Jesuíno Ubaldo Cardoso de Melo
| Jesuíno Ubaldo Cardoso de Melo | |
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| Nascimento | 16 de maio de 1865 Areias |
| Morte | 30 de março de 1950 Rio de Janeiro |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | advogado, político |
Jesuíno Ubaldo Cardoso de Melo (Areias, 16 de maio de 1865 – Rio de Janeiro, 30 de março de 1950) foi um advogado, jornalista e político brasileiro.[1]
Filho de José Joaquim Cardoso de Melo e Emiliana Gomes Guimarães. Casou com Clotilde Pereira Barreto. Obteve o bacharelado em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1885.[1]
Carreira Política
A Proclamação da República
Abriu um escritório de advocacia em 1887, na cidade de São Paulo. Nessa época, destacou-se, também, como jornalista, defendendo seus ideais republicanos e abolicionista nos jornais Diário Mercantil, Ensaio Literário, Correio Paulistano e Gazeta do Povo, do qual foi proprietário.[2] Apoiou a Proclamação da República, encontrando-se no Rio de Janeiro durante o acontecido[2]
Deputado Federal
Em 1891, durante o primeiro governo de Jorge Tibiriçá, tornou-se primeiro delegado auxiliar de São Paulo, além de ter conquistado uma cadeira na faculdade em que estudara.[3] Elegeu-se, por São Paulo, pelo Partido Republicano Paulista, para a 22ª Legislatura, primeira legislatura ordinária da República, de 1891 a 1893. Optou por não concorrer a reeleição para concorrer à Assembleia Estadual de São Paulo, sendo eleito em 1894, cargo que cedeu para outro membro do PRP.[2]
Durante o primeiro governo de Rodrigues Alves, tornou-se segundo delegado auxiliar de São Paulo.[4] Em 1903, elegeu-se, por seu estado, para a 26ª Legislatura da Câmara dos Deputados, de 1903 a 1905. Conquistou, ainda, a 27ª Legislatura, de 1906 a 1908, e a 28ª Legislatura, de 1909 a 1911, participando da Comissão de Diplomacia e Tratados do Congresso.[2]
Secretário da Presidência da República
Junto a Francisco Glicério, Jesuíno Cardoso compunha a ala conservadora do partido. Em 1910, apoiou a candidatura militar do marechal Hermes da Fonseca, opondo-se aos civilistas do PRP.[5][6] Desse modo, foi nomeado secretário da Presidência da República em 1913 e, no final de 1914, ministro do Tribunal de Contas da União, aposentando-se apenas em 1937, sendo considerado um dos ministros mais longevos. .[7]
Faleceu em 30 de março de 1950, na cidade do Rio de Janeiro, recebendo grande homenagem da Faculdade de Direito de São Paulo.
Referências
- ↑ a b Biografia na página do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC).
- ↑ a b c d DIAS, Carlos Alberto Ungaretti. CARDOSO, Jesuíno. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CARDOSO,%20Jesu%C3%ADno.pdf. Acesso em: 25 de junho de 2025.
- ↑ RIBEIRO, Antônio Sérgio. TIBIRIÇÁ, Jorge. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/TIBIRI%C3%87%C3%81,%20Jorge.pdf. Acesso em: 25 de junho de 2025.
- ↑ LANG, Alice Beatriz. Rodrigues Alves. FGV. Disponível em:https://atlas.fgv.br/verbetes/rodrigues-alves. Acesso em: 25 de junho de 2025.
- ↑ RIBEIRO, Antônio Sérgio. GLICÉRIO, Francisco. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/GLIC%C3%89RIO,%20Francisco.pdf. Acesso em: 25 de junho de 2025.
- ↑ LEMOS, Renato. FONSECA, Hermes da. FGV. Disponível em:https://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/FONSECA,%20Hermes%20da.pdf. Acesso em: 25 de junho de 2025.
- ↑ União, Tribunal de Contas da. «Min Jesuíno Ubaldo Cardoso de Mello (1914-1937) | Portal TCU». portal.tcu.gov.br. Consultado em 3 de novembro de 2020

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