Apiaceae
Apiaceae
Umbelliferae (umbelíferas, apiáceas) | |||||||||||
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| Ocorrência: Eoceno–presente | |||||||||||
![]() Apiaceae: folhas e pequenas inflorescências de Apium, hábito de Daucus, inflorescências de Foeniculum, inflorescências de Eryngium, raiz de Petroselinum. | |||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||
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| Género-tipo | |||||||||||
| Apium L. | |||||||||||
| Subfamílias | |||||||||||
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| Sinónimos[1] | |||||||||||
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Apiaceae (ou Umbelliferae nom. con.) é uma família de plantas com flor, pertencente à ordem Apiales, considerada a 16.ª maior família de plantas em diversidade, pois agrupa mais de 3 780 espécies repartidas por 4 subfamílias e cerca de 446 géneros.[2] São geralmente herbáceas aromáticas, com folhas divididas várias vezes, caules geralmente ocos na região internodal, com canais secretores contendo óleos aromáticos e resinas ricas numa grande variedade de compostos. A família inclui plantas muito conhecidas e com grande imortância económica, como a salsa, a cenoura, o aipo, a erva-doce e o cominho, entre muitas outras.[3] A família Apiaceae era anteriormente conhecida como Umbelliferae (ambos os nomes são autorizados pelo ICBN), nome tradicionalmente vernaculizado para umbelífera.
Descrição
Apiaceae é uma família de plantas com flor, na sua maioria aromáticas, cujo nome deriva do género-tipo Apium, e que é vulgarmente conhecida como família do aipo, da cenoura ou da salsa, ou simplesmente como umbelíferas.
Os membros da família Apiaceae são geralmente herbáceas, fortemente aromáticas, com caules geralmente ocos na região internodal, com canais secretores contendo óleos aromáticos e resinas ricas numa grande variedade de compostos. Entre esses compostos estão saponinas triterpenoides, cumarinas, poliacetilenos (falcarinol e falcarindiol), monoterpenos e sesquiterpenos, com umbeliferose (um trissacarídeo) como produto de reserva de carboidratos.[4] Os membros da família são geralmente espécies terrícolas, mas algumas são aquáticas ou rupícolas.
A família inclui múltiplas plantas bem conhecidas e economicamente importantes, como o ajwain, a angélica, o anis, a assa-fétida, a alcaravia, a cenoura, o aipo, o cerefólio, o coentro, o cominho, o endro, a erva-doce, o levístico, a salsa, a pastinaca e os cardos-marinhos, bem como a silphium, uma planta célebre pelo seu valor na Antiguidade Clássica Europeia, mas cuja identidade exata é incerta e que pode estar extinta.[5]
A família Apiaceae inclui também um número significativo de espécies fototóxicas, como Heracleum mantegazzianum, e um número menor de espécies altamente tóxicas, como a Conium maculatum (também conhecida por cicuta), os abiotos (nomeadamente a espécie Cicuta maculata), a salsa-brava (Aethusa cynapium) e várias espécies do género Oenanthe.
De entre as plantas venenosas atrás pontadas, destaca-se o género Conium, também conhecido por cicuta (o veneno e não o género muito parecido, e também altamente venenoso, Cicuta), de que a espécie Conium maculatum era utilizada na Grécia Antiga como veneno na ponta de setas e para executar pessoas, contando entre as suas vítimas o filósofo Sócrates.
Morfologia
As flores são pequenas e possuem simetria radial (actinomórficas) com 5 sépalas, 5 pétalas e 5 estames (pentâmeras). Estão dispostas numa inflorescência em forma de umbela, daí o seu nome alternativo (nomen conservandum) de Umbelliferae. Várias espécies possuem inflorescências onde as flores apresentam dimorfismo, possuindo as mais externas pétalas mais vistosas destinadas à atracção dos insectos, enquanto as mais internas são mais discretas, concentrando-se na reprodução.
A maioria das Apiaceae são herbáceas anuais, bienais ou perenes (frequentemente com as folhas agregadas na base), embora uma minoria sejam arbustos lenhosos ou pequenas árvores (como a Bupleurum fruticosum).[6]:35
As folhas têm tamanhos variáveis e estão dispostas em filotaxia alternada, ou com as folhas superiores quase opostas. As folhas podem ser pecíoladas ou sésseis. Não há estípulas, mas os pecíolos são frequentemente envolventes e as folhas podem ser perfoliadas. A lâmina foliar é geralmente dissecada, ternada, ou pinatifida, mas simples e inteira em alguns géneros, por exemplo, em Bupleurum.[7] Normalmente, as folhas libertam um odor característico quando esmagadas, que pode variar entre aromático e fétido, mas que está ausente em algumas espécies.[8]
A característica definidora desta família é a inflorescência, com as flores quase sempre agrupadas em umbelas terminais, que podem ser simples ou, mais frequentemente, compostas, muitas vezes em forma de cimeiras umbeliformes.[8]
As flores são geralmente perfeitas (hermafroditas) e actinomórficas, mas podem existir flores zigomórficas na periferia da umbela, como na cenoura (Daucus carota) e no coentro, com pétalas de tamanhos desiguais, sendo as que apontam para fora da umbela maiores do que as que apontam para dentro.[8]

Algumas espécies são andromonoicas, poligamomonoicas ou mesmo dioicas (como em Acronema), com um cálice distinto, e corola bem definida, mas na generalidades das espécies o cálice é frequentemente muito reduzido, ao ponto de ser indetetável em muitas delas, enquanto a corola pode ser branca, amarela, rosa ou roxa. As flores são quase perfeitamente pentâmeras, com cinco pétala e cinco estames.[8]
Muitas vezes, há variação na funcionalidade dos estames, mesmo dentro de uma única inflorescência. Algumas flores são funcionalmente estaminadas (onde um pistilo pode estar presente, mas não tem óvulos capazes de serem fertilizados), enquanto outras são funcionalmente pistiladas (onde os estames estão presentes, mas as anteras não produzem pólen viável). A polinização de uma flor pelo pólen de uma flor diferente da mesma planta (geitonogamia) é comum.
