Instituto de Administração Penitenciária do Amapá

O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN) é a autarquia responsável pela execução da política penitenciária do estado do Amapá. Vinculado à Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), o IAPEN possui personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, e atua na gestão das unidades prisionais, na custódia de presos provisórios e condenados, e na implementação de programas de ressocialização, educação e trabalho dentro do sistema prisional.[1]

Histórico

A origem do sistema penitenciário amapaense remonta a práticas rudimentares de custódia ainda durante o período colonial, quando estruturas como a Fortaleza de São José de Macapá serviam, entre outras funções, como espaços de contenção e punição. Com a criação do Território Federal do Amapá em 1943, começaram a surgir estruturas mais formais de detenção, ainda que precárias e improvisadas. Nas décadas seguintes, a ausência de uma política penitenciária estruturada levou à necessidade de criar um órgão técnico específico para a administração das unidades prisionais.[1]

O marco institucional mais importante ocorreu em 2001, com a promulgação da Lei Estadual nº 609, de 6 de julho, que transformou o antigo Complexo Penitenciário do Estado em uma autarquia estadual: o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá – IAPEN. Essa lei consolidou o órgão como entidade dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, responsável pela execução das penas privativas de liberdade e das medidas restritivas de direito. No ano seguinte, a Lei Estadual nº 692, de 11 de junho de 2002, regulamentou a atuação do IAPEN, definindo suas atribuições legais no que se refere à custódia, ao encarceramento e à limitação cautelar de prisão civil.[1]

Com o passar dos anos, o IAPEN passou por diversas transformações administrativas e estruturais. Em seus primeiros anos de funcionamento, a instituição atuava de forma reativa, sem planejamento estratégico consolidado e com carência de recursos humanos e infraestrutura adequada. Esse cenário começou a se modificar gradativamente a partir da década de 2010, com a criação de planos de reestruturação, modernização e capacitação de servidores. [1][2]

A estrutura física do IAPEN compreende um complexo penitenciário localizado em Macapá, composto por unidades masculinas, femininas, pavilhões de segurança máxima, alas de reclusão provisória e áreas destinadas a trabalho e educação dos internos. A autarquia também administra centros de custódia em municípios do interior e unidades de regime semiaberto, além da Central de Monitoramento Eletrônico, responsável pelo controle de tornozeleiras de presos sob medidas cautelares. O órgão dispõe ainda de setores técnicos como o Núcleo de Engenharia e Arquitetura (NAE), responsável pela manutenção e melhoria das estruturas físicas, e o Núcleo de Inteligência Prisional, que atua na prevenção de ações criminosas e fugas.[1][3]

Complexo penitenciário

O Complexo Penitenciário do IAPEN em Macapá tem uma área é de aproximadamente 400.000 m², onde foram edificadas quatro unidades prisionais: [1][4]

  • Penitenciária de Segurança Máxima
  • Colônia Penal (Anexo)
  • Penitenciária Masculina / Centro de Custódia (Cadeião)
  • Penitenciária Feminina (COPEF)

Há ainda outras três unidades nos bairros Novo Horizonte e Zerão, em Macapá, e no município de Oiapoque.[1]

Referências

  1. a b c d e f g IAPEN. «História e Missão». Consultado em 26 de outubro de 2025 
  2. Ministério da Justiça e Segurança Pública (2024). «MINUTA PLANO ESTADUAL DE TRABALHO NO SISTEMA PENAL (Vigência 2024-2026)» (PDF). Consultado em 26 de outubro de 2025 
  3. Ministério da Justiça e Segurança Pública (2024). «MINUTA PLANO ESTADUAL DE TRABALHO NO SISTEMA PENAL (Vigência 2024-2026)» (PDF). Consultado em 26 de outubro de 2025 
  4. «SENAPPEN realiza mutirão de classificação no Sistema Prisional do Amapá no Projeto de Individualização da Pena». Secretaria Nacional de Políticas Penais. Consultado em 26 de outubro de 2025