João Almino
| João Almino | |
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| Nascimento | 27 de setembro de 1950 (75 anos) |
| Prémios | Prémio Casa de las Américas (2003) Prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura (2011) |
| Género literário | Romance, poesia, ensaio |
| Movimento literário | Pós-modernismo |
| Magnum opus | "Homem de Papel" e “Cidade Livre” |
| Website | https://joaoalmino.com |
João Almino (Mossoró, 27 de setembro de 1950) é um escritor e diplomata brasileiro, autor de oito romances. Tem também escritos de história e filosofia política, que são referência para os estudiosos do autoritarismo e a democracia.[1]
Biografia
Parte de sua obra está traduzida para o inglês, o francês, o espanhol, o italiano, o holandês, o sérvio, entre outras línguas. Em 8 de março de 2017, João Almino foi eleito para a Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira 22 no lugar de Ivo Pitanguy.[1] Foi recebido em 28 de julho de 2017 pela Acadêmica Ana Maria Machado.[2][3]
É membro honorário da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Em 3 de abril de 2024, Almino foi eleito para a Academia Paranaense de Letras, na Cadeira 4, vaga desde o falecimento do jurista e acadêmico Eduardo Rocha Virmond.[4]
Ensinou na Fundação Universidade de Brasília (UnB), na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), no Instituto Rio Branco e nas universidades de Berkeley, Stanford e Chicago.[2]
Medalha de Ouro do Rio Branco (primeiro colocado) no Curso de Preparação à Carreira Diplomática do Instituto Rio Branco, João Almino é bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem mestrado em sociologia pela Universidade de Brasília, doutorado em História Comparada das Civilizações Contemporâneas pela Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris (1980) sob a direção do filósofo Claude Lefort e pós-doutorado no Centro de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.[2]
Diplomata, serviu nas Embaixadas do Brasil em Paris, México e Washington. Foi Encarregado de Negócios em Beirute, Ministro-Conselheiro e Encarregado de Negócio em Londres e Cônsul-Geral em São Francisco, Lisboa, Miami, Chicago, Madri e Munique. Foi embaixador em Quito. Diretor do Instituto Rio Branco (2001-2004). Diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC - 2015-2018).[5]
Condecorado com a Ordem Nacional do Mérito da França (Oficial), o Global Citizens Award pela Universidade de Wisconsin em Madison, a Ordem da Águia Azteca do México (Oficial) e a Ordem de Rio Branco (Grã-Cruz).[6]
É casado com a artista plástica curitibana Bia Wouk, com quem tem duas filhas: Letícia e Elisa.[7]
Recepção crítica
A crítica literária Beatriz Resende, professora da UFRJ, destacou a centralidade de Brasília na obra de João Almino, observando que o autor “colocou no universo afetivo da literatura brasileira a cidade sem calçadas do delírio modernista”. Em comentário sobre Cidade Livre (2010), Resende ressaltou a representação do período da construção da capital, marcada pela efemeridade e pela violência cotidiana.[8]
A professora e pesquisadora de literatura brasileira Stefania Chiarelli analisou o romance Homem de papel (2022), oitavo livro de João Almino, destacando a presença do conselheiro Aires - personagem de Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), de Machado de Assis - como protagonista da narrativa. Segundo Chiarelli, o autor estabelece um diálogo direto com a tradição machadiana ao transportar o personagem para o século XXI, ambientando-o em Brasília e articulando sua voz com novos interlocutores, como a diplomata Flor. A crítica observou que Almino dá continuidade a procedimentos literários de Machado, como a autorreflexividade da narrativa e a convocação do leitor para uma participação ativa na trama.[9]
O professor Hélio de Seixas Guimarães, da Universidade de São Paulo, comentou Homem de papel (2022), destacando a retomada do conselheiro Aires - personagem dos dois últimos romances de Machado de Assis - como narrador e protagonista da obra. Segundo Guimarães, Almino transporta Aires para o Brasil contemporâneo, onde o personagem observa “este nosso tempo regido pela ignorância e pela estupidez” a partir de Brasília, em contraste com os cenários cariocas das narrativas machadianas.[10]
O professor Abel Barros Baptista, da Universidade Nova de Lisboa, escreveu o posfácio de Homem de papel (2022). Segundo ele, João Almino retoma o conselheiro Aires, personagem dos últimos romances de Machado de Assis, para deslocá-lo ao mundo contemporâneo. Essa transposição, de acordo com Baptista, confere ao personagem “interesse a um reputado entediado e movimento a um confirmado defunto”, ao mesmo tempo em que abre espaço para um exercício de metaficção: Aires se reinventa, narrando-se novamente.[11]
Em resenha publicada pela escritora Ana Cristina Braga Martes, Homem de papel (2022) é caracterizado como uma paródia do Memorial de Aires, de Machado de Assis, com incorporação de personagens também presentes em Esaú e Jacó. Segundo Martes, João Almino dá continuidade à trajetória do conselheiro Aires até o século XXI, utilizando ironia e intertextualidade para comentar a história e a política brasileiras.[12]
No Jornal do Brasil, Heloísa Teixeira observou que em As cinco estações do amor (2001) João Almino adota uma perspectiva feminina como narradora, o que ela definiu como um gesto de “imersão no universo do outro”. A crítica destacou que, diferentemente dos artifícios narrativos experimentais dos dois primeiros volumes da trilogia de Brasília (Idéias para onde passar o fim do mundo e Samba-enredo), o terceiro romance apresenta uma narrativa aparentemente mais linear, mas que, segundo ela, representa “a voz e a vez de um acerto de contas” com a geração marcada pelos anos 1960 e 1970.
