Tolkien e os modernistas
J. R. R. Tolkien, o autor do best-seller de fantasia O Senhor dos Anéis, foi amplamente rejeitado pelo establishment literário durante sua vida, mas desde então foi aceito no cânone literário, se não como um modernista, certamente como um escritor moderno que respondia à sua época. Ele lutou na Primeira Guerra Mundial e viu a Inglaterra rural que amava ser construída e industrializada. Seus escritos de fantasia sobre a Terra Média, consistindo em grande parte de um legendarium que só foi publicado após sua morte, incorporavam seu realismo em relação aos eventos traumáticos do século e sua esperança cristã.
Acadêmicos compararam Tolkien a autores dos séculos XIX e XX, afirmando que ele se encaixa na tradição romântica de William Morris e W. B. Yeats; tendo alguma conexão com o renascimento celta e o movimento simbolista; pode ser comparado ao romântico little englandism [en] e antiestadismo de George Orwell e G. K. Chesterton no período entre guerras; e ao desencanto de Orwell, William Golding e Kurt Vonnegut após a Segunda Guerra Mundial.
A escrita de Tolkien apresenta características claramente modernas, especialmente a forte ênfase na intertextualidade, semelhante à obra de T. S. Eliot e Ezra Pound; no entanto, difere deles ao usar materiais diversos não para apresentar um colagem fragmentada, mas para criar um mundo próprio, fornecendo uma pré-história mítica, uma mitologia para a Inglaterra.
Contexto
J. R. R. Tolkien
O autor do romance de fantasia best-seller O Senhor dos Anéis,[1] J. R. R. Tolkien, nascido em 1892, ficou órfão ainda menino, com o pai morrendo na África do Sul e a mãe na Inglaterra poucos anos depois. Foi criado por seu guardião, o padre católico Father Francis Morgan, e educado em escolas gramaticais para meninos e, posteriormente, no Exeter College, Oxford. Ingressou nos Lancashire Fusiliers [en] do Exército Britânico e testemunhou os horrores da guerra de trincheiras na Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, tornou-se professor de língua inglesa na Universidade de Leeds e, depois, na Universidade de Oxford. Especializou-se em filologia, particularmente em obras do inglês antigo como Beowulf, demonstrando pouco interesse pela literatura inglesa escrita após o período medieval. Faleceu em 1973.[2]
Rejeição literária
Tolkien enfrentou críticas severas a O Senhor dos Anéis por parte de figuras literárias como Edmund Wilson[3] e Edwin Muir [en].[4] A hostilidade continuou por alguns anos após sua morte, com ataques de escritores como Michael Moorcock em seu ensaio "Pooh épico [en]".[5] Em 2001, a resenhista do The New York Times Judith Shulevitz criticou sua "pedanteria",[6] enquanto Jenny Turner, na London Review of Books, atacou-o como um "universo aconchegante" para "pessoas vulneráveis".[7] Em 2002, o crítico Richard Jenkyns, na The New Republic, criticou-o por falta de profundidade psicológica.[8]
Reabilitação

Acadêmicos do século XXI, em grande parte aceitando Tolkien como moderno, ofereceram diversas estimativas de sua posição no cânone literário, desde o reconhecimento de seu realismo diante dos traumas coletivos de sua época,[10] até a nota de seu romantismo,[11] e a descrição do tom elegíaco de longa data em seus escritos, alinhando a Terra Média ao mundo moderno.[12]
Realismo e esperança
Theresa Nicolay demonstrou em seu livro de 2014 Tolkien and the Modernists[10] que a fantasia da Terra Média de Tolkien, assim como o Modernismo, foi criada como reação a dois traumas coletivos do século XX, a saber, a industrialização e o assassinato em massa mecanizado da Primeira Guerra Mundial. Esses traumas deixaram as pessoas com sentimentos de desesperança e alienação, além da sensação de que tradições boas haviam sido rompidas e que a religião falhara. Tolkien diferenciava-se de muitos modernistas por possuir uma forte fé católica, que lhe dava esperança. Nicolay descreveu como essa combinação de realismo e esperança guiou os escritos de Tolkien sobre a Terra Média.[13]
