Double-Edged Sword

"Double-Edged Sword"
14.º episódio da 5.ª temporada de 30 Rock
Carol Burnett (Matt Damon) a ameaçar a sua namorada com uma arma. Damon recebeu uma nomeação a um Prémio Emmy e aclamação universal.
Informação geral
DireçãoDon Scardino
Escrito porKay Cannon
CinematografiaMatthew Clark
EdiçãoKen Eluto, A.C.E.
Cód. de produção514
Exibição original10 de Fevereiro de 2011
Convidados
Episódios da 5.ª temporada
30 Rock (5.ª temporada)
Lista de episódios

"Double-Edged Sword" é o 14.° episódio da quinta temporada da série de televisão de comédia de situação norte-americana 30 Rock, e o 92.° da série em geral. Foi realizado por Don Scardino e teve o seu enredo escrito por Kay Cannon e Tom Ceraulo; Scardino e Cannon também atuavam como produtores da temporada. A sua transmissão original nos Estados Unidos ocorreu através da rede de televisão National Broadcasting Company (NBC) na noite de 10 de Fevereiro de 2011. Diversos atores fizeram uma participação especial no episódio, incluindo John Cho, Jeff Hiller, David Wilson Barnes, Brian Haley, Barbara Christie, e Jenn Schatz. Matt Damon e Elizabeth Banks também fizeram participações, repetindo os seus respetivos desempenhos como Carol Burnett e Avery Jessup.

No episódio, o executivo Jack Donaghy (interpretado por Alec Baldwin) viaja para Toronto, Canadá, com a sua esposa Avery (Banks), que entra inesperadamente em trabalho de parto, levando o casal a tentar retornar aos Estados Unidos para que o bebé nasça em solo norte-americano. Entretanto, Liz Lemon (Tina Fey) embarca num avião pilotado pelo seu namorado Carol (Damon), mas a decolagem é atrasada indefinidamente, resultando em um conflito entre os dois. Ao mesmo tempo, Tracy Jordan (Tracy Morgan) enfrenta a pressão decorrente da conquista do seu EGOT, confrontando-se com as exigências e formalidades que a nova fase de sua carreira impõe.

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre acharam "Double-Edged Sword" bem elaborado e divertido, embora a trama de Tracy tenha sido recebida com opiniões divergentes. A atuação de Matt Damon foi universalmente aclamada, sendo considerada um dos destaques do episódio e da série como um todo. Tanto ele como Elizabeth Banks receberam nomeações ao Prémio Emmy pelas suas participações, assim como Tina Fey. Hoje "Double-Edged Sword" é amplamente reconhecido como um dos melhores episódios da série por periódicos como Paste e Vanity Fair, com especial destaque sendo dado à dinâmica entre Liz e Carol, cuja separação foi mencionada em diversas listas como uma das mais engraçadas da televisão.

De acordo com os dados publicados pelo sistema de mediação de audiências Nielsen Ratings, "Double-Edged Sword" foi assistido por uma média de 4 milhões e 593 mil agregados familiares durante a sua transmissão original norte-americana, e foi-lhe atribuída a classificação de 2,3 e 6 de share entre os telespectadores pertencentes ao perfil demográfico dos 18 aos 49 anos de idade. No contexto da temporada televisiva dos Estados Unidos de 2010–11, estes números fizeram de 30 Rock o maior sucesso da NBC do seu horário de transmissão, no qual 30 Rock destacou-se como o programa mais visto entre os jovens adultos e homens dos 18 aos 34 anos naquela noite.

Produção e desenvolvimento

Este foi o nono episódio de 30 Rock cujo guião foi escrito por Kay Cannon.

"Double-Edged Sword" é o 14.° episódio da quinta temporada de 30 Rock.[1] As suas filmagens aconteceram a 29 de Outubro de 2010 nos Estúdios Silvercup em Manhattan, Cidade de Nova Iorque.[2][3] O episódio foi realizado por Don Scardino — marcando esta a sua 33.ª vez a trabalhar na realização de um episódio de 30 Rock, a maior quantidade por qualquer realizador da série — e teve o seu enredo redigido por Tom Ceraulo e Kay Cannon, marcando a terceira e nona vez que eles recebem crédito pelo guião de um episódio da série, respetivamente. Scardino e Cannon eram também responsáveis pela produção da temporada.[4][5] Embora os nomes dos atores Judah Friedlander e Keith Powell, respetivos intérpretes das personagens Frank Rossitano e James "Toofer" Spurlock, tenham sido listados nas sequências de créditos de "Double-Edged Sword", eles não participaram do episódio.[1]

