The C Word

"The C Word"
20.º episódio da 1.ª temporada de 30 Rock
Informação geral
DireçãoAdam Bernstein
Escrito porTina Fey
CinematografiaMichael Trim
EdiçãoKen Eluto, A.C.E.
Cód. de produção106
Exibição original15 de Fevereiro de 2007
Convidados
Episódios da 1.ª temporada
30 Rock (1.ª temporada)
Lista de episódios

"The C Word" é o 14.° episódio da primeira temporada da série de televisão de comédia de situação norte-americana 30 Rock. Escrito por Tina Fey, criadora e ainda produtora executiva do seriado, e realizado por Adam Bernstein, marcou a última colaboração do realizador com o seriado. Entre os convidados especiais, além dos atores recorrentes, destacam-se Paul Doherty, Tamara Fay, Rachel Hamilton, John Lutz, Tom Treadwell, Teresa Yenque, Charlyne Yi. Rachel Dratch também regressa ao elenco, interpretando Greta Johanssen, como parte de um acordo que lhe permitia aparecer em diversos episódios desempenhando personagens distintas. Este episódio assinala ainda a estreia de Rip Torn e conta com a participação de Kevin Miller, que viria a integrar a equipa do Saturday Night Live (SNL).

A trama principal de "The C Word" foi inspirada em uma experiência real de Fey com Colin Quinn, na altura em que ambos trabalhavm no SNL. Embora tenha sido originalmente o sexto episódio a ser produzido, a sua exibição foi adiada estrategicamente para coincidir com o período de sweeps da Nielsen Media Research. Na época, a série enfrentava baixos índices de audiência e risco de cancelamento, o que levou os produtores a apostar na participação especial de Torn como forma de atrair mais público. A mudança de data resultou no corte da participação de Dean Winters, originalmente prevista para o episódio. A sua transmissão original nos Estados Unidos a 15 de Fevereiro de 2007 foi acompanhada por uma média de 5,01 milhões de agregados familiares e alcançou a classificação de 2,5 com 6% de share na faixa etária dos 18 aos 49 anos, posicionando-se em 81.º lugar entre os programas mais assistidos da semana na televisão norte-americana.

No episódio, após ser excessivamente dura com John D. Lutz (John Lutz) na sala dos argumentistas, Liz Lemon (interpretada por Fey) ouve-o a usar uma expressão ofensiva para criticar a sua gestão autoritária. Consciente de que precisa de adotar uma abordagem mais branda, decide suavizar o seu estilo de liderança. Paralelamente, Jack Donaghy (Alec Baldwin) leva Tracy Jordan (Tracy Morgan) a um torneio de golfe exclusivo beneficente promovido pela General Electric (GE), na esperança de usar a presença do comediante como ponte para se aproximar do diretor executivo Don Geiss (Torn). No entanto, o plano corre o risco de falhar quando Tracy, fiel à sua natureza irreverente, se comporta de forma demasiado espontânea perante os executivos da alta esfera corporativa.

De maneira geral, "The C Word" foi bem recebido pela crítica, que elogiou a consistência da comédia de 30 Rock e o uso inteligente da linguagem e de tabus como ferramentas narrativas. Diversos críticos consideraram o episódio esplêndido e destacaram a química cómica entre Alec Baldwin e Rip Torn, assim como a performance de Tracy Morgan. A trama de Liz foi reconhecida pela sua mensagem poderosa sobre os desafios da mulher moderna. Porém, alguns comentadores acharam-na inconsistente com o caráter da personagem ou menos original devido a um episódio recente de How I Met Your Mother. A maioria dos críticos concordou que a habilidade da série em misturar humor com comentários sociais sutis, especialmente sobre poder, gênero e raça, fez com que as limitações da trama fossem compensadas.

Produção e desenvolvimento

A trama principal de "The C Word" foi inspirada em uma experiência real de Tina Fey com Colin Quinn (imagem).

