College (30 Rock)

"College"
8.º episódio da 5.ª temporada de 30 Rock
Informação geral
DireçãoDon Scardino
Escrito por
  • Josh Siegal
  • Dylan Morgan
Canções"Aqualung" por Scott Adsit e Alec Baldwin
CinematografiaMatthew Clark
EdiçãoKen Eluto, A.C.E.
Cód. de produção508
Exibição original18 de Novembro de 2010
Convidados
  • Daniel Sunjata como Chris
  • Samrat Chakrabarti como Ramesh
  • Raymond McNally como Tony
Episódios da 5.ª temporada
30 Rock (5.ª temporada)
Lista de episódios

"College" é o oitavo episódio da quinta temporada da série de televisão de comédia de situação norte-americana 30 Rock, e o 88.° da série em geral. Foi realizado por Don Scardino, que também assumia a função de produtor, e teve o seu enredo escrito pela dupla Josh Siegal e Dylan Morgan, que era responsável pela co-produção da temporada. A sua transmissão original nos Estados Unidos ocorreu através da rede de televisão National Broadcasting Company (NBC) na noite de 18 de Novembro de 2010. Diversos atores fizeram uma participação especial no episódio, incluindo Daniel Sunjata, Samrat Chakrabarti, e Raymond McNally.

No episódio, Liz Lemon (interpretada por Tina Fey) participa de um jogo organizado pela equipa do TGS with Tracy Jordan. Após ganhar o prémio, ela decide partilhá-lo de modo a cair nas boas graças deles, mas isto acaba por lhe sair pela culatra. Entretanto, os argumentistas do TGS descobrem que o executivo Jack Donaghy (Alec Baldwin) é a voz de um dicionário online e usam isso para pregar uma partida nele usando o produtor Pete Hornberger (Scott Adsit). Ao mesmo tempo, por sua vez, Jack apercebe-se que, na sua ausência como diretor, a divisão de micro-ondas da KableTown se estava a sair muito bem naquele trimestre.

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre receberam "College" com opiniões mistas. Embora tenha sido visto como divertido, o episódio foi visto como uma parte mais fraca em comparação com os episódios mais fortes da temporada, com alguns dos analistas achando que repetiu temas familiares. Muitos resenhistas apreciaram a trama de Jack por permitir a Alec Baldwin brilhar, porém, condenaram a tentativa de Liz de reviver a sua popularidade na faculdade, uma trama descrita como repetitiva e previsível, embora tenha sido bem-humorada para alguns. Além disso, os críticos não reagiram positivamente à mudança de Jenna para uma personagem mais razoável e sentiram que as personagens secundárias acrescentaram diversão, mas tiveram menos impacto.

De acordo com os dados publicados pelo sistema de mediação de audiências Nielsen Ratings, "College" foi assistido por uma média de 5 milhões e 112 mil agregados familiares durante a sua transmissão original norte-americana, e foi-lhe atribuída a classificação de 2,2 e seis de share entre os telespectadores pertencentes ao perfil demográfico dos 18 aos 49 anos de idade. O episódio destacou-se especialmente entre os jovens adultos de 18-34 anos e homens desta faixa etária.

Produção e desenvolvimento

"College" é o oitavo episódio da quinta temporada de 30 Rock.[1] A realização do episódio ficou sob a responsabilidade de Don Scardino, um dos produtores do seriado, enquanto o seu enredo foi redigido pela dupla Josh Siegal e Dylan Morgan, que eram ainda responsáveis pela co-produção da temporada. Para Scardino, esta foi a sua 32.ª vez a trabalhar na realização de um episódio da série, estendendo o seu recorde do realizador com a maior quantidade de episódios de 30 Rock realizados. Para Siegal e Morgan, foi a sua terceira vez a trabalhar no guião de um episódio.[2][3] As filmagens para este episódio aconteceram a 20 de Outubro de 2010 nos Estúdios Silvercup em Manhattan, Cidade de Nova Iorque.[4][5]

