Gravidez abdominal
| Gravidez abdominal | |
|---|---|
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| Um feto sendo removido do abdômen após o parto em uma gravidez abdominal | |
| Especialidade | Obstetrícia |
| Sintomas | Dor abdominal, sangramento vaginal durante a gravidez |
| Complicações | Choque hemorrágico, anemia, embolia pulmonar, coagulopatia, infecção |
| Causas | Implantação do embrião no abdômen |
| Fatores de risco | Doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias prévias, gravidez ectópica anterior, tabagismo |
| Método de diagnóstico | Exame de imagem, frequentemente descoberto durante cirurgia |
| Condições semelhantes | Gravidez tubária, ovariana e em ligamento largo |
| Tratamento | Cirurgia para remoção do feto e manejo da placenta |
| Prognóstico | Condição de alto risco, pode ser fatal se não tratada |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | JA01.0 |
| MeSH | D011269 |
Uma gravidez abdominal é um tipo raro de gravidez ectópica em que o embrião ou feto cresce e se desenvolve fora do útero, no abdômen, e não em uma trompa de Falópio (local usual), em um ovário ou no ligamento largo.[1][2][3]
Como as gestações tubárias, ovarianas e de ligamento largo são tão difíceis de diagnosticar e tratar quanto as gestações abdominais, sua exclusão da definição mais comum de gravidez abdominal tem sido debatida.[4]
Outros — em minoria — defendem que a gravidez abdominal deve ser definida pela implantação de uma placenta no peritônio.[5]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem incluir dor abdominal ou sangramento vaginal durante a gestação.[1] Como esses sinais são inespecíficos em locais onde o ultrassom não está disponível, o diagnóstico era muitas vezes descoberto apenas durante uma cirurgia para investigar os sintomas anormais.[1] Normalmente, o diagnóstico ocorre mais tarde nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos.[6] Em cerca da metade dos casos em um centro no mundo em desenvolvimento, o diagnóstico inicial foi perdido.[7]
É uma condição perigosa, pois pode haver sangramento no abdômen que resulta em pressão arterial baixa e pode ser fatal. Outras causas de morte em mulheres com gravidez abdominal incluem anemia, embolia pulmonar, coagulopatia e infecção.[8]
Fatores de risco
Os fatores de risco são semelhantes aos da gravidez tubária, com a doença sexualmente transmissível desempenhando um papel importante;[8] entretanto, cerca de metade das mulheres com gravidez ectópica não apresenta fatores de risco conhecidos (que incluem lesão nas trompas de Falópio por cirurgias anteriores, gravidez ectópica prévia e tabagismo).[9]
Mecanismo
Os locais de implantação podem estar em qualquer ponto do abdômen, incluindo o peritônio fora do útero, a bolsa reto-uterina (fundo de saco de Douglas), o omento, o intestino e seu mesentério, o mesossalpinge, bem como o peritônio da parede pélvica e da parede abdominal.[10][11] A placenta em crescimento pode se fixar a vários órgãos, incluindo trompa e ovário. Locais mais raros incluem fígado e baço,[12] originando, respectivamente, uma gravidez hepática[13] ou uma gravidez esplênica.[14] Até mesmo uma gravidez diafragmática precoce já foi descrita, quando um embrião começou a crescer na face inferior do diafragma.[15]
Implantação primária versus secundária
Uma gravidez abdominal primária refere-se a uma gestação que se implantou diretamente no peritônio, excetuando-se as trompas e os ovários; tais gestações são muito raras, com apenas 24 casos relatados até 2007.[16] Normalmente, uma gravidez abdominal é de implantação secundária, o que significa que se originou de uma gravidez tubária (menos comum, ovariana) e se reimplantou.[11] Outros mecanismos para gravidez abdominal secundária incluem ruptura uterina, ruptura de um cornículo uterino rudimentar e aborto fimbrial.[17]
Diagnóstico
A suspeita de gravidez abdominal surge quando a anatomia fetal pode ser facilmente palpada, ou quando o apresentação é anormal, o colo uterino está deslocado, ou há falha na indução do parto.[1] Radiografias podem auxiliar no diagnóstico.[11] A ultrassonografia pode demonstrar que a gestação está fora de um útero vazio, com pouco ou nenhum líquido amniótico entre a placenta e o feto, ausência de parede uterina envolvendo o feto, partes fetais próximas à parede abdominal, apresentação anormal do feto, placenta de aparência anormal e presença de líquido livre no abdômen.[8][18] A ressonância magnética também tem sido usada com sucesso no diagnóstico e no planejamento cirúrgico da gravidez abdominal.[16][19] Níveis elevados de alfafetoproteína também podem indicar a presença de gravidez abdominal.[20]
Ultrassom

A maioria dos casos pode ser diagnosticada por ultrassonografia.[21] Entretanto, o diagnóstico pode ser perdido dependendo da habilidade do operador.[7][22]
Critérios
Para diagnosticar a rara gravidez abdominal primária, os critérios de Studdiford precisam ser atendidos: trompas e ovários devem ser normais, não deve haver conexão anormal (fístula) entre útero e cavidade abdominal, e a gestação deve estar relacionada apenas à superfície peritoneal sem sinais de gravidez tubária prévia.[23][24] Os critérios de Studdiford foram refinados em 1968 por Friedrich e Rankin para incluir achados microscópicos.[25]
Diagnóstico diferencial
Dependendo da idade gestacional, os diagnósticos diferenciais da gravidez abdominal incluem aborto espontâneo, morte fetal intrauterina, descolamento prematuro de placenta, um abdome agudo com gravidez intrauterina e um útero miomatoso com gestação intrauterina.[6]
Tratamento
Idealmente, o manejo da gravidez abdominal deve ser realizado por uma equipe que reúna profissionais de várias especialidades.[26] Os tratamentos possíveis consistem em cirurgia com interrupção da gestação (remoção do feto) por laparoscopia ou laparotomia, uso de metotrexato, embolização e combinações dessas opções. Sapuri e Klufio indicam que o tratamento conservador também é possível se os seguintes critérios forem atendidos: 1. não existirem malformações congênitas importantes; 2. o feto estiver vivo; 3. houver hospitalização contínua em uma maternidade bem equipada e com equipe especializada, com disponibilidade imediata de transfusão sanguínea; 4. monitoramento cuidadoso do bem-estar materno e fetal; 5. a implantação placentária estiver localizada no abdômen inferior, distante do fígado e do baço.[27]
A escolha do tratamento depende em grande parte da situação clínica. Em geral, o tratamento é indicado quando o diagnóstico é feito; entretanto, nos casos de gravidez abdominal avançada a situação é mais complexa.
