montante disponível para viagens.
Introdução de cédulas de maior valor
As denominações de 2 e 5 Bs.F já não eram encontradas em circulação devido à inflação em 2015, mas permaneciam de curso legal. No início de dezembro de 2016, a nota de 100 Bs.F — maior denominação de moeda da Venezuela — valia apenas cerca de US$0,23 no mercado paralelo.[160] Em 7 de dezembro de 2016, foi lançada uma nova série de cédulas (recoloridas de notas anteriores) em denominações de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 Bs.F.[160]
Em 3 de novembro de 2017, o presidente Maduro apresentou a nota de 100.000 Bs.F, semelhante à nota de 100 Bs.F da série 2007 e à de 20.000 Bs.F da série 2016, mas com o valor escrito por extenso em vez de adicionar três zeros após 100. Essa denominação valia US$2,42 no câmbio paralelo na época do lançamento.[161][162] Em julho de 2018, a hiperinflação havia reduzido seu valor em 99,9%, para menos de US$0,01.[163]
Em 6 de março de 2021, o governo emitiu três novas cédulas, com valores de Bs.S 200.000, 500.000 e 1.000.000. A última equivalia a US$0,52.[164]
Retirada da nota de 100 Bs.F
"Dei ordens para fechar todas as possibilidades terrestres, marítimas e aéreas para que essas notas retiradas não possam voltar e fiquem com sua fraude no exterior. Houve um esquema e contrabando de notas de 100 Bs.F na fronteira com a Colômbia e tentamos a via diplomática para tratar desse problema com o governo colombiano; existem máfias enormes. Na fronteira com a Colômbia todas as casas de câmbio estão nas mãos de máfias ligadas à direita. Tomei a decisão de fechar a fronteira com a Colômbia por 72 horas."
Presidente Nicolás Maduro anunciando a retirada das notas de 100 Bs.F em 72 horas (11 de dezembro de 2016)
Em 11 de dezembro de 2016, o presidente Maduro, que vinha governando por decreto, determinou por lei que as notas de 100 Bs.F seriam retiradas de circulação em 72 horas devido a "máfias" que supostamente as armazenavam para provocar inflação.[165] Com mais de 6 bilhões de notas de 100 Bs.F emitidas, representando 46% da moeda em circulação, Maduro permitiu que os venezuelanos trocassem todas as notas de 100 Bs.F por moedas de 100 Bs.F ou por cédulas de maior valor, bloqueando também viagens internacionais para evitar o retorno de notas supostamente estocadas.[165][166] O governo justificou a medida alegando que os EUA trabalhavam com quadrilhas criminosas para mover notas venezuelanas para depósitos na Europa a fim de provocar a queda do governo, e que a retirada das notas de circulação neutralizaria essa ameaça.[167] O governo da Índia tomou medida semelhante em novembro de 2016, ao retirar de circulação as notas de 500 e 1000 rúpias para reduzir a economia paralela e limitar o uso de dinheiro ilícito e falsificado para atividades ilegais e terrorismo.[168][169]
Em 14 de fevereiro de 2017, autoridades paraguaias descobriram um lote de 30-tonne (66.000 lb) de notas de 50 e 100 Bs.F totalizando 1,5 bilhão de Bs.F na fronteira com o Brasil, que ainda não havia sido posto em circulação.[170] Segundo um assessor do Departamento de Defesa dos Estados Unidos ligado ao Pentágono, os 1,5 bilhão de Bs.F foram impressos pela Venezuela e destinados à Bolívia, já que, ao contrário da taxa de câmbio implícita de milhares de Bs.F por dólar, a taxa era de aproximadamente 10 Bs.F por dólar, fazendo com que o valor do lote fosse 419 vezes maior, passando de US$358.000 para US$150 milhões.[170] O assessor afirmou ainda que o governo venezuelano tentou enviar as novas notas para serem trocadas pelo Governo da Bolívia, de modo que a Bolívia pudesse pagar 20% de sua dívida com a Venezuela, permitindo que o país usasse os dólares norte-americanos para seu próprio uso.[170]
Criptomoeda Petro
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Em dezembro de 2017, o presidente Maduro anunciou que a Venezuela introduziria uma criptomoeda estatal chamada "Petro" numa tentativa de sustentar sua economia em dificuldades. Essa nova criptomoeda seria lastreada pelas reservas venezuelanas de petróleo, gasolina, ouro e diamantes.[171][172] Maduro declarou que o Petro permitiria à Venezuela "avançar em questões de soberania monetária",[173] e que proporcionaria ao país "novas formas de financiamento internacional".[171] Líderes da Mesa da Unidade Democrática, no entanto, expressaram dúvida devido à crise econômica venezuelana,[172] apontando para a queda do valor do bolívar, sua moeda fiduciária, e os 140 bilhões de dólares em dívida externa.[174]
