Soneto 11
| Soneto 11 |
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As fast as thou shalt wane, so fast thou growest |
| –William Shakespeare |
Soneto 11 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare. Neste, o eu-lírico continua a dizer, como nos sonetos anteriores, que é preciso que o jovem procrie e transmita sua beleza a uma cópia de si mesmo, ou seja, um filho.
Traduções
Tradução de Thereza Christina Rocque da Motta
Tão rápido quanto cresces, assim fenecerás
Em um dos teus de quem te despedes;
E o sangue novo que aos mais novos concedes
Poderás chamar de teu quando deixares a juventude.
Aqui reside a sabedoria, a beleza e o progresso;
Sem isto, há loucura, velhice e decrepitude.
Se todos se importassem, o tempo cessaria,
E em três tempos do mundo ele se despediria.
Deixemos aqueles que a Natureza não preservou,
Duros, amorfos e rudes, morrer sem filhos.
Àqueles a quem ela concedeu a graça, deu mais ainda;
Cujo presente abundante mais deverias prezar;
Ela te esculpiu como símbolo e, por isso,
Mais deverias produzir para não feneceres.[2]
Tradução de Milton Lins
Depressa diminuis, ligeiro alçaste
Em um dos teus, do qual o teu partiu.
E o sangue fresco que, jovial, doaste,
Que deves chamar teu, e persistiu.
Tu vives sabia e belamente, e aumentas
Sem a loucura fria do abandono.
Pensando bem, o tempo não sustentas,
Sessenta anos, e o mundo entrou no sono.
Deixa os que a Natureza não poupou;
Rudes, comuns, estéreis, repartidos:
Olha os que ela melhor aqui dotou;
Tais prodígios presentes tens curtidos.
Fez-te para sinete e quer dizer
Que imprimas mais, não o deixes fenecer.[3]
Referências
- ↑ «Shakespeare - Sonnet 11» (em inglês). Consultado em 10 de fevereiro de 2025
- ↑ Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264
- ↑ SHAKESPEARE, William - Sonetos de William Shakespeare / tradutor: Milton Lins. Recife: FacForm, 2005. ISBN 978-85-98896-04-5
Bibliografia
- Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916.
- Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950.
- Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977.
- Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881.
- Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952.
- Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. ISBN 9781139827461.
- Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt.
- Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.