Estação Santuário Nossa Senhora de Fátima-Sumaré
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| Uso atual | Estação de metrô | |||||||||||||||||||||
| Proprietário | Governo do Estado de São Paulo | |||||||||||||||||||||
| Administração | Metrô de São Paulo | |||||||||||||||||||||
| Linha | ||||||||||||||||||||||
| Sigla | SUM | |||||||||||||||||||||
| Posição | Subterrânea nas laterais e elevada no centro | |||||||||||||||||||||
| Plataformas | Laterais | |||||||||||||||||||||
| Movimento em 2025 | 10,3 mil (média diária)[1] | |||||||||||||||||||||
| Serviços | ||||||||||||||||||||||
| Informações históricas | ||||||||||||||||||||||
| Nome antigo | Sumaré | |||||||||||||||||||||
| Inauguração | 21 de novembro de 1998 | |||||||||||||||||||||
| Projeto arquitetônico | Wilson Bracetti[2][3] | |||||||||||||||||||||
| Localização | ||||||||||||||||||||||
| Coordenadas | ||||||||||||||||||||||
| Endereço | Av. Dr. Arnaldo, 1470 - Perdizes | |||||||||||||||||||||
| Município | São Paulo | |||||||||||||||||||||
| País | Brasil | |||||||||||||||||||||
| Próxima estação | ||||||||||||||||||||||
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A Estação Santuário Nossa Senhora de Fátima–Sumaré ou Estação Sumaré é uma das estações da Linha 2–Verde do Metrô de São Paulo. Foi inaugurada em 21 de novembro de 1998 e está localizada na Av. Dr. Arnaldo, 1470,[4] no bairro do Sumaré, distrito de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo.
História
Contexto e planejamento
A estação Sumaré foi concebida no contexto de expansão da Linha 2–Verde, originalmente chamada de Linha da Paulista, que foi planejada desde o projeto HMD de 1968. As obras da Linha 2 foram iniciadas em 30 de novembro de 1987 utilizando o método NATM (New Austrian Tunnelling Method) no trecho inicial sob a Avenida Paulista, sendo o primeiro trecho (compreendido entre as estações Paraíso e Consolação) inaugurado em 25 de janeiro de 1991.[5]
Inauguração
A estação Sumaré e a Estação Vila Madalena foram inauguradas simultaneamente em 21 de novembro de 1998, representando importante expansão da Linha 2–Verde em direção à zona Oeste da cidade.[6] A inauguração da estação ocorreu durante o governo Mário Covas Júnior, que estava à frente do Estado de São Paulo entre 1995 e 2001, período marcado por significativas investimentos em infraestrutura de transporte. Esta inauguração adicionou 2,3 quilômetros à linha e ampliou o atendimento da Linha 2–Verde que, até então, prestava serviço apenas de Ana Rosa a Clínicas.[7]
Projeto Arquitetônico
Arquiteto e concepção
A estação foi projetada pelo arquiteto Wilson Bracetti, formado pela FAU-USP, que trabalhou por mais de 15 anos no departamento de arquitetura da Cia. do Metrô de São Paulo. Bracetti também foi responsável pelo projeto da Estação Imigrantes, outra importante estação da Linha 2–Verde inaugurada em 2006.[8] O projeto de Bracetti para a estação Sumaré é reconhecido como um marco importante na arquitetura de estações metroviárias paulistas, combinando concreto aparente com estruturas de vidro que conferem leveza e funcionalidade aos ambientes.[9]
Características estruturais
A estação é composta por um mezanino de distribuição e plataformas laterais, localizadas sob o viaduto da Avenida Doutor Arnaldo sobre o vale da Avenida Paulo VI. Sua estrutura foi construída em concreto protendido, com trechos em vala a céu aberto (VCA) nas cabeceiras, combinando eficiência construtiva com elegância arquitetônica. As salas operacionais e técnicas foram posicionadas na cabeceira enterrada, encravada nos taludes existentes entre a Avenida Doutor Arnaldo e a Avenida Paulo VI.[10]
A construção da estação utilizou o método NATM em parte de seu traçado, uma metodologia inovadora na época que permitiu a escavação sequencial do maciço com suporte contínuo através de concreto projetado, elementos metálicos e cambotas, garantindo estabilidade e segurança durante a construção sob áreas urbanizadas.[11]
Características Físicas
A estação possui uma área construída de 5 330 metros quadrados e capacidade operacional de 20 mil passageiros por hora nos horários de pico.[4] Conta com elevador de uso preferencial para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de rampas para facilitar acesso. A estação é 100% acessível, em conformidade com as regulamentações de acessibilidade estabelecidas pela norma ABNT NBR 9050.[12]
Destaque visual e paisagem
