Genesis (Star Trek: The Next Generation)

"Genesis"
19.º episódio da 7.ª temporada de
Star Trek: The Next Generation
Barclay transformado em uma aranha
Informação geral
DireçãoGates McFadden
Escrito porBrannon Braga
MúsicaDennis McCarthy
CinematografiaJonathan West
EdiçãoDaryl Baskin
Exibição original21 de março de 1994 (1994-03-21)
Duração45 minutos
Convidados
Cronologia
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"Journey's End"
Star Trek: The Next Generation (7.ª temporada)
Lista de episódios

"Genesis" é o décimo nono episódio da sétima temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 171º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 21 de março de 1994. Foi escrito por Brannon Braga e dirigido por Gates McFadden. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, uma estranha doença se espalha pela tripulação e faz todos os seres infectados involuírem para formas de vida primitivas, como aranhas e anfíbios.

Braga criou o conceito de "Genesis" durante a quarta temporada porque tinha o desejo de abordar genes latentes, porém a ideia foi barrada de ser produzida até que uma explicação científica plausível fosse elaborada. Este foi o único episódio de The Next Generation dirigido por McFadden, intérprete da doutora Beverly Crusher, que usou seu passado como coreógrafa e diretora de movimento para desenvolver a linguagem corporal dos personagens. A história exigiu um enorme esforço da equipe de maquiagem do supervisor Michael Westmore para a criação das diferentes formas involuídas dos personagens.

"Genesis" teve o pior número de audiência de toda a sétima temporada da série, empatando com os episódios "Bloodlines" e "Emergence". A recepção da crítica especializada foi bastante negativa, achando que faltava profundidade ao enredo, que o conceito da involução era ruim e nada científico e que o final era muito abrupto e anticlimático. Por outro lado, o episódio foi bem recebido pelos membros da equipe de produção. "Genesis" foi indicado a três Prêmios Emmy do Primetime, vencendo em Melhor Mixagem de Som; também recebeu uma indicação ao Cinema Audio Society Awards na mesma categoria.

Enredo

O capitão Jean-Luc Picard e o tenente-comandante Data deixam a USS Enterprise à procura de um torpedo fotônico que saiu de curso. O tenente Reginald Barclay é diagnosticado com um resfriado e a doutora Beverly Crusher injeta células T sintéticas em seu organismo para ativar genes dormentes de imunidade. Pouco depois, outros tripulantes começam a ter sintomas estranhos: a conselheira Deanna Troi fica com bastante frio e sede, o comandante William Riker tem problemas de concentração, Barclay fica agitado e energético e o tenente Worf fica com calor e agressivo. Worf acaba mordendo Troi na bochecha e ambos são levados para a enfermaria, porém Worf cospe veneno ácido no rosto de Crusher depois de um saco de veneno ter crescido no seu pescoço. Worf foge e Crusher é colocada em estase.[1]

Picard e Data retornam três dias depois e descobrem que a Enterprise está à deriva e sem energia. Eles ouvem estranhos sons animalescos por toda a nave e encontram um tripulante morto em um ataque selvagem. Os dois descobrem que a maioria dos tripulantes involuiu: Troi virou uma anfíbia, Riker um australopitecíneo e Barclay um aracnídeo. Data conclui que as células T sintéticas invadiram os códigos genéticos dos tripulantes e ativaram randomicamente seus intrões, fazendo-os involuírem. Picard também é infectado e começa a sentir medo e ansiedade excessivos. Os dois encontram Spot, a gata de Data, que se transformou em uma iguana, porém seus filhotes recém nascidos estão normais. Eles então procuram a enfermeira Alyssa Ogawa, que também estava grávida, teorizando que anticorpos em líquido amniótico podem impedir a infecção.[1]

Data começa a trabalhar em uma cura. Eles são interrompidos por Worf, que involuiu para um predador agressivo e está atrás de Troi, que foi levada para a enfermaria. Data cria um spray de feromônios a partir das secreções das glândulas de Troi e Picard escapa para tentar distrair Worf para longe. A perseguição vai parar em um tubo Jefferies e Picard arranca um cabo de energia para eletrocutar Worf. Data consegue formular um retrovírus e o lança no sistema de ventilação da nave, com todos os tripulantes voltando ao normal. Crusher determina que uma anomalia na injeção de células T fez os genes de Barclay entrarem em mutação, nomeando a condição de "síndrome protomórfica de Barclay".[1]