O gineceu consiste em dois carpelos fundidos num único pistilo bicarpelar com um ovário ínfero. [8] Os estilopódios suportam dois estiletes e secretam néctar, atraindo polinizadores como moscas, mosquitos, escaravelhos, borboletas e abelhas.
O fruto é um esquizocarpo composto por dois carpelos fundidos que se separam na maturidade em dois mericarpos, cada um contendo uma única semente. Os frutos de muitas espécies são dispersos pelo vento, mas outros, como os da espécie Daucus, são cobertos por cerdas. Outros ainda, como Sanicula europaea, apresentam ganchos. Estas sementes podem ficar presas na pelagem dos animais e serem por essa via dispersas (zoocoria).[6]
As sementes têm um endosperma oleoso,[9][10] que muitas vezes contém óleos essenciais, com compostos aromáticos responsáveis pelo sabor das sementes de umbelíferas comercialmente importantes, como o anis, o cominho e o coentro. A forma e os detalhes da ornamentação dos frutos maduros são importantes para a identificação ao nível da espécie.[7]:802
Características fitoquímicas
Os principais componentes dos óleos essenciais das Apiaceae são compostos predominantemente por terpenos ou fenilpropanoides, dependendo da espécie. No coentro, é predominantemente (+)-linalol (um terpeno); no cominho, a (+)-carvona (um terpeno); e no funcho e no anis, o anetol (um fenilpropanoide).
As umbelíferas são a família com a maior variedade de compostos de cumarina. Além das cumarinas simples e hidroxicumarinas (por exemplo, umbeliferona), também existem vários derivados de cumarina prenilados, geranilados e farnesilados. Entre eles estão as furano- e pirano-cumarinas.
As primeiras podem ser lineares ou angulares. As hidroxicumarinas e as furanocumarinas têm um efeito dissuasor sobre os herbívoros (deterrente), atuando como fitoalexinas e inibidores da germinação. A toxicidade aumenta das hidroxicumarinas para as furanocumarinas lineares e, por fim, para as angulares. As furanocumarinas são fototóxicas: sob a ação da luz ultravioleta, o ácido desoxirribonucleico (ADN) é inativado (fotossensibilização). As furanocumarinas angulares são mais tóxicas do que as lineares, embora a sua fototoxicidade seja menor. A maioria dos géneros da família, espalhados pela região holártica e ricos em espécies, contém furanocumarinas (como os géneros Bupleurum e Pimpinella, com 150 espécies cada), enquanto muitos géneros monotípicos com distribuição geográfica limitada não contêm furanocumarinas.
As sesquiterpenlactonas estão representadas na família com mais de 100 compostos. Apresentam as mesmas estruturas básicas (por exemplo, germacranólidos, eudesmanólidos, eremofilanólidos e elemanólidos) que as asteráceas, mas com diferenças estereoquímicas. Além disso, são mais frequentemente hidroxilados e esterificados, especialmente no C11.
Mais de 150 compostos de poliacetileno foram detectados nas umbelíferas. Os mais comuns são os C17-diin-dienos do grupo falcarinol. A toxicidade das espécies Cicuta virosa e Oenanthe crocata deve-se aos poliacetilenos.
