Eryngium maritimum

Eryngium maritimum

Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Umbellales
Família: Apiaceae
Género: Eryngium
Espécie: E. maritimum
Nome binomial
Eryngium maritimum
L.

Eryngium maritimum, comummente conhecido como cardo-rolador[1] ou cardo-marítimo[2], é uma espécie de planta herbácea, vivaz, pertencente à família das umbelíferas[3] e ao tipo fisionómico dos hemicriptófitos.[4][5]

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 233. 1753.[6]

Descrição

Trata-se de uma planta perene, que pode atingir entre 15 a 50 centímetros.[3] Sobressai por ser espinhoso e pelo seu aspecto robusto, que se desenvolve a partir de uma roseta basal.[7]

Conta com um sistema radicular profundo.[7]

O tronco principal é lenhoso e vertical, pouco ramificado e sem restos fibrosos.[3]

Quanto às folhas, são todas muito coriáceas e carnosas, denteado-espinhosas, com nervação palmado-reticulada e margem muito engrossada,[3] estão recobertas por uma camada cerosa que lhes confere uma coloração verde-azulada ou verde-acinzentada, e as protege da desidratação e da erosão.[7]

As folhas basais medem entre 8 a 25 centímetros de comprimento por 5 a 16 centímetros de largura, destacam-se pelo limbo mais largo que comprido, têm uma silhueta reniforme e um pouco cordiforme na base, contando com um pecíolo longo (cerca de 2/3 do comprimento total da folha) e inerme, trilobadas ou tripartidas, com segmentos amplamente sobrepostos quando secos, o central muito menor que os laterais, mais ou menos profundamente e remotamente dentados – os dentes triangular-oblíquos e espinhosos – frequentemente persistentes na antese.[3]

As folhas caulinares, que podem ser entre 2 a 5, têm um posicionamento esparso, costumam ser estéreis – salvo o par superior – e costumam destacar-se pelo limbo atenuado na base.[3] Têm um feitio obovado e contam com 3 lóbulos apicais mais ou menos divergentes, espinhosos, amplexicaules e sésseis ou subsésseis. [3]

As folhas cimeiras assentam em verticilos de 3, e apresentam uma coloração azulada.[3]

As Inflorescências consistem em flores, azuladas, agrupadas em capítulos, formando cabeças florais compactas e globosas.[7] Cada flor possui um cálice de 5 sépalas estreitas e erectas, maiores do que as pétalas.[7] Estas inflorescências encontram-se rodeadas por brácteas largas e espinhosas, que se assemelham a folhas. Esta espécie floresce e frutifica de Maio a Setembro.[7]

Relativamente aos capítulos, que podem medir entre 10 a 30 milímetros de comprimento por 10 a 25 milímetros de largura, têm um formato subesférico ou globoso, sendo que se destacam claramente do invólucro.[3] O capítulo central com pedúnculo de 20-60 mm, multifloros, dispostos em cimeiras dicotómicas ou cimeiras tríparas.[3]

Quanto às brácteas, medem uma a duas vezes o comprimento do capítulo, são patentes, rígidas, lanceoladas ou oblanceoladas e largas, contam com 3 lóbulos triangulares e espinhosos, sendo que o lóbulo central é o maior, por vezes dotado de algum dente lateral menor.[3] As brácteas apresentam uma coloração esbranquiçadas e frequentemente tingidas de azul, não têm espinhos alternos na base. [3]

As bracteólas, por seu turno, serão tantas quantas forem as flores, têm um feitio tricúspide e são glabras.[3]

Do que tange às sépalas, têm um formato linear-lanceolado ou cuspidado-apiculado, são rígidas, não têm rebordo membranoso nítido, apresentam-se glabras e de coloração azulada.[3]

Por último, os frutos são escamosos, oblongos e providos de pêlos em forma de gancho.[7]

Distribuição

Marca presença em grande parte do continente europeu, alargando-se de Norte a Sul, desde a Escandinávia até à Península Ibérica, e de Ocidente a Oriente, seguindo pela orla mediterrânea até ao Mar Negro.[7] Encontra-se ainda na Ásia Ocidental e no Norte de África.[5]

Portugal

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental, mais concretamente em todas as zonas do litoral, desde o Noroeste Ocidental ao Sotavento Algarvio.[5]

Em termos de naturalidade é nativa da região atrás indicada.

Ecologia

Privilegia solos arenosos, especialmente em dunas embrionárias e primárias[4] dos sistemas dunares[7], em zonas à beira-mar.[5]

Protecção

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Referências

  1. Infopédia. «cardo-rolador | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  2. S.A, Priberam Informática. «CARDO-MARÍTIMO». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  3. a b c d e f g h i j k l m n «Flora Vascular - Toda la información detallada sobre la Flora Vascular | - Especie: Eryngium maritimum | BioScripts.net». www.floravascular.com. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  4. a b «Eryngium maritimum | Flora-On | Flora de Portugal». flora-on.pt. Consultado em 24 de setembro de 2025 
  5. a b c d Eryngium maritimum - Flora Digital de Portugal. jb.utad.pt/flora.
  6. Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 4 de Outubro de 2014 <http://www.tropicos.org/Name/1700397>
  7. a b c d e f g h i «Eryngium maritimum». Museu Virtual Biodiversidade. Consultado em 24 de setembro de 2025 

Bibliografia

Ligações externas