Judah Friedlander, intérprete do argumentista Frank Rossitano em 30 Rock, é conhecido pela sua coleção de chapéus de camionista adornados com vários slogans, frases e palavras. Esta caraterística não é apenas um adereço aleatório, mas sim uma parte integrante da personalidade de Frank e do humor da série. Segundo Friedlander, ele desenha e cria estes chapéus pessoalmente, tendo originado chapéus suficientes para usar um diferente em cada cena de 30 Rock, o que se traduz em cerca de três chapéus por episódio. O conteúdo dos chapéus de Frank reflete frequentemente a sua personalidade sarcástica, interesses peculiares ou referências à cultura popular. Alguns exemplos notáveis incluem erros ortográficos, frases nostálgicas e afirmações bizarras que dão uma ideia do carácter de Frank antes mesmo de ele falar. Ocasionalmente, os chapéus são incorporados no enredo, acrescentando uma camada extra de comédia. A personalidade de Friedlander na vida real também envolve o uso de chapéus semelhantes durante as suas atuações de comédia stand-up. Muitas vezes, ostenta nesses chapéus títulos ou capacidades ultrajantes, como "Campeão do Mundo" em diversas línguas, o que contrasta humoristicamente com o seu comportamento descontraído.[6][7][8] Em "College", Frank usa bonés que leem "Full Tank", "Speed Glue" e "Cream Sauce."[9][10] Além disso, Frank usa uma camiseta com a estampa "Spin New York," o nome de um clube de pingue-pongue em Manhattan. Friedlander anfitriou a festa de lançamento do seu livro How to Beat Up Anybody: An Instructional and Inspirational Karate Book by the World Champion naquele estabelecimento em Outubro de 2010.[11]

Enredo

Quando Liz Lemon (Tina Fey) ganha a lotaria de USD 1000, organizada pela equipa do TGS with Tracy Jordan, enfrenta as duras críticas dos seus colegas menos bem pagos e tenta remediar a situação oferecendo bebidas a todos num bar. A sua generosidade granjeia-lhe o respeito da equipa e recorda-lhe de uma altura do seu primeiro ano na faculdade em que tinha sido momentaneamente popular entre os seus pares. À medida que as tentativas de Liz para se manter na moda se tornam cada vez mais descontroladas, Jenna Maroney (Jane Krakowski) e Tracy Jordan (Tracy Morgan) avisam-na contra a sua cruzada, argumentando que ela nunca esteve destinada a ser uma das populares. Enquanto Jenna era a loira boazona e Tracy era o cromo que se apercebeu que era atraente, Liz era a assistente residente que coordena actividades e tem de fazer com que as regras sejam cumpridas.[9]

Entretanto, Jack Donaghy (Alec Baldwin) faz uma visita à divisão de microondas da General Electric (GE), da qual ele é presidente, e faz a surpreendente descoberta de que eles atingiram o seu trimestre de vendas mais elevado sem qualquer contributo ativo seu. Desiludido com a sua aparente falta de influência no sucesso da marca, ele convence o estagiário Kenneth Parcell (Jack McBrayer) a tentar encontrar uma falha no novo microondas aparentemente perfeito da empresa. Kenneth tenta dissuadir-lhe disto e aconselha-o a seguir em frente com a sua vida, mas falha. Porém, Jack se apercebe mais tarde que a sua influência na empresa está a diminuir quando o microondas avariado lhe informa que está na altura de se ir embora.[9]

Ao mesmo tempo, os argumentistas do TGS — Frank Rossitano (Judah Friedlander), James "Toofer" Spurlock (Keith Powell) e John D. Lutz (John Lutz) — descobrem que Jack tinha sido a voz de um programa de inglês americano perfeito chamado Pronouncify.com quando andava na faculdade e decidem enganar Pete Hornberger (Scott Adsit), fazendo-o acreditar que Jack quer ser seu amigo. Usando o serviço, eles se fazem passar por Jack e convidam Pete ao escritório dele para passarem tempo juntos. No final do episódio, Liz acaba por se tornar novamente impopular entre a equipa e acaba por aceitar que é assim que as coisas devem ser. Da mesma forma, Jack aceita que não precisa de ter um envolvimento direto com a marca de microondas. Entretanto, o plano dos argumentistas sai pela culatra quando Jack não só retribui a amizade de Pete, como também se vinga dos seus colegas de trabalho por o terem tentado envergonhar.[9]

Referências culturais

Jabba the Hutt foi mencionado em "College."