Os alcalóides são raros. A coniína e derivados semelhantes da piperidina estão presentes na cicuta (Conium maculatum). Na subfamília Saniculoideae, são frequentes as saponinas triterpénicas. Os carboidratos típicos são o trissacarídeo umbeliferose e o álcool manitol.[11]
A presença do ácido petroselínico como ácido gordo principal atesta a estreita ligação entre as Apiaceae e as Araliaceae.[11]
Alguns dos compostos mais característicos da família Apiaceae são os seguintes:
-
(S)-(+)-carvona -
Psoraleno, uma furanocumarina linear -
cis-Anetol (em cima) e trans-anetol (em baixo) -
Falcarinol, um poliacetileno
Características gerais
A tabela que se segue sumariza das características morfológicas gerais da Apiaceae:[3]
| Características morfológicas gerais das Apiaceae | |
|---|---|
| Estrutura | Observação |
| Folhas | Alternas e espiraladas, compostas pinadas ou palmadas a simples. |
| Pecíolos | Invaginantes |
| Estípulas | Geralmente ausentes |
| Inflorescências | Determinadas, formando umbelas simples ou compostas, às vezes condensadas em glomérulo, ocasionalmente racemos ou panículas de umbelas, com frequência subtendidas por um invólucro de brácteas, terminais. |
| Flores | Geralmente bissexuais, em geral actinomórficas, pequenas. |
| Sépalas | Geralmente cinco, livres, muito reduzidas. |
| Pétalas | Geralmente cinco, livres, mas desenvolvendo-se a partir de um primórdio em forma de anel, geralmente inflexas, imbricadas e valvadas. |
| Estames | Cinco |
| Filetes | Livres |
| Grão de pólen | Geralmente tricolporados |
| Carpelos | Dois conatos |
| Ovário | Ínfero, geralmente com placentação axial |
| Estiletes | Engrossados na base, formando uma estrutura secretora de néctar (estilopódio) no ápice do ovário |
| Estigmas | Dois, diminutos, capitados a truncados ou alongados |
| Óvulos | Dois por lóculo, mas apenas um fértil, com um tegumento e um megasporângio de paredes finas ou menos frequentemente espessadas. |
| Fruto | Esquizocarpo, os dois segmentos secos (mericarpos) geralmente sobre um pedúnculo central inteiro a fortemente bifurcado (carpóforo). |
| Canais oleíferos | Globulares a alongado (vittae), presentes na parede do fruto. Superfície do fruto lisa ou costada, às vezes coberto com tricomas, escamas ou pelos rígidos, às vezes achatado ou alado. |
| Endosperma | Com ácido petroselínico. |
Ecologia e distribuição
A borboleta Papilio polyxenes usa a família Apiaceae para alimento e como plantas hospedeiras para oviposição.[12]
A joaninha polífaga Psyllobora vigintiduopunctata também é comumente encontrada a comer bolores sobre as folhas e caules de umbelíferas.[13]
A família está espalhada por todo o mundo, mas concentra-se principalmente nas zonas temperadas do hemisfério norte. Nos trópicos, as umbelíferas são particularmente comuns nas regiões montanhosas em grandes altitudes. As espécies de umbelíferas ocorrem principalmente em estepes, pântanos, prados e florestas.
Toxicidade
Muitas espécies da família Apiaceae produzem substâncias fototóxicas (chamadas furanocumarinas) que sensibilizam a pele humana à luz solar. O contacto com partes da planta que contêm furanocumarinas, seguido da exposição à luz solar, pode causar fitofotodermatite,[14][15] uma inflamação grave da pele.
As espécies fototóxicas incluem Ammi majus, Notobubon galbanum, a pastinaca (Pastinaca sativa) e numerosas espécies do género Heracleum, especialmente Heracleum mantegazzianum. De todas as espécies de plantas que induzem fitofotodermatite, aproximadamente metade pertence à família Apiaceae.[16]
A família Apiaceae também inclui um número menor de espécies venenosas, incluindo cicuta venenosa, várias espécies do género Cicuta (com destaque para Cicuta maculata), Aethusa cynapium e várias espécies do género Oenanthe.
Alguns membros da família Apiaceae, incluindo a cenoura, o aipo, a erva-doce, a salsa e a pastinaca, contêm poliinas, uma classe incomum de compostos orgânicos que apresentam efeitos citotóxicos.[17][18]
Taxonomia e filogenia
A família Apiaceae foi descrita pela primeira vez por John Lindley em 1836.[19] O nome deriva do género-tipo Apium, originalmente utilizado por Plínio, o Velho por volta de 50 d.C. para designar uma planta semelhante ao aipo.[20] O nome alternativo para a família, Umbelliferae, deriva da inflorescência, que geralmente tem a forma de uma umbela composta. A família foi uma das primeiras a ser reconhecida como um grupo distinto na obra Historia generalis plantarum, de Jacques Daleschamps, publicada em 1586. Com a obra Plantarum umbelliferarum distribution nova, de Robert Morison, de 1672, tornou-se o primeiro grupo de plantas para o qual foi publicado um estudo sistemático.
O táxon irmão das Apiaceae dentro da ordem Apiales é o grupo formado pelas Pittosporaceae, Araliaceae e Myodocarpaceae.[21]
São sinónimos taxonómicos para Apiaceae Lindl. nom. cons. os seguintes: Umbelliferae Juss. nom. cons., Actinotaceae A.I.Konstant. & Melikyan, Ammiaceae Bercht. & J.Presl, Angelicaceae Martinov, Daucaceae Martinov, Ferulaceae Sacc. e Saniculaceae Bercht. & J.Presl.[22]
A família está solidamente posicionada dentro da ordem Apiales no sistema APG IV. Está intimamente relacionada com a família Araliaceae e as fronteiras entre estas famílias permanecem pouco claras. Alguns sistemas de classificação recentes colocam as Araliaceae numa família Apiaceae expandida, mas esta classificação não tem tido aceitação. Os géneros Hydrocotyle e Trachymene, tradicionalmente incluídos nas Apiaceae, estão actualmente inseridos na família Araliaceae.