Gravidez abdominal avançada
Gravidez abdominal avançada refere-se às situações em que a gestação prossegue além de 20 semanas de gestação (em contraste com a gravidez abdominal precoce < 20 semanas).[2][28] Nessas situações, nascimentos com vida já foram relatados na mídia e os bebês muitas vezes são chamados de "bebês milagres".[29][30] Uma paciente pode carregar um feto morto sem entrar em trabalho de parto. Com o tempo, o feto se calcifica e se torna um litopédio.[31]
Em geral, recomenda-se realizar uma laparotomia quando o diagnóstico de gravidez abdominal é feito.[11] Porém, se o bebê estiver vivo e houver suporte médico adequado, pode-se considerar o acompanhamento até atingir a viabilidade.[11] Mulheres com gravidez abdominal não entram em trabalho de parto espontaneamente. O parto em um caso de gravidez abdominal avançada precisa ser realizado por laparotomia. A sobrevivência do bebê é reduzida e taxas de mortalidade perinatal entre 40% e 95% foram relatadas.[32]
Bebês de gestações abdominais são mais propensos a malformações devido à compressão em ausência da parede uterina e pela quantidade frequentemente reduzida de líquido amniótico ao redor do bebê.[33] A taxa de malformaçãos e deformidades é estimada em cerca de 21%; as deformidades típicas são assimetrias faciais e cranianas e anomalias articulares, enquanto as malformações mais comuns são defeitos nos membros e anomalias do sistema nervoso central.[33]
Uma vez que o bebê é retirado, o manejo da placenta se torna um problema. Em partos normais, a contração uterina fornece um mecanismo poderoso para controlar a perda de sangue; entretanto, em uma gravidez abdominal a placenta está fixada em tecidos que não podem contrair, e tentativas de removê-la podem causar hemorragia com risco de morte. Assim, a transfusão de sangue é frequentemente necessária no manejo dessas pacientes, sendo que em alguns casos são usados ácido tranexâmico e fator VIIa recombinante, ambos capazes de reduzir a perda sanguínea.[1][34]
De modo geral, a menos que a placenta possa ser facilmente ligada ou removida, pode ser preferível deixá-la no lugar e permitir uma regressão natural.[8][11] Esse processo pode levar vários meses e pode ser monitorado por exame físico, acompanhamento dos níveis de gonadotrofina coriônica humana e por ultrassonografia (particularmente usando ultrassonografia Doppler).[22] O uso de metotrexato para acelerar a regressão placentária é controverso, já que a grande quantidade de tecido necrótico representa risco de infecção;[8] a mifepristona também já foi usada com essa finalidade.[35] Os vasos placentários também já foram bloqueados por meio de embolização angiográfica.[36] Complicações de se deixar a placenta podem incluir sangramento residual, infecção, obstrução intestinal, pré-eclâmpsia (todas podendo exigir nova cirurgia)[21][35] e falha na amamentação devido à influência hormonal da placenta.[37]
Os desfechos podem ser positivos tanto para mãe quanto para bebê; Lampe descreveu um caso de mãe e filho de uma gravidez abdominal que estavam bem mais de 22 anos após a cirurgia.[38]
Epidemiologia
Cerca de 1,4% das gestações ectópicas são abdominais, ou aproximadamente 1 a cada 8.000 gestações.[21] Um estudo da Nigéria indica frequência de 34 para cada 100.000 partos, enquanto um estudo do Zimbábue mostra 11 para cada 100.000.[7][28] A mortalidade materna é estimada em cerca de 5 para cada 1.000 casos, aproximadamente sete vezes a taxa das gestações ectópicas em geral e cerca de 90 vezes a taxa de um parto normal (dados dos EUA, 1987).[10]
História
Abulcasis (936–1013) é creditado como o primeiro a reconhecer a gravidez abdominal, aparentemente desconhecida pelos médicos da Grécia Antiga e da Roma Antiga, e não mencionada nos escritos de Hipócrates. Já Jacopo Berengario da Carpi (1460–1530), médico italiano, é creditado com a primeira descrição anatômica detalhada de uma gravidez abdominal.[39]
Experimento natural
Por ocorrer fora do útero, a gravidez abdominal serve como um modelo de gravidez humana masculina ou para mulheres sem útero, embora tal gravidez seja perigosa.[40][41] A gravidez abdominal também ajudou a esclarecer a pré-eclâmpsia, antes considerada (anos 1980) como uma condição que exigia a presença de útero. A ocorrência da pré-eclâmpsia em gestações abdominais (com o concepto fora do útero) ajudou a lançar luz sobre sua etiologia.[42]
Casos de gravidez abdominal simultânea combinada com gravidez intrauterina já foram relatados.[35][43]
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