"The C Word" é o 14.º episódio da primeira temporada de 30 Rock.[1] As cenas exteriores no clube de campo foram filmadas no Sleepy Hollow Country Club, localizado em Briarcliff Manor, uma vila suburbana no Condado de Westchester, Nova Iorque, apesar de Jack afirmar, no episódio, que o local fica em Connecticut.[2] A direção do episódio ficou a cargo de Adam Bernstein, marcando sua quinta e última colaboração com a série. O argumento foi assinado por Tina Fey — criadora, produtora executiva, atriz principal, argumentista-chefe e co-showrunner da produção —, sendo este o sexto episódio em que recebeu crédito como argumentista.[3][4][5] A saída de Bernstein da equipa de 30 Rock foi motivada por um desentendimento com Alec Baldwin durante as filmagens. Segundo Mike Roe, autor de The 30 Rock Book: Inside the Iconic Show, from Blerg to EGOT, Bernstein utilizou os polegares para enquadrar uma cena, um gesto comum entre diretores, o que inexplicavelmente irritou Baldwin. De acordo com o editor Doug Abel, Baldwin chegou a ameaçar agredir Bernstein caso repetisse o gesto, e a ameaça foi feita com seriedade. O livro também sugere que Bernstein não foi o único diretor a enfrentar dificuldades com o ator. Por detrás das cenas de "The C Word", durante uma pausa nas gravações, Baldwin acidentalmente apagou o seu charuto no rosto de um ator convidado. Imediatamente, pediu desculpas, certificou-se de que o homem estava bem e solicitou que reacendessem o charuto.[6][7]

O episódio marcou a estreia do ator Rip Torn em 30 Rock, no papel de Don Geiss, diretor executivo da General Electric (GE) e figura reverenciada por Jack. A sua personagem funciona como uma versão fictícia de Jack Welch, antigo diretor executivo da GE, servindo de uma figura de autoridade corporativa para interagir diretamente com Jack, para quem Geiss é quase mitológico — um modelo de sucesso que ele aspira imitar, embora o próprio Geiss seja retratado com traços exagerados e cómicos, como ter múltiplas famílias secretas. A admiração de Jack é tão profunda que ele chega a encomendar um retrato de Geiss, respeitando regras estéticas peculiares que incluem apenas três temas considerados dignos de pintura: cavalos, navios com velas e homens segurando espadas enquanto olham para o horizonte.[8][9][10]

Outra participação especial em "The C Word" foi a de Rachel Dratch, que interpretou pela terceira vez a tratadora de gatos Greta Johanssen. Colaboradora de longa data de Fey no Saturday Night Live (SNL) — onde Fey atuou como argumentista-chefe entre 1999 e 2005 e foi a primeira apresentadora feminina do segmento Weekend Update — Dratch foi originalmente escalada para o papel de Jenna Maroney, chegando a interpretá-la no episódio piloto não transmitido na televisão. No entanto, antes da estreia oficial, a produção optou por substituí-la por Jane Krakowski, mantendo Dratch como presença recorrente em diversos papéis secundários. "The C Word" marca sua nona aparição na série.[11][12][13][14] Quanto a Krakowski, este foi o terceiro episódio em que ela não participou, embora o seu nome tenha sido creditado na abertura. Ainda assim, é possível vê-la brevemente em seu camarim, enquanto Kenneth conversa com Pete sobre sua parceria com Grace.[15]

O episódio marcou a estreia de Rip Torn em 30 Rock.

O guionista Kevin Miller também aparece em "The C Word". Apesar dos créditos finais indicarem que ele interpreta uma versão fictícia de si mesmo, Miller foi introduzido anteriormente, no episódio "The Aftermath", como Tim Grandy, personagem que Jack descreve como natural de Bowie, Maryland. Anos mais tarde, Miller se casaria com Lindsay Shookus, produtora associada de 30 Rock. Ambos viriam a trabalhar como produtores no SNL, embora Miller tenha começado como assistente de redação.[16] Ambos viriam a trabalhar no SNL como , embora Miller tenha iniciado como assistente de redação.[17] A atriz Charlyne Yi também participou do episódio, interpretando Grace Park, estagiária da NBC e colega de Kenneth, com quem vive um breve momento romântico.[18][19] Já Teresa Yenque, que aparece como uma figurante no papel de mulher da limpeza no escritório dos roteiristas, retornaria à série em "Generalissimo", interpretando Concepción, mãe de Elisa Padriera.[20]

