Guimarães Rosa

Guimarães Rosa
Fotografia do Arquivo Nacional
Nome completoJoão Guimarães Rosa
Nascimento
Morte
19 de novembro de 1967 (59 anos)

Nacionalidadebrasileiro
CônjugeLígia Cabral Pena e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa
Alma materUniversidade Federal de Minas Gerais
Ocupaçãoescritor, médico, diplomata
PrêmiosPrimeiro prêmio no concurso de poesia da Academia Brasileira de Letras ,em 1936, com o livro Magma, Prêmio Filipe d’Oliveira ,em 1946, pelo livro Sagarana, Prêmio Carmem Dolores Barbosa (1957), Diante do conjunto da obra, a Academia Brasileira de Letras lhe conferiu o Prêmio Machado de Assis, Prêmio Jabuti (1993), na categoria Literatura infantil/juvenil, Condecorado com a Ordem do Mérito Cultural (2008)
Gênero literárioRomance, Bildungsroman, Conto e Poesia
Movimento literárioModernismo, Regionalismo Universalista, Pós-modernismo, Romance Regionalista
Assinatura

João Guimarães Rosa OMC (Cordisburgo, 27 de junho de 1908Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um médico, diplomata, escritor e poeta brasileiro, identificado com a terceira geração do modernismo no Brasil e reconhecido por muitos como o maior escritor brasileiro do século XX. Seu estilo é marcado por neologismos, coloquialidade e fluxo de consciência[1] e sua ficção ambienta-se no sertão mineiro.[2][nota 1] Seu romance Grande Sertão: Veredas, a sua melhor obra, é internacionalmente reconhecido entre os maiores romances do século XX.[3]

Guimarães Rosa nasceu na cidade de Cordisburgo, no estado de Minas Gerais, e ao longo da vida exerceu as profissões de médico e diplomata. Enquanto servia como cônsul-adjunto em Hamburgo, entre 1938 e 1942, ele e sua segunda esposa Aracy de Carvalho ajudaram muitos judeus que fugiam do nazismo a entrarem ilegalmente no Brasil.[4][5] Em 1963, foi eleito para a Cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL)[6] mas adiou sua posse até 1967, crendo que morreria assim que assumisse, o que realmente aconteceu, três dias depois.[7]

Biografia

Foi o primeiro dos seis filhos de Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitita") e de Florduardo Pinto Rosa ("Flor"), juiz de Paz, vereador e comerciante em Cordisburgo.

Começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 6 anos. Em entrevista concedida a uma prima, anos mais tarde, afirmou:

Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. O tio Adonias, fazendeiro muito rico, dono da fazenda Sarandi, patrocinou os estudos de Guimarães Rosa no Colégio Arnaldo. Em 1925 matriculou-se na então Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, com apenas 16 anos, tendo sido o orador da Turma, em 1930.[8]

Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda neste ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, cidade do interior mineiro, então distrito de Itaúna, onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter maior contato com os elementos do sertão, que forneceram também de inspiração à sua obra.

Guimarães Rosa em 1952

Saindo de Itaguara, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, voltou para Belo Horizonte a fim de servir como médico voluntário da Força Pública de Minas Gerais (atual Polícia Militar de Minas Gerais), estado cujo governo estava alinhado politicamente com o presidente Getúlio Vargas. Indo para o setor do Túnel em Passa Quatro, em Minas Gerais, tomou contato com o futuro presidente Juscelino Kubitschek, formado na mesma Faculdade de Medicina de Minas Gerais, trabalhando, naquela ocasião, também como médico da Força Pública de Minas Gerais. Posteriormente, por concurso, entrou para o quadro da Força Pública. Em 1933, foi para Barbacena na qualidade de oficial médico do 9º Batalhão de Infantaria. Após a Revolução, dirigiu-se à cidade do Rio de Janeiro, para prestar o concurso público de diplomata, no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores). Aprovado em 1934, exerceu sua função na Europa e na América Latina.[9]

No início da carreira diplomática, assumiu, como primeiro posto no exterior, o cargo de cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942. Lá conheceu e veio a casar-se com Aracy Moebius de Carvalho, funcionária do Itamaraty que, durante a Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas. Por esta razão, a sua ação humanitária e de extrema coragem, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (nome de casada) foi agraciada, no pós-guerra, pelo Estado de Israel. É a única mulher brasileira homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Yad Vashem, que é o Memorial Oficial de Israel, situado em Jerusalém, para relembrar a todas as pessoas que sofreram no Holocausto.[10]

