Terminal Princesa Isabel
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| Uso atual | Terminal de ônibus urbano |
| Proprietário | SPTrans |
| Administração | SP Terminais Noroeste (desde 2022) |
| Linhas | 16 |
| Plataformas | 9 |
| Área | 10.603 m²[1] |
| Movimento | 7 mil/dia[1] |
| Serviços | |
| Informações históricas | |
| Inauguração | 12 de maio de 1997 (28 anos)[nota 1] |
| Projeto arquitetônico | João Toscano |
| Localização | |
| Endereço | Alameda Glete, 433 - Campos Elíseos[3] |
| Município | São Paulo |
| País | Brasil |
O Terminal Princesa Isabel é uma estação de ônibus urbano localizada no bairro do Campos Elíseos, no distrito da Santa Cecília, região centro-oeste da cidade de São Paulo. Seu nome deriva da praça homônima vizinha ao terminal.
Inaugurado em 12 de maio de 1997 pelo então prefeito Celso Pitta, o equipamento teve sua construção iniciada no ano anterior durante a gestão de Paulo Maluf. Seu projeto integrou o "Programa de Corredores e Terminais de Integração para a Cidade de São Paulo" iniciado após a criação da SPTrans em 1995. A estação teve seu design concebido pelo arquiteto João Toscano, pioneiro na utilização do aço no Brasil. Sua estrutura metálica abriga nove plataformas, sendo a estação da SPTrans com mais plataformas, embora sua área compreenda apenas um pouco mais de 10 mil metros quadrados.
Foi o único terminal que atendia todas as regiões da cidade até 2013, quando a última linha da Área 4 - Vermelha (Leste 2) que saía do local foi desativada.[4] Atualmente o equipamento atende cerca de 7 mil pessoas através de 16 linhas.
Histórico
Originalmente, a região da Praça Princesa Isabel já servia de ponto inicial e final de algumas linhas urbanas desde 1967 quando o então prefeito Faria Lima autorizou o uso público de duas quadras entre a Alameda Glete e a Rua General Rondon para ampliação da praça e a instalação de abrigos de pontos de ônibus (através da lei municipal n° 7.019/1967).[2]
Em 1995, após a fundação da SPTrans, foi criado um plano de reestruturação do transporte público por ônibus no município, que incluía a construção de novos terminais de ônibus e de corredores exclusivos. A criação do Terminal Princesa Isabel foi semelhante a de outras estações como os terminais Bandeira, Parque Dom Pedro II e Penha, onde foram aproveitados espaços públicos que já abrigavam muitas paradas de ônibus para a construção desses equipamentos.[2] Na época de seu projeto, o então corredor Inajar de Souza (que sairia do novo Terminal Cachoeirinha na zona norte) estava em obras na Avenida Rio Branco (logradouro que passa pela Praça Princesa Isabel).[2]
A construção do terminal foi iniciada em 29 de junho de 1996 na gestão de Paulo Maluf.[5] Contudo, dias depois do início das obras, o CONDEPHAAT e o CONPRESP, órgãos responsáveis por tombamentos de locais históricos de São Paulo, criticaram o empreendimento alegando que a prefeitura não tinha autorização para iniciar os trabalhos uma vez que o local é vizinho do Palácio dos Campos Elíseos, que é tombado por ambas as instituições.[5] Na época, a SPTrans alegou que não havia necessidade para solicitar uma "autorização" pois o local já era utilizado a tempos como ponto final de linhas urbanas e que apenas estava fazendo uma revitalização para maior comodidade dos passageiros.[5] O imbróglio contribuiu para o atraso das obras, originalmente previstas para serem concluídas no segundo sementre de 1996.[6]
Sua abertura só viria a ocorrer em 12 de maio de 1997, com o terminal sendo entregue na gestão do prefeito Celso Pitta (apoiado por Maluf na sucessão da prefeitura nas eleições municipais de 1996).[7] O equipamento apresenta projeto do arquiteto João Toscano,[8] consistindo em duas coberturas metálicas que abrigam quatro plataformas cada, separadas por um jardim pré-existente com uma plataforma extra, reunidas em uma área de um pouco mais de 10 mil metros quadrados.[2][1]
O terminal era o única estação da SPTrans que atendia todas as regiões da cidade até 2013, quando a antiga linha 309T/10 que ligava o equipamento até o bairro Cidade Tiradentes, pertecente à Área 4 - Vermelha, foi encurtada até o Parque Dom Pedro II (originando a atual 4210/10 Term. Cidade Tiradentes - Term. Pq. Dom Pedro II).[4] Posteriormente também foram desativadas linhas que ligavam o terminal até a Área 3 - Amarela. Nos dias atuais, o Princesa Isabel serve principalmente as regiões noroeste, oeste, sudoeste e regiões do centro expandido.
Em 2022, o Terminal Princesa Isabel foi entregue à iniciativa privada e passou a ser administrado pelo consórcio SP Terminais Noroeste da Socicam, que realizou obras de requalificação do local finalizadas em outubro de 2024.[9] Segundo dados da prefeitura em 2018, quando foi publicado o edital para a sua privatização, estimava-se que o equipamento atendia cerca de 7 mil pessoas diariamente.[1]
Galeria
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Interior do Terminal Princesa Isabel visto da plataforma 5. -
Vista da saída de ônibus do Terminal Princesa Isabel a partir da Avenida Rio Branco. -
Vista da saída de ônibus do terminal antes da reforma. -
Placa de inauguração original do terminal localizada na entrada para ônibus na Rua Guaianases.
Notas e referências
Notas
Referências
- ↑ a b c d «Prefeitura publica edital de concessão do Terminal de Ônibus Princesa Isabel». Portal da Prefeitura. 23 de abril de 2018
- ↑ a b c d e FERRI, Denis (2018). «O Terminal de Ônibus Urbano e a Estrutura da Cidade: Análise da formação tipológica dos terminais e seu papel na estruturação da cidade de São Paulo» (PDF). 217 pp. Consultado em 17 de dezembro de 2023
- ↑ «Ficha técnica do Terminal Princesa Isabel no site da SPTrans». SPTrans
- ↑ a b «SPTrans promove mudanças em linhas da zona leste». Via Trólebus. 22 de outubro de 2013
- ↑ a b c «Maluf inicia obra sem autorização». Folha de São Paulo. 13 de julho de 1996
- ↑ «Maluf vai deixar de entregar 2 terminais». Folha de São Paulo. 24 de setembro de 1996
- ↑ «Terminal Princesa Isabel é reinaugurado em São Paulo». Agência Folha - Cotidiano. 12 de maio de 1997
- ↑ «João Walter Toscano e Odiléia H. S. Toscano: Terminal da praça Princesa Isabel, São Paulo». Revista Projeto. 16 de maio de 2023
- ↑ «Terminais Princesa Isabel e Casa Verde têm obras entregues na capital paulista». Diário do Transporte. 21 de outubro de 2024
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