Em janeiro de 2018, como resposta ao petro, a Assembleia Nacional da Venezuela, liderada pela oposição da Mesa da Unidade Democrática, declarou o petro uma emissão de dívida ilegal por parte de um governo desesperado por dinheiro, afirmando que não o reconheceria.[175] No mesmo mês, Maduro anunciou que a Venezuela emitiria 100 milhões de tokens do petro,[176] o que colocaria o valor de toda a emissão em pouco mais de 6 bilhões de dólares. Também foi criado um grupo consultivo governamental de criptomoedas chamado VIBE para atuar como "uma base institucional, política e legal" a partir da qual o petro seria lançado.[177]
Em março de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva proibindo transações em qualquer criptomoeda emitida pelo governo venezuelano por qualquer cidadão estadunidense ou pessoa dentro dos Estados Unidos, com efeito a partir de 19 de março,[178][179] alegando que a criptomoeda foi criada para contornar as sanções dos EUA e acessar financiamento internacional.[180]
Em agosto de 2018, o bolívar soberano tinha uma taxa de câmbio fixa de 3.600 Bs.S por Petro.[181] O Petro estaria supostamente atrelado ao preço de um barril de petróleo (cerca de 60 dólares em agosto de 2018).[181] Até o fim de agosto de 2018, não havia evidências de que o Petro estivesse sendo negociado.[182] O Petro é considerado por muitos um golpe.[182][183]
Redenominação
Bolívar soberano
| Valor em Bs.S. (2018–) |
Valor em Bs.F (2008–18) |
Valor em Bs. (1879–2008) |
|---|---|---|
| Sem valor | 0,01, 0,05, 0,10 0,125, 0,25, 0,50 1, 2, 5 10, 20, 50 100 e 500 |
10, 50, 100 125, 250, 500 1.000, 2.000, 5.000 10.000, 20.000, 50.000 100.000 e 500.000 |
| 0,01 | 1.000 | 1.000.000 |
| 0,02 | 2.000 | 2.000.000 |
| 0,05 | 5.000 | 5.000.000 |
| 0,10 | 10.000 | 10.000.000 |
| 0,20 | 20.000 | 20.000.000 |
| 0,50 | 50.000 | 50.000.000 |
| 1 | 100.000 | 100.000.000 |
| 2 | 200.000 | 200.000.000 |
| 5 | 500.000 | 500.000.000 |
| 10 | 1.000.000 | 1 bilhão |
| 20 | 2.000.000 | 2 bilhões |
| 50 | 5.000.000 | 5 bilhões |
| 100 | 10.000.000 | 10 bilhões |
| 200 | 20.000.000 | 20 bilhões |
| 500 | 50.000.000 | 50 bilhões |
| 10.000 | 1 bilhão | 1 trilhão |
| 20.000 | 2 bilhões | 2 trilhões |
| 50.000 | 5 bilhões | 5 trilhões |
Em 22 de março de 2018, o presidente Maduro anunciou uma nova reforma monetária, na qual o bolívar seria novamente reavaliado na proporção de 1 para 1.000, tornando o novo bolívar igual a um milhão de bolívares anteriores a 2008.[184] A moeda foi renomeada como bolívar soberano. Novas moedas em denominações de 50 cêntimos e 1 Bs.S, assim como novas cédulas em denominações de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Bs.S, foram introduzidas. A mudança deveria entrar em vigor em 4 de junho de 2018.[185]
A partir de 1º de maio de 2018, os preços passaram a ser expressos tanto em bolívares quanto em bolívares soberanos na taxa original de 1.000 para 1.[186] (Por exemplo, um quilograma de macarrão aparecia com preços de 695.000 Bs.F e 695 Bs.S) Os preços expressos na nova moeda foram arredondados para o múltiplo mais próximo de 50 cêntimos, já que esse seria o menor valor em circulação no lançamento. O arredondamento criou dificuldades porque alguns itens e quantidades de venda custavam significativamente menos que 0,50 Bs.S; por exemplo, 1 litre (0,26 US gal) de gasolina e uma passagem do Metrô de Caracas custavam, respectivamente, 0,06 Bs.S e 0,04 Bs.S.[186]