No episódio, Liz ouve Lutz referir-se a ela com o insulto "cunt". A trama foi inspirada numa experiência real vivida por Fey durante seu período como chefe de redação no SNL. Embora a história circulasse há anos, foi confirmada pela própria numa entrevista ao programa de rádio de Howard Stern, na qual identificou Colin Quinn, seu antecessor na bancada do Weekend Update, como o autor do insulto.[21] Segundo Fey, o incidente a deixou furiosa e sem saber como reagir, atribuindo o comportamento de Quinn à ansiedade provocada por um projeto no qual ele estava desenvolvendo.[22] A situação entre os dois nunca foi realmente resolvida, e ambos seguiram caminhos distintos. [23]Fey passou a escrever e protagonizar 30 Rock, e, mesmo sendo a parte ofendida, tentou amenizar o conflito oferecendo a Quinn papéis em três episódios da série, todos recusados por ele.[24] Mais tarde, ao vê-lo atuando na série Girls, Fey brincou dizendo que, naquele momento, o considerava "morto para ela."[25] No entanto, os dois se reconciliaram durante as comemorações do 40.º aniversário do SNL. Quinn também reconheceu publicamente o incidente, admitindo nas redes sociais que já usou linguagem ofensiva em momentos de raiva e que, quando esteve errado, como no caso com Fey, pediu desculpas.[26] Na mesma entrevista, Fey revelou que ela própria já usou esse termo pejorativo contra uma mulher em Londres, após ser tratada com rudeza.[27] Segundo o que se sugere em sua autobiografia Bossypants (2011), Quinn não foi o único a dirigir esse insulto a ela.[28]

O ator que interpreta a personagem John D. Lutz na série é John Lutz, antigo argumentista do SNL. Inicialmente convidado por Fey para ser apenas um figurante na sala dos argumentistas do TGS, acabou por ganhar um papel recorrente. A sua personagem tornou-se, de forma algo inexplicável, uma das mais desprezadas da série, talvez devido ao insulto proferido neste episódio. Embora esse momento não seja retomado em episódios futuros, marcou um ponto de viragem para Lutz, que sofre consequências cómicas ao longo da narrativa. Aaron Sorkin, dramaturgo de televisão, descreveu este fenómeno como uma espécie de "Darwinismo dos guionistas," onde uma simples linha pode evoluir para uma personagem completa, como aconteceu com Lutz.[10][29]

Judah Friedlander, intérprete do argumentista Frank Rossitano em 30 Rock, é conhecido pela sua coleção de bonés de camionista decorados com slogans, frases ou palavras variadas. Esta característica não é apenas um adereço visual, mas parte integrante da personalidade de Frank e do humor da série. Segundo Friedlander, é ele próprio quem concebe e cria os bonés, produzindo modelos suficientes para usar um diferente em cada cena, o que equivale a cerca de três por episódio. As mensagens dos bonés refletem frequentemente o sarcasmo de Frank, os seus interesses peculiares ou referências à cultura popular. Alguns exemplos notáveis incluem erros ortográficos, frases nostálgicas e afirmações bizarras que dão uma ideia do carácter de Frank antes mesmo de ele falar. Por vezes, os bonés são incorporados no enredo, acrescentando uma camada extra de comédia.[30][31][32] Em "The C Word", os bonés usados têm as inscrições "1,000,000 POINTS" e "UFO Cop."[33][34]

Enredo

Na sala dos argumentistas do TGS, Liz Lemon (Tina Fey) demonstra crescente impaciência com o argumentista John D. Lutz (John Lutz), criticando as suas ideias por serem repetitivas e pouco criativas. Lutz tenta apresentar novas versões de uma esquete centrada em pessoas sem-abrigo, mas Liz rejeita todas, apontando que são variações de propostas anteriormente descartadas. A sua frustração culmina numa comparação pouco lisonjeira entre o empenho profissional de Lutz e o entusiasmo que ele demonstra por buffets, ridicularizando-o publicamente perante a equipa. Mais tarde, durante uma conversa com a tratadora de gatos Greta Johanssen (Rachel Dratch), Liz ouve Lutz referir-se a ela com um insulto que considera o mais ofensivo da língua inglesa quando dirigido a uma mulher. Indignada, desabafa com o produtor Pete Hornberger (Scott Adsit) e o colega argumentista Frank Rossitano (Judah Friedlander), expressando o desejo de despedir Lutz. No entanto, Pete e Frank revelam que a avó de Lutz faleceu recentemente, sugerindo que o comportamento dele pode ter sido influenciado por esse acontecimento. Liz, por sua vez, começa a refletir sobre o seu próprio comportamento como chefe, recordando momentos em que foi excessivamente dura com a equipa, incluindo insultos e humilhações. Decidida a mudar, Liz tenta adotar uma postura mais amigável, levando bolos para os argumentistas e distribuindo brinquedos Superball. Contudo, rapidamente se arrepende ao perceber que os subordinados começam a aproveitar-se da sua boa vontade. No dia seguinte, após ter deixado a equipa sair mais cedo e passar a noite a reescrever esquetes sozinha, Liz faz um discurso para reafirmar a sua autoridade. Reconhece que ser chefe nem sempre a tornará popular, mas deixa claro que não tolerará insultos. Lutz, arrependido, implora para não ser despedido nem enviado de volta ao seu estado natal, o Alasca. Liz permite que ele permaneça, mas avisa que qualquer reincidência resultará em despedimento imediato.[34]

