The Royale
| "The Royale" | |||
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| 12.º episódio da 2.ª temporada de Star Trek: The Next Generation | |||
![]() Data e Riker jogando dados no Hotel Royale | |||
| Informação geral | |||
| Direção | Cliff Bole | ||
| Escrito por | Tracy Tormé | ||
| Música | Ron Jones | ||
| Cinematografia | Edward R. Brown | ||
| Edição | Robert Lederman | ||
| Exibição original | 27 de março de 1989 | ||
| Duração | 45 minutos | ||
| Convidados | |||
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| Cronologia | |||
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| Star Trek: The Next Generation (2.ª temporada) Lista de episódios | |||
"The Royale" é o décimo segundo episódio da segunda temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 38º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 27 de março de 1989. Foi escrito por Tracy Tormé e dirigido por Cliff Bole. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, o comandante William Riker, o tenente-comandante Data e o tenente Worf ficam presos em um estranho hotel em um planeta aparentemente sem vida.
A ideia original criada por Tormé se chamava "The Blue Moon Hotel" e era muito mais surrealista e cômica, com o astronauta humano desempenhando um papel mais ativo. Entretanto, o coprodutor executivo Maurice Hurley achou que a história era muito parecida com um episódio de Star Trek: The Original Series, com o roteiro sendo reescrito a ponto de Tormé pedir para ser creditado sob um pseudônimo. "The Royale" teve bons números de audiência na sua estreia e a recepção foi mista para negativa, com as principais críticas sendo para o enredo desinteressante e falta de perigo para os personagens.
Enredo
A USS Enterprise encontra os destroços de uma nave da Terra orbitando um planeta sem vida. Partes dos destroços são recuperados e a tripulação encontra uma insígnia da NASA e uma bandeira dos Estados Unidos, datando a nave para a segunda metade do século XXI e estabelecendo que ela viajou muito além das capacidades da época. Análises do planeta revelam uma pequena área capaz de abrigar vida, assim o comandante William Riker, o tenente-comandante Data e o tenente Worf descem para investigar e descobrem uma porta giratória no meio de um vazio negro. Eles entram e vão parar em um hotel e cassino no estilo da Terra do século XX chamado Hotel Royale, também perdendo contato com a Enterprise.[1]
Os três logo descobrem que estão presos e assim decidem explorar o edifício. Em um quarto encontram o corpo dessecado mas preservado do coronel Stephen Richey, um astronauta da NASA, seu diário e um romance pulp chamado The Hotel Royale. O diário conta que a nave de Richey foi lançada em 2037, mas que foi contaminada por um alienígena desconhecido e transportada para longe por um buraco de minhoca, com ele tendo sido o único sobrevivente. Os alienígenas tiveram pena de Richey e criaram o Hotel Royale para ele por acharem que o romance representava o modo como os humanos preferiam viver. Richey achou a situação insuportável pela qualidade ruim do livro, mas viveu no local por 38 anos até morrer.[1]
Riker, Data e Worf percebem que o enredo do romance foi recriado pelos alienígenas e está ocorrendo na frente deles, supondo que talvez consigam escapar caso cumpram o que a história exige. Eles assumem o papel de três investidores estrangeiros descritos no livro que acabam conseguindo deixá-lo depois de comprá-lo por 12,5 milhões de dólares. Data começa a jogar dados, detectando que eles estão manipulados para favorecer a banca, mas consegue reajustá-los em seu favor e acaba conseguindo ganhar um total de 24 milhões de dólares. Os três então anunciam serem investidores comprando o hotel, conseguindo sair e sendo teletransportados de volta para a Enterprise.[1]
