Raul Jungmann
Raul Jungmann | |
|---|---|
![]() Cerimônia de posse, 2018 | |
| 1.º Ministro Extraordinário da Segurança Pública do Brasil | |
| Período | 27 de fevereiro de 2018 até 1° de janeiro de 2019 |
| Presidente | Michel Temer |
| Antecessor(a) | Cargo Criado Torquato Jardim(na condição de ministro da justiça e segurança pública)[1] |
| Sucessor(a) | Cargo Extinto Sergio Moro (na condição de ministro da justiça e segurança pública) |
| 10.º Ministro da Defesa do Brasil | |
| Período | 12 de maio de 2016 até 27 de fevereiro de 2018 |
| Presidente | Michel Temer |
| Antecessor(a) | Aldo Rebelo |
| Sucessor(a) | Joaquim Silva e Luna |
| Deputado federal por Pernambuco | |
| Período | 1°- 1º de fevereiro de 2003 até 1º de fevereiro de 2011 (2 mandatos consecutivos) 2°- 1º de fevereiro de 2015 até 12 de maio de 2016 |
| Vereador do Recife | |
| Período | 1º de janeiro de 2013 até 1º de fevereiro de 2015 |
| 6.° Ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil | |
| Período | 26 de novembro de 1999 até 4 de abril de 2002 |
| Presidente | Fernando Henrique Cardoso |
| Antecessor(a) | Leopoldo Bessone (ministro interino) |
| Sucessor(a) | José Abrão |
| 1.° Ministro Extraordinário de Política Fundiária do Brasil | |
| Período | 30 de abril de 1996 até 25 de novembro de 1999 |
| Presidente | Fernando Henrique Cardoso |
| Antecessor(a) | Cargo Criado |
| Sucessor(a) | Cargo Extinto |
| 12.º Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis | |
| Período | 21 de fevereiro de 1995 até 29 de abril de 1996 |
| Antecessor(a) | Nilde Lago Pinheiro |
| Sucessor(a) | Eduardo de Souza Martins |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Raul Belens Jungmann Pinto |
| Nascimento | 3 de Abril de 1952 Recife, PE |
| Morte | 18 de janeiro de 2026 (73 anos) Brasília, DF |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Prêmio(s) | Lista
|
| Parentesco | André Jung (irmão) |
| Partido | sem partido (2018–2026) |
| Profissão | político |
Raul Belens Jungmann Pinto GCMD • GCMTGV • GOMM (Recife, 3 de abril de 1952[9] – Brasília, 18 de janeiro de 2026[10]) foi um consultor empresarial brasileiro e político sem partido, anteriormente filiado ao Partido Popular Socialista (PPS, atual Cidadania).[11] Foi ministro do Desenvolvimento Agrário e ministro extraordinário de Política Fundiária do Brasil durante o governo Fernando Henrique Cardoso, além de ministro da Defesa e ministro extraordinário da Segurança Pública do governo Temer. Por Pernambuco, foi deputado federal por três mandatos, além de vereador da capital Recife.[12]
Primeiros anos
Nasceu no Recife, capital de Pernambuco, no dia 3 de abril de 1952, filho de Ivanise Belens Moreira e de Sylvio Jungmann da Silva Pinto, jornalista e servidor público. Pelo lado paterno, era bisneto do químico Georg Friedrich Hermann Jungmann, alemão de Görlitz, ex-combatente da Guerra Franco-Prussiana, pelo que recebeu a Cruz de Ferro. Georg Jungmann foi para Pernambuco junto à esposa Pauline Sakopf por razões profissionais, na década de 1880, e no estado se estabeleceu e fez família. Portanto, Raul Jungmann era também sobrinho-neto de Augusto Leite Jungmann, que foi procurador-geral de Goiás, e de João Jungmann, desembargador da antiga Corte de Apelação de Pernambuco, e irmão do músico André Jung, ex-baterista das bandas Titãs e Ira!.[13]
Em 1976, ingressou no curso de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), no Recife, mas não chegou a completar o curso.[14]
Atuação na sociedade civil
Após se afastar da política, após o fim do governo Michel Temer, permaneceu ativo em organizações da sociedade civil. Em 2019, foi indicado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli como integrante do conselho consultivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).[15]
Foi membro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), think-tank sem fins lucrativos dedicado à política externa brasileira.