No início do episódio, após Liz explicar que a carta de baralho na qual apostou tem uma hipótese de 1 em 52 de ser selecionada, Tracy compara a sua habilidade ao Rain Man e pergunta se ela sabe quantos palitos estão no chão. Esta é uma referência à uma cena do filme Rain Man (1988), no qual uma empregada de mesa entorna uma caixa de palitos num restaurante, ao que a personagem Raymond "Ray" Babbitt (Dustin Hoffman) conta imediatamente que há 246 no chão. O irmão diz-lhe que está perto, depois de a empregada ter dito que a caixa tinha 250 palitos, mas ela revela que restavam quatro na caixa.[12] Mais tarde, numa conversa com Liz, Jack conta sobre a sua bolsa de estudo na Universidade de Princeton, que incluía a gravação de palavras para o Departamento de Linguística. Ele lamenta que a sua voz tenha sido arrastada para várias coisas como canções do grupo Wu-Tang Clan e Thomas the Tank Engine, uma alusão ao papel de Alec Baldwin como contador de histórias ao longo das quinta e sexta temporadas de Thomas & Friends nos Estados Unidos. Ele também foi escalado para o papel de Sr. Condutor em Thomas e a Ferrovia Mágica (2000).[12][13][14] Mais logo, quando Jack visita a divisão de microondas da GE, afirma que todos os produtos da GE têm de ser Six Sigma até à perfeição, uma referência à estratégia de gestão empresarial para melhorar a qualidade dos resultados da produção, anteriormente parodiado em "Retreat to Move Forward" na terceira temporada.[9] De modo a convencerem Liz de que Jack era realmente a voz do sítio Pronouncify.com, os argumentistas usam a função de aúdio da página online para que diga a Liz que a "Frankenstein lésbica quer os seus sapatos de volta."[15][16] Em uma outra cena, Jack atira uma lata de cerveja à Liz e grita "Lemon, pensa rápido!" tal como em uma cena do filme Being John Malkovich (1999).[17]

Ao longo da sua transmissão, 30 Rock desenvolveu a tradição de incorporar numerosas referências à franquia de ficção científica Star Wars, começando com o episódio piloto, no qual Tracy é visto a proclamar ser um cavaleiro espacial Jedi.[18] Este tema recorrente surgiu organicamente devido a uma paixão partilhada pela equipa de argumentistas e os membros do elenco da série, em particular Tina Fey e o produtor executivo Robert Carlock. À medida que a série foi avançando, estas referências tornaram-se cada vez mais frequentes e foram sendo habilmente introduzidas em vários episódios. Ao invés de se basearem em citações óbvias ou em nomes de personagens, os argumentistas incorporam elementos mais subtis, como paralelismos de enredo, piadas visuais ou até mesmo pistas musicais que fazem lembrar a banda sonora de John Williams. Assim, criam oportunidades para um diálogo inteligente e humor situacional, uma vez que as analogias são frequentemente utilizadas para descrever situações no local de trabalho ou relações pessoais.[19] Fey, como criadora e estrela de 30 Rock, incorporou o seu gosto pessoal por Star Wars na série através de Liz, que é retratada como uma grande fã da franquia, usando frequentemente acontecimentos da trilogia original para explicar os seus sentimentos e ações na vida quotidiana, chegando ao ponto de vestir-se de Princesa Leia no Halloween por quatro anos consecutivos e ainda ao tentar se livrar do dever de jurado em Chicago e Nova Iorque.[20] Ela usou o vestido novamente para o seu próprio casamento, alegando este ser o único vestido branco no seu guarda-fato. A atriz Carrie Fisher, intérprete da Princesa Leia na trilogia original da franquia, já participou de um episódio de 30 Rock.[18] A opinião de Liz sobre a franquia reflete também alguns sentimentos comuns dos fãs, como ela considera Ataque dos Clones (2002) o seu menos favorito.[21] Em "College", o nome do novo microondas em desenvolvimento é TK-421, a mesma designação de um soldado da Estrela da Morte no filme Episódio IV – Uma Nova Esperança (1977).[9][11] Além disso, Liz questiona sarcasticamente se eles estão no esquife de prazer de Jabba the Hutt, uma das personagens dos filmes.[22] Foi estimado que as alusões à Star Wars aparecem em pelo menos metade do total de episódios de 30 Rock, com algumas temporadas a apresentarem várias referências por episódio. Alguns exemplos particularmente memoráveis incluem a comparação de Jack das suas lutas empresariais com a luta da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico, a tentativa desajeitada de Liz de explicar o enredo de Star Wars a um grupo de crianças, e a má interpretação de Tracy da sintaxe de Yoda.[19][23]

