Castelo de Quisporeti

Castelo de Quisporeti
Informações gerais
Estilo dominantegeorgiana
Função inicialDefesa
Geografia
PaísTurquia
CidadeBaquecheli, Iussufeli
Coordenadas🌍
Castelo de Quisporeti está localizado em: Turquia
Castelo de Quisporeti
Localização do Castelo de Quisporeti na Turquia

O castelo de Quisporeti (em turco: Kisporeti Kalesi) ou castelo de Vejangueti (Vejangeti Kalesi) é um castelo arruinado situada no distrito de Iussufeli, na província de Artvim, na Turquia. Localiza-se numa colina rochosa alta do bairro de Sapaneti (Demirchubuque), na margem direita do Barcal. Foi construído com pedras de entulho e argamassa de cal. É uma estrutura de tamanho médio (21 x 18 metros). A estrutura foi reparada diversas vezes e também foi usada durante o período otomano. A torre quadrada do castelo (3,32 x 3,10 metros) fica no lado norte, e o portão fica no lado sul. Existem baluartes retangulares nas muralhas. Há uma cisterna de água no canto sudeste. A torre mais alta ainda está de pé hoje. Em 2021, o castelo foi registrado como um bem cultural pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

No século XVI, durante as campanhas otomanas contra os territórios georgianos, o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, conduziu em 1536 uma expedição que submeteu várias regiões e abriu caminho para a dominação otomana do vale de Livane; em 1543 o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou temporariamente o vale. Nova ofensiva imperial (1548–1549), dirigida por Cara Amade Paxá, levou, em 7 de outubro de 1549, à rendição de fortalezas como Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu), ocasião em que foi criado o sanjaco de Pertecreque, subordinado a Erzurum. Entre os séculos XVI e XVII, a jurisdição de Pertecreque oscilou entre Erzurum, Chelder e Carse, até permanecer em definitivo sob controle de Chelder. Permaneceu como centro administrativo de Chelder até o século XIX, quando foi dissolvido.

Geografia

O castelo de Quisporeti localiza-se numa colina rochosa alta do bairro de Sapaneti (Demirchubuque), na margem direita do Barcal,[1] nas cercanias da vila de Baquecheli, no distrito de Iussufeli, na província de Artvim.[2]

História

O nome atual do castelo (Quisporeti) é posterior, de modo que mapas históricos referem-se a ele como Vejangueti.[2] Historicamente, fazia parte do subdistrito Berdagraque, do distrito de Arseasfora, na província de Taique, do Reino da Armênia. Entre os séculos IV e VIII, fez parte dos domínios da família Mamicônio, e na segunda metade do século X, passou aos bagrátidas georgianos.[3] Em 1536, sob ordens do sultão Solimão, o Magnífico (r. 1520–1566), o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, realizou uma grande campanha contra os territórios georgianos. Após dois anos de campanha, ele submeteu Mesquécia, as regiões de Mejencerta, Zivim, Caesmane, Carse, o sul de Narmane e Oltu, as porções superiores do vale do Quisca em Tortum e as margens do Choruque, conhecidas como vale de Livane. Pouco tempo depois, em 1543, o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou o vale de Livane.[4]

Quando o sultão Solimão lançou sua campanha contra os safávidas em 1548, encarregou o terceiro grão-vizir, Cara Amade Paxá, de eliminar a ameaça representada pelos nobres georgianos. Após conquistar Tortum em 18 de setembro de 1549, Amade Paxá designou os beilerbeis de Erzurum e Sivas para retomarem o vale de Livane. Em 7 de outubro, as fortalezas da região — Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu) — foram conquistadas pela segunda e última vez. Durante essa campanha, os castelos se renderam pedindo clemência (amã). Desta vez, foi criado no vale de Livane o sanjaco de Pertecreque, subordinado ao beilerbei de Erzurum.[4]

Em 16 de agosto de 1552, o sanjaco de Pertecreque foi concedido como feudo hereditário (ojacleque) ao nobre georgiano Beca Bei. Posteriormente, Pertecreque foi rebaixado à categoria de subdistrito (anaia) e anexado ao sanjaco de Tortum, do eialete de Erzurum, sendo mencionado como tal em registros de 1574. Em 1632, foi temporariamente anexado ao eialete de Carse como um sanjaco regular, mas logo voltou à jurisdição de Chelder. Embora Pertecreque tenha permanecido como centro administrativo do eialete de Chelder até o século XIX, os registros administrativos otomanos de 1682–1702 indicam que foi criado um segundo centro de sanjaco na região de Quisquim. Os sanjacos de Pertecreque e Quisquim atuaram como administrações separadas até o século XIX, quando o sanjaco de Pertecreque foi dissolvido.[4] Em 2021, o castelo foi registrado como um bem cultural pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.[5]

Estrutura

O castelo foi construído com pedras de entulho e argamassa de cal. É uma estrutura de tamanho médio (21 x 18 metros). A estrutura foi reparada diversas vezes e também foi usada durante o período otomano. A torre quadrada do castelo (3,32 x 3,10 metros) fica no lado norte, e o portão fica no lado sul. Existem baluartes retangulares nas muralhas. Há uma cisterna de água no canto sudeste. A torre mais alta ainda está de pé hoje.[1][6] Suas muralhas, de até seis metros de altura, sobreviveram. Vestígios de uma piscina e de construções internas são visíveis.[2]

Referências

  1. a b Bagauri et al. 2018, p. 281.
  2. a b c Xucišvili et al. 2017, p. 100.
  3. Hakobyan, Melik-Baxšyan & Barsełyan 1988–2001, p. 662.
  4. a b c Derimel 2019.
  5. Ministério da Cultura e Turismo da Turquia, ed. (2001). «Bahçeli Köyü Kalesi - Artvin». Portal de Cultura da Turquia (Türkiye Kültür Portalı). Consultado em 9 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 24 de maio de 2024 
  6. Artvinli 2013, p. 136.

Bibliografia

  • Artvinli, Taner (2013). Yusufeli Külliyâtı. 1. Istambul: Yusufeli Belediyesi Yayınları. ISBN 978-605-86248-1-8 
  • Bagauri, Nestan; Batiašvili, Zurab; Beridze, Irma; Kudava, Buba; Jgenti, Nikoloz; Saitidze, Goja; Hizanišvili, Natia (2018). ტაო-კლარჯეთი: ისტორიისა და კულტურის ძეგლები: კატალოგი [t’ao-k’larjeti: ist’oriisa da k’ult’uris dzeglebi] [Tao-Clarjécia: Monumentos Históricos e Culturais]. Tiblíssi: Artanuj. ISBN 9789941478178 
  • Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Բերդագրակ». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 3. Erevã: Yerevan State University Publishing House