Paralelamente, decorre um torneio de golfe beneficente promovido pela NBC. Os estagiários Kenneth Parcell (Jack McBrayer) e Grace Park (Charline Yi) são emparelhados, reacendendo sentimentos amorosos entre os dois, apesar de um passado ligeiramente embaraçoso. Kenneth confessa a Pete que teme comprometer a sua reputação como funcionário da NBC ao envolver-se romanticamente com uma colega. Os encontros subsequentes entre Kenneth e Grace tornam-se cada vez mais constrangedores, até que ele finalmente revela os seus sentimentos e eles se beijam. No entanto, o beijo entre os dois é interrompido pelas obrigações profissionais de Kenneth, que acaba por esquecer-se dela.[34]

Enquanto isso, Jack Donaghy (Alec Baldwin), executivo da NBC, leva Tracy Jordan (Tracy Morgan), recém-contratado para o TGS, ao evento com o objetivo estratégico de usar a popularidade de Tracy junto da neta de Don Geiss (Rip Torn), diretor executivo da GE e ídolo corporativo de Jack, para garantir um lugar no grupo de jogo de Geiss. Inicialmente, o plano parece funcionar: Geiss mostra-se entusiasmado com Tracy, que diverte os convidados com observações excêntricas. No entanto, Tracy começa a sentir que está ali apenas como o "homem negro engraçado”"e confronta Geiss sobre a falta de diversidade na empresa, acusando-o de não contratar pessoas negras para a NBC. Durante o jogo de golfe, Tracy continua a provocar Jack, o que leva ambos a serem banidos do grupo de Geiss. Jack, frustrado, repreende Tracy, que responde com sinceridade, mas muda de atitude ao perceber que agradar aos executivos é essencial para prosperar na indústria do entretenimento. Para reparar o estrago, Tracy surpreende todos ao fazer um discurso comovente sobre a filha que sofre de diabetes. O gesto conquista Geiss, que propõe reintegrar Jack e Tracy no mundo do cinema e convida-os a visitar a sua vinha privada. Quando Geiss pede que Tracy leve a filha, este aceita, mas mais tarde confessa a Jack que a criança não existe. Jack, sem se deixar abalar, sugere que façam uma sessão de casting para resolver a situação.[34]

Referências culturais

Uma porção de "The Best" (1989), de Tina Turner, foi cantada no episódio.

No início do episódio, ao tentar entender quem Don Geiss é, Tracy questiona se é o "homem homossexual" de Project Runway, mas é prontamente corrigido.[15] Logo após a sequência de abertura, Jack canta um trecho de "The Best" (1989), de Tina Turner.[35] Posteriormente, quando questiona a ausência de pessoas negras no evento de Geiss, Tracy ironicamente explica que só ele e Carlton estão presentes, o que leva Jack a esclarecer a Geiss que se trata de uma referência ao papel de Alfonso Ribeiro em The Fresh Prince of Bel-Air. Em seguida, Jack comenta que Tracy foi "relegado" a papéis na televisão, um comentário autorreferencial, considerando que Alec Baldwin, que interpreta Jack, fez a transição do cinema para a televisão para estrelar a série.[36]