Produção

Roteiro

"Genesis" foi escrito por Brannon Braga

O roteirista Brannon Braga concebeu a ideia do que se tornaria "Genesis" porque queria escrever "algo com genes latentes em estados alterados", porém ao mesmo tempo sabia que precisava ser um enredo "crível e maluco", o que por sua vez levou ao conceito das criaturas involuídas.[2] Braga propôs a ideia pela primeira vez durante a quarta temporada, porém o produtor executivo Rick Berman barrou sua produção até que uma explicação científica plausível pudesse ser elaborada. O consultor científico André Bormanis comentou sobre a existência de intrões, materiais genéticos dormentes,[3] assim Braga escolheu usá-los como explicação. A ideia de que os intrões fossem materiais genéticos de outras espécies foi inserida porque cientistas não conhecem seu verdadeiro propósito.[4]

O esboço original de Braga tinha toda a tripulação se transformando no tenente Reginald Barclay, algo que o roteirista achou que seria "muito divertido". Entretanto, o produtor executivo Michael Piller não gostou dessa ideia por considerá-la um tanto exagerada, algo que o próprio Braga posteriormente concordou, assim o roteiro foi alterado.[5] Segundo o roteirista, ele escolheu transformar Barclay em um aracnídeo por achar que seria divertido e também porque "não consigo imaginar algo mais horrível para se tornar. Simplesmente pareceu natural já que ele é o tipo de cara inquieto e esguio, talvez ele tivesse mais ancestrais aracnídeos do que os outros".[2] Braga colaborou com o supervisor de maquiagem Michael Westmore na criação da história, entregando seu roteiro com duas semanas de antecedência para dar mais tempo para a quipe de maquiagem trabalhar.[3]

Filmagens

"Genesis" foi dirigido por Gates McFadden

A produtora executiva Jeri Taylor afirmou que "Sabíamos que este episódio ascenderia ou cairia na base da maquiagem".[2] Uma enorme quantidade de pesquisa e desenho foi necessária, com Braga tendo enviado de referência para a equipe de Westmore fotos de detalhes fisiológicos de um livro de natureza. Os escultores Michael Key, John Blake e Michael Smithson lidaram com todo o trabalho extra necessário, com este último inclusive tendo trabalhado durante a pausa de final de ano na criação da criatura do tenente Worf e na forma aranha de Barclay. Todos os atores usaram suas próprias maquiagens involuídas, com exceção de Worf, que foi interpretado pelo dublê Rusty McLennon em vez do ator Michael Dorn.[3]

"Genesis" foi o único episódio de Star Trek: The Next Generation dirigido pela atriz Gates McFadden, a intérprete da doutora Beverly Crusher.[6] Ela recebeu a oportunidade de dirigir após passar vários dias observando os trabalhos de outros diretores da série.[2] McFadden visitou um zoológico para pesquisar as transformações de cada tripulante, também usando seu passado como coreógrafa e diretora de movimento na The Jim Henson Company para desenvolver a linguagem corporal personagens.[6] Ela descreveu o episódio como "bem diferente do Star Trek normal", comentando que "Era bem assustador e começa com bastante comédia e de repente fica bastante sombrio".[5] O Sismo de Northridge de 1994 ocorreu em janeiro durante as filmagens de "Genesis" e forçou a produção a ser paralisada por dois dias, porém os únicos danos aos estúdios e cenários da série foram um tubo Jefferies encharcado pelo acionamento de um chuveiro automático e algumas decorações dos aposentos dos oficiais derrubadas.[3]

McFadden afirmou que vários de seus planos favoritos foram cortados do episódio, ficando apenas na edição da diretora. Dentre esses estava o retorno da nave auxiliar para a USS Enterprise, que foi filmado em um movimento coreografado com uma steadicam dentro do cenário do hangar com iluminação escura, porém a única parte deixada no episódio foi o final que McFadden não tinha a intenção de usar, quando o hangar é mostrado bem iluminado. Outro elemento cortado foram os vários excrementos deixados pelas criaturas involuídas, bem como um diálogo entre o capitão Jean-Luc Picard e o tenente-comandante Data falando a esse respeito.[7] A cena em que a conselheira Deanna Troi entra em uma banheira totalmente vestida e com a atriz Marina Sirtis usando uma maquiagem à prova d'água também foi cortada. A intenção original era que o "Barclay aranha" assustasse Picard aparecendo caindo do teto, com o ator Dwight Schultz concordando em fazer a cena sem um dublê, mas isto foi abandonado por questões de tempo.[3]

Efeitos

"Genesis" foi o último episódio do supervisor de efeitos visuais Ronald B. Moore em The Next Generation antes de sair para ir trabalhar no filme Star Trek Generations. A cena em que a nave auxiliar aproxima-se da Enterprise sem energia necessitou pela primeira vez da criação de um novo plano de uma nave auxiliar voando pelo espaço. A demonstração do torpedo no início do episódio reutilizou várias cenas de asteroides que a série tinha em arquivo, porém com a adição de uma nova cena de um asteroide de espuma explodindo que foi filmada usando uma câmera de alta velocidade. Esta imagem foi incrementada com explosões inflamáveis à pedido do produtor de efeitos visuais Dan Curry, que reconheceu que eram cientificamente ilógicas, mas visualmente satisfatórias. Essas explosões eram imagens recicladas da série Buck Rogers in the 25th Century.[8]