O estudioso de teologia Ralph C. Wood [en], em seu livro de 2015 "Tolkien among the Moderns" [Tolkien entre os Modernistas],[14] argumentou que Tolkien não era escapista nem antiquário, e que havia se engajado com figuras literárias modernas como James Joyce e Iris Murdoch. Seu livro foi criticado por ignorar estudos sobre o engajamento de Tolkien com o modernismo, como o trabalho de Verlyn Flieger [en], Dimitra Fimi [en], que examinou suas atitudes em relação à raça,[15] e a coleção em dois volumes Tolkien and Modernity, editada por Thomas Honegger [en] e Frank Weinreich em 2006.[16][17][18]
little englandism romântico

Em 2005, o estudioso de Tolkien Patchen Mortimer comentou sobre o "debate contencioso" em torno de Tolkien, observando que seus muitos leitores consideravam seus livros e "as línguas, histórias, mapas [en], obras de arte [en] e apócrifos associados"[20] uma enorme realização, enquanto seus críticos "desconsideravam sua obra como infantil, irrelevante e pior".[20] Mortimer observou em 2005 que admiradores e críticos tratavam sua obra como "escapista e romântica",[20] sem relação com o século XX. Mortimer chamou isso de "uma omissão chocante", escrevendo que "o projeto de Tolkien era tão grandioso e vanguardista quanto os de Wagner ou os futuristas, e suas obras estão tão impregnadas do espírito da época quanto qualquer uma de Eliot, Joyce ou Hemingway".[20]
Anna Vaninskaya [en], no "A Companion to J. R. R. Tolkien" [Um compnaheiro de leitura para J. R. R. Tolkien] da Wiley-Blackwell em 2014, analisa a modernidade de Tolkien em comparação com a literatura e a cultura dos séculos XIX e XX. Ela observa que, embora Tolkien seja popularmente conhecido como autor de duas obras de sucesso, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, a maior parte de sua produção, trabalhada ao longo de sua carreira de escritor mas não publicada em vida, foi seu legendarium que está por trás de O Silmarillion. Ela argumenta que a forma e os temas de seus escritos iniciais se encaixam na tradição romântica [en] de escritores como William Morris e W. B. Yeats, e têm uma conexão mais frouxa com o renascimento celta e com o movimento simbolista nas artes. Em termos políticos, ela compara os escritos maduros de Tolkien com o romântico little englandism e antiestatismo de escritores do século XX como George Orwell e G. K. Chesterton.[11]
Tom Shippey [en], estudioso de Tolkien e, como ele, filólogo, escreve que o Condado é certamente onde a Terra Média mais se aproxima do século XX, e que as pessoas que comentaram que o capítulo "O Expurgo do Condado" em O Senhor dos Anéis tratava da Inglaterra contemporânea de Tolkien não estavam totalmente erradas. Shippey sugere, no entanto, que em vez de ver o capítulo como uma alegoria da Inglaterra pós-guerra, ele poderia ser tomado como um relato de "uma sociedade sofrendo não apenas de má administração política, mas de uma estranha e generalizada crise de confiança".[21] Shippey traça um paralelo com uma obra contemporânea, o romance de 1938 de George Orwell Coming Up for Air [en] [Um Pouco de Ar, Por Favor!], onde a Inglaterra é submetida a um "diagnóstico semelhante" de inércia sem liderança.[21]
Uma mitologia para uma Inglaterra em declínio
Flieger observa quão sombrio é o legendarium de O Silmarillion de Tolkien, e que "embora nunca tenha vacilado em intenção", inevitavelmente mudou com o mundo em transformação do século XX, assumindo sua "cor, sabor e humor".[9] Ela comenta que sua "grande canção mitológica" começou no final da Era eduardiana, que recordava nostalgicamente; tomou forma na era muito diferente do período entre guerras, que via com "desencanto cansado"; e finalmente encontrou um público durante outra era, a Guerra Fria, que encarava com apreensão.[9] Shippey compara o tratamento do mal em O Senhor dos Anéis com o de autores contemporâneos desencantados após a Segunda Guerra Mundial, como Orwell, William Golding e Kurt Vonnegut.[19] Flieger também o comparou a Orwell, escrevendo que:
