Habitação e Urbanização da Bahia
| Habitação e Urbanização da Bahia S/A - URBIS | |
|---|---|
| Organização | |
| Atribuições | Agente do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) na Bahia |
| Chefia | Antônio Lomanto Júnior, Fundador |
| Em funções | Em Liquidação |
| Localização | |
| Jurisdição territorial | 67 municípios da Bahia |
| Sede | Av. Oceânica, 3819 - Rio Vermelho, Salvador-BA, 41950-000 |
| Histórico | |
| Criação | 4 de janeiro de 1965 (61 anos) |
| Extinção | 30 de dezembro de 1998 (27 anos) |
| Sucessor | CONDER |
Habitação e Urbanização da Bahia S/A, mais conhecida como URBIS foi uma empresa de economia mista, criada pela Lei 2.114, de 4 de janeiro de 1965[1][2], cujo propósito se dava por operacionalizar a política habitacional do Governo da Bahia.
Frentes de atuação
A atuação da URBIS consistia em:[carece de fontes]
- Formular planos gerais para a construção e higienização de habitações ou de unidades vicinais;
- Construir habitações higiênicas, de tipo individual preferentemente ao coletivo ao alcance de famílias de escassos recursos à base de programas que tendam à ordenação de zonas de habitação;
- Eliminar, gradativamente das áreas urbanas as construções e habitações insalubres ou perigosas;
- Fomentar a construção, higienização reparação ou ampliação de habitações e estimular a execução de obras de urbanização e saneamento urbano e serviços comunais necessários, sempre que se ajustem às normas técnicas adotadas pela sociedade.
Programa Viver Melhor (1996)
Em 1996, estimulado pela disponibilidade de recursos federais, advindos dos programas Habitar-Brasil e Pró-moradia, o Governo do Estado, através da URBIS, institui o Programa Viver Melhor cuja finalidade se dava pela promoção em todo território da Bahia de ações de melhoria físico ambiental e promoção social em assentamentos humanos de baixa renda, insalubres, degradados e desprovidos de condições mínimas de habitabilidade, com recursos do FGTS e do Orçamento Geral da União (OGU), com contrapartida do Governo do Estado.[3][4]
Incorporações
Em 1987, durante o governo Waldir Pires (PMDB) é realizada a incorporação da Habitação Melhoramentos (HAMESA) pela URBIS, antiga Alagados Melhoramentos S.A (AMESA), empresa pública de economia mista, criada em 1973. Nesse período, a empresa passou a ser responsável pela política de cuidado com a urbanização e fomento a habitação em áreas de alagados.[5]
Unidades entregues


| Conjuntos Habitacionais entregues pela URBIS (1965-1998)[6][7] | ||||
|---|---|---|---|---|
| Município | Conjunto | Unidades | Inauguração | Governo |
| Salvador | Sete de Abril | 500 Casas | 1967 | Luís Viana Filho |
| Almirante Tamandaré - Paripe | 389 Casas | 1968 | ||
| Solar Boa Vista - Gleba B | 112 Apartamentos | 1971 | Antônio Carlos Magalhães | |
| Conjunto Habitacional Castelo Branco I | 683 Casas | |||
| Conjunto Habitacional Mangueira - Itapagipe | 100 Casas | |||
| Solar Boa Vista - Gleba C | 456 Apartamentos | 1972 | ||
| Conjunto Habitacional Eugênio Salles - Periperi | 286 Casas | |||
| Conjunto Habitacional Castelo Branco II | 627 Casas | |||
| Solar Boa Vista - Gleba D | 212 Apartamentos | 1973 | ||
| Cabula I | 112 Casas | 1974 | ||
| 288 Apartamentos | ||||
| Conjunto Habitacional Castelo Branco III | 1.139 Casas | 1974 | ||
| Solar Boa Vista - Gleba E | 322 Apartamentos | 1975 | Roberto Santos | |
| Solar Boa Vista - Gleba F | 208 Apartamentos | |||
| Novo Marotinho | 258 Lotes | 1976 | ||
| Jardim Nova Esperança | 178 Lotes | |||
| Cabula III | 52 Apartamentos | 1977 | ||
| Solar Boa Vista - (Remanescentes 1) | 60 Apartamentos | 1978 | ||
| Cabula IV | 90 Casas | |||
| 200 Apartamentos | ||||
| Cabula II | 74 Casas | |||
| 180 Apartamentos | ||||
| Conjunto Habitacional Guilherme Marback- Boca do Rio[8] | 920 Apartamentos | |||
| Solar Boa Vista (Remanescentes 2) | 62 Apartamentos | |||
| Conjunto Habitacional Castelo Branco IV | 185 Lotes | |||
| Conjunto Habitacional Mussurunga I | 2.054 Casas | 1979 | Antônio Carlos Magalhães | |
| 443 Lotes | ||||
| Conjunto Habitacional Dep.Theodulo Albuquerque - Cabula VI | 2.016 Apartamentos | 14 de março de 1980 | ||
| Cajazeiras IV e V | 881 Casas | 1980 | ||
| 224 Apartamentos | ||||
| Conjunto Habitacional Castelo Branco V | 1.061 Casas[nota 1] | 1981 | ||
| 157 Lotes | ||||
| Conjunto Habitacional Pirajá I | 1.061 Casas[nota 2] | |||
| Cabula VII - Profilurb[nota 3] | 1.126 Casas[nota 4] | |||
| 116 Lotes | ||||
| Conjunto Habitacional Mussurunga II | 1.126 Casas[nota 5] | 1982 | ||