A estação Sumaré é considerada uma das mais bonitas do Metrô de São Paulo, sendo frequentemente denominada mirante pela comunidade por oferecer vistas parciais notáveis da área metropolitana em ambos os sentidos de circulação. No sentido Vila Prudente – Vila Madalena, a visão alcança a Zona Norte da capital com vista para a Serra da Cantareira; no sentido oposto (Vila Madalena – Vila Prudente), é possível contemplar a Zona Sul da cidade, com destaque para os altos prédios comerciais da Avenida Faria Lima em primeiro plano.[13]
Alteração de nome
Em 2005, sete anos após sua inauguração, a estação foi rebatizada de Santuário Nossa Senhora de Fátima–Sumaré, abandonando a denominação anterior Estação Sumaré. Esta mudança foi implementada devido à proximidade e importância religiosa do Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, localizado na Avenida Doutor Arnaldo n.º 1831, no bairro do Sumaré.[14]
O Santuário
O Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima é um importante marco religioso português em São Paulo, cuja história remonta a 1931, quando o Conde José Vicente de Azevedo doou um terreno em Sumaré aos monges franciscanos franceses da Terceira Ordem Regular de São Francisco (TOR). A primeira missa foi celebrada em 9 de janeiro de 1932 em uma capela provisória, e a edificação foi oficialmente inaugurada em 11 de fevereiro do mesmo ano por Dom Duarte Leopoldo e Silva. A dedicação à Nossa Senhora de Fátima surgiu quando um superior da Ordem Franciscana, após visitar a região de Fátima em Portugal e impressionado pelas aparições da Virgem Maria, solicitou que a nova igreja no Brasil a ela fosse dedicada.[15]
A pedra fundamental do novo santuário foi abençoada em 13 de maio de 1935 por Dom José Gaspar Afonseca, arcebispo de São Paulo, e a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi entronizada no altar-mor em 13 de maio de 1939. A formalização oficial da paróquia ocorreu na Páscoa de 1940, tendo Frei Inácio Gau como seu primeiro pároco.[16] A arquitetura do santuário segue o estilo barroco português, com significativo simbolismo cristão, representando transcendência através de seus elementos estruturais. O santuário permanece como importante centro de devoção, atraindo especialmente membros da colônia portuguesa e gerações subsequentes.
Galeria de fotos
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Entrada da estação do lado par da Avenida Doutor Arnaldo -
Vista da entrada da estação à direita e do Unibes Cultural à esquerda -
Vista das antenas na região da Avenida Paulista a partir da saída da estação
Obras de arte
A estação Sumaré abriga duas importantes obras de arte produzidas no contexto do projeto "Arte no Metrô", iniciado em 1978 pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, que busca expor obras de artistas renomados em suas instalações metroviárias.
Painéis de Alex Flemming
A obra "Estação Sumaré" foi criada pelo artista plástico Alex Flemming, realizada em 1998 através de impressão sobre vidro em processo industrial. A obra é composta por 44 painéis de vidro de 1,75 m × 1,25 m × 0,01 m cada, totalizando aproximadamente 82 metros quadrados de área ocupada nas plataformas da estação. Os painéis foram especialmente revestidos com alumínio e tinta vinílica para durabilidade e proteção.[17]
A obra consiste em 44 retratos frontais de pessoas anônimas que frequentavam o metrô, fotografadas de forma similar à documentação de passaportes e carteiras de identidade, retratando rostos de diferentes origens étnicas – brancos, pretos e asiáticos. Cada imagem foi sobreposta por poemas de escritores brasileiros renomados, cobrindo cinco séculos de literatura brasileira, de José de Anchieta a Haroldo de Campos.[18]
Alex Flemming é um artista plástico formado em Economia, Arquitetura e Cinema, que participou duas vezes da Bienal Internacional de São Paulo enquanto residia em Nova Iorque. Atualmente reside em Berlim, mantendo forte conexão com o Brasil. O artista explica que sua obra foi desenvolvida através de concurso público, escolhendo fotografar pessoas anônimas do metrô, cobrindo-as com poemas com a intenção de "recobri-las com poesia", refletindo o conceito de que todas as pessoas carregam poesia em si e cabendo ao "outro" decifrá-las.[19]
Durante a pandemia de COVID-19, em 2020, Flemming ressignificou sua obra em parceria com a Companhia do Metrô de São Paulo, aplicando formas pentagonais de cores vibrantes que remetem a máscaras sobre os retratos conhecidos da estação, como iniciativa de conscientização sobre o uso de máscaras em espaços públicos.[20]