| “ | Se o legendário de Tolkien como o temos agora é uma mitologia para a Inglaterra, é uma canção sobre grande poder e promessa em meio ao declínio, atormentada por dissensões, dividida por facções, perpetuamente ameaçada pela guerra e perpetuamente em guerra consigo mesma. Parece mais próximo de 1984 de Orwell do que da fantasia escapista de pés peludos que detratores de O Senhor dos Anéis caracterizaram essa obra como sendo.[9] | ” |
John D. Rateliff cita a descrição de 1972 do estudioso inicial de Tolkien Paul H. Kocher [en] sobre o plano de Tolkien, de criar uma pré-história mítica inserindo em O Senhor dos Anéis:[12]
| “ | alguns presságios de [seu futuro na Terra-média] que farão da Terra o que ela é hoje ... ele mostra os passos iniciais em um longo processo de recuo ou desaparecimento de todas as outras espécies inteligentes, que deixarão o homem efetivamente sozinho na terra. ... Ents ainda podem estar em nossas florestas, mas que florestas nos restam? O processo de extermínio já está bem avançado na Terceira Era, e ... Tolkien deplora amargamente seu clímax hoje.[22] | ” |
Rateliff escreve que a "estreita identificação" de Tolkien entre a Terra Média e o mundo moderno esteve presente em sua escrita desde o início de sua carreira até o fim, assim como o "tom elegíaco"; Tolkien começou em 1917 com "contos perdidos", "o fragmentário único registro sobrevivente de uma história esquecida, ... a trágica história de um povo arruinado".[12]
Moderno, mas não modernista
Vaninskaya escreve que Tolkien certamente era "um escritor moderno",[11] mas questiona se ele era modernista. Ela observa que, enquanto seu amigo C. S. Lewis engajava-se publicamente com o modernismo, Tolkien não o fazia. Por outro lado, sua obra era "supremamente intertextual",[11] como T. S. Eliot e Ezra Pound, cheia de alusões, entrelaçando e justapondo estilos, modos e gêneros, de forma mais visível em O Senhor dos Anéis. O efeito, porém, não era, como esses autores escolheram, apresentar a vida moderna como "fragmentos em uma colagem de bordas irregulares", mas "moldar um mito independente próprio", na verdade subcriar um mundo.[11]
Brian Rosebury, escrevendo em 1992, cita o comentário do biógrafo de Tolkien, Humphrey Carpenter, de que "Embora Tolkien tenha vivido no século XX, dificilmente poderia ser chamado de escritor moderno".[23] Rosebury observa que Tolkien pertencia à geração "perdida" que incluía os poetas de guerra mortos como Wilfred Owen; mas em 1954–1955, quando O Senhor dos Anéis apareceu, a moda era o realismo social antimodernista com escritores como Philip Larkin e Kingsley Amis, cujos "estilos de simplicidade calculada" Tolkien não seguia.[24] Em resumo, Rosebury escreve, Tolkien tinha uma relação mais complexa com o modernismo, que ele chama de tendência literária dominante do século XX. Em sua visão, O Senhor dos Anéis é "antagônico" às práticas e valores do modernismo, mas, como muitas obras modernistas, usa o mito de forma criativa e adaptativa. Ele dá como exemplo os Anjos de Rainer Maria Rilke nas Elegias de Duino, retrabalhando o arquétipo de seres semelhantes aos humanos mas separados deles; a obra é bastante diferente da de Tolkien, mas, como ela, lança a mortalidade em relevo nítido e mostra a morte como "uma conclusão necessária e adequada, bem como trágica, de nosso destino".