Atentado contra Jair Bolsonaro
| Atentado contra Jair Bolsonaro | |
|---|---|
![]() Jair Bolsonaro no momento em que é esfaqueado | |
| Local | Rua Batista de Oliveira, esquina com Rua Halfeld Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil |
| Coordenadas | 🌍 |
| Data | 6 de setembro de 2018 c. 15:25 (UTC-3) |
| Tipo de ataque | Tentativa de assassinato |
| Alvo(s) | Jair Bolsonaro |
| Arma(s) | Faca |
| Mortes | 0 |
| Feridos | 1 |
| Vítimas | Jair Bolsonaro |
| Responsável(is) | Adélio Bispo de Oliveira |
| Motivo | O autor citou teorias de conspiração políticas e disse ter agido a mando de Deus. |
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38.º Presidente do Brasil ![]() |
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Em 6 de setembro de 2018, o então deputado federal Jair Bolsonaro sofreu um atentado durante um comício que promovia sua campanha eleitoral para a presidência do Brasil. Enquanto era carregado em meio a uma multidão de apoiadores, o deputado sofreu um golpe de faca na região do abdômen, desferido por Adélio Bispo de Oliveira.[1]
Imediatamente após o ataque, Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde foi constatado que o esfaqueamento havia causado três lesões no intestino delgado e uma lesão em uma veia do abdômen que gerou uma forte hemorragia.[2] Mesmo com a gravidade dos ferimentos e com uma grande perda de sangue,[3] o presidenciável conseguiu sobreviver. Ao todo, Bolsonaro realizou quatro cirurgias relacionadas aos danos causados no atentado.[4]
Adélio foi preso em flagrante pela Polícia Federal e conduzido para a delegacia central da cidade.[5] Após investigação, a polícia concluiu que Adélio agiu sozinho no crime, sem ser orientado por um mandante.[6] Em junho de 2019, a prisão preventiva de Adélio foi convertida em uma internação por tempo indeterminado na penitenciária federal de Campo Grande no Mato Grosso do Sul.[7] A faca utilizada no atentado foi coletada pela Polícia Federal e atualmente está em exposição no museu da corporação em Brasília.[8]
O atentado tem sido usado para a transmissão de teorias conspiratórias, tanto por apoiadores quanto críticos de Bolsonaro,[9] e até pelo próprio político.[10]
Contexto político
O país atravessa um período de polarização política. Em 2013, grandes manifestações populares, conhecidas como Jornadas de Junho, foram o cume da crise de representatividade política e despertaram a politização de grande parte da população. O povo estava mais politicamente alfabetizado para a eleição presidencial de 2014. Nesse período de eleição, acirravam-se os ânimos entre petistas e antipetistas, tendo a crise econômica no país como agravante. Novos grupos políticos, com ideologias diversas, entraram no debate, aumentando a polarização.[11]
As redes sociais contribuíram para o aumento da polarização. No final de 2013, a direita se uniu em torno da questão da corrupção. Os que estavam na esquerda se atentaram aos programas sociais e serviços públicos. À medida que os partidos políticos começaram a colocar essas questões na frente e no centro de suas plataformas, a esquerda e a direita se separaram mais ainda. Em agosto de 2016, o impeachment de Dilma Rousseff dividiu as linhas partidárias, tornando a polarização maior ainda.[12]
O professor de ciência política da USP Glauco Peres da Silva disse em entrevista que existe há tempo um clima de violência política no Brasil. Bolsonaro se utilizou de um discurso agressivo, mas não foi o promotor da grande indisposição para o diálogo que se constata. Segundo o especialista, tudo começou com a rivalidade entre o PT e o PSDB, a qual criou jargões como "coxinha" e "petralha", e também houve a inclinação da sociedade de linchar as pessoas mais do que fazer justiça.[13]
