Caso do cão Orelha

Caso do cão Orelha
Local do crimePraia Brava, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
Data4 de janeiro de 2026
5h30
Tipo de crimeMaus-tratos a animais
Arma(s)Pedaço de um objeto contundente (possivelmente pau ou garrafa)
VítimasOrelha, um cão comunitário
Advogado de defesaAlexandre Kale e Rodrigo Duarte (representantes de dois adolescentes)[1]
Situação
  • Três adultos indiciados por coação de testemunhas
  • Um adolescente apontado como autor das agressões contra o cão Orelha, com internação provisória solicitada
  • Quatro adolescentes representados por maus-tratos ao cão Caramelo

O caso do cão Orelha refere-se ao assassinato de um cachorro comunitário chamado Orelha em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, bairro no norte de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, onde vivia há dez anos e era cuidado espontaneamente por moradores locais. Quatro adolescentes são suspeitos de terem agredido Orelha a pauladas. O animal foi encontrado com ferimentos graves e, posteriormente, submetido à eutanásia em uma clínica veterinária. O laudo veterinário divulgado apontou que Orelha apresentava uma lesão grave na cabeça, possivelmente causada por um objeto contundente, como um pedaço de pau ou garrafa.

A Polícia Civil de Santa Catarina, responsável pela investigação do caso, realizou mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e seus responsáveis legais, e indiciou três adultos suspeitos de terem coagido uma testemunha. As apurações iniciais apontavam que os adolescentes também teriam tentado afogar um cachorro caramelo, o que foi posteriormente descartado pela polícia. Além de maus-tratos, eles também são investigados por outros crimes registrados no mesmo mês, como furto de bebida alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação do sossego. Ao término das investigações, um adolescente apontado como autor das agressões contra Orelha teve a internação provisória solicitada. No caso Caramelo, outros quatro adolescentes foram identificados e representados por maus-tratos.

O caso teve repercussão nacional e na imprensa internacional, gerando debates públicos sobre a redução da maioridade penal e penas mais duras para crimes de maus-tratos a animais no Brasil, o que levou à articulação de um projeto de lei intitulado "Lei Orelha" em Santa Catarina, que endurece as penas para crimes de maus-tratos a animais no estado. A morte do cão Orelha desencadeou protestos em diversas cidades brasileiras e mobilizou moradores, celebridades, protetores independentes, organizações não governamentais e institutos ligados à causa animal pedindo por justiça. Nas redes sociais, a mobilização ganhou visibilidade por meio da hashtag #JustiçaPorOrelha.

Antecedentes

A região da Praia Brava, no norte de Florianópolis, Santa Catarina, possui três casinhas destinadas a cães comunitários, que viviam no bairro e, ao longo do tempo, passaram a ser acolhidos pelos moradores como mascotes, recebendo alimentação, cuidados e atenção da comunidade.[2][3] Orelha, um desses animais, tinha cerca de dez anos e era descrito pelos moradores como "dócil e brincalhão".[4] O cão convivia livremente com outros animais do bairro, tornando-se parte do cotidiano da região.[2]

A médica veterinária Fernanda Oliveira, responsável por acompanhar Orelha, afirmou que ele era "sinônimo de alegria" e que fazia sucesso entre os turistas. Segundo ela, o animal nunca ficou sem atendimento médico, recebendo vermifugação, vacinas e consultas sempre que necessário, com os moradores acertando posteriormente os custos. De acordo com a Associação de Moradores da Praia Brava, Orelha se tornou um "símbolo simples, porém muito querido" da convivência comunitária.[4]

Agressão e morte

Na madrugada entre os dias 4 e 5 de janeiro de 2026, o cão comunitário Orelha foi agredido a pauladas por um grupo de quatro adolescentes. Após alguns dias desaparecido, o animal foi encontrado caído e agonizando em uma área de mata da Praia Brava, por uma de suas cuidadoras durante uma caminhada. A mulher, identificada como Fátima, recolheu Orelha e o levou a uma clínica veterinária, mas, devido à gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia, morrendo no dia 5.[5][6][7][8]

O laudo veterinário, divulgado em 27 de janeiro, registrou que Orelha apresentava uma lesão grave na cabeça (possivelmente causada por um pedaço de pau, garrafa ou outro objeto contundente),[9] principalmente na face esquerda, acompanhada de inchaço intenso. O exame também apontou protusão média do olho esquerdo — quando o globo ocular se projeta para fora da órbita — além de sangramentos na boca e no nariz. Os responsáveis pelo exame citaram ainda possíveis fraturas na mandíbula e no maxilar, bem como ataxia generalizada (falta de coordenação motora), dispneia (dificuldade respiratória) e bradicardia (diminuição da frequência cardíaca abaixo do normal).[10]

Investigação

O delegado-geral da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, falando sobre o caso