Enquanto sugerem ideias de esquetes para o TGS, Liz comenta sobre a participação da então Secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, no programa Meet the Press, alegando que ela sempre parece "apavorada".[37] As sugestões de Lutz para uma esquete focada na população sem-abrigo são trocadilhos com os nomes dos programas The Amazing Race, America's Next Top Model, Queer Eye, Dancing with the Stars, e Deal or No Deal.[38] Em outra cena, quando Liz tenta descrever a palavra que Lutz usou para insultá-la, Pete questiona se foi "Hatchet-Face", uma referência à personagem Mona Malnorowski no musical Cry-Baby (1990), interpretada por Kim McGuire.[39] Em uma sequência de analepse, Liz compara a camisola cinzenta de James "Toofer" Spurlock (Keith Powell) ao vestuário de Sherlock Holmes, brincando ao chamá-lo de "Sherlock Homo".[40]

Assim como no episódio "The Break-Up", onde o som de um aspirador abafava a palavra "nigger", a palavra ofensiva do título deste episódio é sistematicamente encoberta pelos gritos de Greta Johansen, que exclama "Runt!" ao chamar um de seus gatos.[41] Runt (1970) é também o nome de um álbum de Todd Rundgren que Liz menciona ao explicar seu problema a Pete e Frank, embora este último pense que ela se refere a Hermit of Mink Hollow (1978).[42] Determinada a ser uma chefe melhor, Liz sugere que a sua equipa assista ao filme Mamma Mia! (2007) antes que ele saia de cartaz. Frank, no início do episódio, havia mencionado uma maratona de Designing Women no Nick at Nite, e no final, Liz assiste ao mesmo programa para ter uma epifania. Mais tarde, ela exige, com raiva, que a equipa de guionistas assista a uma fita do seriado para entender o que ela queria dizer, mas falha em fazer a fita funcionar. Ela se recupera e diz o que pensa por conta própria, mas, no final, acaba adotando um sotaque sulista no estilo de Julia Sugarbaker, personagem da série desempenhada por Dixie Carter, e desaba em lágrimas de exaustão.[43][28]

No final do episódio, Kenneth e Grace têm um momento quase romântico, que culmina em uma troca de frases inspiradas no filme Jerry Maguire (1996). No entanto, Grace erra a sequência das falas.[9][19]

Transmissão e repercussão

Audiência

Embora tenha sido transmitido pela NBC como o 14.º episódio da primeira temporada de 30 Rock, "The C Word" foi na verdade o sexto a ser produzido, motivo pelo qual o seu código de produção é 106. Originalmente planeado para ser exibido após "Jack Meets Dennis", a sua ordem de exibição foi alterada para coincidir com o período de sweeps da empresa Nielsen Media Research — semanas estratégicas nas quais os canais de televisão norte-americanos medem intensivamente a audiência para definir preços publicitários e tomar decisões sobre a continuidade dos programas. Na época, 30 Rock enfrentava baixos índices de audiência e havia receio de cancelamento. Por isso, os produtores decidiram exibir "The C Word" durante os sweeps, apostando na participação especial de Rip Torn como forma de atrair mais público. Sendo Torn um ator conhecido por seu trabalho em filmes como Men in Black e Dodgeball, além de seu papel no The Larry Sanders Show, houve a esperaça de que ele fosse ajudar a impulsionar os números de audiência num momento decisivo. Além disso, era suposto este episódio apresentar a participação de Dean Winters, intérprete de Dennis Duffy em 30 Rock, mas devido à alteração na transmissão, a sua participação foi cortada. Assim, nos Estados Unidos, a transmissão original de "The C Word" decorreu na noite de 15 de Fevereiro de 2007 através da NBC, como o 14.° episódio da primeira temporada de 30 Rock.[1]

Esta emissão, segundo o publicado pelo sistema Nielsen Ratings, foi acompanhada por uma média de 5,01 milhões de agregados familiares. Além disso, alcançou uma classificação de 2,5 com uma quota de 6% de share na faixa etária dos telespetadores entre os 18 aos 49 anos. Isto significa que 2,5% de todos os adultos entre 18 e 49 anos nos Estados Unidos estavam a assistir 30 Rock naquele momento, e ainda que 6% dos adultos entre 18 e 49 anos que estavam com a televisão ligada naquele horário estavam sintonizados a 30 Rock.[44][45] Na classificação semanal de audiência em horário nobre, o episódio ficou na 81.ª posição (de um máximo de 104), entre os programas mais assistidos da televisão norte-americana.[46]