Continuando, o cientista político lamentou a forma como se encaram as disputas políticas no Brasil, como se não fossem legítimas, como se não pudesse haver um grupo com um pensamento divergente, partindo-se então para a postura de deslegitimar os adversários. Contudo, o atentado poderia ser uma grande oportunidade de os candidatos pedirem calma e de toda a classe política declarar que a violência é inaceitável. Assim, mesmo os antagonistas de Bolsonaro deveriam ir às ruas para criticar duramente o comportamento vigente.[13]
Apesar da facada e da abrupta mudança de rumos na campanha do candidato, que ficou impedido de ir às ruas e de comparecer a diversos eventos e debates,[14][15] Jair Bolsonaro foi o candidato mais votado no primeiro turno, em 7 de outubro, com 46,03% dos votos válidos, à frente de Fernando Haddad (PT) com 29,28% dos votos.[16] Os dois disputaram o segundo turno em 28 de outubro, no qual Bolsonaro foi eleito Presidente com 55,13% dos votos válidos, contra os 44,87% de Haddad.[17]
Ataque
Em 19 de agosto de 2018, Adélio Bispo chegou a Juiz de Fora vindo de Florianópolis, Santa Catarina, para, segundo ele, encontrar um emprego. Ele se hospedou em uma pensão e trabalhou como garçom em um restaurante por quatro dias.[18][19][20] Adélio começou a planejar o atentado após saber da ida de Bolsonaro à cidade por meio de um outdoor anunciando a presença do candidato.[19] Antes de cometer o ataque, ele fotografou os locais onde Bolsonaro estaria, como a Câmara Municipal de Juiz de Fora e a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage.[21][22]:11
A programação da campanha presidencial de Jair Bolsonaro para o dia 6 de setembro previu sua chegada a Juiz de Fora às 11 horas. Bolsonaro visitaria o Hospital Ascomcer e participaria de um almoço com lideranças empresariais. Em seguida, faria um ato público em frente à Câmara Municipal, no Parque Halfeld, e depois iria para a Praça da Estação, onde realizaria seu comício.[23] Bolsonaro tinha a maior das equipes de segurança entre os presidenciáveis, com 21 policiais federais, o máximo que um candidato a Presidente da República tinha direito. 13 agentes acompanhavam Bolsonaro no momento do ataque. Outros 50 policiais militares reforçavam a segurança do ato em Juiz de Fora.[24]
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Em 6 de setembro, Adélio Bispo acompanhou as movimentações de Bolsonaro durante seu ato de campanha, tendo acesso ao hotel onde seria realizado um almoço com empresários.[21] Ele carregava uma faca adquirida em Florianópolis, que estava envolta em um jornal e escondida dentro de uma jaqueta.[22]:12–13 A pretexto de fotografá-lo, segundo duas testemunhas, Adélio conseguiu alcançar o presidenciável durante a tarde, enquanto era carregado por apoiadores na Rua Halfeld, e, por volta das 15h25min,[25] o esfaqueou no abdômen.[26][22]:3–4 Bolsonaro se contorceu, gritou e inclinou o corpo sobre outras pessoas que o seguiam. Um homem tentou cobrir o ferimento com uma camiseta.[27] Segundo Bolsonaro, inicialmente ele sentiu "apenas uma pancada na boca do estômago" e que "[a] dor era insuportável. Parecia que tinha algo mais grave acontecendo".[28][29] Logo após isso, Adélio foi preso em flagrante por um policial à paisana e levado a um prédio na mesma rua, enquanto os apoiadores do candidato ameaçavam o autor, antes de ir à delegacia da Polícia Federal da cidade.[30][31]
Recuperação
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Bolsonaro, carregado por seus seguranças, foi encaminhado ao serviço de emergência da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora por volta das 15h40.[32][33] A facada na região do abdômen causou três lesões no intestino delgado e uma perfuração no intestino grosso, com contaminação fecal.[34] Além disso, houve uma lesão na veia mesentérica superior. A perda de cerca de dois litros de sangue provocou um choque hipovolêmico.[33][34] A diretora técnica da Santa Casa, Eunice Dantas, disse que, por questão de centímetros, Bolsonaro não foi golpeado em "uma região com muitos vasos mais calibrosos" e que, se o intestino grosso fosse atingido frontalmente, uma artéria seria afetada e a situação seria "muito pior".[35]