Tradicionalmente, os grupos dentro da família têm sido delimitados em grande parte com base na morfologia dos frutos, e os resultados não têm sido congruentes com as análises de filogenética molecular mais recentes. A classificação subfamiliar e tribal da família encontra-se atualmente em estado de fluxo, com alguns dos grupos a serem considerados potencialmente parafiléticos ou polifiléticos.[2]
A monofilia de Apiaceae é sustentada por sequências de DNA[23][24] As potenciais sinapomorfias da família incluem canais produtores de óleos essenciais e resinas associados com os tecidos de condução, um arranjo característico das raízes laterais, a presença de poliacetilenos (falcarinol e falcarindiol), a presença de embrião diminuto e de folhas reduzidas, semelhantes com brácteas na base dos ramos. Possíveis sinapomorfias de Apiaceae, seriam a presença de ácido petroselínico nas sementes, umbeliferose como carboidrato de reserva, inflorescências umbeladas e flores providas de estilopódio.[25]
Evolução
O registo fóssil mais antigo do grupo, representado por pólen, data do Eoceno, embora se estime que a família se tenha originado durante o Cretáceo Superior, provavelmente na Australásia.[26][27]
Sistemática
Antes dos estudos de filogenética molecular, a família era subdividida principalmente com base nas características dos frutos. Análises filogenéticas moleculares realizadas a partir de meados da década de 1990 mostraram que as características dos frutos evoluíram em paralelo muitas vezes, de modo que a sua utilização na classificação resultou em agrupamentos taxonómicos que não eram monofiléticas.[28] Em 2004, com base nesses estudos, foi proposto que a família Apiaceae fosse dividida em quatro subfamílias:[23][29]
- Apioideae Seem.
- Azorelloideae G.M.Plunkett & Lowry
- Mackinlayoideae G.M.Plunkett & Lowry
- Saniculoideae Burnett
A subfamília Apioideae é, de longe, a maior, com cerca de 90% dos géneros. A maioria dos estudos subsequentes apoiou esta divisão, embora deixando alguns géneros sem classificação. Um estudo de 2021 sugeriu as relações apresentadas no cladograma seguinte.[28]
| Apiaceae |
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O clado Platysace e os géneros Klotzschia e Hermas ficaram fora das quatro subfamílias. Sugeriu-se que eles poderiam ser acomodados em subfamílias próprias. O género Phlyctidocarpa era anteriormente colocado na subfamília Apioideae, mas se ali mantida tornaria a subfamília Apioideae parafilética. Poderia ser colocada numa subfamília Saniculoideae alargada ou restaurada para a Apioideae se esta última fosse expandida para incluir a Saniculoideae.[28]
As subfamílias podem ser divididas em tribos e clados, mas com muitos clados fora das tribos formalmente reconhecidas.[28]

Características das subamílias
A família em si contém cerca de 446 géneros[22] com cerca de 3 780 espécies. Desde 2010, foi dividida em três subfamílias (Mackinlayoideae, Azorelloideae e Apioideae).[30] Uma quarta subfamília (Saniculoideae) pode ser tratada autonomamente ou ser incluída em Apioideae. As subfamílias apresentam as seguintes características:
- Mackinlayoideae (Plunkett & Lowry): Subfamília com cerca de 67 espécies. No sistema APG II foi tratado como Mackinlayaceae, mas desde então foi reclassificada como uma subfamília de Apiaceae. Ervas anuais e arbustos com folhas pediceladas compostas encontradas na Africa do Sul e no centro Asiatico.
- Azorelloideae (Plunkett & Lowry): Ervas perenes de pequeno porte e arbustos possuindo folhas compostas, nucelos "grandes" relativamente persistentes, saco embrionário tetrasporio, camada interna de fibras endocarpo longitudinalmente.
- Saniculoideae (Burnett): Estilos do ovário separados por um sulco estreito.
- Apioideae (Seemann): Subfamília com mais de 400 géneros e 3 500 espécies, está distribuída por quase todos os continentes, mas com ênfase nas regiões temperadas do hemisfério norte. Algumas espécies, como a cenoura (Daucus), são culturas importantes da subfamília.
- Em incertae sedis permanecem os seguintes géneros:
- Género Platysace (Bunge) em incertae sedis: Ervas perenes e lenhosas, pode ser encontrada com mais frequência na Austrália;
- Género Hermas;
- Género Klotzschia.
As subfamílias tem a seguinte composição:
- Subfamília Mackinlayoideae Plunkett & Lowry — São, na sua maioria, plantas lenhosas. A maioria das espécies ocorre nas regiões do Pacífico Sul, sendo que o género Centella ocorre principalmente na África do Sul. Existem cerca de seis géneros com aproximadamente 67 espécies:[31]
- Actinotus Labill.: Todas as 15 espécies são comuns na Austrália e uma delas também ocorre na Nova Zelândia.
- Apiopetalum Baill.: As cerca de quatro espécies ocorrem na Nova Caledónia.
- Centella L. (sin.: Trisanthus Lour.): As cerca de 40 espécies estão distribuídas principalmente no hemisfério sul, por exemplo:
- Centella asiatica (L.) Urb.
- Mackinlaya F.Muell. (sin.: Anomopanax Harms): As cerca de dez espécies ocorrem em Sulawesi, nas Filipinas, na Nova Guiné, nas Ilhas Salomão e no nordeste da Austrália.
- Micropleura Lag.: As duas espécies ocorrem na Colômbia e no Chile.
- Xanthosia Rudge: As cerca de 20 espécies estão amplamente distribuídas na Austrália temperada.
- Subfamília Azorelloideae Plunkett & Lowry — As 18 a 23 espécies, com cerca de 155 variedades, ocorrem na América do Sul, Austrália e Antártida. Possuem um nucelo grande, um saco embrionário tetraspórico. Os frutos têm perisperma lignificado:[32]
- Asteriscium Cham. & Schltdl.: Contém apenas uma espécie:
- Asteriscium novarae Constance & Charpin: Ocorre no Chile e na Argentina.