A eletrocussão do Worf involuído no tubo Jefferies foi erroneamente filmada com a luz do choque vindo de cima sem que ninguém na equipe percebesse que deveria vir debaixo. A correção foi feita digitalmente, com a animação de arco sendo feita pelos animadores Peter Koczera e Joannie Jacobs baseados em uma filmagem de uma bobina de Tesla feita pelo coordenador de efeitos visuais Joe Bauer no Observatório Griffith; esta animação foi posteriormente incorporada à cena pelo compositor de efeitos visuais Adam Howard. A primeira versão do spray de veneno que Worf lança contra o rosto de Crusher foi considerada inutilizável por Berman, assim o coordenador de efeitos visuais Edward L. Williams pegou o efeito de um raio trator, o esticou e o tingiu de verde com algumas gotículas de humidade; Williams demorou algumas horas para criar esse novo efeito.[8]

Os sons da Troi anfíbia foram criados combinando de sons humanos e de guelras, enquanto um especialista em monstros fez os rosnados de Worf. Os atores gravaram algumas faixas fazendo os sons de seus personagens involuídos, porém nenhuma dessas gravações foram consideradas utilizáveis; segundo a produtora de pós-produção Wendy Neuss, isto se deu porque "havia risos prolongados demais". O som da iguana que a gata Spot se transforma era o "ronronado reptiliano" de um lagarto-monitor.[9]

Repercussão

Audiência

"Genesis" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana que começou em 21 de março de 1994.[10] Registrou um índice Nielsen de 11,3, refletindo a porcentagem de residências que assistiram ao episódio na estreia. Foi o terceiro programa transmitido por redifusão mais assistido no período, porém seus números acabaram representando a pior audiência de toda a sétima temporada junto com os episódios "Bloodlines" e "Emergence", que foram exibidos um mês depois.[11]

Crítica

Keith R. A. DeCandido da Reactor disse que "Chamar este roteiro de mais burro que uma caixa de martelos é uma injustiça terrível para todas as ferramentas de construção que vêm em caixas por aí", criticando o conceito de involução apresentado na história como uma completa ficção em vez de ficção científica. Por outro lado, ele gostou da direção de McFadden, elogiando suas escolhas de iluminação e movimentos de câmera, definindo seu trabalho como "superlativo".[12] Zack Handlen da The A.V. Club achou que "Genesis" era um episódio "estúpido" e "muito bobo e irritantemente preguiçoso". Ele considerou que o vírus era "idiota" e que não havia profundidade na história, criticando bastante a explicação de que tudo ocorreu porque "Barclay tem genes estranhos". Seu único ponto positivo foi a divisão na história entre começo da infecção e resultado final.[13]

Jamahl Epsicokhan da Jammer's Reviews afirmou que o episódio tinha uma história ruim e uma execução ruim, criticando o conceito da involução como "tolo" e implausível. Ele também criticou a resolução da história, comentando que o problema foi resolvido com uma "poção mágica que só dá vontade de lavar as mãos depois de todo o episódio, já que claramente os roteiristas estavam felizes em fazer o mesmo".[14] Salvador Nogueira da Trek Brasilis achou que a ideia por trás de "Genesis" era "fascinante", porém achou que a execução não fazia jus à ideia, dizendo que "deixa muito a desejar, sem dar destaque ou profundidade a qualquer dos personagens principais ou secundários". Ele achou que faltava sofisticação para o enredo e que o desfecho era "totalmente anticlimático", tendo sido alcançado apenas por "ações óbvias" de Picard e Data.[15]

McFadden afirmou que "Eu amo o episódio", comentando positivamente como era diferente e mais assustador do que outros episódios de The Next Generation,[6] além de elogiar o trabalho da equipe de maquiagem como "extraordinário".[4] Braga definiu o episódio como "ideias malucas que deram errado", porém defendeu o resultado final e elogiou a direção de McFadden,[6] também afirmando que o conceito da involução era uma "boa e divertida peça de ficção científica".[4] O roteirista Ronald D. Moore achou que o enredo de "todo mundo na nave começa a se tornar animais" estava no "espírito" de Star Trek: The Original Series, elogiando o roteiro de Braga e a atuação de Schultz.[7]