O ator Matt Damon participou de "Double-Edged Sword" interpretando pela quarta e última vez em 30 Rock o piloto Carol Burnett, personagem introduzida originalmente em "I Do Do", episódio final da quarta temporada. Damon voltou a dar vida ao papel nos episódios "The Fabian Strategy" e "Live Show".[6][7][8] Durante o voo pilotado por Carol é exibido o programa fictício Gals on the Town, uma produção da NBC criada dentro do universo de 30 Rock. Esse mesmo programa viria a reaparecer na temporada final do seriado Unbreakable Kimmy Schmidt. No episódio "Run, Kimmy!", a personagem principal Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) cria uma conta no serviço de streaming HouseFlix e, ao navegar pelas opções de entretenimento, encontra Gals on the Town disponível no catálogo.[9] Além da criadora Tina Fey em comum, os elencos de 30 Rock e Unbreakable Kimmy Schmidt compartilham diversos nomes: Jon Hamm, que interpretou o Dr. Drew Baird em 30 Rock, assumiu o papel do Reverendo Wayne Gary Wayne em Unbreakable Kimmy Schmidt; Jane Krakowski, intérprete de Jenna Maroney em 30 Rock, encarnou Jacqueline na série posterior; enquanto o ator Mike Carlsen, que fez uma breve participação especial em 30 Rock no episódio "When It Rains, It Pours" como um trabalhador de construção, desempenhou um papel semelhante mais abrangente em Unbreakable Kimmy Schmidt. A recorrência de atores e elementos fictícios levou a imprensa a especular sobre uma possível ligação entre as duas séries. Quando questionados pela Entertainment Weekly, ambos Fey e o co-criador Robert Carlock negaram oficialmente qualquer continuidade narrativa entre os universos das duas séries.[10][11]

O episódio contou com o regresso da atriz convidada Elizabeth Banks, desempenhando Avery Jessup pela quinta vez nesta temporada e pela 11.ª vez ao longo da série.[12] A sua narrativa em "Double-Edged Sword" gira em torno da tentativa de regressar do Canadá aos Estados Unidos para garantir que a filha nasça em solo norte-americano. Este enredo é acompanhado por uma série de piadas e estereótipos sobre o país vizinho. Uma dessas piadas menciona, incorretamente, que o número de emergência no Canadá é 272, quando na realidade o país utiliza o mesmo número que os Estados Unidos: 911.[13] Além disso, segundo a legislação norte-americana, uma criança nascida fora dos EUA de dois pais cidadãos norte-americanos é automaticamente considerada cidadã dos EUA desde o nascimento, o que torna a preocupação de Avery e Jack tecnicamente infundada. Na conclusão do episódio, já num hospital canadiano e após o parto, o casal é informado de que não precisará pagar pela assistência médica, pois a estadia estaria coberta pelo sistema público de saúde do Canadá. Essa afirmação, no entanto, não corresponde à realidade, já que esse sistema atende apenas cidadãos e residentes permanentes do país. Indignado, Jack declara que encontrará algum canadiano disposto a aceitar o seu dinheiro, sendo imediatamente interrompido pelos créditos, que destacam o nome do produtor executivo Lorne Michaels, ele próprio canadiano. [14][15][16] Outras participações especiais no episódio foram de Jeff Hiller como Stewart, David Wilson Barnes como Thomas, e Brian Haley no papel de Dave.[17] O ator asiático-americano John Cho também participou desempenhando Lorne, um aceno direto ao produtor executivo da série.[18][19] Embora neste episódio tenha interpretado o assistente de bordo Stewart, Hiller participou de "Reunion" na terceira temporada dando vida a um empregado de hotel.[20]

Esquerda-direita: Jeff Hiller, John Cho e Brian Haley participaram do episódio.

O arco narrativo de Tracy envolvendo a sua busca pelo estatuto de EGOT — vencedor dos prémios Emmy, Grammy, Óscar e Tony — alcança o seu clímax neste episódio.[21][5][22] Essa história começou quando Tracy, ao ver um vistoso colar cravejado com as letras "EGOT" numa loja de penhores, decide que deseja conquistar os quatro galardões.[23] A joia é uma paródia inspirada no ator Philip Michael Thomas, que cunhou o termo "EGOT" e criou um colar mais discreto para simbolizar a sua ambição de vencer todos os prémios num prazo de cinco anos. Embora Thomas nunca tenha atingido tal façanha, a ideia capturou a imaginação dos argumentistas de 30 Rock e tornou-se o cerne da jornada de Tracy, concebida pela argumentista Cannon.[24][25] Em "Double-Edged Sword", descobre-se que Tracy finalmente conquistou um Óscar, completando assim o seu EGOT. Contudo, longe de se sentir realizado, ele percebe que agora está preso a uma rotina de ator sério, exatamente o que nunca desejou para si. Como resposta, foge para África, numa sátira ao retiro do comediante afro-americano Dave Chappelle, que abandonou a indústria no auge da carreira. Tracy Morgan, intérprete de Tracy Jordan, revelou posteriormente que este enredo foi desenvolvido intencionalmente para justificar a sua ausência, pois precisava submeter-se a um transplante renal. Em consequência disso, o ator não participou dos dois episódios seguintes ("It's Never Too Late for Now" e "TGS Hates Women") e teve sua presença reduzida nos demais capítulos da temporada.[26][27] A sua ausência representou um desafio não apenas narrativo, mas também emocional, já que a equipa de produção se mostrava genuinamente preocupada com a sua saúde.[6]