Produção
O conceito original de "The Royale" foi criado pelo roteirista Tracy Tormé e se chamava "The Blue Moon Hotel", tendo sido proposto durante a primeira temporada mas só liberado para ser desenvolvido na segunda. A história tinha um tom mais surrealista com elementos de comédia e sátira sutil,[2] sendo parcialmente inspirada pela série de televisão The Prisoner. O enredo teria um papel muito maior para o astronauta, cuja vida no hotel seria baseada em uma memória agradável que os alienígenas tinham tirado de sua mente.[3] Entretanto, essa a memória se tornaria desagradável por o astronauta não ter permissão de sair.[3] Ele seria usado para entreter os membros da equipe avançada da USS Enterprise e uma tripulante mulher dessa equipe escolheria ficar para trás fazendo companhia para o astronauta, com o resto da tripulação sendo liberada para ir embora.[4]
Tormé escreveu um roteiro que, segundo o próprio, foi bem recebido por membros do elenco e da equipe,[2] apesar do diretor Cliff Bole afirmar que era excessivamente caro.[4] Entretanto, o coprodutor executivo Maurice Hurley achou que a história era muito parecida com o episódio "A Piece of the Action" de Star Trek: The Original Series, comentando que "Haviam criminosos neste aqui, criminosos naquele, e ambos são baseados em um livro. Parecia derivativo para mim". Hurley e Tormé discutiram e Tormé acabou removido do episódio por motivos que ele achou pessoais em vez de profissionais. O roteiro foi reescrito e boa parte dos elementos surrealistas e cômicos foram removidos.[5] Tormé pediu para ser creditado sob o pseudônimo Keith Mills[3] e deixou a equipe de roteiro de Star Trek: The Next Generation, ficando apenas como consultor.[4]
A trilha sonora de "The Royale" foi composta por Ron Jones. Como toda a equipe de produção estava insatisfeita com o episódio, Jones aproveitou a oportunidade para criar um pastiche de trilhas sonoras cafonas de bandas de Las Vegas, comentando que "Eles nem se importaram com o que eu fiz". O compositor decidiu que trataria o que se passava dentro do hotel como se fosse um livro, enquanto tudo fora seria mais sintético e solitário. As músicas do hotel tinham uma veia mais cômica e alguns elementos de jazz, com a orquestra sendo composta por 35 músicos: oito violinos, quatro trompas, quatro trombones, quatro saxofones, um EWI, um violão, três teclados e cinco instrumentos de percussão. As músicas fora do hotel foram tocadas com sintetizados e instrumentos de percussão. A faixa original composta para a cena em que Riker, Data e Worf encontram o corpo do astronauta não foi utilizada, sendo em vez disso substituída por uma faixa que Jones tinham composto para o episódio "Skin of Evil" da primeira temporada.[6]
Repercussão
Audiência
"The Royale" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana de 27 de março de 1989.[4] Teve um índice Nielsen de 10,6, refletindo a porcentagem das residências que assistiram ao episódio na estreia. Foi a sexta maior audiência da temporada e um aumento em relação aos 10,2 do episódio anterior, "Contagion".[7]
Crítica
Keith R. A. DeCandido da Reactor descreveu o episódio como "besta" e "sem sentido", mas mesmo assim afirmou que "provavelmente sou a única pessoa no mundo que adora este episódio". DeCandido comentou que como já tinha trabalhado como editor de livros no passado, ele leu vários romances ruins e assim gostou dos diálogos "terríveis" e música cafona que lembravam o estilo pulp, escrevendo que tudo era "hilariamente atraente".[8] Zack Handlen da The A.V. Club achou que "The Royale" era uma "distração moderadamente divertida" com muitos elementos de comédia ruins envolvendo Data e os jogadores do cassino. Ele achou que a premissa não funcionava tão bem quanto deveria e a solução não era complicada ou profunda o suficiente, mas achou que o fato de todos criticarem a ambientação vinda do livro como ruim servia como uma boa piada.[9]