- Azorella Lam. (sin.: Huanaca Cav., Laretia Gillies & Hook., Mulinum Pers., Schizeilema (Hook. f.) Domin, Stilbocarpa (Hook. f.) Decne. & Planch.):[33] Desde 2017 e confirmado em 2020, cerca de 58 (anteriormente até 70 espécies) estão distribuídas desde a Costa Rica até ao sul da América do Sul, em algumas ilhas do Oceano Antártico e na Austrália e Nova Zelândia, incluindo:
- Azorella compacta Phil.
- Bolax Comm. ex Juss.: As quatro a cinco espécies ocorrem na região temperada do sul da América do Sul, na Argentina e no Chile.
- Bowlesia Ruiz & Pav.: As cerca de 16 espécies estão distribuídas na região neotropical.
- Dichosciadium Domin: Contém apenas uma espécie:
- Dichosciadium ranunculaceum (F.Muell.) Domin (sin.: Azorella ranunculacea (F.Muell.) Druce, Dichopetalum ranunculaceum F.Muell., Azorella dichopetala Benth. nom. illeg., Pozoa ranunculacea (F.Muell.) Drude): Ocorre com duas variedades apenas nos estados australianos de Nova Gales do Sul, Victoria e Tasmânia.
- Dickinsia Franch. (sin.: Cotylonia C.Norman): Contém apenas uma espécie:
- Diplaspis Hook. f.: As duas espécies ocorrem apenas nos estados australianos de Nova Gales do Sul, Victoria e Tasmânia.
- Diposis DC.: As duas ou três espécies ocorrem no Uruguai e no Chile.
- Domeykoa Phil.: As cerca de quatro espécies ocorrem no Peru e no Chile.
- Drusa DC.: Contém apenas uma espécie:
- Drusa glandulosa (Poir.) H.Wolff ex Engl.: Ela ocorre nas Ilhas Canárias, ilha da Madeira, Marrocos e também na Somália.
- Eremocharis Phil.: As cerca de nove espécies ocorrem no Peru e no Chile.
- Gymnophyton Clos: As cerca de seis espécies crescem nos Andes do Chile e da Argentina.
- Hermas L.: Existem cerca de sete espécies distribuídas pela África Austral.
- Homalocarpus Hook. & Arn.: As quatro a seis espécies ocorrem no Chile.
- Oschatzia Walp.: As duas espécies ocorrem apenas nos estados australianos de Nova Gales do Sul, Victoria e Tasmânia.
- Pozoa Lag.: As duas espécies ocorrem nos Andes do Chile e da Argentina.
- Spananthe Jacq.: Contém apenas uma espécie:
- Spananthe paniculata Jacq.: Ela ocorre nos Andes.
- Asteriscium Cham. & Schltdl.: Contém apenas uma espécie:
- Subfamília Apioideae Drude, incluindo os táxons da integrada subfamília Saniculoideae Burnett.[30] — Esta subfamília não possui estípulas. Os óvulos são tenuinucelados, o endocarpo é composto por uma camada celular e não é lignificado. As folhas são geralmente divididas várias vezes ou inteiras. As inflorescências são geralmente espigas duplas. Os frutos podem ter um suporte (carpóforo) e possuem canais oleosos mais ou menos pronunciados. Possuem terpenoides do tipo kauren. Com os táxons da subfamília Saniculoideae, existem agora mais de 400 géneros com cerca de 3 500 espécies. Estão distribuídos por todo o mundo, mas com maior concentração nas zonas temperadas do hemisfério norte. Alguns poucos táxons lignificam, por exemplo, algumas espécies de Bupleurum e Myrrhidendron. O número cromossómico básico é x = 11 (8, 9, 12).
- Em incertae sedis:
- Platysace Bunge: As cerca de 26 espécies estão amplamente distribuídas na Austrália, mas nenhuma delas ocorre na Tasmânia.
