Plan B (30 Rock)

"Plan B"
18.º episódio da 5.ª temporada de 30 Rock
Liz Lemon (Tina Fey; esquerda) e Aaron Sorkin (direita) na sala de espera para uma audição. A participação de Sorkin foi universalmente aclamada pelos críticos.
Informação geral
DireçãoJeff Richmond
Escrito por
  • Josh Siegal
  • Dylan Morgan
CinematografiaMatthew Clark
EdiçãoMeg Reticker
Cód. de produção518
Exibição original24 de Março de 2011
Convidados
Episódios da 5.ª temporada
30 Rock (5.ª temporada)
Lista de episódios

"Plan B" é o 18.° episódio da quinta temporada da série de televisão de comédia de situação norte-americana 30 Rock, e o 98.° da série em geral. Foi realizado por Jeff Richmond, que também assumia a função de produtor executivo e diretor musical, e teve o seu enredo escrito pela dupla Josh Siegal e Dylan Morgan. A sua transmissão original nos Estados Unidos ocorreu através da rede de televisão National Broadcasting Company (NBC) na noite de 24 de Março de 2011. Diversos atores fizeram uma participação especial no episódio, incluindo Ken Howard, Will Arnett, Josh Fadem, Sue Galloway e Hannibal Buress. O argumentista e realizador Aaron Sorkin também fez uma participação a desempenhar uma versão fictícia de si mesmo.

No episódio, o TGS with Tracy Jordan enfrenta um hiato forçado devido à ausência de Tracy Jordan (interpretado por Tracy Morgan), o astro do programa que embarcou em uma viagem repentina à África, o que leva a equipa a procurar planos alternativos. Liz Lemon (Tina Fey), lutando para encontrar o seu próprio plano, enfrenta a dura realidade de que argumentistas estão a tornar-se obsoletos na indústria, chegando até a se deparar com um argumentista de renome em uma audição. Entretanto, Jack Donaghy (Alec Baldwin) recruta Devon Banks (Arnett), o seu rival de longo tempo, para ajudar a salvar a rede de televisão homossexual TWINKS, uma criação de Jack que estava a falir. No entanto, a devoção de Devon à sua família em detrimento da ambição profissional leva Jack a aperceber-se da importância das conexões pessoais. O episódio termina com o regresso de Tracy para salvar o destino do TGS, restaurando a confiança de Liz e a perspetiva de Jack sobre as suas prioridades.

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre atribuíram uma diversidade de elogios ao argumento afiado de "Plan B" e sátira forte, expressando que a simplicidade do enredo permitiu mais piadas e momentos emocionais. O episódio foi celebrado pelo seu humor, comentários inteligentes e ritmo refrescante, tornando-o um episódio forte e agradável da temporada. A participação especial de Sorkin foi enaltecida e descrita como "memorável," enquanto o regresso de Banks foi visto como uma adição de profundidade e humor. Arnett recebeu uma nomeação a um Prémio Emmy pela sua participação. De acordo com os dados publicados pelo sistema de mediação de audiências Nielsen Ratings, "Plan B" foi assistido por uma média de 4 milhões e 359 mil agregados familiares durante a sua transmissão original norte-americana, e foi-lhe atribuída a classificação de 1,9 e cinco de share entre os telespectadores pertencentes ao perfil demográfico dos 18 aos 49 anos de idade. O episódio destacou-se especialmente entre os jovens adultos de 18-34 anos e homens desta faixa etária.

Produção e desenvolvimento

"Plan B" foi realizado por Jeff Richmond.

"Plan B" é o 18.° episódio da quinta temporada de 30 Rock.[1] A realização do episódio ficou sob a responsabilidade de Jeff Richmond, também responsável pela direção musical e co-produção executiva do seriado.[2] Esta foi a sua segunda vez como realizador no seriado, mas já fez diversas participações especiais anteriormente como Alfonso Disparioso, instrumentista e compositor musical para o TGS with Tracy Jordan. Richmond é ainda o esposo de Tina Fey, criadora, produtora executiva, argumentista-chefe e estrela principal de 30 Rock.[3] O enredo de "Plan B", por sua vez, foi redigido pela dupla Josh Siegal e Dylan Morgan na sua quarta vez a receber crédito pelo guião de um episódio de 30 Rock.[2] Siegal e Morgan eram ainda responsáveis ainda pela co-produção da temporada.[4] As filmagens para este episódio aconteceram a 8 de Fevereiro de 2011 nos Estúdios Silvercup em Manhattan, Cidade de Nova Iorque.[5][6]

"Plan B" marcou a quarta participação do comediante Hannibal Buress em 30 Rock, no papel de um sem-abrigo que frequentemente proporciona um alívio cómico através das suas observações aleatórias e fora do comum. Este papel viria a se tornar recorrente, estendendo-se por mais quatro episódios até à sexta temporada. Buress, de princípio, juntou-se à equipa de argumentistas na quinta temporada, embora não tenha sido creditado como argumentista principal de episódios específicos, mas acabou por deixar o cargo após um breve período, em parte porque sentiu que não estava a contribuir tanto quanto queria. O envolvimento de Buress em 30 Rock foi um pequeno passo no início da sua carreira que precedeu a sua ascensão no mundo da comédia, onde mais tarde se tornou amplamente reconhecido pelo seu trabalho de comédia stand-up.[7][8]