No epílogo de "College", a canção "Aqualung" (1971), gravada por Jethro Tull e composta por Ian Anderson e Jennie Anderson, é cantada por Jack e Pete.[24] A sequência de créditos finais é acompanhada pelo tema "Faber College Theme", uma composição de Elmer Bernstein commumente usada em cerimónias de graduação de universidade nos Estados Unidos, e imita o filme National Lampoon's Animal House (1978), usando frases que indicam o que as personagens viriam a fazer no futuro. Durante esta sequência, é revelado que Jack "passou a noite num sofá que custa mais do que o seu carro," uma referência à participação especial de Baldwin em Glengarry Glen Ross (1992).[11]

Transmissão e repercussão

Audiência

Nos Estados Unidos, "College" foi transmitido pela primeira vez na noite de 18 de Novembro de 2010 através da NBC como o 88.° episódio de 30 Rock.[1] De acordo com as estatísticas publicadas pelo serviço de mediação de audiências Nielsen Ratings, a transmissão original norte-americana do episódio foi assistida em 5 milhões e 112 mil agregados familiares. Além disso, foi-lhe atribuída a classificação de 2,2 e seis de share no perfil demográfico dos telespectadores entre os dezoito aos 49 anos de idade, o que significa que 2,2 por cento de todas as pessoas dos 18 aos 49 anos de idade de todos os lares com televisão nos Estados Unidos estavam sintonizados ao episódio, e dentre todas as famílias que estavam ativamente a ver televisão no momento da transmissão, seis por cento estavam a ver este episódio. O enfoque no grupo demográfico 18-49 é significativo porque este grupo etário é considerado o mais valioso para os anunciantes, representando um público-alvo fundamental para muitas redes. Uma classificação ou quota mais elevada neste grupo indica frequentemente um maior potencial de receitas publicitárias.[25]

Naquela noite, "College" permitiu a 30 Rock atrair mais dezasseis por cento da audiência de Community, o programa transmitido antes de 30 Rock, tanto em termos do número total de telespectadores que assistiram como no grupo demográfico de adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 49 anos. Além disso, 30 Rock também teve um desempenho dezasseis por cento melhor do que o que a NBC normalmente obtinha naquele horário de transmissão, com base na média do ano anterior. Durante a sua faixa de transmissão das 20h30 às 21h, o seriado empatou no primeiro lugar entre as cinco principais redes de transmissão dos Estados Unidos — ABC, CBS, NBC, FOX e The CW — no que diz respeito a homens com idades entre os 18 e os 34 anos e ainda adultos com idades entre os 18 e os 34 anos.[26]

Uma métrica importante em termos de audiência é a classificação "ao vivo mais sete dias." As redes de televisão e os anunciantes não consideram apenas quem viu um programa em direto ou no mesmo dia em que foi para o ar (conhecido como "em direto mais o mesmo dia"), mas também as pessoas que o assistiram no espaço de uma semana ("em direto mais sete dias"). Esta janela alargada capta os telespectadores que gravam programas para ver mais tarde, o que é mais comum nos programas com seguidores fiéis, mas com audiências mais baixas em direto. Para 30 Rock, até à transmissão de "College", a adição desses espectadores atrasados aumentou a sua audiência no perfil demográfico 18-49 em 27 por cento, em média. Este aumento sugere que, embora 30 Rock nem sempre tenha grandes audiências em direto, tem uma base de fãs sólida que acompanha os episódios no espaço de uma semana, e representou o terceiro maior ganho percentual entre as comédias de meia hora, ficando apenas atrás de The Office e Modern Family. Estes telespectadores em atraso ajudam as redes a avaliar com maior exatidão a popularidade geral de um programa, mesmo que não atinja o topo das audiências em direto.[26]

