Comissão Nacional para os Direitos Humanos (Guiné-Bissau)

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos da Guiné-Bissau, é um órgão estatal responsável por promover, proteger e monitorar os direitos humanos no país. Atua na educação, fiscalização e assessoria em matérias de direitos humanos, além de elaborar relatórios nacionais e colaborar com organismos internacionais. Sua função principal é garantir a efetivação dos direitos fundamentais e fortalecer a cultura de cidadania no território guineense.[1][2]

Histórico

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos (CNDH) da Guiné-Bissau foi criada pelo Decreto nº 06/2002, estabelecendo-se como um órgão estatal responsável pela promoção, proteção e monitoramento dos direitos humanos no país. Reconhecida como uma Instituição Nacional de Direitos Humanos (INDH), a CNDH atua em conformidade com os princípios internacionais, incluindo os Princípios de Paris das Nações Unidas.[1][3]

A Comissão desempenha um papel fundamental na promoção da cultura dos direitos humanos, na educação cívica e na articulação com órgãos governamentais e a sociedade civil. Ela participa do acompanhamento e monitoramento da situação dos direitos humanos no território guineense, produzindo relatórios que subsidiam a atuação do Estado e sua interlocução junto a organismos internacionais, como na Revisão Periódica Universal (RPU) da ONU.[1][2]

Atribuições

Entre as suas principais atribuições estão:[4]

  1. Promover a educação e sensibilização sobre direitos humanos, por meio de campanhas, capacitações e cooperação com organizações da sociedade civil.[1]
  2. Participar na formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas relativas à proteção dos direitos fundamentais.[1]
  3. Atuar como órgão consultivo, emitindo pareceres e recomendações sobre a legislação, compromissos internacionais e políticas públicas.[1]
  4. Investigar e acompanhar denúncias de violações de direitos humanos, podendo agir por iniciativa própria.[1]
  5. Elaborar relatórios nacionais para órgãos internacionais e colaborar na implementação de recomendações externas.[1]
  6. Contribuir para a execução do Plano Nacional Estratégico e do Plano de Ação de Direitos Humanos, alinhados à Estratégia Nacional para a Cidadania.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i «SOBRE NÓS | CNDH». Consultado em 13 de outubro de 2025 
  2. a b ANA RITA GIL (2021). «O PROVEDOR DE JUSTIÇA NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA» (PDF). Consultado em 13 de outubro de 2025 
  3. ANA RITA GIL (2021). «O PROVEDOR DE JUSTIÇA NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA» (PDF). Consultado em 13 de outubro de 2025 
  4. Ministério da Justiça de Guiné-Bissau (2023). «ESTRATÉGIA NACIONAL PARA OS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA» (PDF). Consultado em 13 de outubro de 2025