| Conjunto Habitacional Dep. Theodulo Albuquerque - Cabula VI (Remanescentes) | 80 Apartamentos | |||
| Cabula X - Saboelro | 684 Apartamentos | |||
| Conjunto Habitacional Mussurunga III | 360 Apartamentos | 1983 | João Durval Carneiro | |
| Cabula IX - Doron[nota 6][9] | 20 Casas | |||
| 1.288 Apartamentos[nota 7] | ||||
| Cajazeiras VII | 688 Apartamentos | 1984 | ||
| Cajazeiras V - (Remanescentes) | 294 Casas | |||
| 296 Apartamentos | ||||
| Cajazeiras VI | 580 Casas | |||
| 960 Apartamentos | ||||
| Cajazeiras VIII | 10.016 Casas | |||
| 896 Apartamentos | ||||
| Vitória da Conquista | Conjunto Habitacional Presidente Medici - Conquista I[10] | 553 Casas | Setembro de 1975 | Roberto Santos |
| Conjunto Habitacional Governador Roberto Santos - Conquista II | 308 Casas | Dezembro de 1978 | ||
| 82 Lotes | Janeiro de 1979 | |||
| Conjunto Habitacional Governador Roberto Santos - Conquista III | 201 Casas | |||
| Conjunto Habitacional Vitória da Conquista IV | 456 Casas | Dezembro de 1981 | Antônio Carlos Magalhães | |
| Conjunto Habitacional Vitória da Conquista V | 800 Casas | Março de 1981 | ||
| 972 Lotes | ||||
| Conjunto Habitacional Vitória da Conquista VI | 500 Casas (1.ª Etapa) | Maio de 1986 | João Durval Carneiro | |
| 630 Lotes (2.ª Etapa) | ||||
| Vila Serrana[nota 8] | 493 Casas | Junho de 1990 | Nilo Moraes Coelho | |
Liquidação da URBIS
A liquidação da URBIS foi decretada pelo governador César Borges (PFL) através da promulgação da lei estadual 7.435 de 30 de dezembro de 1998, e sua estrutura passou a ser vinculada a então Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador (CONDER), empresa pública vinculada à época a Secretaria Estadual do Planejamento, Ciência e Tecnologia da Bahia, que passava a denominar a partir deste decreto Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER).[11]
Atualidade
Após a efetivação da liquidação da URBIS em 1998, a mesma ainda atua na atualidade apenas na liberação das escrituras das unidades habitacionais entregues em seu período de existência, das 90.000 unidades entregues, aproximadamente 50.000 já foram escrituradas.[2][12]
Notas
- ↑ Posteriormente as casas foram re-denominadas como Conjunto Habitacional Pirajá I
- ↑ Originalmente pertenceriam ao Conjunto Habitacional Castelo Branco V
- ↑ Programa de Financiamento de Lotes Urbanizados lançado durante o governo Ernesto Geisel.
- ↑ Posteriormente as casas foram re-denominadas como Conjunto Habitacional Mussurunga II
- ↑ Originalmente pertenceriam ao Cabula VII
- ↑ Construído pela Doron Construção Civil e Serviços de Drenagens Ltda e comercializado pela URBIS.
- ↑ Sendo 640 no Doron A e 648 no Doron B.
- ↑ Construído pela ECOSANE – Engenharia, Construção, Saneamento e Indústria LTDA e comercializado pela URBIS, com financiamento do Banco Nacional de Habitação.
Referências
- ↑ «Lei Ordinária 2114 1965 da Bahia BA». leisestaduais.com.br. Consultado em 22 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 5 de maio de 2019
- ↑ a b «Urbis completa 60 anos com mutirões de escrituras por todo o estado». Governo da Bahia. 28 de janeiro de 2025. Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ «Comunidades do Viver Melhor serão beneficiadas com microcrédito». Desenbahia. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ «3.3. O PROGRAMA VIVER MELHOR E O PROGRAMA RIBEIRA AZUL.» (PDF). UFBA. Laboratório Urbano. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ «Lei Ordinária 4697 1987 da Bahia BA». leisestaduais.com.br. Consultado em 22 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2024
- ↑ «Lei Ordinária Nº 8209, de 20 de março de 2002». Leis Estaduais. 21 de janeiro de 2005. Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ «A estratégia de localização dos Conjuntos Habitacionais da URBIS em Salvador entre 1964 e 1984». UFBA. 1989. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ «Conjunto Guilherme Marback». Memórias do meu Bairro. 24 de junho de 2018. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ TARDE, A. (12 de abril de 2008). «Doron: o conjunto que virou bairro». A TARDE. Consultado em 23 de setembro de 2025
- ↑ Leis Estaduais. «LEI Nº 4720 DE 29 DE OUTUBRO DE 1987». Consultado em 22 de setembro de 2025
- ↑ «Lei Ordinária 7435 1998 da Bahia BA». leisestaduais.com.br. Consultado em 22 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 24 de janeiro de 2023
- ↑ TARDE, A. (28 de janeiro de 2025). «Mutirões de escrituras buscam regularizar a posse de 40 mil moradias». A TARDE. Consultado em 22 de setembro de 2025
