Rivadávia Correia

Rivadávia da Cunha Correia
Nascimento9 de julho de 1866
Santana do Livramento, Rio Grande do Sul
Morte9 de fevereiro de 1920 (53 anos)
Petrópolis, Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
CidadaniaBrasil
Ocupaçãopolítico

Rivadávia da Cunha Correia (Santana do Livramento, 9 de julho de 1866Petrópolis, 9 de fevereiro de 1920) foi um escritor e político brasileiro.

Família e formação

Rivadávia da Cunha Correia nasceu no dia 9 de julho de 1866, na cidade de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, filho de José Bento Correia e de Ana Cunha Correia. Estudou em Porto Alegre e, depois, em São Paulo, onde se formou na Faculdade de Direito.[1] Enquanto estudante, redigiu, junto a Raul Pompeia e Coelho Neto, o periódico A Onda.[2]

Carreira Política

Deputado Constituinte em São Paulo

Rapidamente, juntou-se às causas abolicionistas e republicanas, entrando no Clube Republicano 20 de Setembro, em seu estado natal. Após a proclamação da República, elegeu-se deputado constituinte em São Paulo, 22ª Legislatura, de 1891 a 1893.[1]

Deputado Federal

Em 1894, elegeu-se para a 23ª Legislatura da Câmara dos Deputados, de 1894 a 1896, pelo Rio Grande do Sul e pelo Partido Republicano Rio-Grandense. Foi reeleito para as 24ª, de 1897 a 1899, e 25ª, de 1900 a 1902, legislaturas, não disputando mais a reeleição por romper com Júlio de Castilhos, chefe do PRR.[3] Com a morte de Castilhos, em 1903, voltou para a cena política, elegendo-se, em 1904, para completar a 26ª Legislatura, de 1903 a 1905, do falecido deputado pelo Rio Grande do Sul Xavier do Vale.[4]

Reelegeu-se para as 27ª, de 1906 a 1908, e 28ª, de 1909 a 1911, renunciando à última em 1910, quando fora empossado no Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores. Enquanto deputado, integrou a Comissão dos 21, que analisou o projeto do Código Civil, e presidiu a Comissão de Diplomacia e Tratados, situação em que relatou o tratado sobre a Lagoa Mirim e mostrou-se favorável às obras de Rio Branco. Também foi relator da Comissão de Orçamento, propondo medidas para resolucionar a crise habitacional do Rio de Janeiro.[1]

Ministro da Justiça e dos Negócios Interiores

Nomeado pelo presidente e marechal Hermes da Fonseca, Rivadávia assumiu o ministério em 15 de novembro de 1910. No cargo, reformou o ensino e a justiça no Distrito Federal. Ademais, criou o vestibular, em 1911, na ideia de fazer um exame para selecionar quem poderia entrar nas universidades públicas, uma vez que o número de candidatos ao ensino superior passou a ser maior que o número de vagas.[5]

Ministro da Fazenda

Em 9 de maio de 1913, assumiu interinamente, após a renúncia de Francisco Antônio de Sales, o Ministério da Fazenda; assumiu efetivamente em 11 de agosto do mesmo ano e renunciou ao ministério anterior.[6] Permaneceu no cargo até o final do governo.[7]

Prefeito do Distrito Federal e Senador

Com a posse de Venceslau Brás, em 1914, foi nomeado prefeito do Distrito Federal, cargo o qual renunciou, em 1916, após ser eleito para completar, durante a 30ª Legislatura do Senado, de 1915 a 1917, o mandato do falecido senador pelo Rio Grande do Sul Pinheiro Machado, rival político de Venceslau Brás, que havia começado no mesmo ano de 1915 e que duraria até 1923.[8][9]

Rivadávia Correia faleceu no dia 9 de fevereiro de 1920, em pleno exercício do mandato de senador, em Petrópolis.[1]

Referências

  1. a b c d LOPES, Raimundo Hélio. CORREIA, Rivadávia. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CORREIA,%20Rivad%C3%A1via.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  2. PEREIRA, Luísa Rauter. POMPÉIA, Raul. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/POMP%C3%89IA,%20Raul.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  3. SILVA, Izabel Pimentel da. CASTILHOS, Júlio de. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CASTILHOS,%20J%C3%BAlio%20de.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  4. FANAIA, João Edson. VALE, Xavier do. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/VALE,%20Xavier%20do.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  5. MOTOMURA, Marina. Quem inventou o vestibular?. Mundo Estranho. Disponível em:https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-inventou-o-vestibular/?. Acesso em: 2 de julho de 2025.
  6. LANA, Vanessa. SALES, Francisco. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/SALES,%20Francisco.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  7. LEMOS, Renato. FONSECA, Hermes da. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FONSECA,%20Hermes%20da.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  8. SILVA, Izabel Pimentel da. MACHADO, Pinheiro. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/MACHADO,%20Pinheiro.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.
  9. FARIA, Helena. BRÁS, Venceslau. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/BR%C3%81S,%20Venceslau.pdf. Acesso em: 1 de julho de 2025.

Bibliografia


Precedido por
Esmeraldino Olímpio Torres Bandeira
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1910 — 1913
Sucedido por
Uladislau Herculano de Freitas
Precedido por
Francisco Antônio de Sales
Ministro da Fazenda do Brasil
1913 — 1914
Sucedido por
Sabino Barroso
Precedido por
Bento Ribeiro
Prefeito do Distrito Federal (1889-1960)
1914 — 1916
Sucedido por
Antônio Augusto de Azevedo Sodré