Cerca de 15 minutos após chegar ao hospital, Bolsonaro foi submetido a uma laparotomia exploradora, que é uma abertura na barriga para verificar os órgãos afetados. Durante essa cirurgia, a equipe médica estancou o sangramento e suturou as lesões no intestino delgado. Também foi feita uma colostomia temporária para desviar o fluxo de fezes e evitar infecções nos ferimentos do intestino grosso. A cirurgia durou três horas e Bolsonaro recebeu quatro bolsas de sangue.[33][34]
Após a operação, Bolsonaro foi encaminhado para a unidade de terapia intensiva (UTI), já respirando sem o auxílio de aparelhos, e, em 7 de setembro, foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.[33] No dia 11, houve melhora em seu quadro intestinal e fez a primeira refeição sem a sonda nasogástrica. Na ocasião, seu filho Flávio Bolsonaro publicou no Twitter que o deputado havia sido transferido para a unidade semi-intensiva.[36] Contudo, no dia seguinte, Jair Bolsonaro teve a alimentação oral suspensa e passou por uma nova cirurgia para desobstruir o intestino delgado devido a uma aderência das paredes intestinais, retornando à UTI.[37][38] Em 16 de setembro, foi novamente transferido para a unidade semi-intensiva.[39][40] No dia 20, um dia depois de voltar a se alimentar oralmente, exames de tomografia detectaram a presença de líquido próximo ao intestino, o que motivou a realização de uma drenagem.[41][42] O dreno foi retirado em 23 de setembro.[43] No dia 21, iniciou dieta pastosa e, no dia 25, passou à dieta branda.[44][45] Bolsonaro recebeu alta hospitalar em 29 de setembro.[46]
A bolsa de colostomia foi retirada em janeiro de 2019. Entretanto, Bolsonaro foi internado múltiplas vezes por obstrução intestinal atribuídas a aderências decorrentes das cirurgias anteriores, como em julho de 2021,[47] janeiro de 2022,[48] janeiro de 2023[49] e abril de 2025—cuja cirurgia durou 12 horas.[50][51] Também foram necessárias cirurgias para correção de hérnias incisionais em setembro de 2019[52][53] e setembro de 2023.[54][55] Até abril de 2025, Bolsonaro acumulava 11 hospitalizações, 10 das quais relacionadas ao ataque.[56][57]
Autor
| Adélio Bispo de Oliveira | |
|---|---|
| Nascimento | 6 de maio de 1978 (47 anos)[58] |
| Nacionalidade(s) | brasileiro |
| Crime(s) | Atentado pessoal por inconformismo político |
| Situação | Internação compulsória[59] |
| Condenação(ões) | Absolvido por inimputabilidade penal[59] |
O responsável pelo atentado foi preso em flagrante pela Polícia Federal e identificado como Adélio Bispo de Oliveira, nascido em Montes Claros e com então 40 anos.[60] O agressor agiu sozinho e afirmou ter cometido o crime "a mando de Deus".[61][62][63] Ele possui transtorno delirante persistente e apresenta "alucinações de cunho religioso, persecutório e político que se manifestam frequentemente".[64]
Ao longo de sua vida, Adélio trabalhou em diversas cidades, incluindo Montes Claros, Uberaba, Santa Catarina e Curitiba, acumulando 39 empregos em 18 anos.[65] Ele atuou em uma fábrica de cosméticos, onde participou de manifestações após a falência da empresa, além de ter trabalhado em outros empregos como em farmácias, em um restaurante japonês e como servente de pedreiro.[65][66][67] No final da década de 1990, ingressou na Igreja da Fé de Uberaba, tornando-se obreiro em 1998, e, nos anos seguintes, pastor em uma igreja missionária de Montes Claros.[66]
Um dia eu disse para ele que, já que ele queria mesmo ser candidato, que buscasse a direita, talvez o PSDB ou o MDB. Aí ele disse: "com esse povo, não". O negócio dele era realmente o PSOL, o PSTU. Ele foi criando uma aversão à direita. Sempre foi da mesma forma.
