Ataque ao Forte Paramacay
| Ataque ao Forte Paramacay | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Parte da Crise na Venezuela (2010–presente) | |||||
![]() Soldados detêm os ocupantes de um veículo após o assalto. | |||||
| Data | 6 de agosto de 2017 | ||||
| Local | Naguanagua, Carabobo, | ||||
| Casus belli | Crise institucional venezuelana; instauração da Assembleia Constituinte | ||||
| Desfecho | Ataque rebelde repelido pelas forças governamentais; algumas armas capturadas pela oposição. | ||||
| Beligerantes | |||||
| |||||
| Comandantes | |||||
| Unidades | |||||
| |||||
| Forças | |||||
| |||||
| Baixas | |||||
| |||||
O ataque ao Forte Paramacay (nome de código Operação David),[2] foi um assalto militar realizado na manhã de domingo, 6 de agosto de 2017, entre 3h50 e 8h00, na cidade venezuelana de Naguanagua, Carabobo.
Ataque

O ataque começou quando um grupo de 20 dissidentes civis comandados por Juan Caguaripano, ex-capitão (desertor desde 2014) da Guarda Nacional, invadiu o forte para roubar armas.[3] O Primeiro-Tenente Jefferson García, da Companhia de Comando 4101 da praça, era o oficial encarregado do depósito de armas do forte; a 41ª brigada do Exército Bolivariano estava sediada no local.[4] Tropas leais ao governo impediram o ataque, fazendo com que dez dos dissidentes (incluindo Caguaripano) fugissem, sete fossem presos, dois mortos e um ferido.[5][6] Os atacantes que escaparam conseguiram levar uma quantidade considerável de munições, incluindo granadas e projéteis. Embora o ataque tenha terminado às 8h00, civis protestaram nas ruas da cidade mais tarde naquele mesmo dia em apoio aos dissidentes, o que causou vários confrontos entre eles e a Guarda Nacional.[7][8]
Armas roubadas
Durante o ataque, os dissidentes roubaram 500 fuzis AK-103 e 500 carregadores, 50 lançadores múltiplos de granadas de 40 mm e 140 granadas de 40 mm, 80 baionetas, 60 pistolas e carregadores. As armas foram colocadas em um veículo Toyota com placas militares e retiradas do Forte Paramacay.[7][9]
Captura
Alguns dos membros e líderes do ataque foram capturados nos dias seguintes. Dois dos dissidentes foram relatados pelo governo como mortos durante o assalto: Yhonny Emisael Martínez Cedeño e Orlando Segundo Landino.
Em 15 de janeiro de 2018, após a Operação El Junquito, onde o dissidente Óscar Alberto Pérez foi morto, alguns dos que haviam participado deste ataque também foram mortos, e o dono do caminhão com o armamento roubado foi capturado.[10]
Referências
- ↑ «Padrino López dice que capturaron al ex-capitán Caguaripano: el "autor" del robo de armas del Fuerte Paramacay». La Patilla. 11 de agosto de 2017. Consultado em 12 de agosto de 2017
- ↑ «Las voces encapuchadas ganan terreno en Venezuela». El Nacional. Consultado em 18 de agosto de 2018. Arquivado do original em 11 de agosto de 2017
- ↑ Meza, Alfredo (7 de agosto de 2017). «El caos se apodera de Venezuela en medio de rumores de golpe.». El País
- ↑ «Lo que se sabe del "ataque terrorista paramilitar" contra una base del Ejército en Venezuela.». BBC. 6 de agosto de 2017
- ↑ «Maduro: Dos atacantes muertos y un herido dejó asalto al Fuerte Paramacay». Panorama. Consultado em 18 de agosto de 2018. Arquivado do original em 7 de agosto de 2017
- ↑ «Reportan dos fallecidos tras ataque al Fuerte Paramacay». El Nacional
- ↑ a b «La Guardia Nacional hizo estragos en Naguanagua». El Nacional
- ↑ «Terroristas intentaron asaltar El Fuerte Paramacay». NotiTarde. Consultado em 18 de agosto de 2018. Arquivado do original em 11 de outubro de 2017
- ↑ «Así ocurrió la toma del Fuerte Paramacay». El Estímulo. 8 de agosto de 2017
- ↑ «Doce claves así explicó Reverol el asedio y muerte de Óscar Pérez». Efecto Cocuyo. Consultado em 18 de agosto de 2018. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2018