Posse de Guimarães Rosa na ABL, 1967. Arquivo Nacional

Depois de servir em Hamburgo, Guimarães Rosa atuou, ainda, como diplomata, nas Embaixadas do Brasil em Bogotá e em Paris.[9]

No Brasil, Guimarães Rosa, na segunda vez em que se candidatou para a Academia Brasileira de Letras (ABL), foi eleito por unanimidade, em 1963. Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu notável discurso de posse, quando enfim decidiu assumir a Cadeira da ABL, em 16 de novembro de 1967, chegou a afirmar, em tom de despedida, como se soubesse o que se passaria ao entardecer do domingo seguinte: "…a gente morre é para provar que viveu."[11] Morreu, na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Seu laudo médico atestou um infarto.[12]

Contexto literário

Homenagem filatélica em 1978 destacando o regionalismo do poeta

Realismo mágico, regionalismo, liberdade de invenções linguísticas e neologismos são algumas das características fundamentais da literatura de Guimarães Rosa, mas não as suficientes para explicar seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço da temática e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.[carece de fontes?]

Sua obra mais marcante foi Grande Sertão: Veredas, romance qualificado por Rosa como uma "autobiografia irracional", marcada por elementos regionalistas, existencialistas e religiosos.[13] Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira, estar e não estar. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção fundem-se e confundem-se nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, morto prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática. Imortal, foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras no Cemitério de São João Batista na cidade do Rio de Janeiro.

As questões existenciais e religiosas impactaram a obra de Rosa. De acordo com a poetisa Dora Ferreira da Silva, interlocutora de Rosa, junto com seu marido, o filósofo Vicente Ferreira da Silva, Rosa afirmara que “[era] só religião, [mas] alheio a qualquer associação ou organização religiosa”.[14]

Guimarães Rosa também seria incluído no cânone internacional a partir do boom da literatura latino-americana pós-1950.[13] O romance entrara em decadência nos Estados Unidos (onde à época era vitrine da própria arte literária, concorrendo apenas com o cinema),[carece de fontes?] especialmente após a morte de Louis-Ferdinand Céline (1951), Thomas Mann (1955), Albert Camus (1960), Ernest Hemingway (1961), William Faulkner (1962). E, a partir de Cem anos de solidão (1967), do colombiano Gabriel García Márquez, a ficção latino-americana torna-se a representação de uma vitalidade artística e de uma capacidade de invenção ficcional que pareciam, naquele momento, perdidas para sempre. São desse período escritores como Mario Vargas Llosa (Peru), Carlos Fuentes (México), Julio Cortázar (Argentina), Juan Rulfo (México), Alejo Carpentier (Cuba) e, mais recentemente Ángel Rama (Uruguai).

