Quisquim (distrito)
Kiskim
Quisquim | ||||
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| Caza do(a) Império Otomano | ||||
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![]() Vilaiete de Erzurum em 1892 | ||||
| Capital | Alambaxe (Quisquim) | |||
Quisquim (em armênio: Քիսկ/քիմ, K‘isk/k‘im), Quesguim (Քեսգիմ, Kesgim), Quesquim (Քեսքիմ, Keskim) ou Quisguim (Քիսգիմ, Kisgim) foi um distrito (caza) e conjunto de aldeias do sanjaco de Erzurum, no vilaiete de Erzurum.
História
O território de Quisquim se estendia a oeste das divisórias de águas dos rios Tortum e Choruque, situando-se no vale do Choruque. Correspondia, em extensão, ao antigo subdistrito de Berdagraque do distrito de Arseasfora, da província de Taique, do Reino da Armênia. Na Idade Média, mamicônidas, bagrátidas e palavúnidas possuíam propriedades nessa área. A região continha jazidas de cobre, ferro e prata, bem como ruínas de antigos castelos, palácios e mosteiros armênios. Administrativamente, dividia-se em cinco grupos de aldeias.[1]
Até 1829, Quisquim fez parte do eialete de Chelder, do Império Otomano. Depois, tornar-se-ia um caza do sanjaco de Erzurum, no vilaiete de Erzurum. Em 1909, havia 68 aldeias, das quais 24 eram armênias. Segundo W. Kinne, em 1891 o subdistrito contava com 29 951 habitantes, incluindo 5 954 armênios; os demais eram turcos, lazes e armênios convertidos à força ao islamismo. A economia local baseava-se em agricultura, viticultura, fruticultura, apicultura e pecuária; os armênios também se dedicavam a ofícios e artesanato. As aldeias armênias possuíam escolas e igrejas. Durante o genocídio armênio (1915–1917), a população armênia foi massacrada ou deportada em massa; seus sobreviventes buscaram refúgio no Cáucaso, na Ucrânia e em outras regiões.[1]
Referências
- ↑ a b Hakobyan, Melik-Baxšyan & Barsełyan 1988–2001, p. 143.
Bibliografia
- Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Կիսկիմ». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 3. Erevã: Yerevan State University Publishing House
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