Os argumentistas de 30 Rock, inclusive como Vali Chandrasekaran e John Riggi, reconheceram abertamente que, apesar de ser frequentemente desorganizado e difícil de dirigir, Morgan possuía um talento cênico inquestionável. A sua presença preenchia um espaço criativo significativo dentro da série, um espaço que, com sua ausência, precisaria ser redistribuído cuidadosamente. Embora a equipa tenha conseguido, ao menos temporariamente, preservar a dinâmica do programa, havia um consenso de que a ausência prolongada do ator comprometeria inevitavelmente o equilíbrio tonal da série. Diante desse desafio, os guionistas optaram por investir mais atenção em personagens secundários, sobretudo Pete Hornberger, interpretado por Scott Adsit. Originalmente concebido como o melhor amigo e conselheiro informal de Liz, Pete fora gradualmente relegado a segundo plano à medida que a relação entre Liz e Jack se tornava o eixo central da narrativa. Com Tracy fora de cena, os guionistas viram a oportunidade de reacender a presença de Pete, atribuindo-lhe tramas próprias e permitindo que ele explorasse nuances até então negligenciadas. Tanto os colegas de elenco quanto a equipa criativa elogiaram Adsit pela sua versatilidade e profissionalismo, mesmo quando a sua personagem era subutilizada. Não obstante, o consenso entre os criadores era de que, apesar das soluções provisórias, 30 Rock era mais forte com Tracy presente, tanto em cena quanto nos bastidores.[6]

Ao longo da série, o ator norte-americano Mickey Rourke é frequentemente invocado como referência cómica para satirizar os excessos da fama, os altos e baixos da indústria do entretenimento e os estereótipos em torno de celebridades em decadência. Jenna Maroney é a personagem mais ligada a essa sátira, e menciona repetidamente um alegado relacionamento amoroso com o ator que, segundo a própria Jenna, teve um desfecho conturbado, incluindo o envio de um buquê cheio de tarântulas enquanto ela se recuperava de um colapso nervoso.[28][29] As menções a Rourke começaram em "Kidney Now!", com Jenna a revelar ter tentado namorar com o ator.[30] Desde então, ela passou a fazer afirmações cada vez mais surreais, como a de que ele tentou matá-la com uma espada de dois gumes — referência feita diretamente em "Double-Edged Sword" — e que ele teria "reinventado-a, destruído-a e reconstruído-a do nada sexualmente."[31][32][33] A personagem mantém esse fio narrativo até o episódio final da série, "Last Lunch", no qual quebra a quarta parede e revela, de forma inesperada, que nunca conheceu Rourke de verdade. Em entrevista ao portal The Hollywood Reporter, a atriz Jane Krakowski afirmou com ironia e humor que o arco narrativo "parece intrigante. Eu pensei muito nisso, e estou um pouco perturbada. Eu não sei, nós de repente escolhemos pessoas. [...] Passou um longo período desde que eu estive com Mickey Rourke..."[34]

Enredo

Tracy Jordan (interpretado por Tracy Morgan) finalmente conquista o tão almejado Óscar e, com isso, completa o seu objetivo de vida: alcançar o cobiçado EGOT — Emmy, Grammy, Óscar e Tony. No entanto, o que deveria ser o auge da sua carreira acaba por transformar-se num fardo inesperado. A sua imagem pública sofre uma metamorfose súbita; de excêntrico imprevisível, passa a ser visto como um artista consagrado, elogiado em particular pela sua atuação dramática no filme Hard to Watch, que lhe rendeu o prémio. Mas a aclamação crítica não lhe traz paz. Tracy sente-se desconfortável com o novo estatuto. A fama "respeitável" obriga-o a participar de jantares aborrecidos, escutar discursos emocionados de atrizes brancas, e até a aceitar um convite para discursar na cerimónia de graduação da Universidade Cornell, uma proposta que considera tão insultuosa que o leva a desatar a falar de si próprio na terceira pessoa. Na sua mente, algo precisava ser feito para reverter o curso. Determinado a sabotar a sua nova reputação, Tracy empreende uma série de ações cada vez mais absurdas, incluindo a compra de um chimpanzé mágico, que acaba por se afogar. Mesmo assim, a sua imagem permanece intacta.[35]em conseguir destruir a percepção pública que o envolve, Tracy abandona repentinamente as gravações do TGS with Tracy Jordan e parte para África, em busca de anonimato, liberdade e distância do mundo das celebridades.