Obras

Lista de contos e crônicas[15]
Título Ano de publicação Periódico Coletânea
"O Mistério de Highmore Hall" (*) 1929/12 O Cruzeiro Antes das Primeiras Estórias
"Makiné" (*) 1930/02 O Jornal Antes das Primeiras Estórias
"Chronos Kai Anagke" (*) 1930/06 O Cruzeiro Antes das Primeiras Estórias
"Caçadores de Camurça" (*) 1930/07 O Cruzeiro Antes das Primeiras Estórias
"O Burrinho Pedrês" 1946/12 Coletânea Sagarana
"A Volta do Marido Pródigo" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Sarapalha" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Duelo" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Minha Gente" 1946/12 Coletânea Sagarana
"São Marcos" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Corpo Fechado" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Conversa de Bois" 1946/12 Coletânea Sagarana
"A Hora e Vez de Augusto Matraga" 1946/12 Coletânea Sagarana
"Histórias de Fadas" 1947/04 Correio da Manhã Ave, Palavra
"Sanga Puytã" 1947/08 Correio da Manhã Ave, Palavra
"Com o Vaqueiro Mariano" 1947/10 Correio da Manhã Estas Estórias
"Em-Cidade" 1948/02 Correio da Manhã Ave, Palavra
"O Mau Humor de Wotan" 1948/02 Correio da Manhã Ave, Palavra
"O Lago do Itamaraty" 1951/08 Seleções Reader’s Digest Ave, Palavra
"Pé-Duro, Chapéu-de-Couro" 1952/12 O Jornal Ave, Palavra
"Terrae Vis" 1953/01 Diário de Minas Ave, Palavra
"Cipango" 1953/02 Folha da Manhã Ave, Palavra
"A Senhora dos Segredos" 1953/03 Letras e Artes Ave, Palavra
"Ao Pantanal" 1953/04 Diário de Minas Ave, Palavra
"Teatrinho" 1953/04 Letras e Artes Ave, Palavra
"O Homem de Santa Helena" 1953/05 Letras e Artes Ave, Palavra
"Do Diário em Paris I" 1953/05 Letras e Artes Ave, Palavra
"Fantasmas dos Vivos" 1953/05 Letras e Artes Ave, Palavra
"Os Doces" 1953/06 Letras e Artes
"Subles" 1954/04 Letras e Artes Ave, Palavra
"Do Diário em Paris II" 1954/04 Letras e Artes Ave, Palavra
"Aletria e Hermenêutica" (**) 1954/05 Letras e Artes Tutameia – Terceiras Estórias
"Aquário (Nápoles)" 1954/05 Letras e Artes Ave, Palavra
"Uns Índios (Sua Fala)" 1954/05 Letras e Artes Ave, Palavra
"Campo Geral" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"Uma Estória de Amor" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"O Recado do Morro" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"Cara-de-Bronze" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"A Estória de Lélio e Lina" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"Dão-Lalalão (o Devente)" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"Buriti" 1956/12 Coletânea Corpo de Baile
"Dois Soldadinhos Mineiros" 1957/04 Boletim da Biblioteca do Exército Ave, Palavra
"Minas Gerais" 1957/08 Manchete Ave, Palavra
"A Simples e Exata Estória do Burrinho do Comandante" 1960/04 Senhor Estas Estórias
"De Stella et Adventu Magorum" 1961/01 O Globo Ave, Palavra
"Hipotrélico" (**) 1961/01 O Globo Tutameia – Terceiras Estórias
"Além da Amendoeira" 1961/01 O Globo Ave, Palavra
"Nós, os Temulentos" (**) 1961/01 O Globo Tutameia – Terceiras Estórias
"Uns Inhos Engenheiros" 1961/02 O Globo Ave, Palavra
"O Grande Samba Disperso" 1961/02 O Globo Ave, Palavra
"Homem, Intentada Viagem" 1961/02 O Globo Ave, Palavra
"Às Coisas de Poesia" (***) 1961/02 O Globo Ave, Palavra
"Meu Tio o Iauaretê" 1961/03 Senhor Estas Estórias
"O Riachinho Sirimim" 1961/03 O Globo Ave, Palavra
"Zoo (Hagenbecks Tierpark, Hamburgo Stellingen)" 1961/03 O Globo Ave, Palavra
"Sorôco, sua Mãe e sua Filha" 1961/03 O Globo Primeiras Estórias
"Circo do Miudinho" 1961/03 O Globo Ave, Palavra
"Ainda Coisas de Poesia" (***) 1961/04 O Globo Ave, Palavra
"Famigerado" 1961/04 O Globo Primeiras Estórias
"A Terceira Margem do Rio" 1961/04 O Globo Primeiras Estórias
"Melim-Meloso" 1961/04 O Globo Tutameia – Terceiras Estórias
"Zoo (Parc Zoologique du Bois de Vincennes)" 1961/04 O Globo Ave, Palavra
"A Menina de Lá" 1961/05 O Globo Primeiras Estórias
"Sequência" 1961/05 O Globo Primeiras Estórias
"Novas Coisas de Poesia" (***) 1961/05 O Globo Ave, Palavra
"Jardim Fechado" 1961/05 O Globo Ave, Palavra
"A Velha" 1961/06 O Globo Ave, Palavra
"Os Irmãos Dagobé" 1961/06 O Globo Primeiras Estórias
"A Caça à Lua" 1961/06 O Globo Ave, Palavra
"Zoo (Jardin des Plantes)" 1961/06 O Globo Ave, Palavra
"As Margens da Alegria" 1961/07 O Globo Primeiras Estórias
"O Cavalo que Bebia Cerveja" 1961/07 O Globo Primeiras Estórias
"Os Cimos" 1961/07 O Globo Primeiras Estórias
"Sempre Coisas de Poesia" (***) 1961/07 O Globo Ave, Palavra
"Um Moço Muito Branco" 1961/07 O Globo Primeiras Estórias
"A Benfazeja" 1961/08 O Globo Primeiras Estórias
"Tarantão, meu Patrão..." 1961/08 O Globo Primeiras Estórias
"Recados do Sirimim" 1961/08 O Globo Ave, Palavra
"Evanira!" 1961/08 O Globo Ave, Palavra
"O Burro e o Boi no Presépio" (***) 1961/12 Senhor Ave, Palavra
"Capítulo VII (O Mistério dos MMM)" 1961/12 O Cruzeiro
"A Estória do Homem do Pinguelo" 1962/03 Senhor Estas Estórias
"Substância" 1962/04 Senhor Primeiras Estórias
"Partida do Audaz Navegante" 1962/05 Senhor Primeiras Estórias