Em 2022, assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), organização privada e sem fins lucrativos que representa as empresas e instituições do setor mineral.[16]
Carreira política
Militância política
Participou ativamente do movimento Diretas Já, à época filiado ao MDB (1972/1994). Após a redemocratização, foi filiado ao Partido Comunista Brasileiro, e ajudou a fundar o Partido Popular Socialista (PPS), ao qual pertenceu até março de 2018.[11]
Secretário de Estado de Planejamento do Governo de Pernambuco
Entre 1990 e 1991, Jungmann foi o secretário de planejamento da Gestão Miguel Arraes sob o Governo de Pernambuco.[12]
Ministro extraordinário de Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário
No ano de 1993, foi secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, até 1994. Em 1996, foi nomeado ministro extraordinário de Política Fundiária por Fernando Henrique Cardoso. Admitido por FHC ainda em 1995 à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial, foi promovido pelo mesmo em março de 1999 ao grau de Grande-Oficial.[17][2] Em novembro do mesmo ano, seu cargo foi normatizado como ministério, recebendo o nome de Ministério do Desenvolvimento Agrário, pelo qual exerceu até 2002.[12]
Raul Jungmann também foi o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso.[18]
Conselheiro da Light S.A.
Em 2011, por indicação de Aécio Neves, passou a ocupar o cargo de conselheiro da Light S.A., empresa controlada pela estatal elétrica de Minas Gerais, Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). Já por indicação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ocupou o cargo de conselheiro da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) e também da PRODAM/SP (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo).[19]
Ministro da Defesa
.jpg)
Em maio de 2016, Raul Jungmann foi nomeado pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, para o cargo de Ministro da Defesa.[20]
Exoneração por um dia
Em 18 de outubro de 2016 uma edição extra do Diário Oficial da União publicou o decreto de exoneração de Jungmann.[21] Mas a exoneração foi por apenas por um dia para que assumisse o cargo de deputado federal.[22] Em nota, Ministério da Defesa esclareceu, "que o ministro Raul Jungmann, suplente de Deputado Federal pelo Estado de Pernambuco, foi “exonerado” pelo presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, para reassumir o posto de Deputado Federal de acordo com o artigo 56 da Constituição Federal e artigo 241 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Isso ocorre porque, caso contrário, o ministro Raul Jungmann perderia a vaga de suplente do deputado federal José Mendonça Filho.[23]
Ministro da Segurança Pública
Em 27 de fevereiro de 2018 foi nomeado Ministro da Segurança Pública pelo então presidente Temer. A pasta criada passou a ser responsável pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e os conselhos de Segurança Pública e de Política Criminal e Penitenciária.[24][25] Ao assumir a presidência da República em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro publicou a Medida Provisória 870/2019, que extinguiu sete ministérios. Com a MP, o Ministério da Segurança Pública e o Ministério da Justiça foram fundidos, formando o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sendo nomeado para comandar a pasta o juiz federal Sergio Moro.[26][27]
Morte
Raula Jungmann morreu em 18 de janeiro de 2026, aos 73 anos de idade, em decorrência de um câncer no pâncreas, em Brasília.[28]
Condecorações
- Ordem do Rio Branco, 1997
- Ordem do Mérito de Brasília, Grã-Cruz, 2000
- Medalha do Pacificador, Grã-Cruz
- Medalha Mérito do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, 2016
Referências
- ↑ https://www.jota.info/justica/torquato-jardim-e-o-novo-ministro-da-justica
- ↑ a b Brasil, Decreto de 31 de março de 1999.