Na altura das filmagens de "Plan B", tanto Tina Fey — criadora, produtora executiva, argumentista-chefe e atriz principal de 30 Rock — como Jane Krakowski estavam grávidas, embora a gravidez de Fey ainda fosse um segredo. Mais tarde, Fey viria a descrever o quanto estava exausta durante a produção do episódio. Entretanto, Tracy Morgan, que tinha sido submetido a um transplante de rim e perdido parte do pé, estava a ser lentamente reintegrado no seriado. Ele esteve ausente da gravação de três episódios da temporada: "It's Never Too Late for Now" e "TGS Hates Women" e "Queen of Jordan".[9] A ausência da sua personagem no seriado foi refletida no enredo de "Plan B", no qual o TGS é colocado num hiato forçado até ao regresso de Tracy. Isto desenrola-se na sátira principal de "Plan B", que se centra na diminuição do papel dos argumentistas na indústria televisiva. O ator Josh Fadem, que já havia participado de "The Problem Solvers", retornou a 30 Rock em "Plan B" para desempenhar Simon Barrons, o agente publicitário de Liz cujos outros clientes são cães.[10] Segundo Fey, ela sabia que queria que Fadem retornasse ao seriado "a partir do momento em que o trouxemos... ele muito bom a ser esquisito. Mesmo o cabelo dele é grande demais para a sua cabeça." Fadem, por sua vez, agradeceu bastante a oportunidade de aparecer de novo em 30 Rock por dar credibilidade ao seu currículo. "Abandonei a Liz como cliente e depois disse: 'Isto é o que digo aos meus cães' e comecei a fazer uma coisa tipo Cesar Millan [Dog Whisperer]. Não havia guião para aquele som, e lembro-me de ir fazendo versões diferentes e de Tina ir acompanhando."[11][12]

"Plan B" marcou a segunda participação de Josh Fadem em 30 Rock.

No episódio, Simon agenda uma audição para Liz para um trabalho de argumentista no reality show The Sing-Off, onde ela conhece inesperadamente o argumentista Aaron Sorkin. De acordo com Richmond, Sorkin levou a sua participação a sério, tendo chegado logo após ter ganho um Prémio da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA) por The Social Network e ensaiado diligentemente para conseguir fazer o seu trabalho de forma correta. Fey conheceu Sorkin quando estava a estudar teatro na Universidade da Virgínia.[13] Em 2006, dois programas respetivamente criados por Fey e Sorkin, 30 Rock e Studio 60 on the Sunset Strip, eram séries sobre a criação de um programa de comédia transmitido ao vivo em uma rede de televisão grande.[14] Apesar das suas semelhanças no enredo, os críticos de televisão constaram que os dois seriados tinham abordagens diferentes, com o primeiro sendo considerado uma sitcom mais absurda, enquanto o segundo observado como uma dramédia intensa focada em questões sociais. A NBC decidiu apostar em ambas séries, adicionando-as à sua programação na temporada televisiva norte-americana de 2006-07. No entanto, Studio 60 on the Sunset Strip recebeu críticas mistas e audiências favoráveis, enquanto 30 Rock melhorou gradualmente e recebeu diversas nomeações em cerimónias de entrega de prémios. Todavia, ao final da sua primeira temporada, a NBC cancelou Studio 60 on the Sunset Strip, permitindo que 30 Rock continuasse no ar. O ambiente entre os dois criadores aparentou ter permanecido amigável após isto, com Sorkin chegando a fazer esta participar em 30 Rock, no qual fez uma piada relacionada com o fracasso de Studio 60 on the Sunset Strip.[15] [16][17][18]

Outro fio condutor da trama segue Jack enquanto tenta salvar uma rede de televisão por cabo homossexual em falência chamada TWINKS, uma trama inspirada pelo crescimento da Logo TV. O próprio nome é uma piada, sublinhando a ignorância de Jack em relação à cultura LGBT. Fey defendeu a abordagem do seriado à comédia ousada nos comentários do DVD de "Plan B", argumentando que o que conta "e a intenção por detrás da piada, e também o facto de ser transformada numa piada real, que a torna aceitável."[12] Para salvar a rede, Jack recruta o seu antigo rival Devon Banks, interpretado por Will Arnett. Esta foi a sétima participação de Arnett em 30 Rock.[19] Uma imagem de arquivo de Barack Obama enquanto Presidente dos Estados Unidos foi adicionada ao episódio, e a imagem de Devon a fazer troça dele e mais três pessoas inclusa.[20] No final do episódio, Liz apercebe-se que Tracy não está realmente em África quando Kenneth diz que a pizzaria preferida de Tracy, a Federici's Pizza, não faz entregas internacionais. O Federici's Family Restaurant é um estabelecimento verdadeiro localizado na Nova Jérsia.[21] O episódio inclui também referências a experiências da vida real, como o facto de Fey ter descoberto excrementos de rato nos seus chinelos nos Estúdios Silvercup, o que se tornou uma frase para Liz no episódio, quando ela compara isso a Jack contratar Devon.[22] A argumentista Daisy Gardner acrescentou que os ratos do estúdio eram uma piada entre o pessoal, assinalando as filmagens noturnas sempre que aparecessem.[11]