Análises da crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
A.V. Club B[9]
IGN 7,8/10[41]

O cronista Francis Rizzo III descreveu "The C Word" como um episódio esplêndido, na sua análise da primeira temporada de 30 Rock para o blogue DVD Talk.[47] Na sua dissertação para a coluna televisiva TV Squad, Julia Ward demonstrou apreço pelo desempenho de Tracy e destacou a química entre Alec Baldwin e Rip Torn como uma jogada genial, embora lamente que tenham tido pouco tempo em cena juntos. Além disso, reconheceu Tina Fey como uma voz autêntica da mulher trabalhadora moderna, e enalteceu Kenneth como a melhor personagem secundária da temporada, graças à sua dinâmica com Grace e momentos de comédia inesperada. [48]

Erik Adams, do jornal de entretenimento A.V. Club, vangloriou como 30 Rock transforma as suas limitações linguísticas em criatividade narrativa. Para Adams, o humor não reside apenas na provocação dos palavrões, mas na forma como estes revelam verdades sobre as personagens e o mundo que habitam. Ele elogiou a subtileza com que o episódio aborda o poder e os estigmas associados à figura do "chefe", mostrando Liz, Jack e Don Geiss em extremos diferentes da liderança. Tracy Morgan, segundo Adams, brilha ao confrontar estereótipos raciais com humor e emoção, evitando que a sua personagem se torne uma caricatura. Tecendo um comentário acerca do enredo romântico entre Kenneth e Grace, Adams opinou que funciona como mais uma narrativa de alerta sobre relações no ambiente de trabalho. Para ele, embora a piada seja apenas razoável, o momento só ganha força quando as duas personagens começam a trocar falas distorcidas de Jerry Maguire, o que o colunista entendeu como o ponto alto da subtrama.[9]

Por outro lado, o analista de televisão Robert Canning, na sua análise para o portal britânico IGN, exaltou a consistência da série em entregar comédia de qualidade num episódio repleto de gargalhadas, mesmo sentindo que alguns elementos de "The C Word" não atingiram todo o seu potencial. Ele sublinhou o humor certeiro na dinâmica entre Jack e Tracy, mas criticou a caracterização de Liz como uma chefe autoritária, uma mudança que pressupôs não se alinhar com o que os espetadores conheciam da personagem, reconhecendo que as analepses e as piadas bem construídas compensaram essa incongruência.[41] Um sentimento similar foi exteriorizado por Matt Webb Mitovich na revista TV Guide, que comparou a química inesperada de Jack e Tracy à do episódio "The Rural Juror", vendo-se forçado a admitir que poucos teriam previsto o sucesso da dupla. No entanto, o crítico comentou que a trama de Liz poderia ter sido um pouco melhor se How I Met Your Mother não tivesse já abordado a "palavra-C" em um episódio transmitido recentemente, argumentando que a trama de Liz continha a de, por ser uma argumentista-chefe feminina, ela é julgada por um padrão diferente, o que não deveria acontecer. Não obstante, Mitovich explicou que a sua história proporcionou uma vitória com uma série de analepses de momentos em que ela se comportou como a "senhora não muito simpática."[36]

Impacto

"The C Word" teve um impacto significativo ao abordar, com humor e complexidade, temas delicados como sexismo, racismo e poder institucional. Inspirado por uma experiência real vivida por Fey, diversos comentadores entenderam que o episódio transformou uma agressão verbal num ponto de partida para refletir sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres em posições de liderança, mesmo em ambientes criativos. Além disso, acentuaram como a narrativa também explora como estereótipos raciais são perpetuados e instrumentalizados, revelando tensões entre autenticidade e conformidade no mundo do entretenimento. A combinação de sátira corporativa, crítica social e metacomentário feminista, fizeram do episódio um exemplo emblemático da abordagem pós-feminista crítica da série, gerando debates sobre linguagem ofensiva, reapropriação de insultos e os limites da correção política na comédia televisiva.[15][49][50] A crítica televisiva Louisa Mellor, escrevendo para o sítio Den of Geek, observou que 30 Rock viria a reciclar a trama central de "The C Word" no episódio "College", da quinta temporada. Nele, Liz participa de um jogo organizado pela equipa do TGS e, ao vencer, decide partilhar o prémio na tentativa de conquistar a simpatia dos colegas. No entanto, esse gesto acaba por se voltar contra ela.[51]

Tina Fey, criadora de 30 Rock e argumentista de "The C Word", foi aclamada pela sua abordagem de questões sociais.