A Polícia Civil do Estado de Santa Catarina tomou conhecimento do caso, investigado como maus-tratos, em 16 de janeiro de 2026, quando abriu um inquérito para apurar os fatos, com acompanhamento do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, por meio da 10.ª Promotoria de Justiça da Capital (Infância e Juventude) e a 32.ª Promotoria (Meio Ambiente).[11] De acordo com as primeiras informações repassadas pela corporação, quatro adolescentes suspeitos teriam agredido o cachorro comunitário Orelha por volta das 5h30 do dia 4 de janeiro de 2026 (BRT), e haveria vídeos circulando nas redes sociais com imagens do crime.[12][13] As investigações também apontavam que o mesmo grupo teria tentado afogar um cachorro caramelo no dia 6 de janeiro, quando um dos jovens o levou no colo em direção ao mar, mas o animal conseguiu escapar;[5][14] posteriormente, o cão foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.[15] Os menores também são investigados por outros atos infracionais registrados no mesmo mês na Praia Grande, como furto de bebida alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação do sossego.[16]

Em 22 de janeiro, a juíza do caso se declarou "suspeita" para julgar os envolvidos, visto que tem relação íntima com familiares de um dos adolescentes;[17] antes disso, a mesma havia negado a quebra do sigilo de celulares dos pais dos suspeitos.[5] Em 26 de janeiro, a Polícia Civil deflagrou uma operação com três mandados de busca e apreensão na casa dos adolescentes e de seus responsáveis legais, além de adultos investigados por possível coação durante o andamento do processo. Na ocasião, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos e apreendidos para análise.[18] Em 27 de janeiro, a polícia realizou uma coletiva de imprensa anunciando que havia indiciado três adultos suspeitos (dois pais e um tio dos adolescentes) de coagir ao menos uma testemunha.[19] O porteiro de um prédio onde os envolvidos moram, supostamente, teria sido afastado do cargo após enviar uma imagem do crime em um grupo de WhatsApp.[20] No entanto, tanto ele — em depoimento — quanto sua defesa, negaram, com o advogado afirmando que "jamais houve, por parte do porteiro, qualquer filmagem do ocorrido".[21]

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, dois dos quatro adolescentes investigados fizeram uma viagem de formatura nos Estados Unidos dias após o crime, onde visitaram a Disney, em Orlando. Gabriel informou que a viagem já estava planejada há cerca de um ano e que não tem relação direta com as investigações. Para evitar possíveis protestos, o aeroporto teve a segurança reforçada.[22][23][24] Ao retornarem ao Brasil no dia 29, os adolescentes foram alvos de dois mandados de busca e apreensão, tiveram seus aparelhos celulares recolhidos e foram intimados a prestar depoimento.[25]

Por envolver menores de idade, a investigação ocorre em sigilo e os nomes deles não foram divulgados; no entanto, acabaram sendo vazados e compartilhados por diversos perfis. Em 27 de janeiro de 2026, um casal que foi confundido como os pais de um adolescente — mas que, na verdade, uma das partes seria sócia de uma das mães dos envolvidos — recebeu mais de cem ameaças de morte e registou um boletim de ocorrência.[26] Em 28 de janeiro, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que as redes sociais excluam conteúdos que exponham a identidade dos adolescentes em um prazo de até 24 horas, incluindo nome, apelido, parentesco, residência ou fotos e vídeo, atendendo à proteção prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A decisão liminar vale para a Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e a Bytedance (dona do TikTok), e prevê multa diária em caso de descumprimento.[27]

Em 30 de janeiro, a polícia descartou a participação de um dos quatro adolescentes na morte do cão Orelha, após a apresentação de evidências pela família de que ele não estava presente no momento do crime, o que foi confirmado por imagens de segurança analisadas pelos investigadores. Com isso, o adolescente deixou de ser suspeito e passou a ser considerado testemunha do caso.[28] Em 31 de janeiro, após depoimento dos investigados, a Polícia Civil descartou a participação dos quatro adolescentes na tentativa de afogamento do cachorro Caramelo na praia,[16] bem como a hipótese de que os maus-tratos ao cão Orelha tenham sido motivados por desafios online, devido à falta de provas.[29]

Em 3 de fevereiro, o inquérito sobre a morte de Orelha e a tentativa de afogamento do cachorro Caramelo foi concluído. A polícia solicitou a internação provisória do adolescente apontado como autor das agressões contra Orelha, com sua defesa afirmando que "informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas". No caso Caramelo, outros quatro adolescentes envolvidos foram identificados e representados por maus-tratos. Para determinar a autoria do caso Orelha, foram analisadas mais de mil horas de gravações de 14 câmeras de monitoramento, além de depoimentos de testemunhas e de suspeitos, identificação de contradições nos relatos e localização geográfica do suspeito por meio de um software francês contratado pela Polícia Civil.[12]

Repercussão

Nacional

O assassinato do cão Orelha mobilizou manifestações de milhares de pessoas em várias cidades do Brasil