Escultura de Caíto
A segunda obra de arte instalada na estação é uma escultura sem título criada pelo artista Luiz Carlos Martinho da Silva, conhecido como Caíto. A escultura foi produzida em 1995 com aço corten calandrado e soldado, medindo 2,00 m de altura × 1,60 m de largura × 0,80 m de profundidade. O trabalho foi instalado no acesso à estação pela Rua Oscar Freire, oferecendo boas-vindas aos passageiros que acessam a estação por este ponto.[17]
Localização e Entorno
Via de Acesso
A estação está localizada na Avenida Doutor Arnaldo n.º 1470, em sua jornada pela zona Oeste de São Paulo. Esta avenida é uma importante via que liga a Avenida Paulista e a Rua da Consolação à Rua Heitor Penteado e à Avenida Sumaré, terminando dentro do distrito de Perdizes. A avenida é nomeada em homenagem ao Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, médico fundador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.[carece de fontes]
Tabelas Operacionais
| Linha | Terminais | Estações | Principais destinos | Duração das viagens (min) | Intervalo entre trens (min) | Funcionamento |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2 Verde |
Vila Madalena ↔ Vila Prudente | 14 | Vila Madalena, Clínicas, Bela Vista, Paraíso, Vila Mariana, Cursino, Ipiranga, Vila Prudente | 28 | 3 | Diariamente, das 4h40 à 0h24; Sábados até a 1 hora de domingo |
| Sigla | Estação | Inauguração | Capacidade | Integração | Plataformas | Posição | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SUM | Santuário Nossa Senhora de Fátima - Sumaré | 21 de novembro de 1998 | 20 mil passageiros hora/pico | Bilhete Único da SPTrans | Laterais | Elevada e situada sobre um vale com as duas extremidades enterradas | Estação com estrutura de concreto aparente e vidros artisticamente trabalhados; Projeto arquitetônico de Wilson Bracetti; Considera-se mirante para observação da paisagem urbana |
Sucessão de Estações
| Precedido por Vila Madalena Distância: 1.489 metros |
Linha 2–Verde do Metrô Santuário Nossa Senhora de Fátima–Sumaré |
Sucedido por Clínicas Distância: 769 metros |
Referências
- ↑ «Portal da Transparência»
- ↑ «Por onde a cidade se move». Revista AU. Abril de 1999. Consultado em 6 de fevereiro de 2019
- ↑ Luiz Florence (4 de julho de 2011). «Entrevista Wilson Bracetti – parte 1 de 2». Revista Veneza. Consultado em 6 de fevereiro de 2019
- ↑ a b Metrô de São Paulo. «Estação S N. Sra de Fátima-Sumaré». Consultado em 3 de abril de 2019
- ↑ «Linha 2 do Metrô de São Paulo». Metro de São Paulo. 20 de agosto de 2012. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ Metrô de São Paulo. «Estação S N. Sra de Fátima-Sumaré». Consultado em 3 de abril de 2019
- ↑ «Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo completa 30 anos». Via Trolebus. 26 de janeiro de 2021. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ Luiz Florence (4 de julho de 2011). «Entrevista Wilson Bracetti – parte 1 de 2». Revista Veneza. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Roteiro de Arte do Metrô de São Paulo». Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Arquitetura». Metrô de São Paulo. 29 de fevereiro de 2024. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «MÉTODO NATM: METODOLOGIA E APLICAÇÃO EM TÚNEIS DE METRO». Revista FT. 15 de setembro de 2023. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Acessibilidade no Metrô de SP, avanços e desafios para 2025». Estadão Mobilidade. 14 de dezembro de 2024. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Vista – Metrô Sumaré». VEJA SÃO PAULO. 16 de outubro de 2016. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «No Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, 'peregrinos de esperança' reavivam a fé». Jornal O São Paulo. 5 de abril de 2025. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Nossa História». Santuário Nossa Senhora de Fátima. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Sumaré». Arquisp. 28 de fevereiro de 2022. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ a b «Roteiro de Arte do Metrô de São Paulo». Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ Clara Guimarães (20 de maio de 2020). «Conheça Alex Flemming, o artista das obras no Metrô Sumaré». Portal de Jornalismo ESPM. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «ALEX FLEMMING». Arte132. Consultado em 13 de novembro de 2025
- ↑ «ALEX FLEMMING». Arte132. Consultado em 13 de novembro de 2025
