Luís Guimarães Filho

Luís Guimarães Filho
Nascimento
Morte
19 de abril de 1940 (61 anos)

Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoDiplomata, poeta e cronista

Luís Guimarães Filho (Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1878Petrópolis, 19 de abril de 1940) foi um diplomata, poeta e cronista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. Foi, também, membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Real Academia Espanhola e de várias associações culturais brasileiras e portuguesas.

Biografia

Filho de Luís Guimarães Júnior, poeta lírico que também foi diplomata e ministro do Brasil em Lisboa e fundador da Cadeira n.º 31 da ABL, e de Cecília Canongia Guimarães, falecida ainda jovem, o menino Luís foi entregue, juntamente com suas duas irmãs e o irmão, aos cuidados da avó materna, que residia em Portugal, enquanto o pai continuava a vida diplomática. Estudou na Universidade de Coimbra, onde recebeu o grau de bacharel em filosofia em 1895.

Seguindo o exemplo do pai, ingressou na carreira diplomática. Em setembro de 1901, foi nomeado secretário do Congresso Pan-Americano do México. Em 1902 foi nomeado, por concurso, segundo secretário de legação em Buenos Aires e em Montevidéu, Tóquio e Pequim. Foi conselheiro de legação em Havana e Berna. Promovido a embaixador, ocupou o posto em Madri e na Cidade do Vaticano.

Trabalhos

Colaborou na imprensa, sobretudo na Gazeta de Notícias, no Correio da Manhã e na revista Branco e Negro [1] (1896-1898). Desde o primeiro livro de poesias, Versos Íntimos (1894), revelou-se um lírico, de expressão simbolista, até chegar a Pedras Preciosas (1906), considerada a sua principal obra como poeta, traduzida para o italiano em 1923, com o título Pietre Preziose. Seu livro de crônicas Samurais e Mandarins, publicado em 1912, obteve grande êxito literário.

Sua última obra foi o ensaio biográfico Fra Angélico, em que reconstituiu a vida do grande artista da Renascença e a sua época histórica. Era conhecido pela forte religiosidade, manifestada em muitas poesias e no estudo sobre Santa Teresinha, escrito para o Correio da Manhã e depois incluído no livro de viagens Hollanda.

Obras

  • Versos íntimos (1894)
  • Livro de minha alma, poesia (1895)
  • Ídolos chineses, poesia (1897)
  • Ave-Maria, poesia (1900)
  • Uma página do Qua vadis, poesia (1901)
  • Pedras preciosas, poesia (1906)
  • Samurais e mandarins, crônicas (1912)
  • Cantos de luz, poesia (1919)
  • Hollanda, impressões e viagens (1928)
  • Fra Angélico, ensaio biográfico (1938)

Excertos

Soneto Romântico

Pousa os olhos nos meus... deixa voar
Os nossos sonhos que outro sonho enlaça...
Eu quero ler a imaculada graça
Dos juramentos que tu tens no olhar!
Escuta as dores do profundo mar!
Vê como sofre o vento quando passa!
E como é triste a cândida desgraça
Que existe na eloquência do luar!
E enquanto os outros vivem padecendo,
No mundo vil, - no mundo atroz e horrendo -
Nós dois, como os amantes da balada,
Vamos sofrer de novo as amarguras
E repetir as imortais loucuras
Do nosso amor, ó companheira amada!

Academia Brasileira de Letras

Foi eleito em 17 de maio de 1917 para a cadeira 24, na sucessão de Garcia Redondo, sendo recebido em 19 de julho de 1917 pelo acadêmico Paulo Barreto, mais conhecido como João do Rio.[2]

Referências

Fontes e referências

Ver também

Ligações externas


Precedido por
Garcia Redondo
ABL - segundo acadêmico da cadeira 24
1917 — 1940
Sucedido por
Manuel Bandeira