Judah Friedlander, intérprete do argumentista Frank Rossitano em 30 Rock, é conhecido pela sua coleção de chapéus de camionista adornados com vários slogans, frases e palavras. Esta caraterística não é apenas um adereço aleatório, mas sim uma parte integrante da personalidade de Frank e do humor da série. Segundo Friedlander, ele desenha e cria estes chapéus pessoalmente, tendo originado chapéus suficientes para usar um diferente em cada cena de 30 Rock, o que se traduz em cerca de três chapéus por episódio. O conteúdo dos chapéus de Frank reflete frequentemente a sua personalidade sarcástica, interesses peculiares ou referências à cultura popular. Alguns exemplos notáveis incluem erros ortográficos, frases nostálgicas e afirmações bizarras que dão uma ideia do carácter de Frank antes mesmo de ele falar. Ocasionalmente, os chapéus são incorporados no enredo, acrescentando uma camada extra de comédia. A personalidade de Friedlander na vida real também envolve o uso de chapéus semelhantes durante as suas atuações de comédia stand-up. Muitas vezes, ostenta nesses chapéus títulos ou capacidades ultrajantes, como "Campeão do Mundo" em diversas línguas, o que contrasta humoristicamente com o seu comportamento descontraído.[23][24][25] Em "Plan B", Frank usa bonés que leem "Food Coma" e "Tandem Alert."[26]

Enredo

Jack Donaghy (Alec Baldwin) informa a Liz Lemon (Tina Fey) que, devido à ausência de Tracy Jordan (Tracy Morgan) do TGS, a NBC decidiu colocar o programa em um hiato forçado até ao retorno dele. Confiante de que este seria apenas um hiato temporário, ela revela esta informação à sua equipa, que imediatamente entrou em pânico por pensar que um hiato forçado é um eufemismo para um cancelamento. Assim, o elenco e a equipa do TGS puseram em ação os seus planos de reserva. O argumentista [[Lista de personagens de 30 Rock#Frank Rossitano (Judah Friedlander) dará continuidade à sua carreira de comediante stand-up, o produtor Pete Hornberger (Scott Adsit) irá voltar a dar aulas como um professor substituto, a estrela Jenna Maroney (Jane Krakowski) venderá os seus bonecos Bebés Jenna na loja QVC, a argumentista Sue LaRoche-Van der Hout voltará ao seu programa de televisão de vidência policial, o argumentista James "Toofer" Spurlock (Keith Powell) pegará no seu diploma de Harvard para fazer uma série de coisas, enquanto o estagiário Kenneth Parcell (Jack McBrayer) irá idealizar maneiras de salvar o TGS de um cancelamento. Neste momento, Liz se apercebe que não tinha um plano B. Então, num esforço para resolver a sua vida, ela se encontra com o seu agente Simon Barrons (Josh Fadem), que consegue arranjar-lhe uma audição para o The Sing-Off com Nick Lachey. Na sala de espera da audição, Lemon encontra-se com Aaron Sorkin, que também estava lá para se encontrar com Lachey. Sorkin explica a Liz que a arte de escrever está em declínio e que os argumentistas estão a ser forçados a se contentar com pouco. Ela procura outros trabalhos como argumentistas mas rapidamente se apercebge que a sua profissão se estava a tornar obsoleta no panorama televisivo atual, à medida que a indústria era ultrapassada por reality shows e programas de talentos. As tentativas de Liz para salvar o TGS têm uma ligeira possibilidade de sucesso quando Kenneth a informa de que, durante as suas conversas de vídeo com Tracy, ele às vezes pede pizza no mesmo restaurante que ela. Liz apercebe-se imediatamente que Tracy nunca saiu da Cidade de Nova Iorque e decide averiguar o seu verdadeiro paradeiro.[26]

Entretanto, por sua vez, Jack estava a trabalhar na sua mais recente aquisição, a rede de televisão homossexual TWINKS. Porém, esta rede se revelou um desastre de audiências e estava a falir a Kabletown, e o seu diretor executivo Hank Hooper (Ken Howard) não estava feliz com isso. Num esforço para tornar a nova rede mais bem sucedida, Jack decide contratar o seu arqui-inimigo Devon Banks (Will Arnett) para o ajudar a dar a volta à situação. Devon, que deixou a sua vida empresarial para se tornar um pai de família em Brooklyn, inicialmente rejeita a oferta de Jack, mas acaba por ser convencido pelas suas tácticas de persuasão. Eles agendam uma reunião com Hank para o dia seguinte, à qual Banks chega atrasado e com o seu bebé no colo. Isto faz com que o plano de Jack saia pela culatra, pois Hank fica encantado com a imagem de homem de família de Devon e lhe oferecesse um emprego melhor como o rosto da empresa na Europa. Todavia, numa reviravolta, Devon tem uma epifania e acaba por escolher a família em vez da ambição profissional, levando Jack a perceber que a vida é mais do que o sucesso empresarial. Este desenvolvimento faz com que Jack reconsidere as suas próprias prioridades, apercebendo-se de que não tem passado tempo suficiente com a sua filha bebé.[26]

Referências culturais

Diversas personalidades foram mencionadas em "Plan B", inclusive (sentido horário a partir do canto superior esquerdo) Rodney King, Albert Pujols, Morgan Freeman e Robin Williams.