Poucos dias após Fey revelar que Colin Quinn foi o responsável pelo insulto que inspirou o episódio, Silpa Kovvali, editora da revista Salon, publicou um artigo que aprofunda o peso linguístico e social da palavra em questão, relacionando diretamente o episódio com a experiência real de Fey, argumentando que o insulto não se limita a uma ofensa pessoal, mas reflete estruturas de poder e desigualdade de género. Enquanto Liz tenta lidar com o impacto de ser chamada por um termo sem equivalente masculino, o artigo distingue entre vulgaridades e insultos discriminatórios, como aqueles que visam grupos inteiros. Ao contextualizar o episódio dentro de debates sobre linguagem, misoginia e reapropriação, Kovvali defende que o verdadeiro impacto da palavra reside na sua capacidade de revelar e perpetuar desigualdades sociais. Utilizando o trabalho do filósofo Mark Richard, a autora diferencia insultos de vulgaridades, argumentando que a misoginia se manifesta sobretudo em termos que denigrem mulheres por características neutras, como a sexualidade, e não apenas em palavrões dirigidos a comportamentos individuais.[52] Complementando essa análise, a académica Linda Mizejewski, da Universidade do Colorado em Boulder, utilizou o episódio como exemplo da abordagem pós-feminista crítica adotada por 30 Rock. Em oposição à leitura da sua colega Joanne Morreale — que vê a cena final de Liz a chorar e a ser carregada como uma capitulação que enfraquece o impulso feminista — Mizejewski argumenta que essa ambiguidade é precisamente o ponto forte da série. Para ela, Liz não representa um ideal feminista puro, mas sim uma mulher que tenta aplicar princípios feministas num ambiente corporativo dominado por interesses patriarcais. A autora destacou ainda o contraste entre Liz e Tracy, que encena uma demonstração de "feminilidade" para manipular os executivos, sugerindo que o episódio explora a interseção entre género e raça. Mizejewski concluiu que, em vez de desafiar abertamente o status quo, 30 Rock reflete sobre como os ideais feministas se confrontam com as realidades complexas das instituições e da cultura popular, característica central do pós-feminismo crítico.[53]

Na mesma linha, Emily Lackey, escrevendo para a revista Bustle, destacou a persistência do sexismo mesmo entre mulheres poderosas e influentes. Segundo a autora, o episódio transforma a experiência de Fey em comédia crítica, revelando como o sexismo se infiltra até nos espaços onde mulheres ocupam posições de liderança. Lackey argumenta que, ao trazer essa vivência para a ficção, Fey expõe as tensões entre autoridade feminina e respeito institucional, reforçando a necessidade contínua do feminismo, mesmo quando exercido com humor, para enfrentar estruturas discriminatórias.[54] Seguindo esse fio de pensamento, o jornal Washington Post publicou um artigo que abordava o tabu em torno da palavra "cunt", elogiando Fey pela sua abordagem ousada. A autora Samantha Schmidt defende que, se as mulheres passarem a usar o termo com mais frequência, o seu poder ofensivo poderá ser neutralizado.[55] Lauren Sams exprimiu um sentimento similar na revista Elle,[56] assim como o autor Paul Kalina para o jornal australiano The Age, que argumentou que palavras tabu muitas vezes mascaram verdades difíceis e que, ao invés de condenar a forma como são expressas, a sociedade deveria confrontar o conteúdo que revelam.[57] Em Dezembro de 2024, o site australiano news.com.au reconheceu a evolução do termo, observando que já podia ser ouvido na televisão australiana sem censura, uma mudança significativa em relação ao contexto descrito por Lackey quase uma década antes.[58][59]