"Nenhum, Nenhuma" 1962/08 Senhor Primeiras Estórias
"Pirlimpsiquice" 1962/09 Revista Comentário Primeiras Estórias
"Fatalidade" 1962/12 Coletânea Primeiras Estórias
"O Espelho" 1962/12 Coletânea Primeiras Estórias
"Nada e a Nossa Condição" 1962/12 Coletânea Primeiras Estórias
"Luas-de-Mel" 1962/12 Coletânea Primeiras Estórias
"Darandina" 1962/12 Coletânea Primeiras Estórias
"Mais meu Sirimim" 1963/07 Diário Carioca Ave, Palavra
"Fita Verde no Cabelo (Nova Velha Estória)" 1964/02 O Estado de S. Paulo Ave, Palavra
"As Garças" 1964/02 O Estado de S. Paulo Ave, Palavra
"Os Chapéus Transeuntes" 1964/12 Os Sete Pecados Capitais Estas Estórias
"Sobre a Escova e a Dúvida" (**) 1965/05 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Desenredo" 1965/05 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"O Porco e seu Espírito" 1965/06 Jornal Pulso Ave, Palavra
"O Dar das Pedras Brilhantes" 1965/06 Manchete Estas Estórias
"Orientação" 1965/06 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Tapiraiauara" 1965/07 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Sem Tangência" 1965/07 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Uai, Eu?" 1965/08 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"João Porém, o Criador de Perus" 1965/08 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Tresaventura" 1965/09 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Azo de Almirante" 1965/09 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Hiato" 1965/10 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"O Outro ou o Outro" 1965/11 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Quemadmodum" 1965/10 Jornal Pulso Ave, Palavra
"No Prosseguir" 1965/11 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Como Ataca a Sucuri" 1965/11 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"A Vela ao Diabo" 1965/12 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Presepe" 1965/12 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Cartas na Mesa" 1966/01 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Antiperipleia" 1966/01 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Arroio-das-Antas" 1966/02 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Umas Formas" 1966/02 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Se Eu Seria Personagem" 1966/03 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Sota e Barla" 1966/03 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Grande Gedeão" 1966/04 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Reminisção" 1966/04 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Intruge-se" 1966/04 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Lá, Nas Campinas" 1966/05 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Barra da Vaca" 1966/05 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Retrato de Cavalo" 1966/06 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Estoriinha" 1966/06 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Curtamão" 1966/07 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Rebimba, o Bom" 1966/07 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Quadrinho de Estória" 1966/08 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Ripuária" 1966/08 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Esses Lopes" 1966/09 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Estória N° 3" 1966/09 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Sinhá Secada" 1966/10 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Os Três Homens e o Boi dos Três Homens que Inventaram um Boi" 1966/10 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Zingarêsca" 1966/10 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Vida Ensinada" 1966/11 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Faraó e a Água do Rio" 1966/11 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Droenha" 1966/12 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Nascimento" 1966/12 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Zoo (Whipsnade Park, Londres)" 1967/01 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Mechéu" 1967/01 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Palhaço da Boca Verde" 1967/02 Jornal Pulso Tutameia – Terceiras Estórias
"Aquário (Berlim)" 1967/02 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Zoo (Rio, Quinta da Boa Vista)" 1967/04 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Zoo (Hagenbecks Tierpark, Hamburgo Stellingen)" 1967/04 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Os Abismos e os Astros" 1967/05 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Reboldra" 1967/06 Jornal Pulso Ave, Palavra
"Rogo e Aceno" 1967/07 Jornal Pulso
"Bicho Mau" 1968/12 Jornal do Commercio Estas Estórias
"Páramo" 1969/12 Coletânea Estas Estórias
"Retábulo de São Nunca" 1969/12 Coletânea Estas Estórias
"Grande Louvação Pastoril à Linda Lygia Maria" (***) 1970/12 Coletânea Ave, Palavra
"Quando Coisas de Poesia" (***) 1970/12 Coletânea Ave, Palavra
Legenda