Politicamente, Adélio se identificava com a esquerda e foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Uberaba entre 2007 e 2014.[60][66][22]:4 Segundo o pastor Romildo Cândido—que recebera Adélio na Igreja da Fé—, ele desejava ser candidato a deputado e chegou a cogitar uma candidatura pelo PSOL, mas frustrou-se ao saber que a legenda decidiu lançar outro nome em 2014.[68][66] Cândido já lhe recomendou que pleiteasse uma candidatura em um partido de direita, mas Adélio recusou a sugestão.[66] Em seu perfil no Facebook, constam críticas à classe política em geral, ao presidente Michel Temer, a Jair Bolsonaro e diversas teorias da conspiração contra a maçonaria, ligando a organização a políticos e problemas sociais.[69][70]
Investigações
Logo após o incidente, a Polícia Federal abriu um inquérito contra Adélio Bispo, acusando-o de "atentado pessoal por inconformismo político" conforme a Lei de Segurança Nacional. Após uma audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva e, em 8 de setembro, ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande.[71][72] O ministro extraordinário da Segurança Pública Raul Jungmann disse que três pessoas foram investigadas, mas que a PF estava trabalhando com a hipótese de que Adélio agiu sozinho.[73][74]
A faca usada no crime foi adquirida pela PF de um vendedor de frutas que a obteve de uma testemunha que pegou a faca ensanguentada do chão.[75][22]:11–12 O Instituto Nacional de Criminalística apontou traços do DNA de Bolsonaro na arma, confirmando que foi a utilizada no ataque.[76][22]:12
Adélio esteve uma vez no .38 Clube e Escola de Tiro, em São José, em julho de 2018, onde Carlos e Eduardo Bolsonaro são membros associados, treinando por menos de uma hora.[77] A Polícia Federal considerou insuficientes os indícios para afirmar que sua ida ao clube teria sido motivada exclusivamente pela associação com os filhos de Bolsonaro e concluiu que mesmo se sua entrada pudesse ter tido a intenção de prejudicar alguém, teria se limitado ao planejamento.[78]:43, 45
A Polícia Federal analisou dois terabytes de imagens oriundas de câmeras de diversos locais em Juiz de Fora e das redes sociais.[22]:10 Além disso, dois dias após sua prisão, o sigilo dos dados de Adélio Bispo foi quebrado pela Justiça, permitindo à PF investigar quatro celulares e um notebook.[79] A perícia revelou que Adélio registrou previamente locais que seriam visitados por Bolsonaro e acompanhou o presidenciável durante o dia do ataque.[80]
A investigação também concluiu que o dinheiro de Adélio Bispo vinha de "origem sustentável", como uma rescisão trabalhista por um emprego em Santa Catarina e uma remuneração por trabalhar como garçom, ganhando 70 reais por dia. Adélio também possuía um cartão de crédito internacional que ele nunca utilizou, emitido automaticamente por um banco para uma conta salário.[76]
Um segundo inquérito foi aberto em 25 de setembro pela Polícia Federal para investigar se Adélio Bispo tinha alguma ligação com organizações criminosas, mandantes ou pessoas que o incentivaram a cometer o atentado.[81] A investigação, que ouviu 102 pessoas e 89 testemunhas, realizou quebras de sigilos fiscais, bancários e eletrônicos, e periciou vídeos e teorias em redes sociais, foi concluída e entregue à Justiça Federal em 13 de maio de 2020 e apontou que Adélio "atuou sozinho, por iniciativa própria, tendo sido responsável pelo planejamento da ação criminosa e por sua execução".[82]
Defesa de Adélio Bispo
Adélio Bispo foi defendido por quatro advogados após o atentado contra Bolsonaro:
- Fernando Costa Oliveira Magalhães, advogado criminalista mineiro. Atuou na defesa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos no assassinato de Eliza Samudio;[83][84]
- Zanone Manuel de Oliveira Junior, que atuou em casos de grande repercussão como no caso Eliza Samudio, com Fernando Magalhães e no assassinato da missionária Dorothy Stang;[83][85][86]
- Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, que trabalhava no escritório NDCM Advogados Associados, de Barbacena;[83]
- Marcelo Manoel da Costa, que também trabalhava no escritório NDCM Advogados Associados.[83]
O jornal Estado de Minas classificou como divergentes as declarações dos advogados sobre a identidade do contratante.[87] Zanone Júnior afirmou ter sido contratado por um homem da mesma igreja de Adélio, em Montes Claros.[88] Inicialmente o associando às Testemunhas de Jeová e depois à Igreja Quadrangular, que negaram qualquer envolvimento.[89] O advogado declarou que foi contratado para atuar nos primeiros dias da defesa e disse ter aceitado o caso como parte de uma "estratégia de marketing".[88][85] Em um depoimento à Polícia Federal, Zanone relatou que o acordo previa o pagamento de 25 mil reais mensais até o fim do julgamento, mas que, na prática, recebeu apenas 5 mil reais.[90] Pedro Possa disse que o financiador arcou com os custos da defesa por "amor ao próximo":[91]
É uma pessoa ligada a ele [Adélio] religiosamente. Eu não sei a identidade dela, só o doutor Zanone que sabe, teve contato com ela. Mas não há mandante, um financiador, ninguém que tinha conhecimento prévio dessa ação perpetrada pelo Adélio. Somente ao saber da facada é que ele se dispôs a ajudá-lo por uma questão de amor ao próximo, vamos assim dizer.