No seu encontro com Simon, Liz recorda-lhe que como agente dela, ele deve lhe ajudar, do mesmo jeito que Fredward ajudou iCarly.[27] Depois disto, ele revela que nunca assistiu The Vampire Diaries pois os seus pais não permitiam. Mais tarde, ela vai à uma audição para ser uma das argumentistas do programa de televisão The Sing-Off, apresentado por Nick Lachey, que também comanda a audição. Quando Liz se depara com Sorkin lá, ele convida-a a caminhar com ele enquanto conversam.[28] Esta sequência é denominada "walk-and'talk" e foi popularizada por Sorkin, que usou-a com frequência em Studio 60 on the Sunset Trip e em vários outros trabalhos seus. 30 Rock já havia parodiado esta sequência antes nos episódios "Jack the Writer" e "The Collection" e feito várias outras referências a Studio 60 on the Sunset Trip nos episódios "Jack-Tor", "Jack Meets Dennis", e "The Fabian Strategy". Em "Plan B", enquanto Liz falar com Sorkin sobre a escrita para televisão, ele queixa-se sobre como "o nosso ofício está a morrer enquanto as pessoas jogam Angry Birds e se alfinetam umas às outras no Facebook. Afinal, o que é que é alfinetar? Porque é que ninguém faz isso a mim? Eu sou fixe." Embora tenha mencionado alguns dos trabalhos cujos argumentos ele escreveu, inclusive The West Wing e A Few Good Men (1992), Sorkins não mencionou o facto de ter vencido o Óscar de Melhor Argumento Adaptado por A Rede Social (2010), um filme sobre a fundação do Facebook, o que aconteceu apenas um mês antes de o episódio ir ao ar.[29]

30 Rock frequentemente incorpora piadas e referências ao desporto, utilizando-as muitas vezes como veículo de sátira ou como meio de explorar a personalidade das suas personagens. Estas referências vão desde piadas rápidas a pontos de enredo mais extensos. Jack, um titã empresarial apaixonado por tudo o que é tradicionalmente "masculino", utiliza regularmente metáforas desportivas para enquadrar as suas estratégias empresariais. O seria também goza com atletas ou eventos desportivos específicos, inclusive quando Tracy afirmou ser "o Brian Dennehy negro" num episódio, e as suas interações bizarras com o desporto são muitas vezes motivo de riso, refletindo a natureza imprevisível da sua personagem. Além disso, 30 Rock referencia e goza com o panorama dos meios de comunicação social desportivos, colocando Liz muitas vezes em situações fora do seu elemento, permitindo ao programa realçar a desconexão entre a cultura obcecada pelo desporto e as pessoas que não a seguem, tais como piadas sobre os Cleveland Cavaliers no episódio "Cleveland" e o ânimo em torno de LeBron James na altura. Uma referência desportiva de destaque ocorre em "Stride of Pride" num debate sobre se as mulheres são ou não engraçadas, que foi comparado a competições desportivas ridículas, como se as mulheres precisassem "ganhar" em ser engraçadas da mesma forma que as equipas ganham no desporto.[30] Numa das cenas de "Plan B", Jack descreve como o TGS with Tracy Jordan sem Tracy Jordan é um oximoro, citando exemplos como "governo liberal" ou "mulher cientista", ao que Liz acrescenta ainda "futebol de Princeton" como exemplo. Jack, um antigo aluno da Universidade de Princeton, fica ofendido com isto e retalia que a equipa de futebol americano esteve "4 e 3 na Ivy League no ano passado. O nosso quarterback, Henry Chang... Não importa."[22][31][27] Momentos após isto, Jack menciona ter criado a edição homossexual de SportsCenter, um programa televisivo de informação desportiva transmitido pela ESPN.[32] A lista de segmentos apresentados no Gay SportsCenter inclui: A busca pelo Final Four, Melt de Ted Williams, Decomposição das Divisões da NHL, Finais entre Celtics e Spurs, Prévia da American League Central, Resultados do Mock Draft da NHL, Contrato de Albert Pujols.[33]