No que diz respeito à dimensão racial do episódio, Tracy protesta contra o papel que lhe é atribuído, de entreter executivos brancos ricos, adotando deliberadamente o comportamento estereotipado de um artista de espetáculos racistas do passado. Jonathan Nathan, na publicação independente Quicklet on 30 Rock Season 1, considera que o episódio levanta questões sérias sobre raça e género nos Estados Unidos, sem oferecer respostas fáceis, mas equilibrando a crítica com doses generosas de humor. Segundo ele, a apresentação cÓmica nunca diminui a gravidade dos temas abordados.[60] Na sua autobiografia I Am the New Black, Tracy Morgan recordou "The C Word" como um exemplo da coragem de 30 Rock ao tratar diretamente de temas como racismo e sensibilidade institucional. Ao refletir sobre as comédias que o influenciaram — como Sanford and Son, Good Times e Diff'rent Strokes — Morgan lamenta que o atual clima de correção política restrinja a liberdade criativa da comédia. Para ele, o episódio representou uma abordagem provocadora e honesta, essencial para expor tensões sociais e estimular o debate, tal como faziam as séries clássicas que enfrentavam o racismo de forma aberta e satírica.[61]

Reconhecimento

Ao longo dos anos, "The C Word" consolidou-se como um dos episódios mais reconhecidos de 30 Rock, sendo amplamente destacado por críticos e publicações especializadas. Em classificações gerais, o analista Jacob Trussell, do blogue Film School Rejects, posicionou-o como o 126.º melhor episódio, ressaltando que este foi um dos primeiros a aprofundar a complexidade de Jack, revelando que, por trás de sua fachada de masculinidade extrema, a personagem compartilha fragilidades e excentricidades semelhantes às de outras personagens com quem Liz interage.[62] A publicação universitária Penn State CommRadio atribuiu ao episódio a 27.ª posição da lista integral de episódios, destacando o desempenho de Jane Krakowski.[63] O portal That's Entertainment!, embora não o tenha incluso na lista dos melhopres episódios, destacou "The C Word" pela introdução de Rip Torn.[64]

Por outro lado, em uma lista que enumera os cinco melhores e os cinco piores episódios da série, o portal ScreenRant incluiu "The C Word" na lista dos piores. A redatora Madison Lennon criticou os argumentistas do TGS por culparem Liz pelo ato de sexismo explícito de Lutz, argumentando que, por conta disso, Liz sentiu que precisava mudar seu comportamento para acalmá-lo, o que é problemático. "Mesmo que Liz estivesse agindo como uma chefe má, esse tipo de linguagem vem de um lugar discriminatório. É triste que 30 Rock tenha achado que a mensagem correta a transmitir era fazer Liz pensar que a culpa era dela," escreveu a crítica.[65]

Prémios e nomeações

Na cerimónia dos Prémios Eddie da Associação de Editores de Cinema dos Estados Unidos (ACE), realizada a 17 de Fevereiro de 2008, o trabalho de Ken Eluto em "The C Word" rendeu a 30 Rock uma nomeação na categoria Melhor Série de TV de Meia-Hora Editada. Esta viria a ser a primeira de quatro nomeações a serem recebidas por 30 Rock. No entanto, a vitória coube a Steven Rasch, pelo seu trabalho no episódio "The Bat Mitzvah" da série Curb Your Enthusiasm.[66]

Referências

  1. a b «Episode Title: (#106) "The C Word"» (em inglês). The Futon Critic. Consultado em 19 de Julho de 2021 
  2. «'Madam Secretary' at Sleepy Hollow Country Club». Suburbarazzi. lohud (em inglês). Gannett Co. Inc. 20 de Dezembro de 2016. Consultado em 1 de Agosto de 2025 
  3. «Tina Fey List of Movies and TV Shows». TV Guide (em inglês). TV Guide Online Holdings LLC. Consultado em 14 de Fevereiro de 2014. Arquivado do original em 14 de Fevereiro de 2017 
  4. GETLEN, Larry (22 de Novembro de 2021). «Alec Baldwin once threatened to assault '30 Rock' director, new book claims». New York Post (em inglês). NYP Holdings, Inc. Consultado em 1 de Setembro de 2025 
  5. «30 Rock: Episodes» (em inglês). Screenrush (AlloCiné). Consultado em 18 de Dezembro de 2009. Arquivado do original em 12 de Fevereiro de 2010 
  6. MOORE, Sam (22 de Novembro de 2021). «Alec Baldwin threatened to assault 30 Rock director, new book claims». The Independent (em inglês). Independent Digital News and Media Limited. Consultado em 1 de Agosto de 2025 
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