Silviano Santiago destacou, em ensaio publicado em 2001, que com a Trilogia de Brasília João Almino se afirmava como “o mais completo autor de Brasília”, capaz de captar “o burburinho das vozes migrantes” da capital federal. Sobre As cinco estações do amor, último volume da trilogia, Santiago ressaltou a centralidade da personagem Ana/Diana e observou que a narrativa explora temas como amizade, desejo, violência e transformação social às vésperas do novo milênio.
João Cezar de Castro Rocha analisou a Trilogia de Brasília em artigo publicado na revista Imaginário em 2007, ressaltando a continuidade entre a produção ensaística e a ficção de João Almino. Para o crítico, a trilogia constitui um “work in progress” que explora a utopia e os paradoxos de Brasília, desde as tensões entre racionalidade modernista e misticismo popular até a reflexão sobre o estatuto da “realidade” na narrativa. Em As cinco estações do amor, destacou a construção da narradora palíndroma Ana como expressão dessa investigação literária, associando sua voz tanto à tradição machadiana quanto a Flaubert, e observou que a obra de Almino converte a intertextualidade em um verdadeiro “hipertexto”, no qual ler e escrever se tornam atividades indissociáveis.[13]
O escritor e crítico literário José Castello destacou, em artigo publicado no Valor Econômico, em 2012, a posição de João Almino como um autor que constrói sua obra em um “espaço de fronteira”, situado entre passado e futuro, utopia e realidade. Segundo Castello, o Quinteto de Brasília narra histórias em que os prazeres da utopia se mesclam aos “movimentos predatórios do real”, refletindo uma literatura marcada pela delicadeza, pelo caráter intimista e pela recusa em se filiar a grupos ou correntes literárias. Para o crítico, a escrita de Almino assume um caráter de resistência e de investigação ética, reafirmando a literatura como instrumento de liberdade e de exploração profunda da condição humana.[14]
Em resenha publicada na Folha de S.Paulo, o escritor Moacyr Scliar situou João Almino na tradição de diplomatas-escritores brasileiros, destacando a centralidade de Brasília em sua obra. Segundo Scliar, a capital, entendida como síntese do moderno e do arcaico, serviu de inspiração para a Trilogia de Brasília, composta por Idéias para onde passar o fim do mundo (1987), Samba-enredo (1994) e As cinco estações do amor (2001), além de motivar a expansão do projeto com O livro das emoções (2008). Sobre este último, o crítico ressaltou o caráter inovador da narrativa em primeira pessoa de um fotógrafo cego, aproximando o estilo de Almino ao do cineasta Robert Altman, pela construção de um painel múltiplo de personagens que refletem a sociedade brasileira contemporânea.[15]
Em estudo publicado na Luso-Brazilian Review, o crítico literário e professor da Universidade de Princeton, Pedro Meira Monteiro, destacou que a ficção de João Almino, de Idéias para onde passar o fim do mundo (1987) a O livro das emoções (2008), revisita o legado libertário dos anos 1960, marcado pela oscilação entre a utopia e a frustração de uma geração. Para Monteiro, essa tensão estrutura os personagens de Almino, que vivem em uma Brasília ao mesmo tempo onírica e política, onde amor, escrita e poder se entrelaçam. O ensaio ressalta ainda a presença de elementos do cinema e da fotografia como chaves para compreender uma prosa metanarrativa sofisticada, permeada por lirismo.[16]
Em análise publicada na Luso-Brazilian Review, o professor David Jackson, da Universidade de Yale, observa que As cinco estações do amor (2001), terceiro romance da série ambientada em Brasília, acompanha a própria construção material e simbólica da capital. Para o crítico, a prosa de João Almino reflete a modernidade do projeto urbanístico, inserindo seus personagens em um espaço de estranhamento e alienação, no qual suas trajetórias funcionam como alegorias de transformação em uma cidade sem história, marcada pela tensão entre utopia modernista e experiência cotidiana.[17]
A professora e crítica literária Walnice Nogueira Galvão analisa o romance de João Almino como uma obra que o confirma, ainda que a contragosto, na condição de “romancista de Brasília”. Para a crítica, a densa acumulação de dados históricos, estatísticos e figuras reais — de Juscelino Kubitschek a Aldous Huxley — funciona como um recurso deliberado de dissimulação ficcional, criando um terreno narrativo instável e ambíguo. A crítica observa que, sob a aparência de uma crônica documental, a narrativa constrói um imaginário sedutor e armadilhado, em que a capital se transforma em microcosmo do país, da existência e da própria subjetividade, evidenciando as “manhas da ficção” utilizadas por Almino.[18]
Bibliografia
Ficção
- Idéias para Onde Passar o Fim do Mundo, Brasiliense, 1987 (reedição 2003)
- Samba-Enredo, 1994 (também em espanhol).
