Companhia das Lezírias
| Companhia das Lezírias | |
|---|---|
| Razão social | Companhia das Lezírias, S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Companhia das Lezírias do Tejo e Sado |
| Empresa de capital exclusivamente público | |
| Atividade | agro-pecuária |
| Fundação | 1836 (190 anos) |
| Sede | Samora Correia, |
| Área(s) servida(s) | |
| Pessoas-chave | Eduardo Oliveira e Sousa (presidente do conselho de administração executivo); José Manuel Fusco Gato (presidente do conselho fiscal) |
| Website | Site oficial Companhia das Lezírias |
Companhia das Lezírias, de seu nome completo Companhia das Lezírias, S.A. Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial é a maior exploração agro-pecuária e florestal portuguesa, compreendendo a Lezíria de Vila Franca de Xira, a Charneca do Infantado, o Catapereiro e os Pauis (Magos, Belmonte e Lavouras).[1]
Com base na Carta de Lei de 16 de Março de 1836, a Rainha D. Maria II, autoriza a venda em hasta pública das vastas propriedades que compõem as «Lezírias» do Tejo e Sado[1] e que anteriormente tinham sido, na sua maioria, bens da Igreja, da Coroa ou dotações das Infantas.
Para arrematar estas terras, constituiu-se a Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado tendo a venda sido efectuada pela quantia de dois mil contos de réis.
A Companhia das Lezírias resistiu aos diferentes regimes políticos de Portugal: Monarquia Constitucional, Primeira República, Estado Novo e Democracia.
A 4 de Julho de 1961 foi feita Comendadora da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Agrícola.[2]
Na sequência da Revolução do 25 de Abril, em 13 de Novembro de 1975, o Estado Português nacionalizou a Companhia, comprando aos accionistas todas as acções disponíveis.
Na sequência desta nacionalização, a Companhia passou por momentos de crise e quase falência, mas a partir dos anos 90 voltou a dar lucros e é hoje em dia das mais rentáveis empresas agrícolas de Portugal[carece de fontes], dedicando-se principalmente à produção de vinho, azeite e gado bovino e equino.
Em 1989, passou a sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.[1]
A partir do dia 2 de Agosto de 2013, a Companhia das Lezírias passou a gerir a Coudelaria de Alter e a Coudelaria Nacional, por determinação do DL 109/2013 de 1 de Agosto, alterado pelo DL 171/2014 de 10 de Novembro.[1]
Referências
- ↑ a b c d «Apresentação – Companhia das Lezírias». www.cl.pt. Consultado em 3 de janeiro de 2026
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Companhia das Lezírias do Tejo e Sado". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 18 de outubro de 2015