Enquanto isso, Liz Lemon (Tina Fey) decide tirar umas férias com o seu namorado Carol Burnett (Matt Damon), um piloto de avião responsável por pilotar o avião no qual vão viajar. Porém, o que deveria ter sido uma escapada tranquila rapidamente se transforma num pesadelo claustrofóbico. O avião permanece na pista por horas, sem nunca descolar. Carol tenta apaziguar os passageiros com anúncios vagos, repetindo que o avião partirá "daqui a cerca de meia hora." Liz, frustrada com a passividade do namorado, sugere que voltem ao terminal, mas Carol insiste que está no controlo da situação. É então que a tensão se instala entre os dois. Carol, numa tentativa de manter a autoridade, conta com a cumplicidade da tripulação para isolar Liz, um gesto que só alimenta o seu descontentamento. Quando a situação atinge o limite e Carol, chega a apontar uma arma a Liz, os dois têm uma epifania amarga: aquilo que os unira — a semelhança de temperamento, teimosia e sarcasmo — tornara-se insuportável. A relação termina ali mesmo.[35]

Em paralelo, Jack Donaghy (Alec Baldwin) e Avery Jessup (Elizabeth Banks) enfrentam um dilema próprio. Durante uma viagem ao Canadá, Avery entra inesperadamente em trabalho de parto. Porém, movidos por um patriotismo exacerbado, e por ambições políticas futuras, o casal recusa-se a deixar que a filha nasça fora do solo norte-americano. Decidem, então, encontrar uma forma de regressar aos Estados Unidos antes do parto. A única boleia disponível é uma carrinha duvidosa que, para seu espanto, também funciona como laboratório de metanfetamina móvel. Com o tempo a esgotar-se e as contracções a intensificarem-se, Jack finalmente aceita o inevitável. O sonho da nacionalidade presidencial dá lugar ao instinto de proteção. Ele conduz Avery a um hospital canadiano, compreendendo, no momento mais crítico, que salvar o dia é mais importante do que moldar o futuro.[35]

Referências culturais

O episódio parodiou a aparição de Sacheen Littlefeather na cerimónia do Óscar.

Durante a interminável espera na pista, Liz tenta distrair-se com o filme de entretenimento a bordo, Legend of the Guardians: The Owls of Ga'Hoole (2010). A certa altura, Carol começa a mover os lábios sincronizados com o diálogo do filme, como se já tivesse assistido àquela história dezenas de vezes.[22][13] Em meio à conversa, Liz comenta ter visto o thriller Crimson Tide (1995) no canal Showtime, enquanto Carol recorda com entusiasmo uma esquete recente do TGS, na qual Austin Powers, o extravagante espião do filme International Man of Mystery (1997), aparecia inexplicavelmente no meio de Crossfire (1947), um clássico noir. Liz, por um momento, assusta-se ao pensar que há um homem na asa do avião, apenas para depois perceber que o avião ainda não tinha saído do chão, e o homem era apenas um mecânico. A cena ecoa diretamente o episódio "Nightmare at 20,000 Feet" da antológica The Twilight Zone.[36] Jack, em conversa com Liz, comenta que nunca dorme durante voos por receiar ser "inceptado," uma referência direta ao filme Inception (2010).[37] Durante a saga de Jack e Avery rumo aos Estados Unidos, o casal apanha boleia numa caravana que, para sua surpresa, é também um laboratório de metanfetaminas improvisado, uma referência a Breaking Bad. No meio das contrações, Avery exclama "Zoinks!", evocando o som de pânico da personagem Shaggy Rogers de Scooby-Doo, Where Are You! Mais tarde, Jack comenta que, se a filha nascesse no Quénia, ninguém ousaria questionar sua elegibilidade para a presidência dos Estados Unidos, uma alusão às teorias da conspiração em torno da cidadania de Barack Obama.[15]

