Elevador de Santa Luzia

Elevador de Santa Luzia
Legenda
Urban head station
650 Igreja
Unknown route-map component "uSBRÜCKE"
Unknown route-map component "uTUNNEL2"
Unknown route-map component "uSPLae"
375
Unknown route-map component "uSBRÜCKE"
Unknown route-map component "CONTgq" Unknown route-map component "STR+r" Urban straight track
L.ª MinhoValença
Unknown route-map component "XBHF-L" Unknown route-map component "uKXBHFe-R"
0 Estação
One way leftward Unknown route-map component "CONTfq"
L.ª MinhoP.-São Bento
 Nota: Para outros significados, veja Estação Santa Luzia.
Aspeto da via, com o Santuário acima à direita.

O Elevador de Santa Luzia está localizado no Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo (freguesia de Santa Maria Maior), no noroeste de Portugal. É um funicular que liga a Estação Ferroviária de Viana do Castelo ao Santuário de Santa Luzia, no cimo do monte do mesmo nome.

História

Estação inferior
Estação superior

Nos inícios de 1922, chegou à estação de Viana do Castelo o material para o Elevador de Santa Luzia, que foi transportado por comboio.[1] Construído por iniciativa do empresário e engenheiro portuense Bernardo Pinto Abrunhosa, foi inaugurado em 02 de julho de 1923 (há 102 anos).[2]

Em 2001, sendo concessionária a empresa Somartis, foi desativado e entrou em processo de degradação. Foi adquirido pela Câmara de Viana em junho de 2005 e submetido a trabalhos de restauração por parte das empresas Efacec/Liftech. Algumas peças foram fabricadas em Espanha, nomeadamente as carruagens, na empresa Ingeniería y Servicios de Montaña (ISM), de Saragoça. Foi reaberto ao público em 05 de abril de 2007.[2]

A sua exploração é feita pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, perante a responsabilidade técnica da empresa Liftech.

Características

  • Distância: 650 metros (a maior do país);
  • Desnível: 160 metros (o maior do país);
  • Inclinação média: 25%;
  • Velocidade nominal: 2 m/s;
  • Tipo de via: única, com cruzamento;
  • Fonte de energia: elétrica;
  • Energia de socorro: motor a diesel para a movimentação e baterias para os sistemas elétricos;
  • Sistemas de travagem no grupo motriz: 3 (normal [elétrico], de serviço e de emergência [hidráulicos]);
  • Sistemas de travagem nos veículos: 2 travões de via (ao carril) hidráulicos;
  • Funcionamento: as carruagens funcionam em contrapeso, ou seja, a que desce ajuda a puxar a que sobe, cruzando-se exatamente a meio do percurso. O motor elétrico ajuda a vencer a diferença de carga nas cabinas e o desnível do percurso;
  • Número de passageiros por cabina: 20, com a possibilidade de transporte de bicicletas;
  • Tempo de viagem: 7 minutos.

Referências

  1. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 51 (1233). 1 de Maio de 1939. p. 237-238. Consultado em 20 de Setembro de 2015 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. a b António Vasconcelos (3 de março de 2008). «Resumo do relatório do Painel dedicado ao tema: "Instalações por Cabo para Transporte de Pessoas (Funiculares, Teleféricos e APM's)"». Especialização em Transportes e Vias de Comunicação da Ordem dos Engenheiros; CT 162 (Comissão Técnica de Normalização N.º 162 - Instalações por Cabo para o Transporte de Pessoas); CATIM (Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica). Consultado em 1 de janeiro de 2009  (PDF original)

Ver também

Ligações externas