Adélio Bispo solicitou à Justiça, em 2019, a substituição dos advogados e passou a ser representado pela Defensoria Pública da União.[92]
Em 2024, a Polícia Federal concluiu que havia um vínculo entre os advogados e o Primeiro Comando da Capital (PCC).[93][94][63] Uma investigação da agência revelou a existência de pagamentos fracionados totalizando 315 mil reais que foram feitos a uma empresa de Fernando Magalhães durante meses. Os investigadores também encontraram um grupo de mensagens denominado "Adélio-PCC" em que os defensores traçavam estratégias, além de uma ligação de Fernando a um suposto membro da organização criminosa.[95] A PF reiterou que Adélio Bispo agiu sozinho e que não foi encontrada relação do PCC com o ataque.[96][63]
Julgamento

Transcrição no Wikisource.Em 14 de junho de 2019, o juiz Bruno Savino decidiu que Adélio Bispo era inimputável com base em um laudo que o diagnosticou com transtorno delirante persistente e converteu sua prisão preventiva em internação provisória por tempo indeterminado.[97][98][99] Adélio continuou detido na Penitenciária Federal de Campo Grande, pois o juiz considerou que sua internação em um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico "não se mostra aconselhável" e que sua ida para o sistema prisional comum "lhe acarretaria concreto risco de morte".[97] Além disso, disse que a unidade de segurança máxima em Mato Grosso do Sul oferece condições adequadas para o tratamento do réu.[99] O juiz também observou que Adélio havia ameaçado matar Jair Bolsonaro e Michel Temer, indicando "alta periculosidade", e determinou que um novo exame fosse realizado após três anos para reavaliar esse risco;[98] em 2022, uma nova perícia médica constatou que o agressor ainda representa perigo para a sociedade e que "permanece com diagnóstico clínico de transtorno delirante persistente, com alucinações de cunho religioso, persecutório e político que se manifestam frequentemente", agravado por Adélio se recusar a receber medicação.[64][100]
Em fevereiro de 2024, a Justiça Federal acatou um pedido da Defensoria Pública da União para transferir Adélio para um hospital psiquiátrico em Minas Gerais.[101] No entanto, em julho, o Superior Tribunal de Justiça suspendeu a transferência devido a um conflito de competência entre as varas de Juiz de Fora e Campo Grande: A vara de Campo Grande decidiu que é responsabilidade da vara de Juiz de Fora tomar as medidas necessárias para receber Adélio Bispo, enquanto que a vara de Juiz de Fora apontou a falta de vaga em "hospital de custódia de Minas Gerais e a inaptidão das unidades médico-psiquiátricas penais para prestar a assistência adequada".[102][103]
Repercussão
No Brasil
Eunício Oliveira @Eunicio Agressões a qualquer cidadão que expõe suas ideias são inaceitáveis, atentam contra a Democracia e a ordem constitucional.
Não se pode transigir com atos que ponham em risco a liberdade, nem com a violência e a criminalidade em geral.
O agressor tem de ser exemplarmente punido.