Géneros
O número de géneros aceites pelas fontes varia. Em dezembro de 2022, o Plants of the World Online (PoWO) aceitava 444 géneros, enquanto a GRIN Taxonomy aceitava 462. Os géneros da PoWO não são um subconjunto dos da GRIN; por exemplo, Haloselinum é aceite pela PoWO, mas não pela GRIN, enquanto Halosciastrum é aceite pela GRIN, mas não pela PoWO, que o trata como um sinónimo de Angelica. O Angiosperm Phylogeny Website apresenta uma «lista aproximada» de 446 géneros.[2] A base de dados taxonómicos The Plant List na sua última atualização registava 418 géneros na família Apiaceae.[34] Alguns dos géneros incluídos são:
- Aciphylla
- Acronema
- Actinanthus
- Actinolema
- Actinotus
- Adenosciadium
- Aegokeras
- Aegopodium
- Aethusa
- Aframmi
- Afroligusticum
- Afrosciadium
- Afrosison
- Agasyllis
- Agrocharis
- Ainsworthia
- Alepidea
- Aletes
- Alococarpum
- Ammi
- Ammodaucus
- Ammoides
- Ammoselinum
- Andriana
- Anethum
- Angelica
- Anginon
- Angoseseli
- Anisopoda
- Anisosciadium
- Anisotome
- Annesorhiza
- × Anthrichaerophyllum
- Anthriscus
- Aphanopleura
- Apiastrum
- Apiopetalum
- Apium
- Apodicarpum
- Arafoe
- Arctopus
- Arcuatopterus
- Arracacia
- Artedia
- Asciadium
- Asteriscium
- Astomaea
- Astrantia
- Astrodaucus
- Astydamia
- Athamanta
- Aulacospermum
- Austropeucedanum
- Autumnalia
- Azilia
- Azorella
- Berula
- Bifora
- Bilacunaria
- Billburttia
- Bolax
- Bonannia
- Bowlesia
- Brachyscias
- Bunium
- Bupleurum
- Cachrys
- Calyptrosciadium
- Cannaboides
- Capnophyllum
- Carlesia
- Caropsis
- Carum
- Caucalis
- Cenolophium
- Centella
- Cephalopodum
- Chaerophyllopsis
- Chaerophyllum
- Chaetosciadium
- Chamaele
- Chamaesciadium
- Chamaesium
- Chamarea
- Changium
- Chlaenosciadium
- Choritaenia
- Chuanminshen
- Chymsydia
- Cicuta
- Cnidiocarpa
- Cnidium
- Coaxana
- Cogswellia
- Conioselinum
- Conium
- Conopodium
- Coriandrum
- Cortia
- Cortiella
- Cotopaxia
- Coulterophytum
- Cryptotaenia
- Cuminum
- Cyathoselinum
- Cyclorhiza
- Cyclospermum
- Cymbocarpum
- Cymopterus
- Cynosciadium
- Dactylaea
- Dahliaphyllum
- Dasispermum
- Daucosma
- Daucus
- Demavendia
- Dethawia
- Deverra
- Dichosciadium
- Dickinsia
- Dicyclophora
- Dimorphosciadium
- Diplaspis
- Diplolophium
- Diplotaenia
- Diposis
- Dipterygia
- Discopleura
- Distichoselinum
- Domeykoa
- Donnellsmithia
- Dorema
- Dracosciadium
- Drusa
- Ducrosia
- Dumaniana
- Dystaenia
- Echinophora
- Ekimia
- Elaeoselinum
- Elaeosticta
- Eleutherospermum
- Enantiophylla
- Endressia
- Eremocharis
- Eremodaucus
- Ergocarpon
- Erigenia
- Eriosynaphe
- Eryngium
- Erythroselinum
- Eurytaenia
- Exoacantha
- Ezosciadium
- Falcaria
- Fergania
- Ferula
- Ferulago
- Ferulopsis
- Foeniculum
- Frommia
- Froriepia
- Fuernrohria
- Galagania
- Geocaryum
- Gingidia
- Glaucosciadium
- Glehnia
- Glia (gênero)
- Glochidotheca
- Gongylosciadium
- Gongylotaxis
- Grafia
- Grammosciadium
- Guillonea
- Gymnophyton
- Hacquetia
- Halosciastrum
- Hansenia
- Haplosciadium
- Haplosphaera
- Harbouria
- Harrysmithia
- Heptaptera
- Heracleum
- Hermas
- Heteromorpha
- Heteroptilis
- Hladnikia
- Hohenackeria
- Homalocarpus
- Huanaca
- Hyalolaena
- Hymenidium
- Hymenolyma
- Indoschulzia
- Itasina
- Johrenia
- Kadenia
- Kafirnigania
- Kalakia
- Kamelinia
- Karnataka
- Keramocarpus
- Klotzschia
- Korovinia
- Korshinskia
- Korshinskya
- Krasnovia
- Krubera
- Kundmannia
- Ladyginia
- Lagoecia
- Laretia
- Laser
- Laserpitium
- Lecokia
- Lefebvrea
- Leiotulus
- Leptotaenia
- Lereschia
- Leutea
- Levisticum
- Libanotis
- Lichtensteinia
- Ligusticopsis
- Ligusticum
- Lilaeopsis
- Limnosciadium
- Lipskya
- Lisaea
- Lithosciadium
- Lomatium
- Lomatocarpa
- Lomatopodium
- Mackinlaya
- Magydaris
- Malabaila
- Mandenovia
- Margotia
- Marlothiella
- Mediasia
- Meeboldia
- Melanosciadium
- Melanoselinum
- Meum
- Micropleura
- Molopospermum
- Monizia
- Mulinum
- Museniopsis
- Musineon
- Mutellina
- Myrrhidendron
- Myrrhis
- Myrrhoides
- Nanobubon
- Naufraga
- Neogoezia
- Neonelsonia
- Neoparrya
- Neopaulia
- Niphogeton
- Nothosmyrnium
- Notiosciadium
- Notobubon
- Notopterygium
- Ochotia
- Oedibasis
- Oenanthe
- Oligocladus
- Olymposciadium
- Opopanax
- Oreocomopsis
- Oreomyrrhis
- Oreonana
- Oreoschimperella
- Oreoxis
- Orlaya
- Ormosolenia
- Orogenia
- Oschatzia
- Osmorhiza
- Ostericum
- Ottoa
- Oxypolis
- Pachyctenium
- Pachypleurum
- Palimbia
- Paraselinum
- Parasilaus
- Pastinaca
- Paulia