O lançamento do bolívar soberano estava originalmente marcado para 4 de junho de 2018. Maduro adiou a data de lançamento, citando Aristides Maza: "o período estabelecido para realizar a conversão não é suficiente".[187] A reavaliação foi remarcada para 20 de agosto de 2018, e a taxa alterada para 100.000 para 1, com os preços obrigatoriamente expressos na nova taxa a partir de 1º de agosto de 2018.[188] Em 20 de agosto de 2018, o governo de Nicolás Maduro lançou o bolívar soberano, com 1 Bs.S valendo 100.000 Bs.F.[189] Novas moedas em denominações de 50 cêntimos e 1 Bs.S, bem como novas cédulas em denominações de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Bs.S, foram introduzidas.[190] Sob a taxa de câmbio fixa oficial com o dólar americano, a nova moeda foi desvalorizada em cerca de 95% em comparação com o antigo bolívar forte.[191] O dia foi declarado feriado bancário para permitir que os bancos se ajustassem à nova moeda.[192] Inicialmente, o bolívar soberano deveria circular junto com o bolívar forte durante um período de transição.[193] No entanto, desde o início da transição (20 de agosto), cédulas do bolívar forte de 500 ou menos não podiam ser utilizadas, apenas depositadas em bancos.[194] Maduro também anunciou que, após a redenominação monetária em 20 de agosto, cédulas antigas com valor de 1.000 Bs.F ou mais circulariam em paralelo com as cédulas do bolívar soberano e continuariam a ser utilizadas por um tempo limitado,[195] e que as cédulas com valor inferior a 1.000 Bs.F seriam retiradas de circulação e deixariam de ter valor legal.[196][197]
Logo após a introdução do bolívar soberano, a taxa de inflação aumentou de 61.463% em 21 de agosto para 65.320% em 22 de agosto.[198] Em 24 de agosto de 2018, a introdução do bolívar soberano não havia impedido a hiperinflação.[199] Segundo o economista Steve Hanke, entre 18 de agosto e 21 de agosto de 2018, a taxa de inflação aumentou de 48.760% para 65.320%.[1] Em 22 de agosto, o DolarToday estimou que a taxa de câmbio de mercado livre era de 71,2 Bs.S por dólar.[200] A taxa de câmbio reportada pelo AirTM era de 75,6 Bs.S por dólar.[201]
De acordo com o DolarToday, a taxa de câmbio estimada era de 2.700 Bs.S por dólar no mercado livre da Venezuela Desde 21 de janeiro de 2019
A taxa de câmbio do AirTM era de 2.200 Bs.S por dólar.
Introdução de cédulas de maior valor
Em junho de 2019, a inflação adicional do bolívar soberano desde a redenominação resultou na entrada em circulação de cédulas de 10.000, 20.000 e 50.000 Bs.S em 13 de junho.[202] O BCV afirmou que a introdução das novas cédulas iria "tornar o sistema de pagamentos mais eficiente e facilitar as transações comerciais".[203] A cédula de maior denominação (Bs.S 50.000) valia US$ 8 no mercado negro e era superior ao salário mínimo mensal de Bs.S 40.000.[203]
Em 14 de junho, o BCV estimou a taxa de câmbio oficial em 6.244 Bs.S por dólar.[204] O DolarToday estimou a taxa de câmbio do mercado livre em 6.803 Bs.S por dólar.[200]
Em meados de agosto de 2019, a taxa de câmbio atingiu um recorde histórico de 13.921 Bs.S por dólar, enquanto o euro estava em 15.515 Bs.S por euro. Segundo o economista venezuelano Luis Oliveros, a taxa de câmbio experimentou "um aumento de 30.000%" em comparação com a taxa de um ano atrás, 37 Bs.S por dólar.[93] No final do mês, a taxa paralela alcançou quase 23.000 Bs.S por dólar. No entanto, a taxa se valorizou para cerca de 20.000 Bs.S por dólar em 10 de outubro de 2019[94]
Dolarização informal
Com o aumento das sanções internacionais ao longo de 2019, o governo de Maduro abandonou políticas estabelecidas por Chávez, como controles de preços e câmbio (impostos desde 2003), o que resultou em uma recuperação após o declínio econômico.[205] Segundo uma pesquisa da consultoria econômica Econalítica, cerca de 54% das transações na Venezuela em setembro de 2019 foram em dólar dos Estados Unidos.[206] O número de transações em dólares chegou a 86% em Maracaibo.[206] A pesquisa também apontou que quase todas as vendas de eletrodomésticos são dolarizadas, assim como metade das vendas de roupas, peças de reposição de automóveis e alimentos.[206]
Em uma entrevista de novembro de 2019 ao jornalista venezuelano José Vicente Rangel, o presidente Nicolás Maduro descreveu a dolarização como uma "válvula de escape" que ajuda na recuperação do país, na expansão das forças produtivas e na economia. No entanto, Maduro afirmou que o bolívar venezuelano ainda permaneceria como a moeda nacional.[207]
Alguns bancos venezuelanos começaram a emitir cartão de débito em dólares em 29 de janeiro de 2021.[208]
Ver também
Referências
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