Quando é anunciado como vencedor do Óscar, Tracy sobe ao palco com uma mulher nativo-americana para proferir o discurso de aceitação. Esta é uma paródia ao ocorrido quando o ator Marlon Brando enviou Sacheen Littlefeather, uma atriz e ativista nativo-americana, para recusar o seu Óscar de Melhor Ator em 1973 pelo seu desempenho em O Padrinho (1972). Littlefeather subiu ao palco vestida com trajes tradicionais dos índio-americanos e proferiu um discurso explicando o protesto de Brando contra a imagem que Hollywood fazia dos índios americanos. Assim como Littlefeather, a acompanhante de Tracy vestiu trajes tradicionais.[38] O programa fictício Gals on the Town parodia o fenómeno cultural de O Sexo e a Cidade. Protagonizada por mulheres solteiras elegantes, obcecadas por moda e dramas citadinos, o programa também faz referência a suas herdeiras televisivas, Cashmere Mafia e Lipstick Jungle, que estrearam em 2008 com apenas um mês de diferença uma da outra. Lindsay Price, uma das protagonistas de Gals on the Town, foi uma das protagonistas de Lipstick Jungle.[13][9][16][38]

Transmissão e repercussão

Em 2016, o episódio foi relembrado aquando da questão sobre a eligibilidade de Ted Cruz à presidência norte-americana.

Nos Estados Unidos, "Double-Edged Sword" foi transmitido pela primeira vez na noite de 10 de Fevereiro de 2011 através da NBC como o 94.° episódio de 30 Rock.[1] O episódio deixou ecos na cultura popular por anos a seguir, impactando tanto a cultura popular ao ponto de ter um trecho no qual a personagem Stewart aparece incluso no documentário Do I Sound Gay? (2014), uma reflexão sobre a linguagem, identidade e estereótipos de voz na comunidade LGBTQIA+.[39] A frase "Yes, my daughter is Canadian-American, but I will treat her like a human baby" (em português: "Sim, a minha filha é canadense-americana, mas vou tratá-la como um bebé humano"), dita por Jack no episódio, foi usada como uma pista no segmento "Lines from the TV Comedy" do episódio da competição Jeopardy! transmitido a 21 de Setembro de 2018.[40]

A trama do episódio envolvendo o nascimento da filha de Jack e Avery no Canadá e a preocupação sobre sua elegibilidade à presidência norte-americana voltou à tona anos depois. Durante a campanha presidencial de 2016, Ted Cruz, nascido em Calgary, Alberta, teve sua cidadania norte-americana posta em debate público. De forma inesperada, o enredo cómico de 30 Rock revelou-se profético, e jornais de grande circulação relembraram o episódio como um comentário satírico antecipado sobre a política de nacionalidade nos EUA.[41] Em 2021, o desempenho de Matt Damon como piloto também foi revisto sob uma nova lente. Um criador de conteúdo digital especializado em aviação publicou no YouTube uma análise detalhada sobre a precisão das atitudes e maneirismos de Damon ao retratar um piloto.[42]

Audiência

De acordo com as estatísticas publicadas pelo serviço de mediação de audiências Nielsen Ratings, a transmissão original norte-americana do episódio foi assistida em 4 milhões e 593 mil agregados familiares. Além disso, foi-lhe atribuída a classificação de 2,3 e 6 de share no perfil demográfico dos telespectadores entre os dezoito aos 49 anos de idade, o que significa que 2,4 por cento de todas as pessoas dos 18 aos 49 anos de idade de todos os lares com televisão nos Estados Unidos estavam sintonizados ao episódio, e dentre todas as famílias que estavam ativamente a ver televisão no momento da transmissão, sete por cento estavam a ver este episódio. O enfoque no grupo demográfico 18-49 é significativo porque este grupo etário é considerado o mais valioso para os anunciantes, representando um público-alvo fundamental para muitas redes. Uma classificação ou quota mais elevada neste grupo indica frequentemente um maior potencial de receitas publicitárias.[43]

Na sua faixa horária de transmissão, 30 Rock foi o programa mais visto entre os telespetadores jovens adultos e os homens com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos, batendo os seus concorrentes transmitidos em simultâneo, Private Practice da ABC e The Mentalist da CBS. Durante as quatro semanas nas quais episódios inéditos de 30 Rock foram exibidos na faixa horária das 22h00 às 22h30, o seriado rendeu à NBC os números mais elevados da temporada televisiva de 2010-11 para essa meia hora de transmissão, tanto em termos de telespectadores totais como no grupo etário dos telespetadores dos 18-49 anos.[44] No entanto, apesar de 30 Rock ter tido um bom desempenho naqueles grupos demográficos, Private Practice atraiu mais telespectadores durante o horário mais alargado das 22h00 às 23h00.[45]