Toofer afirma abanadonar o TGS para procurar novas oportunidades, e Liz pergunta qual foi o curso que ele estudou na Universidade de Harvard, ao que ele corrige dizendo que naquela instituição os cursos são chamados de "concentrações."[34] Pete, por sua vez, revela que, quando era professor, era como o ator Robin Williams no filme Sociedade dos Poetas Mortos (1989), e que o seu primeiro dia como professor substituto, seu plano B no caso do TGS ser cancelado, foi como o filme Lean on Me (1989), visto que "um tipo que parece o Morgan Freeman me bateu com um taco."[35][27] Enquanto fingia estar em África, Tracy afirma que os deuses de lá devem ser loucos, uma referência ao título do filme The Gods Must Be Crazy (1980), e que ele teve de expulsar duas pessoas nuas de um jardim, uma referência ao Jardim do Éden. Ele faz ainda mais referências ao mencionar Simba e Rafiki, personagens do filme O Rei Leão (1994) e ao afirmar ter amigos chamados Invictus, Ladysmith Black Mambazo e Paul Simon. Invictus (2009) é um filme sobre Nelson Mandela, Ladysmith Black Mambazo é um grupo a cappella de cantores masculinos sul-africanos, e Paul Simon é um músico inglês cujo álbum Graceland (1980) foi inspirado em música sul-africana.

De modo a tentar resgatar TGS de um possível cancelamento após o hiato forçado, Kenneth participou da audiência do programa Today com um cartaz. Frank aconselha-o a envolver os fãs do programa, citando exemplos de como os fãs de Friday Night Lights enviaram lâmpadas, os de Roswell enviaram molho picante, e os de Entourage enviaram idiotas aos executivos das respetivas redes de televisão nas quais os seriados eram transmitidos.[22] Kenneth aparece com a ideia de enviar cubos de açúcar a Hank Hooper em envelopes de papel de modo a resgatar o TGS, e é rapidamente intercetado por agentes da Unidade de Serviço de Emergência (ESU) do Departamento de Polícia da Cidade de Nova Iorque (NYPD) armados com Glocks 19 e carabinas Colt LE6920 Carbine 5.56x45mm. Esta é uma referência aos ataques com carbúnculo nos Estados Unidos em 2001, que mataram cinco pessoas e infectaram outras 17. O carbúnculo foi entregue em cartas sob a forma de um pó fino. No episódio, após este momento, é revelado que Sue era a detetiva em frente desta investigação, um trabalho que faz como o seu plano B. Após ser elogiada por um dos seus novos colegas, ela chama às suas capacidades de detetive "uma dádiva e uma maldição," a frase de engate do detetive Adrian Monk, desempenhado pelo ator Tony Shalhoub na série de televisão Monk. Além disso, o seu colega chama-lhe de mentalista, uma referência à série The Mentalist. Próximo ao final do episódio, a cena na qual Kenneth congela enquanto tudo o resto continua em moção, similarmente ao ocorrido no episódio "The One with the Cast of Night Court", é uma referência ao seriado Night Court, que encerrava os episódios de maneira similar.

Liz revela a Jack que ela não tem um plano B para a sua carreira pois passou a maior parte do seu tempo a assistir a todas as temporadas de The Amazing Race e comentar sobre elas em fóruns online.[27][22] Jack sugere que ela vá tentar a sua sorte em Los Angeles, mas Liz demonstra desinteresse por ter tido uma experiência negativa na cidade. Isto leva a uma sequência de analepse ao tempo de Liz em Los Angeles, no qual um grupo de protestantes vandaliza o seu carro e clamam por justiça por Rodney King, um homem afro-americano que em Março de 1991 foi severamente espancado por agentes do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) durante a sua detenção após uma perseguição a alta velocidade. O incidente foi coberto pelos meios de comunicação social de todo o mundo e causou uma agitação pública, especialmente após três dos quatro agentes terem sido absolvidos. Poucas horas depois das absolvições, começaram os motins de 1992 em Los Angeles. No episódio, após isto, Liz questiona acerca de oportunidades para os contadores de histórias, citando as pinturas rupestres de Lascaux como exemplo. Quando ela encontra os profissionais exilados da sociedade, um deles afirma ter tido uma carreira como agente de viagens no passado, mas esta tornou-se obsoleta devido a serviços como Expedia, Travelocity e Kayak, enquanto um outro afirma que todos eles moram debaixo das carruagens do Metropolitano de Nova Iorque com o diretor executivo do Friendster.[33] Após isto, Liz depara-se com um cartaz promocional do filme Transformers 5: Planet of the Earth, cujo argumento foi escrito por ninguém. Os realizadores e produtores de Transformers 5 são Nick Bernardone e Jerry Kupfer, respetivamente; o primeiro é membro da equipa de argumentistas de 30 Rock, enquanto o segundo é um dos produtores.

O Wienermobile do Oscar Meyer foi mencionado em "Plan B".