- As Cinco Estações do Amor, 2001; (também publicado em espanhol, em inglês e em italiano)
- O Livro das Emoções, 2008 (também publicado em inglês)
- Cidade Livre, Editora Record, 2010 (também publicado em inglês e em francês)
Esses livros constituem-se no chamado Quinteto de Brasília.
- Enigmas da Primavera, 2015 (também publicado em inglês e em holandês)
- Entre Facas, Algodão, 2017 (também publicado em inglês)
- Homem de Papel, 2022
Ensaios literários
- Brasil-EUA: Balanço Poético, 1996;
- Escrita em contraponto, 2008 (também publicado em espanhol, como "Tendencias de la literatura brasileña");
- O diabrete angélico e o pavão: Enredo e amor possíveis em Brás Cubas, 2009.
Outros
- Os Democratas Autoritários, 1980;
- A Idade do Presente, 1985 (também publicado em espanhol);
- Era uma Vez uma Constituinte, 1985;
- O Segredo e a Informação, 1986;
- Naturezas Mortas - A Filosofia Política do Ecologismo, 2004.
- 500 anos de Utopia, 2017.
- Dois ensaios sobre Utopia, 2017.
Prêmios e indicações

1988
- indicado ao Prêmio Jabuti, por Idéias para Onde Passar o Fim do Mundo[2]
- Instituto Nacional do Livro, por Idéias para Onde Passar o Fim do Mundo[2]
- Prêmio Candango de Literatura, por Idéias para Onde Passar o Fim do Mundo[2]
2003
- Prêmio Casa de las Américas, Cuba, por As Cinco Estações do Amor[19]
2009
- indicado ao 7º Prêmio Portugal Telecom de Literatura, por O Livro das Emoções
- indicado ao 6º Prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, por O Livro das Emoções[20]
2011
- vencedor do 7º Prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, por Cidade Livre[21]
- finalista da 9ª edição do Prêmio Portugal Telecom, por Cidade Livre[22]
- finalista do Prêmio Jabuti, por Cidade Livre[23]
2014
- indicado (nominee) ao International IMPAC Dublin Literary Award, por The Book of Emotions ("O livro das emoções")[24]
2015
- indicado (nominee) ao International IMPAC Dublin Literary Award, por Free City ("Cidade Livre")[24]
2016
- finalista do Prêmio Oceanos de Literatura, por Enigmas da Primavera[25]
- um dos 10 finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria de melhor romance, por Enigmas da Primavera[26]
- finalista do Prêmio Rio de Literatura, por Enigmas da Primavera[27][28]
2017
- Prêmio Jabuti, 2º colocado, por Enigmas da Primavera, em sua edição em inglês, Enigmas of Spring[29]
2018
- Prêmio Oceanos, semifinalista, por Entre facas, algodão[30]
2023
- Prêmio Jabuti, um dos 10 semifinalistas de romance literário por Homem de Papel[31]
- Prêmio São Paulo de Literatura, um dos 10 finalistas por Homem de Papel[32]
Referências
- ↑ a b «Diplomata João Almino é eleito para a vaga de Ivo Pitanguy na ABL». G1. 8 de março de 2017. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ a b c d e f «João Almino». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Diplomata João Almino toma posse na Academia Brasileira de Letras». O Globo. 28 de julho de 2017. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «João Almino eleito para a Academia Paranaense de Letras – Academia Paranaense de Letras». 3 de abril de 2024. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Ambassador Almino Talks About Unique Ties Between Brazil and UW-Madison». International Division (em inglês). 3 de maio de 2011. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ «Cadeira 4 – João Almino (1950) – Academia Paranaense de Letras». Consultado em 19 de agosto de 2025
- ↑ Reis, Belvedere do Alto do São Francisco • Praça Doutor João Cândido • Rua Jaime. «Cadeira 4 – João Almino (1950) – Academia Paranaense de Letras». Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Crítica: Imortal, João Almino cria geografia que entranha nos personagens». Folha de S.Paulo. 10 de março de 2018. Consultado em 19 de agosto de 2025