Uma métrica importante em termos de audiência é a classificação "ao vivo mais sete dias." As redes de televisão e os anunciantes não consideram apenas quem viu um programa em direto ou no mesmo dia em que foi para o ar (conhecido como "em direto mais o mesmo dia"), mas também as pessoas que o assistiram no espaço de uma semana ("em direto mais sete dias"). Esta janela alargada capta os telespectadores que gravam programas para ver mais tarde, o que é mais comum nos programas com seguidores fiéis, mas com audiências mais baixas em direto. Para 30 Rock, até à transmissão de "Double-Edged Sword", a adição desses espectadores atrasados aumentou a sua audiência no perfil demográfico 18-49 em 28 por cento, em média. Este aumento sugere que, embora 30 Rock nem sempre tenha grandes audiências em direto, tem uma base de fãs sólida que acompanha os episódios no espaço de uma semana, e representou o terceiro maior ganho percentual entre as comédias de meia hora, ficando apenas atrás de The Office e Modern Family. Estes telespectadores em atraso ajudam as redes a avaliar com maior exatidão a popularidade geral de um programa, mesmo que não atinja o topo das audiências em direto.[44]

Análises da crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
A.V. Club A-[46]
TV Fanatic 3.5 de 5 estrelas.[37]

Em geral, os críticos especialistas em televisão do horário nobre consideraram "Double-Edged Sword" divertido e bem elaborado, embora as opiniões variassem quanto ao seu impacto. Embora alguns tenham sentido falta de interações entre todas as personagens principais, muitos elogiaram a escrita inteligente e o humor do episódio, particularmente na dinâmica entre Liz e Carol, com a interpretação de Matt Damon a receber aclamação universal. O absurdo da cena na qual o casal termina o seu namoro foi enaltecido pelos críticos, embora alguns tenham achado que o momento não foi realista, mesmo para a série, e que a resolução foi precipitada. O enredo de Jack e Avery foi igualmente elogiado, mas a história de Tracy teve uma receção mais mista, com alguns opiniadores desiludidos com a falta de emoção e outros a considerarem-na um absurdo adequado.[47][48][49][50]

A trama da personagem de Tracy Morgan não foi bem recebida, mas os críticos reconheceram a necessidade do ator de se ausentar da série.

O gazetista Nathan Rabin, na sua observação para o jornal de entretenimento A.V. Club, enfatizou "Double-Edged Sword" como um episódio quase perfeito, exteriorizando admiração por como todas as histórias convergiram em torno deste conceito.[46] A repórter Breia Brissey, na sua recapitulação para o periódico Entertainment Weekly, relatou que se divertiu bastante com este episódio e celebrou o tom ridículo da narrativa.[13] Um contribuinte do portal Hollywood.com descreveu "Double-Edged Sword" como" mais um episódio forte" de 30 Rock, mas mostrou desagrado pela trama de "preenchimento" de Tracy,[51] uma opinião partilhada pela periodicista Louisa Mellor que, na sua posição para o portal televisivo Den of Geek, também salientou que a trama de Tracy foi provavelmente o elo mais fraco, mas ainda assim proporcionou algumas gargalhadas.[52]

No seu ponto de vista para o jornal Los Angeles Times, a periodicista Meredith Blake apreciou a forma pouco convencional e frequentemente sombria com que a série aborda o Dia dos Namorados e os relacionamentos, observando que este episódio teve um tom particularmente dramático evidenciado pelo colapso de Carol no avião. Blake sentiu-se desapontada pela relação de Liz e Carol não ter representado um novo capítulo na evolução dela, receando que a série volte a retratar Liz como uma figura solitária e desorganizada, em vez de lhe permitir crescer.[53] Similarmente, o diarista Bob Degon, na sua dissertação para a página Clique Clack, gostou imenso de como 30 Rock manteve a tradição de episódios sobre o Dia dos Namorados nada românticos e brutalmente divertidos, vangloriando a série por evitar clichés românticos e apresentar uma abordagem fresca e mordaz ao tema do amor, destacada por tanto Liz e Carol, como Jack e Avery, a caírem na armadilha de namorar alguém demasiado parecido consigo próprio. Degon ficou agradavelmente surpreendido pela atuação de Damon, mas reconheceu que a série funciona melhor com Liz e Jack solteiros. Não obstante, o crítico sentiu alguma desilusão pela forma abrupta como a longa narrativa de Tracy foi encerrada.[36] No seu parecer para o portal nova-iorquino Vulture, o gazeteiro Steve Kandell engrandeceu o uso inteligente do Canadá não apenas como fonte de piadas sobre gentileza, mas como uma metáfora para os perigos da teimosia nos relacionamentos. Acerca da trama de Tracy, ele sentiu que foi um desfecho algo anticlimático para uma narrativa que durou várias temporadas. Kandell também notou a tendência da série para abandonar subenredos de forma abrupta, assim que deixam de ser úteis para o humor.[15]

