Castelo de Alambaxe

Castelo de Alambaxe
Informações gerais
Estilo dominantegeorgiano
Geografia
PaísTurquia
CidadeAlambaxe, Iussufeli
Coordenadas🌍
Castelo de Alambaxe está localizado em: Turquia
Castelo de Alambaxe
Localização do Castelo de Alambaxe na Turquia

O castelo de Alambaxe (em turco: Alanbaşı Kalesi), antigo castelo de Quisquim (em armênio: Կիսկիմ բերդ; romaniz.: Kiskim berd), é uma fortaleza em ruínas situada a cerca de 800 metros da vila de Alambaxe, no distrito de Iussufeli, província de Artvim, na Turquia. Localiza-se no topo do monte Megali, a aproximadamente 1 661 metros de altitude, numa posição de difícil acesso e sem estradas próximas. Suas dimensões reduzidas e a localização estratégica sugerem que pode ter funcionado como torre de sinalização. Do local é possível observar a estrada de Ispir que atravessa o desfiladeiro do Choruque em direção a Tao, bem como as passagens de Barcal e da cordilheira de Mursjite que levam a Tortum e Arseasfora, demonstrando seu valor de vigilância regional.

No século XVI, durante as campanhas otomanas contra os territórios georgianos, o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, conduziu em 1536 uma expedição que submeteu várias regiões e abriu caminho para a dominação otomana do vale de Livane; em 1543 o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou temporariamente o vale. Nova ofensiva imperial (1548–1549), dirigida por Cara Amade Paxá, levou, em 7 de outubro de 1549, à rendição de fortalezas como Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu), ocasião em que foi criado o sanjaco de Pertecreque, subordinado a Erzurum. Entre os séculos XVI e XVII, a jurisdição de Pertecreque oscilou entre Erzurum, Chelder e Carse, até permanecer em definitivo sob controle de Chelder. Permaneceu como centro administrativo de Chelder até o século XIX, quando foi dissolvido.

História

O castelo está localizado a cerca de 800 metros da vila de Alambaxe (antiga Quisquim),[1] no distrito de Iussufeli, na província de Artvim. A fortaleza não é mencionada em nenhuma fonte escrita conhecida.[2] Está no topo do monte Megali, a 1 661 metros acima do nível do mar.[3] Seu acesso é extremamente difícil e não há estradas nas proximidades. Apresenta dimensões reduzidas e estruturas que, embora adequadas à fortificação e à permanência por certo tempo, sugerem uma função mais específica. Suas características e a ampla visibilidade que o local proporciona indicam que pode ter servido como torre de sinalização. A partir dela, é possível controlar visualmente a estrada de Ispir, que atravessa o desfiladeiro do Choruque em direção a Tao, bem como todo o curso do desfiladeiro ao norte, a região de Barcal e as passagens da cordilheira de Mursjite que conduzem a Tortum e Arseasfora, a leste.[4]

Em 1536, sob ordens do sultão Solimão, o Magnífico (r. 1520–1566), o beilerbei de Erzurum, Maomé Cã, realizou uma grande campanha contra os territórios georgianos. Após dois anos de campanha, ele submeteu Mesquécia, as regiões de Mejencerta, Zivim, Caesmane, Carse, o sul de Narmane e Oltu, as porções superiores do vale do Quisca em Tortum e as margens do Choruque, conhecidas como vale de Livane. Pouco tempo depois, em 1543, o rei de Imerícia, Pancrácio III (r. 1510–1565), reconquistou o vale de Livane. Quando o sultão Solimão lançou sua campanha contra os safávidas em 1548, encarregou o terceiro grão-vizir, Cara Amade Paxá, de eliminar a ameaça representada pelos nobres georgianos. Após conquistar Tortum em 18 de setembro de 1549, Amade Paxá designou os beilerbeis de Erzurum e Sivas para retomarem o vale de Livane. Em 7 de outubro, as fortalezas da região — Berdagraque (atual Chevreli), Quisquim e Nicaque (atual Iocuslu) — foram conquistadas pela segunda e última vez. Durante essa campanha, os castelos se renderam pedindo clemência (amã). Desta vez, foi criado no vale de Livane o sanjaco de Pertecreque, subordinado ao beilerbei de Erzurum.[5]

Em 16 de agosto de 1552, o sanjaco de Pertecreque foi concedido como feudo hereditário (ojacleque) ao nobre georgiano Beca Bei. Posteriormente, Pertecreque foi rebaixado à categoria de subdistrito (anaia) e anexado ao sanjaco de Tortum, do eialete de Erzurum, sendo mencionado como tal em registros de 1574. Em 1632, foi temporariamente anexado ao eialete de Carse como um sanjaco regular, mas logo voltou à jurisdição de Chelder. Embora Pertecreque tenha permanecido como centro administrativo do eialete de Chelder até o século XIX, os registros administrativos otomanos de 1682–1702 indicam que foi criado um segundo centro de sanjaco na região de Quisquim. Os sanjacos de Pertecreque e Quisquim atuaram como administrações separadas até o século XIX, quando o sanjaco de Pertecreque foi dissolvido.[5]

Características

A fortaleza, de proporções modestas, foi edificada em dois terraços. Suas muralhas atingem até cinco metros de altura.[2] No terraço inferior, além dos vestígios da muralha e de construções, encontra-se um amplo reservatório de água, assentado diretamente sobre a imponente colina rochosa que sustenta o segundo terraço, acessível pelo noroeste. O reservatório, de planta retangular, mede internamente 3,50 por 2,20 metros. Tanto as muralhas da fortaleza quanto o reservatório foram construídos com pedra britada unida por argamassa de cal. A espessura das muralhas varia entre 0,60 e 0,70 metro, enquanto as paredes preservadas do reservatório alcançam 1,3 metro de altura. Seu interior é revestido com argamassa de cal hidráulica, e várias camadas de reboco são ainda visíveis, atestando reformas periódicas e uso prolongado. Na parte inferior da parede leste há um orifício retangular, medindo 0,15 por 0,20 metro e com 0,80 metro de profundidade, provavelmente destinado à drenagem da água do tanque.[4]

Referências

Bibliografia

  • Hakobyan, Tadevos X.; Melik-Baxšyan, Stepan T.; Barsełyan, Hovhannes X. (1988–2001). «Կիսկիմ». Hayastani ev harakitsʻ šrjanneri tełanunneri baṛaran [Հայաստանի և հարակից շրջանների տեղանունների բառարան] [Dicionário de Toponímia da Armênia e Territórios Adjacentes]. 3. Erevã: Yerevan State University Publishing House 
  • Pagava, Mamia; Tsintsadze, Meri; Baramidze, Maia; Choχaradze, Malχaz; Šiošvili, Tina; Xalvaši, Ramaz; Mgeladze, Nugzar; Šahikadze, Zaza; Xalvaši, Merab; Chχvimiani, Jimšer; Karalidze, Jemal (2020). ტაო [Tao] (PDF). Batumi: Meridiani. ISBN 978-9941-25-828-2