Prêmios

"Genesis" foi indicado a três Prêmios Emmy do Primetime, vencendo um. Alan Bernard, Chris Haire, Richard L. Morrison e Doug Davey venceram na categoria de Melhor Mixagem de Som para uma Série Dramática,[16] enquanto Mace Matiosian, Ruth Adelman, Miguel Rivera, Masanobu Tomita, Guy Tsujimoto, Jeff Gersh, Sound Editor; Gerry Sackman, Jerry Trent e Audrey Trent foram indicados em Melhor Edição de Som para uma Série[17] e Michael Westmore, June Westmore, Gilbert A. Mosko, Debbie Zoller, Tina Hoffman, David Quashnick, Mike Smithson, Hank Edds, Kevin Haney e Michael Key foram indicados em Melhor Maquiagem para uma Série.[18] Bernard, Haire, Morrison e Davey também receberam uma indicação ao Cinema Audio Society Awards na categoria Melhor Realização em Mixagem de Som para uma Série de Televisão por este episódio.[19]

Mídia caseira

"Genesis" foi lançado em LaserDisc no Japão em 9 de outubro de 1998 como parte da coleção da segunda metade da sétima temporada,[20] enquanto nos Estados Unidos foi lançado no mesmo formato em 25 de maio de 1999 junto com o episódio "Journey's End".[21] Foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 31 de dezembro de 2002 como parte da coleção da sétima temporada.[22] Foi remasterizado e lançado em Blu-ray nos Estados Unidos em 2 de dezembro de 2014 na coleção da sétima temporada.[23]

Referências

  1. a b c «Genesis». Star Trek. Consultado em 2 de janeiro de 2026. Arquivado do original em 27 de julho de 2021 
  2. a b c d Gross & Altman 1995, p. 301.
  3. a b c d e Nemecek 2003, p. 288.
  4. a b c Block & Erdmann 2012, p. 344.
  5. a b Gross & Altman 1995, p. 300.
  6. a b c d Block & Erdmann 2012, p. 343.
  7. a b Gross & Altman 1995, pp. 300–301.
  8. a b Nemecek 2003, p. 289.
  9. Nemecek 2003, pp. 288–289.
  10. Nemecek 2003, p. 287.
  11. «Star Trek: The Next Generation Nielsen Ratings - Season 7». TrekNation. Consultado em 13 de setembro de 2025. Arquivado do original em 5 de outubro de 2000 
  12. DeCandido, Keith R. A. (12 de março de 2013). «Star Trek: The Next Generation Rewatch: "Genesis"». Reactor. Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  13. Handlen, Zack (17 de novembro de 2011). «Star Trek: The Next Generation: "Genesis"/"Journey's End"». The A.V. Club. Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  14. Epsicokhan, Jamahl. «Genesis». Jammer's Reviews. Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  15. Nogueira, Salvador (31 de março de 2024). «TNG 7×19: Genesis». Trek Brasilis. Consultado em 2 de janeiro de 2026 
  16. «Outstanding Individual Achievement In Sound Mixing For A Drama Series 1994 - Nominees & Winners». Academia de Artes & Ciências Televisivas. Consultado em 22 de novembro de 2025 
  17. «Outstanding Individual Achievement In Sound Editing For A Series 1994 - Nominees & Winners». Academia de Artes & Ciências Televisivas. Consultado em 22 de novembro de 2025 
  18. «Outstanding Individual Achievement In Makeup For A Series 1994 - Nominees & Winners». Academia de Artes & Ciências Televisivas. Consultado em 22 de novembro de 2025 
  19. «The Cinema Audio Society's 31st Annual Awards Banquet 1995» (PDF). Cinema Audio Society. 25 de fevereiro de 1995. p. 16. Consultado em 22 de novembro de 2025 
  20. «Star Trek Next Generation: Log.14: Seventh Season Part.2 (1994) [PILF-2438]». LaserDisc Database. Consultado em 23 de novembro de 2025 
  21. «Star Trek Next Generation #171/172: Genesis/Journey's End [LV 40270-271]». LaserDisc Database. Consultado em 31 de dezembro de 2025 
  22. Ordway, Holly E. (27 de dezembro de 2002). «Star Trek the Next Generation - Season 7». DVD Talk. Consultado em 13 de setembro de 2025 
  23. Miller III, Randy (10 de dezembro de 2014). «Star Trek: The Next Generation - Season Seven». DVD Talk. Consultado em 13 de setembro de 2025 

Bibliografia

  • Block, Paula; Erdmann, Terry (2012). Star Trek: The Next Generation 365. Nova Iorque: Abrams. ISBN 978-1-4197-0429-1 
  • Gross, Edward; Altman, Mark A. (1995). Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. Boston & Nova Iorque: Little Brown & Co. ISBN 978-0-3163-2957-6 
  • Nemecek, Larry (2003). Star Trek: The Next Generation Companion 3ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 0-7434-5798-6 

Ligações externas