[24] Ele observa, também, a análise de Shippey sobre as "transformações de motivos"[24] de Macbeth de Shakespeare: a marcha dos Ents para destruir Isengard, recordando a vinda de Floresta de Birnam [en] a Dunsinane [en]; e a morte do Rei-bruxo de Angmar, cumprindo a profecia de que "não pela mão de homem ele cairá" ao ser morto por um hobbit, Merry Brandebuque, e uma mulher, Éowyn.[25][24] Rosebury observa, ainda, que, como Rilke e Eliot, Tolkien constrói a partir de suas "intuições religiosas", criando uma obra que pode ser saturada de cristianismo, mas mantém isso completamente oculto sem traço de alegoria; Rosebury compara isso à forma como os romancistas católicos particularistas como Graham Greene e Evelyn Waugh direcionavam sua atenção para dramas humanos, permitindo que o leitor notasse algum poder na fé religiosa.[24]
Metanarrativa e autorreferencialidade
Metanarrativa, incluindo autorreferencialidade, é uma característica distintamente modernista na literatura. Os personagens de Tolkien falam explicitamente sobre contar histórias e estão conscientes do fato metanarrativo de que estão em uma história.[26][27][28] Nas escadas do perigoso passo de Cirith Ungol, ao descerem para Mordor, muito provavelmente rumo à morte, Frodo e Sam discutem a natureza da história. Sam diz: "Estamos em uma, é claro, mas quero dizer colocada em palavras, sabe ... lida de um grande livro com letras vermelhas e pretas, anos e anos depois. E as pessoas dirão 'Vamos ouvir sobre Frodo e o Anel!'". Frodo responde: "Ora, Sam ... ouvir você de alguma forma me deixa tão alegre quanto se a história já estivesse escrita".[29] Verlyn Flieger [en] escreve que este é "o momento mais autorreferencial e pós-moderno de todo o livro", pois constitui o próprio livro olhando tanto para trás, para sua criação, quanto para frente, para o livro impresso que o leitor segura.[26] Kullmann e Siepmann comentam que o riso "é obviamente devido à função libertadora da literatura."[27] Mary Bowman comenta que "talvez não seja surpreendente encontrar tal conversa, com seu impacto alterador de humor, em uma obra escrita por um homem que passou sua carreira profissional, bem como boa parte de seu tempo livre desde a infância, lendo, ensinando, editando e escrevendo sobre narrativas de vários tipos (sem mencionar criá-las)."[28]
Compartilhando qualidades com o modernismo
Rosebury afirma que a escrita de Tolkien compartilha várias qualidades com o modernismo, além de possuir um "realismo" novelístico moderno; mas o que a impede de ser chamada modernista é a falta de ironia. Em particular, ele escreve, Tolkien nunca é irônico em relação ao valor, nem em relação ao texto literário em si, ambos marcos do modernismo;[24] Patrick Curry [en], escrevendo em A Companion to J. R. R. Tolkien, concorda com isso.[30] Shippey observa que Tolkien ainda assim pode fazer uso da ironia, como quando Denethor desespera "à beira da vitória", tendo sido enganado ao olhar no palantír. Shippey continua descrevendo O Senhor dos Anéis como "uma obra profundamente irônica, tanto que não acho que ainda chegamos ao fundo de suas muitas ironias."[31]
O Senhor dos Anéis está agudamente ciente da imperfeição moral das pessoas, e todos os personagens, "até os mais sábios", compreendem apenas uma fração de seu mundo, mas a obra não é radicalmente pessimista quanto à possibilidade de conhecer algo. Rosebury observa que pode-se ver que o modernismo permanece influente pelo fato de que dizer que uma obra não é irônica ou autorreferencial pode ser tomado como depreciação, enquanto no período Romântico, obras como as de Byron ou Goethe eram basicamente sempre sinceras. Rosebury conclui sugerindo que os "elementos de sinceridade neorromântica em Tolkien podem ... vir a parecer uma variante bem-vinda" do modernismo, em vez de uma falha em se ajustar a ele.[24]
Ver também
Referências
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