6 de setembro de 2018[104]
No dia do atentado, o presidente Michel Temer disse que o ataque era "triste" e "lamentável para a nossa democracia", que o "episódio serve de exemplo para aqueles que pregam a intolerância em suas campanhas" e que "se Deus quiser o candidato Bolsonaro passará bem, temos certeza que não haverá nada mais grave, esperamos que não haja nada mais grave".[105][106]
O presidente do Senado Eunício Oliveira declarou que "agressões a qualquer cidadão que expõe suas ideias são inaceitáveis, atentam contra a Democracia e a ordem constitucional", além de defender a punição do perpetrador.[107] O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia classificou o ataque como lamentável e repugnante e que a sociedade não deveria tolerar esse tipo de evento.[108] A presidente do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia demonstrou preocupação "com a garantia da liberdade dos candidatos e dos eleitores, qualquer que seja a posição ou ideologia adotada por quem quer que seja".[106]
Os demais candidatos à presidência repudiaram o esfaqueamento.[109] Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (NOVO), Geraldo Alckmin (PSDB) e o candidato a vice-presidência Fernando Haddad (PT)[a] cancelaram suas agendas de campanha em 7 de setembro.[111][112] Vera Lúcia (PSTU) disse que o comportamento de Bolsonaro estimulou a facada, "embora não a justifique".[113][109] Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, lamentou o atentado e disse que as cenas do incidente "não condizem com a política que nós queremos para o nosso Brasil".[113] À Crusoé, Mourão atribuiu o atentado ao PT e disse que "se querem usar violência, os profissionais da violência somos nós", referindo-se aos militares e ao "uso da força pelo Estado".[114]
O candidato a senador Flávio Bolsonaro disse num evento de campanha do PSL que Jair Bolsonaro não tinha sido esfaqueado por poder vir a ser eleito presidente, "mas porque já tinha sido eleito".[115] Em outra ocasião, disse que o atentado "mancha de sangue, sim, a história do nosso Brasil".[116] O deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que o fato da facada não ter atingido a veia cava era "uma intervenção de Deus".[117] Augusto Heleno, conselheiro de Bolsonaro, disse que o atentado foi "desfecho de uma campanha diária, obstinada, que parte da imprensa desencadeou contra ele".[118]
Internacional
A Organização das Nações Unidas, por meio do Escritório para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), condenou o esfaqueamento e notou o crescimento das tensões nas eleições na América Latina, manifestando preocupação com as ameaças a candidatos a cargos executivos e legislativos. A Human Rights Watch afirmou que as diferenças políticas e ideológicas devem ser resolvidas por meio do diálogo e que as autoridades brasileiras devem garantir que o responsável pelo crime seja punido.[119]
A imprensa internacional repercutiu o esfaqueamento de Bolsonaro.[120][121][122] O jornal estadunidense The New York Times relatou o evento e apresentou Bolsonaro como um outsider político que é uma "figura profundamente polarizadora", que costuma fazer comentários depreciativos sobre minorias e é nostálgico da ditadura militar.[123][122] O argentino Clarín destacou a comoção dos apoiadores do candidato e que a repercussão do evento excedeu a do concorrente Geraldo Alckmin, que possuía cinco minutos de propaganda gratuita na televisão.[121][120] As redes de televisão CNN e BBC noticiaram o ataque em suas programações.[122]
Na internet
O incidente teve uma grande repercussão no Twitter, onde o tópico Jair Bolsonaro esteve presente nos Trending Topics de doze países e as menções ao candidato aumentaram 2 500% nas horas após o ataque. Por volta das 16h40, o atentado foi citado 11,8 mil vezes por minuto.[124][125] Entre os assuntos discutidos estavam a veracidade e a gravidade da facada, seu impacto na eleição, o apoio de Bolsonaro ao porte de armas, manifestações de solidariedade ao candidato e a responsabilização da esquerda. Também foram feitas comparações com o ataque a tiros na caravana de Lula em março de 2018, o assassinato da vereadora Marielle Franco, a série de drama político House of Cards e o assassinato do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.[126][125] A revista Piauí relatou que, desde o início de 2018, só a prisão de Lula gerou mais interesse no Google entre os temas relacionados às eleições. Além disso,[127]
chamou mais atenção do que as mortes de Eduardo Campos, candidato à Presidência do PSB em 2014, durante a corrida eleitoral, e de Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no Supremo, em janeiro de 2017. Despertou também mais curiosidade do que o impeachment de Dilma Rousseff.
