Castelo de Chevreli
| Castelo de Chevreli | |
|---|---|
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| Informações gerais | |
| Geografia | |
| País | Turquia |
| Cidade | Chevreli, Iussufeli |
| Coordenadas | 🌍 |
![]() Castelo de Chevreli |
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O castelo de Chevreli (em turco: Çevreli kalesi), a antiga fortaleza de Berdagraque (em armênio: Բերդագրակ բերդ, Berdagrak berd), é um castelo arruinado situado na margem esquerda do rio Choruque, próximo da vila de Chevreli (antiga Berdagraque), do distrito de Iussufeli, na província de Artvim, na Turquia. O castelo foi construído na rocha numa colina com vista ao vale do Choruque, abaixo do bairro central da vila de Chevreli e acima do bairro de Meidane. Possui planta oval de cerca de 35 × 30 metros e entrada danificada. No canto nordeste há uma torre circular de 10 metros de altura, além de uma quadrada e três semicirculares. As muralhas, feitas de pedra e argamassa de cal, cercam uma cisterna interna. Apesar dos danos, é um dos maiores da região e está amplamente preservado.
No século XVI, durante as campanhas otomanas contra os territórios georgianos, o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, conduziu em 1536 uma expedição que submeteu várias regiões e abriu caminho para a dominação otomana do vale de Livane; em 1543 o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou temporariamente o vale. Nova ofensiva imperial (1548–1549), dirigida por Cara Amade Paxá, levou, em 7 de outubro de 1549, à rendição de fortalezas como Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu), ocasião em que foi criado o sanjaco de Pertecreque, subordinado a Erzurum. Entre os séculos XVI e XVII, a jurisdição de Pertecreque oscilou entre Erzurum, Chelder e Carse, até permanecer em definitivo sob controle de Chelder. Permaneceu como centro administrativo de Chelder até o século XIX, quando foi dissolvido.
Geografia
O castelo de Chevreli foi construído na rocha numa colina com vista ao vale do rio Choruque, abaixo do bairro central da vila de Chevreli (antiga Berdagraque) e acima do bairro de Meidane. Administrativamente, pertence ao distrito de Iussufeli, na província de Artvim, na Turquia.[1]
História
O castelo, que corresponde à histórica fortaleza de Berdagraque, fez parte do distrito de Arseasfora, da província de Taique, do Reino da Armênia. Entre os séculos IV e VIII, fez parte dos domínios da família Mamicônio,[2] e na segunda metade do século X, passou aos bagrátidas georgianos. A atual estrutura, que não tem inscrição, foi provavelmente construída pelos bagrátidas na Idade Média.[1] Em 1536, sob ordens do sultão Solimão, o Magnífico (r. 1520–1566), o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, realizou uma grande campanha contra os territórios georgianos. Após dois anos de campanha, ele submeteu Mesquécia, as regiões de Mejencerta, Zivim, Caesmane, Carse, o sul de Narmane e Oltu, as porções superiores do vale do Quisca em Tortum e as margens do Choruque, conhecidas como vale de Livane. Pouco tempo depois, em 1543, o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou o vale de Livane.[3]
Quando o sultão Solimão lançou sua campanha contra os safávidas em 1548, encarregou o terceiro grão-vizir, Cara Amade Paxá, de eliminar a ameaça representada pelos nobres georgianos. Após conquistar Tortum em 18 de setembro de 1549, Amade Paxá designou os beilerbeis de Erzurum e Sivas para retomarem o vale de Livane. Em 7 de outubro, as fortalezas da região — Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim (atual Alambaxe) e Nicaque (atual Iocuslu) — foram conquistadas pela segunda e última vez. Durante essa campanha, os castelos se renderam pedindo clemência (amã). Desta vez, foi criado no vale de Livane o sanjaco de Pertecreque, subordinado ao beilerbei de Erzurum.[3]
Em 16 de agosto de 1552, o sanjaco de Pertecreque foi concedido como feudo hereditário (ojacleque) ao nobre georgiano Beca Bei. Posteriormente, Pertecreque foi rebaixado à categoria de subdistrito (anaia) e anexado ao sanjaco de Tortum, do eialete de Erzurum, sendo mencionado como tal em registros de 1574. Em 1632, foi temporariamente anexado ao eialete de Carse como um sanjaco regular, mas logo voltou à jurisdição de Chelder. Embora Pertecreque tenha permanecido como centro administrativo do eialete de Chelder até o século XIX, os registros administrativos otomanos de 1682–1702 indicam que foi criado um segundo centro de sanjaco na região de Quisquim. Os sanjacos de Pertecreque e Quisquim atuaram como administrações separadas até o século XIX, quando o sanjaco de Pertecreque foi dissolvido.[3] O viajante inglês John Newbery (1713–1767) mencionou-o com Betaregue (Bethareg).[2]
Estrutura
O castelo fica muito perto da estrada que leva ao centro da vila e pode ser facilmente acessado porque não há proteção ou obstáculos ao redor. Consiste numa área inclinada de norte a sul e o interior tem uma planta oval medindo aproximadamente 35 por 30,30 metros. A entrada não é visível porque está danificada e bloqueada. A torre circular no canto nordeste é o ponto mais alto do castelo com uma altura de aproximadamente 10 metros. Possui torres de reforço, uma quadrada e três semicirculares. As torres e muralhas são feitas de pedra de entulho ligada com argamassa de cal. Dentro do castelo há uma cisterna construída para armazenar água. É um dos maiores castelos da região e, embora danificado, sobreviveu até hoje em grande parte.[1]
Referências
- ↑ a b c Artvinli 2013, p. 137-138.
- ↑ a b Hakobyan, Melik-Baxšyan & Barsełyan 1988–2001, p. 662.
- ↑ a b c Derimel 2019.
Bibliografia
- Artvinli, Taner (2013). Yusufeli Külliyâtı. 1. Istambul: Yusufeli Belediyesi Yayınları. ISBN 978-605-86248-1-8
- Derimel, Muammer (2019). República da Turquia, Governo do Distrito de Iussufeli (T.C. Yusufeli Kaymakamlıǧı), ed. «İlçemiz Tarihçesi». Consultado em 9 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 26 de abril de 2023
- Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Բերդագրակ». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 3. Erevã: Yerevan State University Publishing House

