Frota G do Metrô de São Paulo

Frota G
Trem G14 (antigo 214) próximo a Tamanduateí, da linha 2-Verde
Interior
FabricanteAlstom
FábricaSão Paulo, SP, Brasil
Período de construção2007–2009
Entrada em serviço2009
Total construídos16 trens / 96 carros
Total em serviço15
Total desmanchados0
Formação6 carros
Capacidade2046 passageiros (condição 8 pass/m²)
OperadorMetrô
DepósitosPátio Itaquera, Pátio Belém e Pátio Jabaquara
LinhasAtual:
Vermelha
Anteriores:
Azul
Verde
Especificações
Corpoaço inoxidável
Comprimento total130,5 m
Largura3,10 m
Altura3,62 m
Altura do Piso1,113 m
Velocidade máxima100 km/h (máxima de projeto)
Aceleração1,12 m/s²
Desaceleração1,2 m/s² (serviço) / 1,5 m/s² (emergência)
Tipo de traçãoElétrica (Corrente alternada)
Alstom ONIX 172 MP IGBT–VVVF
Motormotores de indução assíncronos
Alstom 4EXA 1828 A
Potência180 kW / motor
Tipo de transmissãoManual / ATO - Automático / ATO-RED / CBTC
Tipo de climatizaçãoHVAC
Alimentação750 Vcc
Captação de energiaTerceiro trilho
Classificação UICBo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′+Bo′Bo′
Truque ferroviário"H" rígido
Freiosregenerativo/reostático, pneumático(atrito)
SegurançaInterface de comunicação de áudio com operador / Botões de abertura de portas / Extintores de incêndio abaixo dos bancos / Travamento automático das folhas de portas
AcoplamentoEngate tipo N2 (carro A)
Bitola1,60 m

A Frota G do Metrô de São Paulo é uma série de TUES fabricados entre 2007 e 2009 pela Alstom para servir a Linha 2-Verde, que atualmente prestam serviços exclusivamente na Linha 3-Vermelha.

História

Projeto e construção

A aquisição dessa frota foi realizada através de um aditivo no contrato nº 00800310 assinado em 1992 e que previa a compra de 67 trens de 6 carros, divididos da seguinte forma [1]:

Em 2007, a Companhia do Metropolitano de São Paulo realizou um aditivo de 15% no contrato do Lote II. Até então 11 trens desse contrato haviam sido entregues, sendo nomeados Frota E. A realização desse expediente ocasionou um imbróglio jurídico (vide seção Controvérsias). Os trens foram construídos na planta da Alstom, no bairro da Lapa em São Paulo e entregues em 2009. Durante a fase de projeto a adoção de ar condicionado gerou uma redução da altura interna dos trens, gerando controvérsias na imprensa.[2]

Operação

O primeiro trem foi entregue em 28 de março de 2009 na estação Alto do Ipiranga. [3] Algum tempo depois foi descoberta uma falha nos eixos dos rodeiros, que permitiam um movimento longitudinal indevido ao longo do eixo. Esse movimento do rodeiro em relação ao eixo poderia causar um descarrilhamento. Com isso, toda a frota G foi recolhida para testes e reparos (que envolveram a troca dos eixos de todos os trens). Posteriormente foi descoberto que a IESA, subfornecedora da Alstom, prensou as rodas nos eixos com uma prensa hidráulica defeituosa. [4] [5]

Controvérsias

Para ampliar a frota, a Companhia do Metropolitano usou em 2007 o contrato de 1992 para adquirir mais 16 trens (um aditivo de 15% em relação ao contrato original). Assim foram adquiridos novos trens da Alstom, sendo nomeados frota G. A manobra jurídica foi posteriormente condenada pelo Tribunal de Contas do estado de São Paulo em novembro de 2017. Segundo o tribunal, a validade máxima dos contratos não pode ultrapassar cinco anos, sendo que o contrato de frota havia vencido em 1997 (atingindo também a Frota E, entregue apenas em 1999).[6]

Ver também

Referências

  1. Companhia do Metropolitano de São Paulo (31 de dezembro de 1991). «Concorrência nº 00800310» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, Caderno: Ineditoriais, página 10. Consultado em 14 de abril de 2019 
  2. Caio Barretto Briso (18 de setembro de 2009). «Metrô: trens novos são até dezessete centímetros mais baixos:Parte da população deve ter problemas para viajar». Veja-SP. Consultado em 14 de abril de 2019 
  3. «Novo trem do Metrô de SP entra em operação». Associação Brasileira da Indústria Ferroviária-ABIFER. 31 de março de 2009. Consultado em 14 de abril de 2019 
  4. Renado Machado (13 de outubro de 2009). «Trens novos do metrô passam por troca de eixo para evitar acidente». Estadão. Consultado em 14 de abril de 2019 
  5. Renado Machado (13 de outubro de 2009). «Trens novos do metrô passam por troca de eixo para evitar acidente». Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Consultado em 14 de abril de 2019 
  6. Alexandre Pelegi (27 de janeiro de 2018). «TCE reafirma: compra de 16 trens da Alstom feita pelo Metrô de SP foi irregular». Diário do Transporte. Consultado em 14 de abril de 2019 

Ligações externas