No Facebook, os filhos de Bolsonaro, que publicavam atualizações sobre seu quadro clínico, tiveram um aumento no número de curtidas em suas páginas. Até 13 de setembro, Eduardo Bolsonaro ganhou 116 mil curtidas, Flávio Bolsonaro ganhou 207 mil e Carlos Bolsonaro recebeu 27 mil. Uma transmissão ao vivo de Eduardo indo a Juiz de Fora para encontrar o pai foi assistida mais de 2,5 milhões de vezes.[127]
Notícias falsas e teorias conspiratórias
O ataque contra Bolsonaro gerou desinformação e teorias da conspiração tanto por seus apoiadores e opositores.[128][129] Essas teorias foram compartilhadas por congressistas, dirigentes partidários, influenciadores digitais de esquerda e de direita, assim como por Bolsonaro e seus filhos.[130] Entre as alegações, estão as de que o ataque foi forjado para beneficiar Bolsonaro na eleição e de que houve envolvimento de terceiros no atentado.[128] Segundo Isabela Kalil, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, as teorias emergiram pelo ataque ser "uma história intrincada, cheia de complicações e detalhes complexos" e porque os "inquéritos judiciais [relacionados ao ataque] necessariamente correm em sigilo."[130]
Alegações de que o ataque foi forjado
Dúvidas sobre se o ataque de fato ocorreu ganharam popularidade rapidamente no Twitter. Uma análise da Fundação Getúlio Vargas em 7 de setembro de 2018 relatou que 40,5% dos retuítes feitos nas horas seguintes do atentado questionavam sua veracidade.[131] As alegações falsas incluem afirmações de que o ataque foi forjado para favorecer Bolsonaro eleitoralmente, criminalizar a esquerda ou permitir que ele tratasse um câncer de estômago sem que fosse revelado.[132][133][134] Além disso, a ausência de sangue visível nas imagens do ataque, causada pelo fato da hemorragia ser interna, alimentou essas teses.[135] O termo "fakeada", junção das palavras fake (falso em inglês) e facada, foi adotado para referir-se a essas alegações e figurou nos Trending Topics do Twitter quando Bolsonaro passava por uma cirurgia decorrente do esfaqueamento.[132][136][137]
Em 2022, o político Cabo Daciolo, que foi presidenciável na eleição de 2018, disse que a facada foi "um espetáculo da maçonaria e da nova ordem mundial" e disseminou a alegação de que o incidente fora forjado para esconder uma enfermidade.[138] Numa entrevista à Rede TVT em 2019, Lula questionou a veracidade do atentado, afirmando que a facada foi "muito estranha".[139]
Em 11 de setembro de 2021, o portal de notícias Brasil 247 lançou o documentário Bolsonaro e Adélio, uma fakeada no coração do Brasil, do jornalista Joaquim de Carvalho, que questiona a ocorrência do atentado e afirma, em seu título, que ele foi uma armação.[140][141][142] O documentário, entre outras coisas,
- afirma que Adélio foi filiado no Partido Social Democrático (PSD), de centro-direita, com base num pedido de desfiliação do partido que Adélio fez por achar que alguém o tinha filiado sem a sua autorização;[141][142]
- insinua que a visita de Adélio ao .38 Clube e Escola de Tiro, frequentado por Eduardo e Carlos Bolsonaro, foi para organizar o suposto atentado falso;[141][143]
- levanta a suposição de que Adélio teria agido com a ajuda de seguranças privados ou agentes da Polícia Federal. Tais teses foram constatadas como falsas pela PF;[141]
- sugere que Bolsonaro teria encenado o ataque para retirar um tumor no intestino.[141][144]
Camilo Aggio, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, descreveu o documentário como uma teoria conspiratória na forma e no conteúdo.[145] O jornalista Carlos Orsi disse que Joaquim não "afirma ter provas daquilo que o documentário insinua".[144] Alguns deputados federais do PT, como Bohn Gass, Maria do Rosário, Paulo Pimenta e Rogério Correia, divulgaram a produção nas redes sociais.[141][140][146] O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a facada e disse que tomou essa decisão ao assistir o documentário.[147][137] O YouTube removeu o documentário da plataforma em agosto de 2022 devido a uma atualização em sua política de combate aos discursos de ódio,[148] ação que o Partido da Causa Operária classificou como censura.[149]
