Alberto Hoffmann
Alberto Hoffman | |
|---|---|
![]() Alberto Hoffman | |
| Senador pelo Rio Grande do Sul | |
| Período | 1990 até 1991 |
| Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul | |
| Período | 1959 até 1963 |
| Período | 1967 até 1983 |
| Deputado Estadual do Rio Grande do Sul | |
| Período | 1951 até 1959 |
| Período | 1963 até 1967 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 30 de novembro de 1920 Ijuí, Rio Grande do Sul |
| Morte | 9 de janeiro de 2014 (93 anos) Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| Partido | PRP (1947-1965) ARENA (1966–1979) PDS (1980–1993) PPR (1993–1995) PPB (1995–2003) PP (2003–2014) |
Alberto Hoffmann (Ijuí, 30 de novembro de 1920 — Porto Alegre, 9 de janeiro de 2014) foi um político brasileiro. Militou no Partido de Representação Popular e no Partido Democrático Social (PDS), atual Partido Progressista (PP).
Atuou como deputado estadual (38ª, 39ª e 41ª legislaturas),[1] deputado federal (1959-1963, 1967-1971, 1971-1975, 1975-1979, 1979-1983) e também senador (1990-1991) pelo Rio Grande do Sul. Foi também secretário de Agricultura, Economia, da Fazenda e de Obras Públicas do Rio Grande do Sul e ministro do Tribunal de Contas da União.[2]
Vida pessoal
Alberto Hoffmann era filho do casal Henrique Luiz Hoffmann e Maria Magdalena Bohn Hoffmann, ambos de raízes alemãs,[3] que veio se fixar em Ijuí nos primeiros meses do ano de 1920, aqui fundando a Fazenda Frutífera Ijuiense, obra continuada pelos seus descendentes e que atualmente tem a denominação de Floricultura Hoffmann.
Alberto Hoffmann fez o curso primário na escola municipal do travessão Linha Dois, da professora Dinorah Klever. Depois teve dois anos de aprendizado no Colégio Santo Alberto, dirigido pelos padres palotinos na localidade de Serra Cadeado, hoje município de Augusto Pestana.
Em 1935, como aluno interno, começou a cursar o Ginásio Cristo Redentor, dos irmãos maristas, em Cruz Alta. Nos anos de 1937 e 1938, em Lajeado, estudou na Escola Técnica de Comércio, também dirigida pelos maristas.
No dia 12 de dezembro de 1938 se formou guarda-livros, profissão que, mais tarde, passou a se denominar contador. Posteriormente, em Porto Alegre, obteve aprovação e recebeu o diploma de economista em 1959.
Em 14 de fevereiro de 1942 casou-se, em Ijuí, com Adelina Rieger, de cujo matrimônio nasceram os filhos: Ana Maria, Ademar, Alice e Anneliese.
O casal Alberto e Adelina Hoffmann tem sete netos: Fábio Alexander, Christian, Felipe, Leonardo, Luciana, Gabriela e Giovanna. E dois bisnetos: Lucas e Bianca.
Morreu em Porto Alegre, em 9 de janeiro de 2014, aos 93 anos de idade.[4]
Carreira política
Alberto Hoffmann iniciou sua carreira política em 1947, quando com apenas 26 anos de idade, concorreu a prefeito municipal de Ijuí, pela legenda do Partido de Representação Popular (PRP), sendo derrotado por pequena margem de votos pelo candidato do Partido Trabalhista Brasileiro, Joaquim Porto Vilanova.
Nas eleições de 3 de outubro de 1950 foi eleito, pela primeira vez, deputado estadual pela mesma legenda do PRP, tomando posse no dia 15 de março de 1951.
Permaneceu na Assembleia até 1959, quando assumiu o cargo de deputado federal. Em 1963 retornou à Assembleia após as eleições de 1962. Licenciou-se do mandato de Deputado Federal em 1959 para assumir o cargo de Secretário da Agricultura, no governo de Leonel Brizola. Reassumiu o mandato em 23 de outubro de 1961.