Quando Jack introduz Twinks a Liz, ela pondera se ele estaria a se referir ao canal de televisão TNT e questiona-se se as atrizes que interpretam as personagens-título da série de televisão Rizzoli & Isles eram amigas na vida real.[22] Mais tarde, na sua reunião com Hank, Jack informa que planea fazer um remake do seriado Knight Rider com o Wienermobile de Oscar Mayer, de modo a salvar a Twinks.[33][27] Hank reafirma-lhe estar tudo bem e entende que Jack comprou algo que não entendeu, como Hank fez ao comprar bilhetes para o filme Cisne Negro (2010). Em uma outra conversa com Liz, Jack afirma ter descoberto o paradeiro de Devon em Brooklyn através do LinkedIn, e compara-o a um tubarão homossexual, "como o ator de interpretou Jaws" no filme Jaws (1975).[33] Mais logo, declara que irá fazer Trading Places (1983) a ele, uma referência ao filme de comédia protagonizado por Dan Aykroyd e Eddie Murphy, que respetivamente interpretam um corretor de mercadorias de classe alta e um sem-abrigo de rua, respetivamente, que são forçados a trocar de posições. Enquanto conversavam, Devon e Jack mencionam Benny the Bull, amigo da personagem-título do seriadoDora the Explorer.

Ao longo da sua transmissão, 30 Rock desenvolveu a tradição de incorporar numerosas referências à franquia de ficção científica Star Wars, começando com o episódio piloto, no qual Tracy é visto a proclamar ser um cavaleiro espacial Jedi, um comportamento imitado por Octavia Spencer em "Game Over" com recurso a um extintor de incêndio.[36] Este tema recorrente surgiu organicamente devido a uma paixão partilhada pela equipa de argumentistas e os membros do elenco da série, em particular Tina Fey e o produtor executivo Robert Carlock. À medida que a série foi avançando, estas referências tornaram-se cada vez mais frequentes e foram sendo habilmente introduzidas em vários episódios. Ao invés de se basearem em citações óbvias ou em nomes de personagens, os argumentistas incorporam elementos mais subtis, como paralelismos de enredo, piadas visuais ou até mesmo pistas musicais que fazem lembrar a banda sonora de John Williams. Assim, criam oportunidades para um diálogo inteligente e humor situacional, uma vez que as analogias são frequentemente utilizadas para descrever situações no local de trabalho ou relações pessoais.[37] Fey, como criadora e estrela de 30 Rock, incorporou o seu gosto pessoal por Star Wars na série através de Liz, que é retratada como uma grande fã da franquia, usando frequentemente acontecimentos da trilogia original para explicar os seus sentimentos e ações na vida quotidiana, chegando ao ponto de vestir-se de Princesa Leia no Halloween por quatro anos consecutivos e ainda ao tentar se livrar do dever de jurado em Chicago e Nova Iorque.[38] Ela usou o vestido novamente para o seu próprio casamento, alegando este ser o único vestido branco no seu guarda-fato. A atriz Carrie Fisher, intérprete da Princesa Leia na trilogia original da franquia, já participou de um episódio de 30 Rock.[36] A opinião de Liz sobre a franquia reflete também alguns sentimentos comuns dos fãs, como ela considera Ataque dos Clones (2002) o seu menos favorito.[39] Em "Plan B", quando Devon aparece no ecrã pela primeira vez, ele levanta da cama e afirma estar a "sentir algo. Uma presença que não sentia desde...," uma referência ao filme Episódio IV – Uma Nova Esperança, especificamente a cena na qual a Estrela da Morte captura o Millennium Falcon e Darth Vader sente a presença de Obi-Wan. A indumentária de Devon em "Plan B" também é similar à usada por Vader no filme.[26] Foi estimado que as alusões à Star Wars aparecem em pelo menos metade do total de episódios de 30 Rock, com algumas temporadas a apresentarem várias referências por episódio. Alguns exemplos particularmente memoráveis incluem a comparação de Jack das suas lutas empresariais com a luta da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico, a tentativa desajeitada de Liz de explicar o enredo de Star Wars a um grupo de crianças, e a má interpretação de Tracy da sintaxe de Yoda.[37][40]

Transmissão e repercussão

Audiência

Nos Estados Unidos, "Plan B" foi transmitido pela primeira vez na noite de 24 de Março de 2011 através da NBC como o 98.° episódio de 30 Rock.[1] De acordo com as estatísticas publicadas pelo serviço de mediação de audiências Nielsen Ratings, a transmissão original norte-americana do episódio foi assistida em 4 milhões e 359 mil agregados familiares. Além disso, foi-lhe atribuída a classificação de 1,9 e cinco de share no perfil demográfico dos telespectadores entre os dezoito aos 49 anos de idade, o que significa que 1,9 por cento de todas as pessoas dos 18 aos 49 anos de idade de todos os lares com televisão nos Estados Unidos estavam sintonizados ao episódio, e dentre todas as famílias que estavam ativamente a ver televisão no momento da transmissão, cinco por cento estavam a ver este episódio. Em relação a "Queen of Jordan", episódio transmitido na semana anterior que recebeu a classificação de 1,7, "Plan B" representou um aumento de doze por cento.[41] O enfoque no grupo demográfico 18-49 é significativo porque este grupo etário é considerado o mais valioso para os anunciantes, representando um público-alvo fundamental para muitas redes. Uma classificação ou quota mais elevada neste grupo indica frequentemente um maior potencial de receitas publicitárias.[42]