O comediante Matt Fisher, outro contribuinte do Vulture, apreciou a dedicação inabalável do seriado à comédia pura, reconhecendo-a como um "tubarão de comédia implacável" que dá prioridade ao humor e ao comportamento inesperado em detrimento do desenvolvimento das personagens, do realismo emocional ou da continuidade narrativa. Segundo Fisher, raramente há espaço para relações humanas autênticas ou momentos com os quais o público se possa identificar e, quando esses momentos surgem, são recebidos com entusiasmo, mesmo que colidam com o tom habitual da série. Todavia, ele questionou se a série beneficiaria de um equilíbrio maior entre o caos cómico e histórias emocionais mais sólidas, como acontece em The Office, concluindo que adicionar demasiado realismo provavelmente quebraria a bolha cómica surreal de 30 Rock, alegando ser melhor, portanto, "deixar essa bolha flutuar intacta e simplesmente desfrutar do mundo absurdo e recheado de piadas da série."[27] Na sua apreciação para o portal Uproxx, o colunista Alan Sepinwall elogiou o humor afiado e a coerência temática do episódio, mesmo com três tramas praticamente independentes. Ele parabenizou ainda a sátira bem-humorada aos estereótipos canadianos, descrevendo-a como uma forte demonstração da capacidade de 30 Rock em oferecer comentários perspicazes através do absurdo.[16] Na mesma linha de pensamento, o colunista Bob Sassone, contribuinte do portal TV Squad do serviço AOL, achou o episódio surpreendentemente bom, celebrando o fato de cada trama, apesar de independente, parecer importante e que as experiências das personagens faziam sentido isoladamente. Mesmo assim, expressou desejo de ver as personagens de volta ao ambiente normal, sugerindo que elas funcionam melhor quando interagem entre si. Embora Sassone reconheça que o fim do relacionamento de Liz e Carol fosse inevitável, achou o clímax do episódio um pouco irreal. Apesar disso, constatou que a tensão nas discussões deles pareceu credível.[38]

Na sua dissertação para o jornal independente Indiana Daily Student, publicado pela Universidade de Indiana, o jornalista Brad Sanders apreciou como 30 Rock é praticamente incapaz de produzir um episódio de má qualidade, com até mesmo os episódios "meramente excelentes" como este mantendo uma alta qualidade cómica. Embora reconhece que "Double-Edged Sword" pode não figurar entre os melhores episódios da série, "ainda assim é incrível," aplaudindo o humor, a sagacidade e o talento cômico de Damon por fazerem a sua trama ser um exemplo forte da excelência do guião do seriado. "Tal como acontece com muitos dos grandes episódios de 30 Rock, é muito menos sobre o enredo do que sobre os vasos através dos quais o enredo nos é transmitido, que por acaso é a escrita de comédia mais afinada de sempre," explicou ele.[54] Em um tom menos favorável na sua análise para o blogue TV Fanatic, o periodicista Dan Forcella considerou "Double-Edged Sword" sólido, mas "nada de especial" e longe de ser memorável, condenando a a falta de humor caótico e exagerado, que fez com que o enredo parecesse demasiado sombrio e aquém da energia habitual da série.[37]

Reconhecimento

Elizabeth Banks (esquerda) e Tina Fey (direita) receberam nomeações ao Prémio Emmy pelos seus desempenhos no episódio.

"Double-Edged Sword" vem sendo destacado em listas retrospectivas que celebram os melhores momentos de 30 Rock, inclusive na dos 100 melhores episódios publicada pela revista Paste, na qual o colunista Chris Morgan classificou-o em 43.º lugar, aslegando que todas as histórias funcionam e são divertidas, mesmo que nenhuma delas seja particularmente boa."[55] O autor Jacob Trussell, posicionou-o em 67.º lugar da lista dos melhores episódios do seriado, reconhecendo-o como um episódio de transição entre arcos narrativos.[22] A separação de Liz e Carol no avião foi considerada a 7ª cena de separação mais engraçada da televisão pelo portal digial MsMojo em 2019.[56][57]