James Hunt da Den of Geek achou que o episódio era divertido e que a melhor parte era a atuação de Brent Spiner como Data jogando os jogos de azar. Handlen achou que não existia muito perigo para os tripulantes, especialmente um perigo mais imediato, também comentando que a história lembrava um episódio do holodeque por envolver uma ambientação de época e uma narrativa semi-interativa.[10] Jamahl Epsicokhan da Jammer's Reviews escreveu que o episódio "não demonstra quase nenhum interesse ou mérito", achando que o fato dos personagens ficarem comentando como o livro base para o hotel era ruim também era um meio de encobrir o fato do episódio ser ruim. Epsicokhan afirmou que "Não há mistério, maravilha ou suspense, mas apenas clichês ruins ... e uma premissa lenta que nunca chega perto de justificar seus elementos de fantasia".[11]
Mídia caseira
"The Royale" foi lançado em LaserDisc nos Estados Unidos em 20 de julho de 1994 junto com o episódio "Contagion",[12] enquanto no Japão foi lançado no mesmo formato em 10 de dezembro de 1995 como parte da coleção da primeira metade da segunda temporada.[13] Foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 7 de maio de 2002 como parte da coleção da segunda temporada.[14] Foi remasterizado e lançado em Blu-ray nos Estados Unidos em 4 de dezembro de 2012 como parte da coleção da segunda temporada.[15]
Referências
- ↑ a b c «Royale, The». Star Trek. Consultado em 2 de outubro de 2025. Arquivado do original em 22 de março de 2023
- ↑ a b Gross & Altman 1995, p. 178.
- ↑ a b c Block & Erdmann 2012, p. 96.
- ↑ a b c d Nemecek 2003, p. 80.
- ↑ Gross & Altman 1995, pp. 177–178.
- ↑ Bond, Jeff; Kendall, Lukas (2010). «The Royale #138». Film Score Monthly. Consultado em 2 de outubro de 2025
- ↑ «Star Trek: The Next Generation Nielsen Ratings - Seasons 1-2». TrekNation. Consultado em 10 de julho de 2025. Arquivado do original em 5 de outubro de 2000
- ↑ DeCandido, Keith R. A. (22 de setembro de 2011). «Star Trek: The Next Generation Rewatch: "The Royale"». Reactor. Consultado em 2 de outubro de 2025
- ↑ Handlen, Zack (24 de junho de 2010). «Star Trek: The Next Generation: "The Dauphin"/"Contagion"/"The Royale"». The A.V. Club. Consultado em 2 de outubro de 2025
- ↑ Hunt, James (2 de agosto de 2013). «Revisiting Star Trek TNG: The Royale». Den of Geek. Consultado em 2 de outubro de 2025
- ↑ Epsicokhan, Jamahl. «The Royale». Jammer's Reviews. Consultado em 2 de outubro de 2025
- ↑ «Star Trek Next Generation #037/38: Contagion/The Royale [LV 40270-137]». LaserDisc Database. Consultado em 1 de outubro de 2025
- ↑ «Star Trek Next Generation: Log. 3: Second Season Part.1 (1988) [PILF-2007]». LaserDisc Database. Consultado em 21 de setembro de 2025
- ↑ Beierle, Aaron (4 de maio de 2002). «Star Trek: Next Generation (Season 2)». DVD Talk. Consultado em 20 de junho de 2025
- ↑ Miller III, Randy (3 de dezembro de 2012). «Star Trek: The Next Generation - Season Two». DVD Talk. Consultado em 20 de junho de 2025
Bibliografia
- Block, Paula; Erdmann, Terry (2012). Star Trek: The Next Generation 365. Nova Iorque: Abrams. ISBN 978-1-4197-0429-1
- Gross, Edward; Altman, Mark A. (1995). Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. Boston & Nova Iorque: Little Brown & Co. ISBN 978-0-3163-2957-6
- Nemecek, Larry (2003). Star Trek: The Next Generation Companion 3ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 0-7434-5798-6
Ligações externas
- "The Royale" (em inglês) no IMDb