Em 1967, já pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), assumiu novamente mandato de deputado federal. Participou de diversas comissões da câmara, assim como das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) dos 'Estudantes' e do 'Terrorismo Cultural', no contexto dos protestos estudantis de 1968.[5]
Licenciou-se em 1980 para assumir o cargo de Secretário de Obras Públicas no governo Amaral de Souza, retornando em 1982.[6] Nas eleições de 1982 se candidatou à senador pelo Partido Democrático Social (PDS). Derrotado, ficou como suplente do vencedor Carlos Chiarelli, também do PDS.
Em 1983, por nomeação do presidente João Figueiredo, Alberto Hoffmann assumiu o cargo de Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após a aprovação do Senado.[7]
Com a posse do senador Carlos Chiarelli como Ministro da Educação em 1990, Hoffmann assumiu sua vaga no senado, lá permanecendo até 1991.[8]
Homenagens
No Dia 9 de setembro de 2014. o Tribunal de Contas da União (TCU), em solenidade no hall do seu edifício sede, em Brasília, prestou homenagens ao jurista Ruy Barbosa e a ministros eméritos, entre os quais está incluído o ijuiense Alberto Hoffmann.
Na ocasião, foram atribuídos aos espaços nobres do TCU as seguintes denominações: Palácio Ruy Barbosa, Museu Ministro Guido Mondin, Sala de Conferências Ministro Bento José Bugarin, Sala de Imprensa Ministro Olavo Drummond e Salão Nobre Ministro Alberto Hoffmann. A solenidade foi presidida pelo presidente do Tribunal, o ministro gaúcho João Augusto Ribeiro Nardes.
Condecorações
- Grã-Cruz do Mérito da República Federal da Alemanha;
- Ordem do Mérito Ipiranga;
- Medalha do Mérito Municipalista Brasileiro;
- Medalha da "Ordem do Rio Branco" no Grau de Grande Oficial, Admissão (1987);
- Medalha Mérito Santos Dumont (1987);
- Medalha da "Ordem do Mérito Aeronáutico", no Grau Grande Oficial, Admissão (1987);
- Medalha Centenário de São Lourenço do Sul, RS (1987);
- Medalha de "Ordem do Mérito Judiciário Militar", no grau de Grã-Cruz, Admissão (1988);
- Medalha da "Ordem de Rio Branco" no Grau de Grã-Cruz, Promoção (1988);
- Medalha do "Mérito Judiciário do Trabalho", no Grau de Grã-Cruz,Admissão (1988);
- Medalha "Mérito Tamandaré" (1988);
- Medalha da "Ordem do Mérito Brasília" no Grau de Grande Oficial, Admissão (1989);
- Medalha da "Ordem do Mérito Naval" no Grau de Grande-Oficial, Admissão (1989);
- Medalha da "Ordem do Mérito Forças Armadas", no Grau de Comendador, Admissão (1989);
- Medalha do Mérito Mauá, Ministério dos Transportes (1989);
- Medalha do Mérito do Trabalho (1989).[8]
Ligações externas
Referências
- ↑ HEINZ, Flávio M.; VARGAS, Jonas Moreira; FLACH, Angela, MILKE, Daniel Roberto. O Parlamento em tempos interessantes: breve perfil da Assembléia Legislativa e de seus deputados – 1947-1982, Porto Alegre: CORAG, 2005.
- ↑ «Biografia na página do Senado Federal.». Consultado em 12 de fevereiro de 2008. Arquivado do original em 28 de agosto de 2008
- ↑ E. Barbuy, Victor (2014). «Alberto Hoffmann, In memoriam». Integralismo.org.br. Consultado em 7 de julho de 2023
- ↑ «Executivo de Ijuí decreta luto oficial pelo falecimento de Alberto Hoffmann». Rádio Progresso de Ijuí. 9 de janeiro de 2014. Consultado em 9 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 9 de janeiro de 2014
- ↑ Wanderley Preite Sobrinho (12 de maio de 2008). «Brasil 1968: "Mataram um estudante. Podia ser seu filho"». Esquerda.net. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «ALBERTO HOFFMANN». Câmara dos Deputados do Brasil. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ «Ministro Alberto Hoffmann». Tribunal de Contas da União. Consultado em 28 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Alberto Hoffmann». Senado Federal. Consultado em 28 de janeiro de 2026


