D. Luiz (locomotiva)
D. Luiz (Série 1001) | |
|---|---|
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| Descrição | |
| Propulsão | Vapor |
| Fabricante | Beyer, Peacock and Company |
| Tipo de serviço | Via |
| Características | |
| Bitola | Bitola ibérica |
| Operação | |
| Ano da entrada em serviço | 1863 |
A D. Luiz, igualmente conhecida como D. Luís, é uma locomotiva a vapor, que se distingue por ser a mais antiga em Portugal.[1] Fabricada em 1862[1], foi abatida ao serviço em 1921 e restaurada em 1956.[2]
História
Esta locomotiva foi fabricada em 1862,[1] na fábrica de Manchester da Beyer, Peacock and Company.[3] Em Setembro do ano seguinte, foi responsável por rebocar o primeiro comboio até à fronteira espanhola.[3] Rebocou várias vezes o comboio real, oferecido à Rainha D. Maria Pia por ocasião do seu casamento com D. Luís I, em 1861.[2][3]
Com a queda da monarquia portuguesa, em 1910, passou a rebocar comboios de obras entre o Barreiro e a Moita, tendo-se descurado a sua manutenção.[2] Em 1921, quando estava a rebocar um dos comboios de obras, com três carruagens e um furgão, um dos tubos rebentou, provocando uma queda na pressão, embora a locomotiva ainda tenha conseguido terminar a sua viagem.[2] Na viagem de regresso, ainda conseguiu chegar ao Barreiro-A, tendo sido necessário chamar outra locomotiva para a rebocar até à estação do Barreiro.[2] Terminou assim os seus serviços regulares, tendo sido encostada junto com ferro-velho, aguardando a sua destruição.[2] No entanto, por ocasião do primeiro centenário dos caminhos de ferro portugueses, em 1956, foi completamente restaurada.[2] Em 1970, foi realizado um inventário do acervo histórico da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, para a formação de um núcleo museológico, tendo esta locomotiva sido incluída, como a mais antiga em Portugal.[1]
Entre Abril e Setembro de 2010, esta locomotiva esteve presente na exposição Royal Class Regal Journeys, no museu dos caminhos de ferro de Utreque, na Holanda, como parte do comboio real.[4]
Caracterização
Esta locomotiva apresenta os traços típicos de uma locomotiva de roda livre, no estilo inglês.[1] Pode exercer até 3000 kg de esforço de tracção, e o timbre da caldeira é de 9 kg/cm².[3] A iluminação é realizada por acetileno.[3] A capacidade máxima da locomotiva é de 6600 litros de água, e 3000 kg de carvão.[3]
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Ficha técnica
- Fabricante: Beyer Peacock[3]
- Ano de fabrico: 1862[3]
- Capacidade de aprovisionamento:
- Iluminação: Acetilene[3]
- Timbre da caldeira: 9 Kg/cm2[3]
- Esforço de Tracção: 3000 Kg[3]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e «Otros Paises, Otras Noticias». Via Libre (em espanhol). Ano 7 (78). Junho de 1970. p. 28-29
- ↑ a b c d e f g «El último viaje de la locomotora "D. Luiz"». Via Libre (em espanhol). Ano 10 (110). Fevereiro de 1973. p. 16
- ↑ a b c d e f g h i j k l m «Locomotiva D. Luiz (1862)». Comboios de Portugal. Consultado em 25 de Junho de 2012 [ligação inativa]
- ↑ «Comboio Real em exposição na Holanda». Rede Ferroviária Nacional. 14 de Abril de 2010. Consultado em 25 de Junho de 2012 [ligação inativa]
Ligações externas
Material motor ferroviário em Portugal | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipologia ↓ | diesel / gasolina / gasogénio | vapor: carvão / óleo |
elétrica: IP: 25 kV / 50 kHz ou (*) 1500 V; outras redes q.v. |
← Tracção | |||||||||
| Estado → | em serviço | fora de serviço (ou uso ocasional) | em serviço | previsto | Bitola ↓ | ||||||||
| Rede IP (Notas: A itálico, séries com uso partilhado entre a C.P. e outras empresas, simult. ou não; a itálico sublinhado, séries usadas exclusivamente por outra empresa.) | |||||||||||||
| automotoras | “592” | remodelados | M1 0050 0100 0500 0750 0600 0650 | 1001 Z1 | 2000 2050 2080 ABm1-18→ |
remodelados | 2300 2400 3400 3500 4000 | 2700 | 1668 mm (ibérica) | ||||
| VIP⎱ 0350⎰ 0450← |
←0300 ←0400 |
2100⎫ 2150⎬ 2200⎭ ⎰*3100→ ⎱*3200→ |
→2240 →3150* →3250* | ||||||||||
| 9630 | 9500← |
←9700─╮ 9400←╯ |
ME1 ME21 9050 9100 9300 9600 | (Vale do Lima) | (não existe atualmente tração elétrica na rede ferroviária métrica da IP) | 1000 mm (métrica) | |||||||
| locomotivas | 9000 9020 Lydya |
|
|||||||||||
| 1200 1400 1500 1520 1900 1930 6000 | 1300 1320 1550 1800 1960 |
|
2500 2550 3300* | 2600 2620 4700 5600 | 1668 mm (ibérica) | ||||||||
| locotratoras | 1150 | 1000 1020 1050 1100 | 005 | ||||||||||
| Redes locais (excl. sistemas de frota fixa específica, como funiculares e teleféricos) | |||||||||||||
| bondes |
|
STCP200 STCP270 STCP280 | 1435 mm (padrão) | ||||||||||
| automotoras | ML7 ML79 | ML90 ML95 ML97 ML99 | ML20 ML24 | ||||||||||
| LRVs, articulados | MP000 MP100 MP200 C000 | ||||||||||||
| CCFL501 CCFL601 | 900 mm | ||||||||||||
| bondes | TUB1 |
|
CCFL001 CCFL003 CCFL005 CCFL541 CCFL701 CCFL737 | ||||||||||
| (PdV-VdC) | (CCFTNA) (CFPLER) | SMTUC01 SMTUC03 SMTUC16 | (CSA) | 1000 mm (métrica) | |||||||||
| locomotivas | CSA 23074 | (Pomarão) | |||||||||||
| (Transpraia) (P.d’El-Rei) | (Mira) (CFPL) | 600 mm | |||||||||||
| (JAPH) N0(JAPPD) | 2140 mm | ||||||||||||
| Estado → | em serviço | fora de serviço | em serviço | previsto | Bitola ↑ | ||||||||
| Tipologia ↑ | diesel / gasolina / gasogénio | vapor: carvão / óleo |
elétrica | ← Tracção | |||||||||
| Ver também: Linhas • Serviços • Empresas • Multimédia • Acidentes | |||||||||||||

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