Análises da crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
A.V. Club A-[16]
TV Fanatic 4 de 5 estrelas.[27]

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre expressaram opiniões mistas em relação a "College". O episódio foi considerado divertido, embora lhe faltasse a coesão e a nitidez dos episódios mais fortes da temporada, com alguns críticos a referirem que parecia uma repetição de temas familiares. Muitos apreciaram o humor na história de Jack por proporcionar momentos divertidos e permitir a Alec Baldwin mostrar os seus talentos vocais distintos. A exploração das dificuldades passadas de Jack, incluindo o seu tempo em Princeton e o seu desejo de reviver a experiência universitária despreocupada, foi geralmente bem recebida, com destaque para a interpretação do ator. A tentativa de Liz de se reconectar com a sua fugaz popularidade universitária foi vista como um enredo familiar e algo cansado, com os críticos a apontarem as suas semelhanças com episódios anteriores. Enquanto alguns acharam a história engraçada, outros sentiram que foi previsível, com o regresso eventual de Liz ao seu papel de responsável a parecer anticlimático. As personagens de apoio acrescentaram alguma diversão, mas não foram tão centrais ou impactantes como nos episódios anteriores. Também houve sentimentos contraditórios em relação à personagem de Jenna, com alguns a considerarem o seu novo papel como a voz da razão uma mudança surpreendente, enquanto outros o saudaram.[28][29][30][31][32][11]

O desempenho e trama de Alec Baldwin foram amplamente enaltecidos pelos críticos.

Na sua apreciação para o portal Uproxx, o colunista Alan Sepinwall enalteceu a maneira como "College" retorna às cenas caóticas e eficazes do escritório dos argumentistas e destacou a piada recorrente com a voz de Jack, associando-a de forma inteligente à narração de Baldwin em Thomas & Friends. Ele também apontou o paralelismo bem desenvolvido entre as tramas de Jack e Liz como um ponto forte. No entanto, considerou o episódio um pouco desconexo, lembrando os episódios da terceira temporada que, embora engraçados, pecavam pela falta de coesão. Para Sepinwall, a jornada de Liz pareceu cansada e repetitiva, e algumas piadas soaram forçadas.[33] De forma semelhante, o colunista Bob Sassone, contribuinte do portal TV Squad do serviço AOL, expressou frustração com a repetição da trama de Liz a tentar ser aceita pelos colegas e criticou o facto de a personagem parecer presa em um ciclo de insegurança e desespero, desejando que houvesse maior amadurecimento. Apesar disso, elogiou a história de Jack como a melhor da noite, especialmente por estar ligada à sátira corporativa e pela atuação sólida de Baldwin. Sassone também demonstrou apreço pelo desfecho da partida pregada a Pete, mesmo considerando que o humor às vezes beirava o cruel. Todavia, foi crítico ao facto de Jack McBrayer ter sido "bastante desperdiçado."[12]

Em contrapartida, outros críticos viram a familiaridade na trama de Liz como uma virtude, sobretudo pela maneira como o episódio a conduziu. O gazetista Nathan Rabin considerou "College" um dos episódios mais engraçados e tematicamente ricos da série nos últimos tempos. De acordo com o seu julgamento para o jornal de entretenimento A.V. Club, o episódio aborda de maneira tocante a necessidade de aceitar quem se é, elogiando especialmente o momento no qual Jenna revela a Liz que ela sempre será uma assistente residente e não uma líder de torcida, "uma verdade reconfortante e necessária."[16] Na sua análise para o blogue TV Fanatic, o periodicista Dan Forcella também considerou "College" um dos pontos altos de uma temporada de recuperação para a série. Embora tenha lamentado a participação escassa de Tracy, elogiou fortemente as atuações de Baldwin e Tina Fey. Para ele, o episódio resgatou o charme perdido de Liz ao mostrar sua tentativa falhada de ser "fixe" como uma caloura universitária. Forcella também destacou como a partida pregada a Pete teve um desfecho inesperadamente ternurento.[27] A repórter Annie Barrett, na sua recapitulação para o periódico Entertainment Weekly, fez coro ao elogiar a combinação entre o humor físico e a carga emocional, particularmente na história de Jack. Ela destacou a ironia da própria voz de Jack interrompendo o seu discurso final, simbolizando de forma poética o fim de uma era.[13]