Uma métrica importante em termos de audiência é a classificação "ao vivo mais sete dias." As redes de televisão e os anunciantes não consideram apenas quem viu um programa em direto ou no mesmo dia em que foi para o ar (conhecido como "em direto mais o mesmo dia"), mas também as pessoas que o assistiram no espaço de uma semana ("em direto mais sete dias"). Esta janela alargada capta os telespectadores que gravam programas para ver mais tarde, o que é mais comum nos programas com seguidores fiéis, mas com audiências mais baixas em direto. Para 30 Rock, até à transmissão de "Plan B", a adição desses espectadores atrasados aumentou a sua audiência no perfil demográfico 18-49 em 31 por cento, em média. Este aumento sugere que, embora 30 Rock nem sempre tenha grandes audiências em direto, tem uma base de fãs sólida que acompanha os episódios no espaço de uma semana, e representou o terceiro maior ganho percentual entre as comédias de meia hora, ficando apenas atrás de The Office e Modern Family. Estes telespectadores em atraso ajudam as redes a avaliar com maior exatidão a popularidade geral de um programa, mesmo que não atinja o topo das audiências em direto.[41]

Análises da crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AOL A-[27]
A.V. Club A-[43]
TV Fanatic 4 de 5 estrelas.[44]

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre enalteceram amplamente "Plan B" por ser um episódio de destaque, marcando um regresso às raízes cómicas de 30 Rock com uma escrita afiada, participações especiais memoráveis e forte enfoque na sátira. O equilíbrio entre sátira inteligente da indústria televisiva e momentos emocionais foram observados como pontos altos, assim como a falta de um plano B por parte de Liz, cuja trama tornou-se numa metáfora para a incerteza que os guionistas enfrentam na era atual do entretenimento. A participação de Sorkin, especialmente a sua interação com Liz sobre o Studio 60, assim como a paródia à sequência de walk-and-talk, foi destacado como outro ponto alto, reflectindo a crítica do episódio ao declínio do papel dos argumentistas na indústria televisiva. De facto, a jornalista Caitlan Smith considerou Sorkin "uma das participações especiais mais inesperadas e excelentes deste ano," na sua análise do episódio para o portal The Atlantic.[45] O regresso de Arnett também foi responsabilizado por trazer uma nova profundidade à sua personagem, como a sua mudança da ambição corporativa para as prioridades familiares ressoou entre os críticos. Segundo os críticos, a simplicidade do episódio, com menos subtramas e um enfoque em Jack e Liz, permitiu mais piadas e momentos emocionais, embora alguns tenham achado a personagem demasiado amigável de Hank Hooper um pouco monótona.[46][44][47]

O desempenho de Will Arnett foi amplamente elogiado pelos críticos de televisão e nomeado a um Prémio Emmy.

Na sua apreciação para o portal Uproxx, o colunista Alan Sepinwall elogiou a estrutura eficaz mais contida do episódio, que deu espaço a piadas certeiras e participações especiais marcantes. Embora nunca tenha sido fã de Devon Banks, Sepinwall sentiu que "Plan B" lhe trouxe uma nova humanidade através do seu carinho pelos filhos, tornando a rivalidade com Jack mais credível e divertida. O colunista demonstrou apreço pelo desempenho de Ken Howard, descrevendo-o como uma excelente adição ao elenco secundário.[48] Um contribuinte do portal Hollywood.com viu "Plan B" como um regresso à melhor forma de 30 Rock. Ele aplaudiu a forma como o episódio conclui a narrativa sobre o impacto negativo dos reality shows na escrita de qualidade, com a crise existencial de Liz e a cena surreal das profissões extintas a servirem como metáforas inteligentes, e elogiou o desempenho de Arnett pelo seu exagero calculado.[49] A repórter Breia Brissey, na sua recapitulação para o periódico Entertainment Weekly, expressou apreço pela forma como o episódio retratou o pânico profissional e os planos de emergência absurdos quando um programa como o TGS entra em pausa por causa da ausência de Tracy, valorizando o humor certeiro, escrita inteligente e crítica social em torno do estado precário do trabalho criativo.[22] Para o gazeteiro Steve Kandell, segundo a sua opinião para o portal Vulture, "Plan B" serve como uma crítica ao declínio da escrita criativa num mundo dominado pelos reality shows e salienta a mensagem central da carreira de Tina Fey: "a valorização da escrita e da televisão com guião." Todavia, embora reconheça que o episódio não ofereça uma vitória real aos guionistas, é mesmo assim uma defesa bem-humorada e eficaz do trabalho criativo num panorama mediático em mudança. Kandell concluiu a sua análise aplaudindo os momentos absurdos e comoventes do episódio, como a campanha de Kenneth com cubos de açúcar e o encontro subterrâneo de Liz com as figuras obsoletas da indústria.[50]