- ↑ «'Homem de papel': personagem de Machado de Assis conhece século XXI em novo livro de João Almino». O Globo. 2 de abril de 2022. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ Redação (26 de junho de 2022). «"Homem de papel", de João Almino, é uma metaficção machadiana». Jornal Opção. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ Geral, Admin (14 de março de 2022). «Como se tornar moderno». Quatro cinco um. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ «Da intuição delirante à descrença ponderada - Rascunho». rascunho.com.br. 1 de julho de 2022. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ Rocha, João Cezar de Castro (1 de junho de 2007). «As estações de um autor: o work in progress de João Almino». Imaginário (14): 15–26. ISSN 1981-1616. doi:10.11606/issn.1981-1616.v13i14p15-26. Consultado em 3 de setembro de 2025
- ↑ «Escritos de fronteira». Valor Econômico. 13 de julho de 2012. Consultado em 14 de setembro de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - Crítica/"O Livro das Emoções": João Almino reencontra a Brasília moderna e arcaica - 02/08/2008». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 14 de setembro de 2025
- ↑ Monteiro, Pedro Meira (1 de junho de 2010). «Todo instante: A ficção de João Almino». Luso-Brazilian Review (em inglês) (1): 61–70. ISSN 0024-7413. doi:10.1353/lbr.0.0108. Consultado em 14 de setembro de 2025
- ↑ Jackson, Kenneth David (3 de outubro de 2020). «The five seasons of Brasília». Matraga - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ (em inglês) (51): 519–528. ISSN 2446-6905. doi:10.12957/matraga.2020.50092. Consultado em 14 de setembro de 2025
- ↑ Almino, João (30 de abril de 2010). «Cidade livre - Romance João Almino». www.record.com.br
- ↑ Arquivo Cubano, em espanhol
- ↑ «Prêmio Passo Fundo de Literatura divulga seus 48 finalistas». Estadão. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - João Almino vence prêmio literário Zaffari Bourbon - 23/08/2011». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Prêmio Portugal Telecom anuncia lista de dez finalistas». Valor Econômico. 14 de setembro de 2011. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Finalistas do Prêmio Jabuti 2011». Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ a b «João Almino». Dublin Literary Award (em inglês). Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Prêmio Oceanos de Literatura divulga semifinalistas». GZH. 5 de outubro de 2016. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ Maciel', 'Nahima (3 de agosto de 2016). «João Almino está entre os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura». Acervo. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Edições Anteriores | Prêmio São Paulo de Literatura». premiosaopaulodeliteratura.org.br. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «João Almino». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 20 de agosto de 2025
- ↑ «Premiados do Ano | Prêmio Jabuti». www.premiojabuti.com.br. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Prêmio literário Oceanos divulga lista de autores em sua semifinal; veja». Folha de S.Paulo. 14 de agosto de 2018. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Acadêmicos são semifinalistas do Prêmio Jabuti». Academia Brasileira de Letras. 9 de novembro de 2023. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ «Secretaria de Cultura do Estado anuncia os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2023». Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Consultado em 10 de julho de 2025
Ligações externas
- João Almino
- Lista de livros do autor no WorldCat
- Livros em bibliotecas (catálogo Worldcat)
- «João Cezar de Castro-Rocha, "As estações de um autor: o "work in progress" de João Almino"»
- Como se tornar moderno. Revista Quatro Cinco Um, resenha de Paula Sperb sobre HOMEM DE PAPEL
- Stefania Chiarelli, O Globo, resenha sobre HOMEM DE PAPEL
- «Entrevista ao ig.com»
- «Almino y la inquieta literatura brasileña» (em espanhol)
- «Guillermo Lescano Allende, "Dios no piensa en números redondos"» (em espanhol)
- «Adelto Gonçalves, "Um mergulho na cultura árabe"»
- «João Almino no Facebook»
| Precedido por Ivo Pitanguy |
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