HaMisrad
HaMisrad
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|---|---|
| Também conhecido como | The Office |
| Informações gerais | |
| Formato | Sitcom |
| Gêneros | Mocumentário Comédia |
| Baseado em | The Office, de Ricky Gervais e Stephen Merchant |
| Elenco | Dvir Benedek Maayan Blum Eldad Fribas Mali Levi Amir Wolf Noa Wolman Ayelet Robinson Jamil Khoury Dima Ross Yossi Wassa Roberto Pollack |
| País de origem | Israel |
| Idioma original | hebraico |
| Temporadas | 2 |
| Episódios | 30 |
| Produção | |
| Duração | 25 minutos |
| Empresas produtoras | Capital United Nations Entertainment The Identity Company |
| Formato | |
| Câmera | Câmera única |
| Exibição original | |
| Emissora | Yes Comedy |
| Transmissão | 10 de agosto de 2010 – 3 de outubro de 2013 |
HaMisrad (em hebraico: המשרד, "The Office") é uma série de televisão israelense, que foi exibida no canal Yes Comedy. É uma versão da sitcom britânica The Office, transmitida entre 2001–2003 na BBC. HaMisrad possui o estilo de mocumentário e é ambientado em uma filial da empresa Paper Office, na cidade de Yehud. O programa é estrelado por Dvir Benedek como Avi Meshulam, o gerente regional da filial. É coproduzido pela Yes e July August Productions.
Assim como a série original e muitos de seus spin-offs, HaMisrad satiriza a vida no escritório, bem como as relações de gênero e étnicas. No caso de HaMisrad, o escritório e o depósito incluem judeus seculares nascidos em Israel, árabes, judeus ortodoxos, imigrantes russos e etíopes.[1]
A primeira temporada foi ao ar de agosto a novembro de 2010. A maioria dos episódios foram baseados na série britânica. As primeiras exibições apresentavam enredos idênticos e alguns dos mesmos diálogos, embora à medida que a temporada avançava, foi se distanciando do original. Uma segunda temporada foi ao ar no final de 2012 e início de 2013.
Produção
O roteirista do programa é Uzi Weill, e o diretor é Eitan Tzur. Ambos são veteranos da televisão israelense, que já haviam escrito e dirigido BeTipul, uma série dramática que também foi adaptada em vários países, incluindo aos Estados Unidos como In Treatment.[2] HaMisrad foi criada com a aprovação dos cocriadores da sitcom original, Ricky Gervais e Stephen Merchant. Gervais, quando questionado sobre a série israelense após seu primeiro anúncio no início de 2009, disse que estava "emocionado" com a ideia.[3]
Por acordo com a BBC, os personagens principais e os três primeiros episódios tinham que corresponder aos da série do Reino Unido. Weill decidiu modelar o programa ainda mais conforme o britânico, porque sentiu que era "uma sátira oficial" que "tinha muito a dizer sobre o mundo e sobre as pessoas". Por outro lado, ele não quis emular a versão estadunidense, que considerava "uma paródia sobre pessoas engraçadas em um lugar engraçado com muitos fatores de bem-estar incluídos". Weill descreveu sua abordagem para adaptar o material como: "Em um escritório inglês ou americano, você guardaria suas opiniões para si, mas aqui, todos os aspectos raciais e religiosos de nossas vidas estão à mostra. Estamos constantemente falando sobre isso. […] Não é baseado em 'o que aconteceria se eu dissesse esta coisa totalmente horrível', porque eu já disse. Em vez disso, é 'o que acontecerá depois que eu disser?'".[2]
Elenco
- Avi Meshulam (Dvir Benedek) – gerente regional (baseado em David Brent).
- Yariv Shauli (Maayan Blum) – assistente do gerente regional (baseado em Gareth Keenan).
- Yossi (Eldad Fribas) – representante de vendas (baseado em Tim Canterbury).
- Dana (Mali Levi) – recepcionista (com base em Dawn Tinsley).
Recepção
Os críticos foram, em geral, muito positivos em relação à primeira temporada de HaMisrad. O escritor Aviad Pohoryles do Maariv chamou o episódio final da temporada de excelente e disse que forneceu uma resposta digna àqueles que criticaram a importação de formatos não israelenses.[4]
Os críticos Udi Hirsch e Inav Schiff do portal Walla! chamaram a série de a melhor coisa na televisão israelense em 2010 e destacaram as atuações de Dvir Benedek e Mali Levi; a ridicularização das visões dos israelenses sobre minorias como árabes, gays e deficientes; e o diálogo, que os críticos escreveram que capturava com precisão os clichês da sociedade israelense, da cultura corporativa e da cultura da internet.[5]
A recepção foi mais mista em relação à segunda temporada. Ami Friedman, do Maariv, escreveu que as situações da temporada eram muito irrealistas e mais dignas de uma animação como South Park, embora tenha elogiado a atuação e o diálogo.[6]
Referências
- ↑ Hancocks, Paula. «Gay Arab pokes at prejudices in Israel's version of 'The Office'». CNN. Consultado em 7 de outubro de 2010. Cópia arquivada em 11 de novembro de 2010
- ↑ a b Brinn, David. «An equal opportunity offender». The Jerusalem Post. Consultado em 5 de novembro de 2010
- ↑ Kupfer, Ruta. «Yossi Brent? 'The Office' to get Israeli version». Ha'aretz. Consultado em 31 de março de 2009
- ↑ פוהורילס, אביעד (12 de novembro de 2010). «הרגו אותנו ברכות: על פרק הסיום של "המשרד"» (em hebraico). Maariv. Consultado em 21 de março de 2021
- ↑ הירש, אודי; שיף, עינב (17 de novembro de 2010). «משרד הפליטה: על סיום העונה של "המשרד"» (em hebraico). Walla. Consultado em 21 de março de 2021
- ↑ Friedman, Ami. «HaMisrad review». Maariv. Consultado em 9 de janeiro de 2013