O repórter Matt Fisher, outro contribuinte do portal Vulture, sentiu que apesar de ser extremamente divertido, o episódio não foi ambicioso ao ponto de figurar entre os melhores da série. Mesmo assim, ele reconheceu a profundidade temática subtil e o humor inteligente, sublinhando que o seu encanto reside na sua rapidez, prestações de convidados carismáticos e na comédia surreal mas bem equilibrada, que mantém a surpresa sem resvalar para o absurdo gratuito.[51] Uma opinião similar foi partilhada pelo diarista Brad Sanders, em um julgamento menos positivo para o jornal independente Indiana Daily Student publicado pela Universidade de Indiana, no qual comentou que apesar de "Plan B" representar um regresso ao formato de 30 Rock, não foi um dos episódios mais engraçados da temporada.[52] Outro sentimento similar foi ainda exteriorizado no comentário do gazetista Phil Dyess-Nugent para o A.V. Club, que elogiou a consistência e humor de "Plan B", apesar de considerar que não atinge os pontos mais altos da série. Ele comparou o encanto do episódio ao estilo caótico e cómico de Woody Allen ou W. C. Fields, observando como os momentos brilhantes conseguem compensar os menos conseguidos. A despeito de suspeitar que o episódio possa ter sido "remendado" a partir de vários argumentos diferentes, Dyess-Nugent apreciou o resultado final, ainda que não o considere digno da lista dos melhores de sempre da série.[43]

No seu ponto de vista para o jornal Los Angeles Times, a periodicista Meredith Blake manifestou um entusiasmo caloroso pelo episódio, elogiando a forma como 30 Rock se manteve afiado e criativo mesmo durante a ausência de Tracy Morgan. Embora reconheça que a série não era a mesma sem o humor imprevisível do actor, admirou como a equipa de argumentistas se superou sob pressão, produzindo episódios notáveis e mostrando que a série prospera quando enfrenta restrições.[33] O colunista Bob Sassone, contribuinte do portal TV Squad do serviço AOL, viu "Plan B" como uma enorme melhoria em relação ao episódio anterior, argumentando que se "'Queen of Jordan' foi um F, 'Plan B' é com certeza um A-." Sassone elogiou o episódio por recentrar a narrativa nos pontos fortes da série — os bastidores da televisão e o caos de TGS — que, segundo o crítico, são a fórmula certa para o sucesso. A subtrama da falsa estadia de Tracy em África foi também bem recebida por si, especialmente pela reviravolta inteligente que proporcionou, embora Sassone tenha admitido nem ter sentido falta da personagem.[27] A crítica de televisão Louisa Mellor exteriorizou uma comparação parecida em relação a "Queen of Jordan",[19] enquanto o gazeteiro Bob Degon, que primeiramente expressou estar à espera de uma desilusão após a excelência de "Queen of Jordan" no seu blogue Cliqque Clack, também considerou "Plan B"outro episódio de destaque de 30 Rock. A cena na qual Liz menciona o Studio 60 e Sorkin responde com um "cala-te" seco foi apontada como o momento mais hilariante, elogiando também o bom timing cómico de Sorkin. Embora ainda não tenha sido totalmente convencido pelo papel de Hank Hooper, o crítico gostou da forma como ele cria obstáculos para Jack, mencionando que "vê-lo desconfortável esta temporada tem sido bastante divertido."[35]

Reconhecimento

O redator Chris Morgan colocou "Plan B" no 35.º posto da lista dos 25 melhores episódios de 30 Rock, publicada pela revista Paste.[53] Embora não tenha incluído "Plan B" na sua lista dos dez melhores episódios da quinta temporada de 30 Rock, o blogue That's Entertainment! considerou-o um dos seus favoritos.[54] Na sua lista dos melhores episódios de 30 Rock publicada pelo blogue Film School Rejects, o repórter Jacob Trussell posicionou "Plan B" no 55.° lugar, enaltecendo bastante a participação de Sorkin.[28] Todavia, em contrapartida, a Penn State CommRadio, uma publicação da Universidade Estadual da Pensilvânia, considerou-o o 123.° melhor episódio da série, descrevendo-o como "a definição perfeita de um episódio de enchimento."[55]

O portal ScreenRant incluiu a frase "TGS with Tracy Jordan without Tracy Jordan is an oxymoron... Like 'liberal government' or 'female scientist,'" dita por Jack no episódio, na lista das dez mais espertas e inteligentes de 30 Rock[31] A 12 de Janeiro de 2015, o autor do blogue A Boat Against the Current destacou a frase "You wanna party? It's $500 for kissing and $10,000 for snuggling. End of list," citada por Liz no episódio, como a sua citação do dia.[56] No ano seguinte, uma outra frase dita por Liz, " “People of the sidewalk, we can’t give up on the written word! We need stories! Because I don’t have a plan B. I have a degree in Theater Tech with a minor in Movement. Why did my parents let me do that?!," foi selecionada como a 13.ª mais subestimada do seriado.[57]

Prémios e nomeações

Na 63.ª cerimónia anual dos prémios Emmy do horário nobre, Will Arnett foi nomeado na categoria Melhor Ator Convidado em Série de Comédia pelo seu desempenho em "Plan B", a qual competia com o ator Matt Damon pela sua participação no episódio "Double-Edged Sword". Porém, foi Justin Timberlake quem saiu vitorioso pelo seu papel como anfitrião do Saturday Night Live.[58]

Referências

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