Zuzende Bei

Zuzende Bei (em georgiano: ზუზენდე ბეი; romaniz.: Zuzende Bei; em turco: Zuzende Bey), mais tarde conhecido pelo nome Maomé, foi um nobre de possível origem cumana (quipechaque) do século XVI, que submeteu-se à autoridade do Império Otomano e foi nomeado bei de um dos sanjacos imperiais.

Contexto

Em 1538, o Império Otomano fundou o sanjaco de Livane no vale recém-conquistado dos senhores georgianos. Pouco tempo depois, em 1543, o rei de Imerícia Pancrácio III (r. 1510–1565) reconquistou Livane. Quando o sultão Solimão, o Magnífico (r. 1520–1566) lançou sua campanha contra os safávidas em 1548, encarregou o terceiro grão-vizir, Cara Amade Paxá, de eliminar a ameaça representada pelos nobres georgianos. Após conquistar Tortum em 18 de setembro de 1549, Amade Paxá designou os beilerbeis de Erzurum e Sivas para retomarem Livane. Em 7 de outubro, as fortalezas da região — Pertecreque (atual Chevreli), Quisquim (atual Alambaxe) e Nicaque (atual Iocuslu) — foram conquistadas pela segunda e última vez. Durante essa campanha, os castelos se renderam pedindo clemência (amã). Desta vez, foi criado no vale de Livane o sanjaco de Pertecreque, subordinado ao beilerbei de Erzurum.[1]

Vida

As origens de Zuzende Bei são incertas, salvo que tinha um irmão chamado Beca. Nasceu em algum momento ao longo do século XVI. Muammer Derimel propôs que deviam descender dos cumanos (quipechaques) trazidos e assentados no Reino da Geórgia durante o reinado de Davi IV (r. 1089–1125), pois seus descendentes, residentes na área da atual província de Artvim e ainda chamados Atabei, não falam georgiano, mas turco como língua materna e se consideram de origem turca. Em algum momento no final de 1552, foi agraciado com o sanjaco de Livane (Artvim) como feudo hereditário (ojacleque), enquanto seu irmão Beca recebeu o sanjaco de Pertecreque.[1] Após receberem seus domínios, os irmãos viajaram a Istambul para declarar lealdade ao sultão. Em 3 de fevereiro de 1557, converteram-se ao islamismo e adotaram, respectivamente, os nome Maomé e Sefer.[2]

Referências

  1. a b Derimel 2019.
  2. Derimel 2025, p. 64-65.

Bibliografia