Allan McNish
Allan McNish
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| Informações pessoais | |
| Nacionalidade | escocês britânico |
| Nascimento | 29 de dezembro de 1969 (56 anos) Dumfries, Escócia, Reino Unido |
| Registros na Fórmula 1 | |
| Temporadas | 2002 |
| GPs disputados | 16 |
| Títulos | 0 |
| Vitórias | 0 |
| Pódios | 0 |
| Pontos | 0 |
| Pole positions | 0 |
| Voltas mais rápidas | 0 |
| Primeiro GP | |
| Último GP | |
| Registros nas 24 Horas de Le Mans | |
| Edições | 1997 - 2000, 2004 - 2008, 2013 |
| Equipes | Roock Racing, Porsche AG, Toyota Motorsports, Audi Sport Joest, Audi Sport UK, Champion Racing |
| Melhor resultado | 1º (1998, 2008, 2013) |
| Vitórias em classe(s) | 3 (1998, 2008, 2013) |
| Títulos | |
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Allan McNish (Dumfries, 29 de dezembro de 1969) é um ex-automobilista escocês, ex-piloto da Fórmula 1, comentarista e chefe de equipe. Ele atualmente é diretor da academia de jovens pilotos da Audi F1 Team.[1] Foi três vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans nos anos de 1998, 2008 e 2013, também foi tricampeão da American Le Mans Series nos anos de 2000, 2006 e 2007, e campeão do Mundial de Endurance em 2013. Pela Fórmula 1, disputou a temporada de 2002 pela Toyota. Ele também foi chefe da equipe de Fórmula E Audi Sport ABT Schaeffler.
Carreira
Anos iniciais
McNish começou no kart em 1981, aos onze anos, ganhando três campeonatos ingleses, seis campeonatos escoceses, e sendo terceiro no mundial de 1985.
Migrou para os monopostos em 1987, participando da Formula Ford britânica, onde foi vice-campeão, ficando também em quinto lugar no Formula Ford Festival.
McNish foi para a Fórmula Vauxhall Lotus em 1988, correndo na equipe Dragon ao lado de Mika Hakkinen. O escocês terminou se sagrando campeão, e também foi terceiro na competição europeia, vencendo uma corrida, embora o título tenha ido para o finlandês. Seu desempenho lhe rendeu prêmios, como o BRDC Young Driver of The Year e o Autosport Magazine Club Driver of The Year.
Em 1989, assinou com a West Surrey Racing para disputar a Fórmula 3 Inglesa. Venceu cinco corridas, mas se viu em meio a uma rivalidade entre a sua equipe e a Bowman Racing Ralt, de seu rival mais próximo David Brabham, que trocavam protestos por ilegalidades de motor. McNish chegou a ser coroado campeão em outubro, após vencer a última corrida em Thruxton, mas após um julgamento, viu o título ir para Brabham por uma diferença de dez pontos.[2]
Fórmula 3000
McNish foi para a Fórmula 3000 em 1990, competindo pela DAMS ao lado do francês Érik Comas. Na sua corrida de estreia, em Donington Park, o escocês se envolveu num forte acidente com o italiano Emanuele Naspetti, que matou um espectador e feriu outros três. Na corrida seguinte, em Silverstone, McNish fez sua primeira pole e conquistou sua primeira vitória. Ele também venceu em Brands Hatch e foi segundo em Pergusa, terminando o campeonato em quarto, com 26 pontos, enquanto seu companheiro Comas foi campeão, somando quase o dobro de seus pontos.[3]
Continuou a correr pela DAMS na temporada seguinte, tendo outro francês, Laurent Aïello, como companheiro, mas não conseguiu repetir o bom desempenho, prejudicado pelos novos pneus radiais, que beneficiaram a equipe Reynard. McNish acabou pontuando apenas com o quinto lugar em Mugello, e se classificando em 16º, com apenas dois pontos, novamente superado pelo companheiro de equipe.[4]
Em 1992, McNish foi para a 3001 International, onde foi companheiro do japonês Hideki Noda, conquistando apenas um pódio, o terceiro lugar em Hockenheim, e mais dois quintos lugares em Barcelona e Albacete. Isso lhe rendeu a 11ª colocação, com oito pontos somados, e dessa vez ele superou seu companheiro, mesmo não tendo disputado três etapas.[5]
Após se ausentar da temporada de 1993 e participar apenas do Grande Prêmio de Pau de 1994 pela Vortex, McNish retornou em tempo integral à F-3000 em 1995, pela Paul Stewart Racing, equipe administrada pelo filho do tricampeão de F1 Jackie Stewart. Não voltou a vencer, embora tenha feito pódios com o terceiro lugar em Silverstone e o segundo lugar em Pau, além de ter feito a pole em Barcelona e Spa-Francorchamps, corridas nas quais ele abandonou. Com onze pontos, McNish se classificou em sétimo lugar.[6][2]
Fórmula 1
Em 1989, McNish teve sua primeira oportunidade de guiar um carro da Fórmula 1 ao testar uma McLaren em Estoril. Foi piloto de testes da equipe britânica entre 1990 e 1992, trabalhando ao lado de Ayrton Senna e Gerhard Berger.[7] Mais de vinte anos depois, McNish relatou que chegou a ser cotado para substituir Berger no GP de Mônaco de 1991 o que acabou não acontecendo. McNish se transferiu para a Benetton em 1993, ficando lá por mais dois anos e testando ao lado de Michael Schumacher. Até que em 1996, se transferiu para a Lola, ajudando a desenvolver o carro da equipe para 1997.[2][8]
Toyota