Alegações de que houve um mandante ou ajuda de terceiros
Bolsonaristas difundiram teorias da conspiração alegando que Adélio Bispo recebeu ajuda de outras pessoas ou obedeceu a um mandante.[150] Essas teorias buscam associar a tentativa de assassinato à esquerda e também foram disseminadas por Bolsonaro, seus filhos, políticos e influenciadores de direita.[151][152][153][154]
A filiação de Adélio ao PSOL até 2014 foi usada como evidência de que Bolsonaro fora alvo de uma conspiração comunista.[151] No dia do ataque, o cantor Netinho escreveu na sua conta do Instagram que o partido teria ordenado o atentado.[155] Diversas figuras da direita, incluindo deputados federais como Regina Villela, Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Bibo Nunes, Marco Feliciano e Marcos do Val, o vereador Carlos Bolsonaro e o escritor Olavo de Carvalho, acusaram o deputado federal Jean Wyllys de contatar Adélio e tê-lo recebido em seu gabinete.[156][154][157][158]
O ataque também foi falsamente associado ao PT. Em 2018 e nos anos seguintes, circularam diversos boatos que tentavam vincular Adélio Bispo ao partido. Em 2018, o pastor Silas Malafaia publicou no Twitter que Adélio era militante do partido e que assessorava a campanha de Dilma Rousseff ao Senado, retratando-se posteriormente.[159] Em 2022, uma conta no Twitter que alegava ser ligada ao grupo coletivo Anonymous publicou que Adélio teria dito ter sido contratado pelo PT, boato compartilhado pelo político Gustavo Gayer.[160][161] Também foram disseminadas imagens de lideranças do partido, como Lula, Gleisi Hoffmann e Luiz Marinho, com homens falsamente identificados como sendo Adélio.[162][163] Além disso, Manuela D'Ávila, que foi companheira de chapa de Haddad nas eleições de 2018, foi acusada de ter ligado várias vezes para Adélio.[164][165] Um trecho de vídeo em que José Dirceu aparenta dizer que o ataque teria sido um "erro nosso" foi compartilhado por Jair e Carlos Bolsonaro, mas veículos de imprensa concluíram que o conteúdo estava fora de contexto, explicação também dada por Dirceu.[166][167]
Algumas pessoas também foram acusadas de ajudar Adélio durante o ataque, sobretudo por supostamente terem lhe entregado a faca ou por terem facilitado o acesso dele a Jair Bolsonaro. Em depoimento à PF, seis mulheres relataram ter sido alvos de ataques e ameaças de morte pela internet.[168] Além disso, uma sindicalista filiada ao PT foi hostilizada por bolsonaristas após eles alegarem falsamente que ela havia dado a faca a Adélio no dia do ataque.[169][170] Já um policial federal que ajudou Bolsonaro após o ataque foi acusado, nas redes sociais, de lhe dar um soco no estômago e de ser um inimigo infiltrado na equipe de segurança.[168] Em 2020, Bolsonaro compartilhou um vídeo narrado do momento da facada em que o narrador diz ouvir "calma, Adélio". A Polícia Federal, no entanto, concluiu que o que foi dito foi "calma, velho".[171]
Representação na cultura
O filme Dark Horse (ainda sem título oficial em português), dirigido por Cyrus Nowrasteh, retratará o atentado contra o então candidato à presidência Jair Bolsonaro, interpretado pelo ator Jim Caviezel.[172]
Ver também
- Atentado da rua Tonelero
- Campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018
- Lista de atentados políticos no Brasil
- Tentativa de assassinato de Donald Trump
- Assassinato de Fernando Villavicencio
- Atentado contra Miguel Uribe Turbay
- Assassinato de Charlie Kirk
Notas e referências
Notas
- ↑ Fernando Haddad era o candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva até 11 de setembro de 2018, data em que o Partido dos Trabalhadores anunciou que Haddad seria o candidato à presidência pelo partido.[110]
Referências
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