- ↑ «Decreto presidencial de 19 de setembro de 2008». Imprensa Nacional (pdf). Consultado em 18 de dezembro de 2020
- ↑ «Decreto presidencial de 6 de novembro de 2018». Imprensa Nacional. Consultado em 28 de dezembro de 2020
- ↑ «Portaria ministerial de 7 de novembro de 2018». Imprensa Nacional. Consultado em 18 de dezembro de 2020
- ↑ «Portaria ministerial de 19 de outubro de 2017». Imprensa Nacional. Consultado em 18 de dezembro de 2020
- ↑ «Portaria do Estado-Maior de 23 de agosto de 2016». Imprensa Nacional (pdf). Consultado em 18 de dezembro de 2020
- ↑ «Decreto presidencial de 10 de dezembro de 2018». Imprensa Nacional. Consultado em 18 de dezembro de 2020
- ↑ «Raul Jungman». Congresso em foco. Consultado em 19 de janeiro de 2026
- ↑ autor, Sem (19 de janeiro de 2026). «Morre em Brasília o ex-ministro Raul Jungmann». Consultor Jurídico. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Após 26 anos, Raul Jungmann desfilia-se do PPS». Diário de Pernambuco. 21 de março de 2018
- ↑ a b c «Biografia do(a) Deputado(a) Federal RAUL JUNGMANN». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 23 de janeiro de 2026
- ↑ «Relação dos Ancestrais de Raul Belens Jungmann Pinto». Genealogia Pernambucana. Consultado em 27 de fevereiro de 2018
- ↑ Alan Carneiro; Inoã Pierre Carvalho Urbinati. «Raul Belens Jungmann Pinto». FGV CPDOC. Consultado em 27 de fevereiro de 2018
- ↑ Murilo Ramos (11 de janeiro de 2019). «Toffoli indica ex-governador e ex-ministro para conselho consultivo do CNJ». O Globo. Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ Amanda Carvalho Matos (22 de julho de 2025). «Raul Jungmann». Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Consultado em 18 de janeiro de 2026
- ↑ Brasil, Decreto de 29 de março de 1995.
- ↑ «Nota de pesar pelo falecimento de Raul Jungmann». Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. 20 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de janeiro de 2026 – via gov.br
- ↑ «Por indicação política, Jungmann vira conselheiro também da Light». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. 18 de maio de 2011. Consultado em 22 de janeiro de 2019
- ↑ «Quem realmente é o novo Ministro da Defesa. Raul Jungmann». www.sociedademilitar.com.br. Revista Sociedade Militar. 12 de maio de 2016
- ↑ «Página 1 do DOU - Seção 2 - Edição Extra, número 200, de 18/10/2016». pesquisa.in.gov.br. Imprensa Nacional. 18 de outubro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2016
- ↑ «Raul Jungmann volta ao cargo de ministro da Defesa». www.valor.com.br. Valor Econômico. 19 de outubro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2016
- ↑ «Nota à Imprensa: Ato de nomeação do Ministro da Defesa». Ministério da Defesa. 18 de outubro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2016
- ↑ «Decreto de 26 de fevereiro de 2018». Imprensa Nacional. Diário Oficial da União. 27 de fevereiro de 2018. Consultado em 27 de fevereiro de 2018
- ↑ Mazui, Guilherme; Palma, Gabriel. «Raul Jungmann toma posse como ministro da Segurança Pública». G1 e TV Globo. G1. Consultado em 22 de janeiro de 2019
- ↑ «Governo Federal reduz de 29 para 22 de ministérios». planejamento.gov.br. 7 de janeiro de 2019. Consultado em 22 de maio de 2020
- ↑ «Novo governo retira letreiro do Ministério do Trabalho, agora extinto.». Folha de S.Paulo. 3 de janeiro de 2019. Consultado em 22 de maio de 2020
- ↑ «Morre o ex-ministro Raul Jungmann após anos de luta contra câncer». 28 de janeiro de 2026. Consultado em 18 de janeiro de 2026
Ligações externas
| Precedido por Cargo criado |
Ministro Extraordinário de Política Fundiária 1996 – 1999 |
Sucedido por 'Raul Jungmann' |
| Precedido por 'Raul Jungmann' |
Ministro do Desenvolvimento Agrário 1999 – 2002 |
Sucedido por José Abrão |
| Precedido por Aldo Rebelo |
10º Ministro da Defesa do Brasil 2016 – 2018 |
Sucedido por Joaquim Silva e Luna |
| Precedido por Cargo criado |
Ministro Extraordinário da Segurança Pública 2018 – 2019 |
Sucedido por Sergio Moro |

.jpg)
.jpg)