McNish foi piloto de testes da recém-formada equipe Toyota F1,[8] e em outubro de 2001, o escocês foi confirmado como titular para 2002, tendo como companheiro o finlandês Mika Salo.[9] Ao contrário deste, McNish não pontuou em nenhuma das 16 corridas disputadas, tendo como melhor resultado o sétimo lugar na Malásia,[10] onde chegou a ter chances de ser quinto, mas um erro dos mecânicos nos pit-stops atrapalhou seus planos. McNish foi prejudicado por correr em uma época em que apenas os seis primeiros pontuavam, pois além da etapa malaia, ele foi ao Top-10 na Espanha, na Áustria e na Bélgica.[11] Mas ele ficou atrás de Salo nas classificações, largando à frente dele em apenas duas oportunidades, contra catorze do finlandês.[12]
Durante os treinos do GP do Japão, McNish sofreu um grave acidente na curva 130R, ao perder o controle do carro e bater forte no guard-rail. Classificado em décimo oitavo, o escocês não largou por conta dos danos em seu TF102, e por recomendações médicas, pois ele também sofreu uma concussão.[13] Isso encerrou prematuramente sua participação na Toyota,[14] já que em agosto de 2002, a equipe anunciou que não renovaria os contratos de McNish e Salo.[15] Para 2003, a equipe os substituiu por Cristiano da Matta e Olivier Panis,[16] enquanto McNish passou a ser piloto de testes da Renault.[17]
Corridas de resistência
Foi campeão das 24 Horas de Le Mans no ano de 1998 juntamente com o piloto francês Laurent Aïello e o monegasco Stéphane Ortelli dirigindo um Porsche 911 GT1. Voltou a ser campeão das 24 Horas de Le Mans em 2008 com o piloto dinamarquês Tom Kristensen e o italiano Rinaldo Capello dirigindo um Audi R10 TDI e em 2013 com o piloto dinamarquês Tom Kristensen dirigindo um Audi R18 E-Tron Quattro.[2]
Pós-aposentadoria
Após se aposentar do automobilismo em 2013, McNish passou a trabalhar nos bastidores da Audi Sport, atuando com pilotos, engenheiros. Ele também se tornou empresário do piloto Harry Tincknell e comentarista de Fórmula 1 na BBC Sport. Em 2017, McNish assumiu o cargo de chefe de equipe da Audi Sport ABT Schaeffler, equipe que disputou a Fórmula E.[18]
Em 23 de janeiro de 2026, McNish foi anunciado como diretor da academia de jovens pilotos da Audi (Audi Driver Development Programme).[19]
Referências
- ↑ «F1: Audi lança programa de desenvolvimento para jovens pilotos». motorsport.uol.com.br. 23 de janeiro de 2026. Consultado em 27 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d Taylor, Simon (7 de julho de 2014). «Lunch with...Allan McNish». Motor Sport Magazine (em inglês). Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F3000 International Championship Standings 1990 | Motorsport Stats». motorsportstats.com. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F3000 International Championship Standings 1991 | Motorsport Stats». motorsportstats.com. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F3000 International Championship Standings 1992 | Motorsport Stats». motorsportstats.com. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F3000 International Championship Standings 1995 | Motorsport Stats». motorsportstats.com. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Raridades #13: Ayrton Senna e os carros "desconhecidos" que guiou em testes pela McLaren». ge. 16 de novembro de 2019. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ a b «McNish to race for Toyota in 2002?». www.grandprix.com. 18 de dezembro de 2000. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Folha de S.Paulo - Automobilismo: Toyota define dupla de pilotos da estréia na F - 1». Folha de S.Paulo. 23 de outubro de 2001. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «UOL Esporte - F-1 2002 - Provas - Malásia». www.uol.com.br. 17 de março de 2002. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F1 - 2002 Allan McNish Driver Standings». Formula 1® - The Official F1® Website (em inglês). Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Mika Salo fez última prova da Lotus, apareceu bem na Tyrrell e quase venceu na Ferrari». ge. 30 de novembro de 2018. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Folha Online - Esporte - Acidente paralisa treino da F-1 no Japão por mais de uma hora - 12/10/2002». Folha Online. 12 de outubro de 2002. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Com 11 vitórias em 2002, Michael Schumacher é único a ir ao pódio em todos os GPs num ano». ge. 13 de outubro de 2019. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «F-1: Toyota dispensa seus dois pilotos». Estadão. 28 de agosto de 2002. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ Seixas, Fábio (17 de setembro de 2002). «Folha de S.Paulo - Automobilismo: Da Matta correrá pela Toyota na F - 1 em 2003». Folha de S.Paulo. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «McNish is Man Friday». The Guardian (em inglês). 5 de abril de 2003. ISSN 0261-3077. Consultado em 26 de janeiro de 2026
- ↑ «Nova equipe de fábrica da F-E, Audi apresenta e-tron FE04 com trem de força "completamente novo" para 2017/18». Grande Prêmio. 27 de setembro de 2017. Consultado em 29 de setembro de 2017
- ↑ «Audi escolhe Allan McNish para liderar o programa de desenvolvimento de jovens pilotos». Boletim do Paddock. 23 de janeiro de 2026. Consultado em 26 de janeiro de 2026