- Pentapeltis
- Perideridia
- Perissocoeleum
- Petroselinum
- Peucedanum
- Phellolophium
- Phellopterus
- Phlojodicarpus
- Phlyctidocarpa
- Physospermopsis
- Physospermum
- Physotrichia
- Pilopleura
- Pimpinella
- Pinda
- Platysace
- Pleiotaenia
- Pleurospermopsis
- Pleurospermum
- Podistera
- Polemannia
- Polemanniopsis
- Polytaenia
- Portenschlagiella
- Postiella
- Pozoa
- Prangos
- Prionosciadium
- Psammogeton
- Pseudocannaboides
- Pseudocarum
- Pseudocymopterus
- Pseudopteryxia
- Pseudoreoxis
- Pseudorlaya
- Pseudoselinum
- Pseudotaenidia
- Pseudotrachydium
- Pternopetalum
- Pterygopleurum
- Pteryxia
- Ptilimnium
- Ptychotis
- Pycnocycla
- Rhodosciadium
- Rhysopterus
- Rhyticarpus
- Ridolfia
- Rouya
- Sajania
- Sanicula
- Saposhnikovia
- Scaligeria
- Scandia
- Scandix
- Schrenkia
- Schtschurowskia
- Schulzia
- Sclerosciadium
- Sclerotiaria
- Scrithacola
- Selinum
- Semenovia
- Seseli
- Seselopsis
- Shoshonea
- Silaum
- Sinocarum
- Sinolimprichtia
- Sison
- Sium
- Smyrniopsis
- Smyrnium
- Sonderina
- Soranthus
- Spananthe
- Spermolepis
- Sphaenolobium
- Sphaerosciadium
- Sphallerocarpus
- Sphenosciadium
- Stefanoffia
- Steganotaenia
- Stenocoelium
- Stenosemis
- Stenotaenia
- Stewartiella
- Stoibrax
- Synelcosciadium
- Taenidia
- Talassia
- Tamamschjanella
- Tana
- Tauschia
- Thamnosciadium
- Thapsia
- Thaspium
- Thorella
- Thunbergiella
- Tiedemannia
- Tilingia
- Tinguarra
- Todaroa
- Tongoloa
- Tordyliopsis
- Tordylium
- Torilis
- Trachydium
- Trachysciadium
- Trachyspermum
- Trepocarpus
- Trigonosciadium
- Trinia
- Trochiscanthes
- Turgenia
- Uraspermum
- Vanasushava
- Vicatia
- Vvedenskia
- Washingtonia
- Xanthosia
- Xatardia
- Yabea
- Zizia
- Zosima
Etnobotânica
Devido à abundância de óleos essenciais, muitas espécies da família Apiaceae são utilizadas como especiarias, como vegetais alimentícios e como plantas medicinais. São utilizados os frutos, as folhas e as raízes. Exemplos disso são o cominho (Carum carvi), o anis (Pimpinella anisum), o coentro (Coriandrum sativum), o endro (Anethum graveolens), o levístico (Levisticum officinale), a erva-doce (Foeniculum vulgare), a salsa (Petroselinum crispum) e o aipo (Apium graveolens).
Uma certa exceção são a cenoura (Daucus carota) e a pastinaca (Pastinaca sativa), que são cultivadas principalmente devido ao seu teor de hidratos de carbono.
Algumas espécies são muito venenosas. A cicuta (Conium maculatum) forneceu o veneno para a execução de Sócrates e pode ser confundida com a cenoura-silvestre, o cominho ou o coentro.[35] Também muito venenosa é a cicuta-aquática (Cicuta virosa). Menos tóxica é a espécie Aethusa cynapium, que, no entanto, é frequentemente confundida com a salsa, o que muitas vezes causa intoxicações.
Características distintivas em relação às plantas com flores em umbela utilizadas como ervas silvestres para fins alimentares ou de decoração:
- A cicuta manchada tem cheiro de urina de rato, a cicuta aquática tem cheiro de aipo e a cicuta-canina tem um cheiro desagradável que lembra vagamente o alho.[36]
- Os caules da cicuta manchada e da salsa-brava apresentam manchas avermelhadas em alguns pontos (manchas de cicuta). (A erva-cervina, a espécie Chaerophyllum bulbosum, também apresenta manchas vermelhas no caule, mas, ao contrário das espécies venenosas, tem um tubérculo subterrâneo espesso).[37]
Muitas espécies são fotossensibilizantes e fototóxicas devido às presença de furanocumarinas fotossensibilizantes. Destaca-se aqui especialmente a espécie Heracleum mantegazzianum. No entanto, o psoraleno presente nas espécies fototóxicas é utilizado na medicina no âmbito da terapia PUVA para o tratamento de doenças de pele.
Uso alimentar
Muitos membros desta família são cultivados para diversos fins. A pastinaca (Pastinaca sativa), a cenoura (Daucus carota) produzem raízes tuberosas suficientemente grandes para serem utilizadas na alimentação humana (como hortaliça de raiz ou raiz alimentar).
Muitas espécies produzem óleos essenciais nas suas folhas ou frutos e, como resultado, são ervas aromáticas com cheiros e sabores intensos. Exemplos são a salsa (Petroselinum crispum), o coentro (Coriandrum sativum), o culantro (Eryngium foetidum) e o endro (Anethum graveolens). As sementes podem ser utilizadas na culinária, como no caso do coentro (Coriandrum sativum), erva-doce (Foeniculum vulgare), cominho (Cuminum cyminum) e alcaravia (Carum carvi).