A morte do cão comunitário Orelha teve repercussão nacional, mobilizando moradores, celebridades, protetores independentes, organizações não governamentais e institutos ligados à causa animal, que passaram a cobrar justiça. A mobilização também ganhou visibilidade nas redes sociais por meio da hashtag #JustiçaPorOrelha.[6][30] Na Praia Brava, os moradores realizaram a primeira mobilização pública no dia 17 de janeiro de 2026, e, no dia 24, um novo protesto reuniu dezenas de pessoas acompanhadas de seus cães com camisas personalizadas, cartazes e orações em homenagem a Orelha, pedindo respostas à Polícia Civil de Santa Catarina, responsável pela investigação, e punição mais rigorosa aos autores do crime.[6][30] Ainda em Florianópolis, centenas de manifestantes protestaram em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina no dia 29.[31] Outros protestos foram marcados em diversas capitais brasileiras, como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Vitória, Manaus, Belém, Rio Branco, Fortaleza, além de outras cidades, como São José (SC), Sorocaba (SP), Campinas (SP), São José do Rio Preto (SP), Araçatuba (SP), Blumenau (SC) e Dourados (MS), com a maioria ocorrendo no dia 1 de fevereiro.[32][33][34][35][36]

O Google Brasil registrou mais de cem mil buscas sobre a morte do cão Orelha entre os dias 26 e 28 de janeiro, liderando entre os termos mais pesquisados no período.[37] Dois abaixo-assinados em uma plataforma digital foram criados, pedindo punições mais severas para crimes de crueldade contra animais e a responsabilização dos agressores, que, juntos, somaram mais de 170 mil assinaturas.[38] O caso gerou uma reação pública incomum no debate brasileiro, fazendo com que a esquerda e a direita se unissem para cobrar respostas das autoridades e punição aos envolvidos, o que fugiria da lógica da polarização.[39][40] Um projeto de lei intitulado "Lei Orelha" foi proposto pelo deputado estadual Mário Motta (PSD-SC), que endurece as penas para crimes de maus-tratos contra animais em Santa Catarina.[41] O senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou que pediria urgência na votação do projeto de lei n.º 4.363/2025, que aumenta as penas previstas na Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos a animais. Os deputados Capitão Alden (PL-BA) e Rosana Valle (PL-SP) articulam projetos de lei em resposta ao caso.[42] Entre os diversos parlamentares que se manifestaram estão os senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os deputados Erika Hilton (PSOL-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Bruno Lima (PP-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Julia Zanatta (PL-SC).[40][43][44]

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, declarou que "as provas já estão no processo e me embrulharam o estômago".[45] O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, afirmou que toda a população da cidade está "impactada" com o crime.[40] A primeira-dama Janja Lula da Silva manifestou pesar pela morte de Orelha, o que lhe causou "tristeza e indignação".[46] A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva repudiou a violência contra o animal, classificando-o como "mais uma vítima da violência contra animais".[47] A cantora Ana Castela ressaltou que "matar cachorro é crime" e prestou apoio a Orelha e a outros animais vítimas de violência. O ator e comediante Rafael Portugal publicou um vídeo no qual classificou o ataque contra o animal como "pura maldade". As atrizes Heloísa Périsse e Paula Burlamaqui lamentaram a morte de Orelha e cobraram ações das autoridades. A ativista Luisa Mell afirmou ter tido acesso ao laudo pericial e declarou que a situação poderia ser pior do que o inicialmente divulgado.[48] O ator e dublador Tadeu Mello declarou estar "muito triste com essa crueldade".[6] A apresentadora Ana Maria Braga abriu o Mais Você em 27 de janeiro de 2026 visivelmente emocionada, pedindo justiça por Orelha, e informou ter assinado um abaixo-assinado em favor da punição dos agressores.[49] A atriz Paolla Oliveira publicou um vídeo desabafando sobre a morte de Orelha "para ver se alivia um pouco o coração", no qual chamou os adolescentes suspeitos de "bandidos".[50]

Internacional

O ator americano Paul Wesley, de The Vampire Diaries, publicou em seus stories no Instagram uma imagem pedindo justiça pelo cão Orelha.[51] A imprensa internacional repercutiu o caso, com destaque em veículos voltados ao público hispanofalante. O portal argentino Infobae ressaltou que o episódio uniu forças políticas de diferentes espectros, algo considerado incomum em um país polarizado. A France 24 mencionou a investigação policial envolvendo adolescentes e a mobilização nacional por justiça, além da reação da primeira-dama Janja. O jornal argentino La Nación destacou a indignação no Brasil e o andamento das investigações, enquanto a revista colombiana Semana enfatizou a brutalidade do crime e a comoção nacional que ultrapassou o âmbito local.[52]

Ver também

Referências

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  3. Rodrigues, Murilo (27 de janeiro de 2026). «Caso Orelha: o que se sabe sobre a morte do cão comunitário que mobilizou protestos em SC». Diário Gaúcho. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
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