O gazeteiro Steve Kandell, segundo a sua opinião para o portal Vulture, também demonstrou grande entusiasmo para com o episódio, elogiando o enredo "cheio de piadas inteligentes" e a forma como explorou os passados universitários de Liz e Jack. Kandell apreciou particularmente o modo como Jack, que nunca teve uma experiência universitária tradicional, vive simbolicamente esse momento com Pete no final do episódio. Ele também destacou o humor denso e a crítica afiada feita em tempo recorde, como na cena do laboratório de micro-ondas, que, segundo ele, faz mais em segundos do que o seriado Outsourced em meia hora.[24] O diarista Bob Degon, no seu blogue Clique Clack, destacou "College" como um dos mais divertidos da temporada e constatou que a trama de Jack rendeu ótimos momentos de comédia. Além disso, viu com bons olhos a ausência de convidados especiais, o que permitiu ao elenco principal brilhar.[22] No seu ponto de vista para o jornal Los Angeles Times, a periodicista Meredith Blake focou especialmente na atuação vocal de Baldwin, elogiando o contraste entre o tom calmo e os comentários mordazes de Jack, que contribuem para o humor da personagem. Ela imaginou, inclusive, a voz de Baldwin sendo usada como ferramenta de marketing para aumentar o valor das ações da GE. Blake destacou ainda as lembranças de Jack em Princeton como ouro cómico.[15] Um contribuinte do portal Hollywood.com viu "College" como simultaneamente hilariante e profundo, elogiando a forma como 30 Rock transforma absurdos em momentos de reflexão real.[34]

Embora tenha classificado o episódio como "muito bom, embora não o melhor da temporada," na sua dissertação para o jornal independente Indiana Daily Student publicado pela Universidade de Indiana, o jornalista Brad Sanders destacou positivamente a forma como Liz perde o controle ao tentar agradar os colegas e depois recupera a sua autoridade. Para Sanders, o episódio teve um fechamento particularmente satisfatório, lembrando os finais redondos da série Seinfeld.[35] Por outro lado, a contribuinte Louisa Mellor, do portal televisivo Den of Geek, apresentou uma opinião mais crítica. Para ela, o episódio reciclou tramas anteriores, tanto na tentativa de Liz de ser aceita pelos colegas quanto na crise profissional de Jack, que ela considerou menos engraçada do que situações semelhantes em episódios anteriores como "The C Word" da primeira temporada. Mellor achou a comédia da sala dos argumentistas pouco envolvente desta vez, e considerou a transformação de Jenna na voz da razão como uma ruptura estranha com a personagem. Ainda assim, admitiu que, mesmo sendo um episódio fraco, "College" não compromete a qualidade geral da temporada.[36]

Reconhecimento

A revista Paste publicou a lista dos 100 melhores episódios de 30 Rock, na qual o redator Chris Morgan colocou "College" no 73.º posto, elogiando a dinâmica entre Jack e Pete.[37] Na sua lista dos melhores episódios de 30 Rock, publicada pelo blogue Film School Rejects, o repórter Jacob Trussell posicionou o episódio no 112.° lugar, apontando que "é um exemplo excelente do pico de meio-termo de 30 Rock. Não há nada de exteriormente mau neste episódio, que tem algumas piadas excelentes..."[38] Todavia, a Penn State CommRadio, uma publicação da Universidade Estadual da Pensilvânia, considerou-o o 137.° melhor episódio da série, descrevendo-o como "um episódio de enchimento sem momentos engraçados."[39]

Referências

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