Outras Apiaceae cultivadas notáveis incluem o cerefólio (Anthriscus cerefolium), a angélica (Angelica spp.), o aipo (Apium graveolens), batata-baroa (Arracacia xanthorrhiza), os cardos-marinhos (Eryngium maritimum), a assafétida (Ferula assafoetida), o galbano (Ferula gummosa), cerefólio-moscado (Myrrhis odorata), o anis (Pimpinella anisum), o levístico (Levisticum officinale) e a hacquetia (Sanicula epipactis).[9]
Outros usos
Os membros venenosos da família Apiaceae têm sido utilizados para diversos fins em todo o mundo. A planta venenosa Oenanthe crocata tem sido utilizada como auxiliar em suicídios. vários tipos de venenos para flechas têm sido produzidos a partir de várias outras espécies da família.
A espécie Daucus carota (a espécie a que pertence a cenoura) tem sido usada como corante para manteiga.[38]
As espécies Dorema ammoniacum, Ferula galbaniflua e Ferula moschata (sumbul) são fontes de incenso.
A planta lenhosa Azorella compacta (yareta) tem sido utilizada na América do Sul como combustível.
Cultivo
Geralmente, todos os membros desta família são mais facilmente cultivados em jardins de estação fria; as plantas podem não crescer se o solo estiver muito quente.
Quase todas as plantas amplamente cultivadas deste grupo são consideradas úteis como plantas companheiras. Uma das razões é que as pequenas flores, agrupadas em umbelas, são adequadas para joaninhas, vespas parasitas e moscas predadoras, que bebem néctar quando estão fora do período de reprodução.[39] EStas espécies quando atingem a fase reprodutiva atacam os insetos pragas nas plantas próximas. Alguns dos membros desta família, consideradas ervas infestantes, produzem aromas que, acredita-se, mascaram os odores das plantas próximas, tornando-as mais difíceis de serem encontradas pelos insetos praga
Importância económica
Entre os membros mais notáveis pela sua importância económica incluem-se:
- Anethum graveolens - o endro;
- Anthriscus cerefolium - o cerefólio;
- Apium graveolens - o aipo, muito aromática, todas as partes vegetativas podem ser consumidas: a raiz, o caule e as folhas. A raiz do salsão é utilizada na confecção de sopas e caldos, o caule em saladas e no coquetel Bloody Mary e as folhas como condimento parecido com a salsa.
- Conium maculatum - a cicuta;
- Coriandrum sativum - o coentro, muito utilizado na cozinha indiana e árabe. Em Portugal, é muito utilizado no Alentejo, para enriquecer pratos tais como as açordas, as tradicionais sopa de cação utilizado e também para temperar saladas. No Brasil, o coentro é muito utilizado na culinária brasileira nordestina e também na região Norte.
- Cuminum cyminum - o cominho, utilizado por várias civilizações, desde os celtas antigos, passando pelos romanos e chegando aos árabes. Na Turquia também é muito empregada, principalmente em licores e na própria alimentação.
- Daucus carota - a cenoura; Possui alto potencial comercial para alimentação, são ingeridas cruas, inteiras, como parte de saladas e também cozidas em sopas e refogados. A parte folhosa da planta não é comida na maioria das culturas, mas é comestível. As cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e β-caroteno. Este último, responsável pela coloração alaranjada característica do vegetal, é uma provitamina A (substância que dá origem à vitamina A dentro de um organismo vivo).
- Foeniculum vulgare - o funcho ou erva-doce, É frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas. Pode também ser incorporado em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho. É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunf ou moti saunf. As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.
- Pastinaca sativa - a cherívia;
- Petroselinum crispum - a salsa, é largamente utilizada como condimento em diversas culturas culinárias, a planta fresca é rica em vitaminas e a sua celulose ajuda o movimento intestinal. Além de seu largo uso decorativo, a salsinha provê vários benefícios à saúde. É uma boa fonte de antioxidantes (especialmente luteolina), ácido fólico, vitamina C e vitamina A. Entre os benefícios à saúde declarados estão propriedades anti-inflamatórias e melhora no sistema imune.
- Pimpinella anisum - o anis.
Distribuição no Brasil
A família Apiaceae tem a seguinte distribuição no Brasil:[4]
- Ocorrências confirmadas
- Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
- Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
- Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)
- Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
- Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)
- Possíveis ocorrências
- Sudeste (Minas Gerais)
Os domínios fitogeográficos de ocorrência são:[4] Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal
Os tipo de vegetação onde ocorrem são:[4] Área Antrópica, Campo de Altitude, Campo de Várzea, Campo Limpo, Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga, Vegetação Aquática, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos.
Galeria
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Chaerophyllum bulbosum. -
![Anis (Pimpinella anisum) em gravura de Woodville (1793).[40]](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Apiaceae_Pimpinella_anisum.jpg)
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Umbela de Coriandrum sativum sapresentando forte zigomorfia (assimetria) nas flores externas.
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Membros da família Apiaceae com interesse económico: Daucus carota, Heracleum mantegazzianum, Pastinaca sativa, Laser trilobum.
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Ligações externas
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