(.*) Contos escritos na juventude, que o autor nunca quis publicar em livro.

(.**) Texto identificado como um "prefácio".

(.***) Poemas incluídos em Ave, Palavra.

Academia Brasileira de Letras

Foi o terceiro ocupante da Cadeira 2, eleito em 6 de agosto de 1963, na sucessão de João Neves da Fontoura e recebido, em 16 de novembro de 1967, pelo Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco.[16]

Notas

  1. Em entrevista a Günter Lorenz, no ano de 1965, Guimarães Rosa aponta, claramente, a sua origem mineira, de Cordisburgo, declarando-se sertanejo, o que ele revela ser essencial para entender a sua obra. V. citação ao lado desta nota.

Referências

  1. SUASSUNA, Lívia (1999). «Arcaísmos em Guimarães Rosa». Portal de Revistas da USP (Universidade de São Paulo): Filologia e Linguística Portuguesa. pp. 65–88. Consultado em 31 de outubro de 2025 
  2. ROSA, João Guimarães (2009). Ficção Completa. Vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. XXXIX. ISBN 978-85-210-0101-0 
  3. «The top 100 books of all time». The Guardian. 8 de maio de 2002. Consultado em 8 de dezembro de 2025 
  4. «Viúva de Guimarães Rosa morre aos 102 anos». SRZD | Sidney Rezende. Consultado em 13 de novembro de 2016 [ligação inativa]
  5. HAAG, Carlos (Novembro de 2021). «A Guerra dos Rosas». Revista Pesquisa Fapesp. Consultado em 8 de dezembro de 2025 
  6. «João Guimarães Rosa | Academia Brasileira de Letras». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 15 de junho de 2017 
  7. «Guimarães Rosa». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 8 de dezembro de 2025 
  8. «Turma de 1930» (PDF). Centro de Memória da Medicina UFMG 
  9. a b «João Guimarães Rosa | Academia Brasileira de Letras». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 17 de agosto de 2017 
  10. de Carvalho Guimarães Rosa, Aracy. «Em 3 de junho de 1982, Yad Vashem reconheceu Carvalho de Guimarães Rosa como "Justa entre as Nações" (Righteous Among the Nations).». Yad Vashem - The World Holocaust Remembrance Center. Consultado em 10 de outubro de 2025 
  11. «João Guimarães Rosa - Biografia». Arquivado do original em 15 de janeiro de 2016 
  12. «Guimarães Rosa» 
  13. a b Staff, Guardian (8 de maio de 2002). «The top 100 books of all time». the Guardian (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2022 
  14. BELO HORIZONTE v. 22 n. 2 maio-ago. 2016 SOUZA. “Você é a Dora? Eu sou o Guimarães Rosa”: encontros míticos […] p. 157-174 Literários (UFMG). Universidade Federal de Uberlândia
  15. Vianna, Andrea Ramos Jubé. O Jornalismo em Guimarães Rosa: Aproximações. 2019.
  16. «Discurso de posse». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 3 de maio de 2018 

Bibliografia

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  • BARBOSA, Fábio Luís Chiqueto. A recepção da tradução alemã de Grande Sertão: Veredas e a perspectiva da Weltliteratur de Goethe. (Tese de Doutorado em Língua e Literatura Alemã). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
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  • NOGUEIRA GALVÃO, Walnice. ‘O impossível retorno’, Língua e literatura : revista dos Departamentos de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. - Ano IV, vol. 4 (1975), p. 517-537.
  • NOGUEIRA GALVÃO, Walnice. As formas do falso: um estudo sobre a ambiguidade no Grande sertão: veredas. 2a ed. São Paulo: Perspectiva, 1986, 132 p. (Coleção Debates)
  • ROSENFIELD, Kathrin. Grande sertão: vereda: roteiro de leitura. São Paulo: Ática, 1992, 111 p. (Princípios, 224).
  • ROSENFIELD, Kathrin. Os descaminhos do demo: tradição e ruptura em Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Imago; São Paulo: EDUSP, 1993, 217 p. (Biblioteca Pierre Menard)
  • Scripta, Belo Horizonte, v. 2, no 3, p. 190- 204, 2o semestre, 1998.
  • SELIGMANN-SILVA, Márcio. "Grande Sertão: Veredas como gesto testemunhal e confessional" Alea : Estudos Neolatinos, vol.11 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2009, pp. 130-147. ISSN 1517-106X.
  • Seminário de ficção mineira: de Guimarães Rosa aos nossos dias, Belo Horizonte, no 2, 1983.
  • SIQUEIRA, Ivan. A música na prosa de Guimarães Rosa. (Tese de Doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada). FFLCH,USP, São Paulo, 2009.[1]
  • UTÉZA, Francis. João Guimarães Rosa: metafísica do Grande sertão. São Paulo: Edusp, 1994, 536 p. Original francês.
  • VERLANGIERI, Iná Valéria. J. Guimarães Rosa: correspondência inédita com a tradutora norte-americana Harriet de Onís. 1993, 357 f. (Mestrado em Estudos Literários)– Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 1993.

Ligações externas

Precedido por
João Neves da Fontoura
ABL - terceiro acadêmico da cadeira 2
1963 — 1967
Sucedido por
Mário Palmério