A frase na qual Jack admite que "dating yourself is a double-edged sword" (em português: "namorar consigo próprio é uma faca de dois gumes") foi amplamente repercutida e elogiada por publicações como Salon e IGN, que também destacou outras falas memoráveis do personagem.[58][59] Uma outra citação notável, "Your new vibe is a double edged sword. Much like the one Mickey Rourke tried to kill me with," foi incluída pelo canal de televisão E! Online entre as piadas mais engraçadas da série.[60] A página BuzzFeed considerou a frase "If I can't poop in the streets, then why should my tax dollars pay for someone else to?" (em português: "Se eu não posso fazer cocó na rua, porque é que os meus impostos hão-de pagar para que outra pessoa o faça?"), dita por Liz no episódio, como a 28.ª mais engraçada da série. Outras frases do episódio, como "I know Captain Burnett. He is a reasonable person. He compromises readily on movie choices and sexual positions" (em português: "Conheço o Capitão Burnett. Ele é uma pessoa razoável. Ele compromete-se prontamente nas escolhas de filmes e posições sexuais.") e "Stewart did not study dance at Carnegie Mellon to become a flight attendant to clean bathrooms" (em português: "Stewart não estudou dança na Carnegie Mellon para se tornar uma comissária de bordo e limpar casas de banho"), foram respetivamente listadas nos números 31 e 37 do ranking.[61]

A colunista Allison Curley considerou "Double-Edged Sword" o sexto melhor episódio de 30 Rock em uma lista divulgada pela publicação SnipDaily,[62] enquanto o diário digital That's Entertainment!, considerou "Double-Edged Sword" o quinto melhor episódio da quinta temporada, aplaudindo como "30 Rock utiliza o seu sentido de humor único e os seus personagens regulares bem definidos para, muitas vezes, elevar a sua narrativa, e é isso que acontece nesta meia hora memorável."[63] Em contraste, a Penn State CommRadio, uma publicação da Universidade Estadual da Pensilvânia, colocou o episódio no 39.º lugar, demonstrando apreço pelas cenas de Liz e Carol no avião.[64]

A revista Vanity Fair incluiu "Double-Edged Sword" na sua lista dos 25 episódios de televisão perfeitos dos últimos 25 anos, com o redator Jeff Giles alegando que "as recapitulações deste episódio na altura não foram especialmente efusivas - uma prova, como se ainda fosse necessária, de que a arte nem sempre é reconhecida no seu próprio tempo. 'Double-Edged Sword' brinca com tantos tropos de filmes de ação que o motor poderia ter-se desfeito a meio caminho do tubarão que estava a saltar. Em vez disso, é hilariante, misturando alguma da mais sublime sordidez de 30 Rock com calor e positividade. O arco do ator convidado Damon é, sem dúvida, o ponto alto da sua brilhante subcarreira de parvoíces."[65]

Prémios e nomeações

Na 63.ª cerimónia anual dos prémios Emmy do horário nobre, decorrida na noite de 18 de Setembro de 2011, o desempenho de Tina Fey rendeu-lhe uma nomeação na categoria Melhor Atriz Principal em Série Comédia, a sua quinta consecutiva pela interpretação de Liz Lemon em 30 Rock. Quando o seu nome foi anunciado, ainda antes da revelação da vencedora, Fey subiu ao palco juntamente com as outras atrizes nomeadas, para um momento de união e celebração mútua. A estatueta, no entanto, foi entregue a Melissa McCarthy pelo seu papel como Molly Flynn no episódio "First Date" do seriado Mike & Molly. Quando o seu nome foi anunciado antes dos anunciantes anunciarem a vencedora, Fey e as outras nomeadas subiram ao palco para se parabenizarem.[66][67] Matt Damon e Elizabeth Banks também receberam nomeações pelas suas participações, nas categorias Melhor Ator e Melhor Atriz Convidada em Série Comédia, respetivamente. Damon competia com o ator Will Arnett nessa categoria, pela participação dele no episódio "Plan B". Porém, foram Justin Timberlake quem saiu vitorioso na primeira pelo seu papel como anfitrião do Saturday Night Live, e Gwyneth Paltrow pelo desempenho como Holly Holliday no episódio "The Substitute" de Glee.[68]

Além das atuações, o episódio também brilhou nos bastidores. Na 63.ª cerimónia anual dos Prémios da Associação de Realizadores dos Estados Unidos, Don Scardino foi nomeado na categoria de comédia. No entanto, o prémio foi concedido a Michael Spiller, reconhecido pelo seu trabalho no episódio "Halloween" de Modern Family.[69] A equipa de produção artística — composta por Teresa Mastropierro, Keith Raywood, Jennifer Greenberg, Peter Baran e Elina Kother — foi nomeada na cerimónia de Prémios da Associação de Diretores de Arte na categoria de comédias de meia hora filmadas com câmara única. Ainda assim, mais uma vez, foi o episódio "Halloween" de Modern Family que levou a melhor.[70]

Referências

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Ligações externas