Trufa-de-verão
Trufa-de-verão
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![]() Trufa-de-verão cortada ao meio | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Tuber aestivum Vittad. (1831) | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
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Tuber aestivum
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| Himênio glebal | |
| Estipe ausente | |
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A cor do esporo é castanho-enegrecido
a marrom |
| A relação ecológica é micorrízica | |
| Comestibilidade: recomendado | |
Tuber aestivum, comumente conhecida como trufa-de-verão[1] ou trufa-borgonhesa[2] (Tuber uncinatum, agora sinônimo) é uma espécie de trufa encontrada em quase todos os países europeus.[3]
Taxonomia
Na culinária e no comércio, particularmente na França e na Itália, a trufa-de-verão (T. aestivum) é considerada distinta da trufa-borgonhesa (T. uncinatum). No entanto, análises moleculares realizadas em 2004 mostraram que essas duas variedades de trufa pertencem à mesma espécie. As diferenças entre elas são, portanto, provavelmente devidas a fatores ambientais.[4][5]
Este artigo utiliza o mais antigo dos dois nomes binomiais, ou sinônimo sênior, T. aestivum, para designar a espécie,[6] enquanto discute as características das duas variedades separadamente.
Trufas-borgonhesas
As trufas-borgonhesas (em francês: truffe de Bourgogne; em italiano: tartufo nero di Fragno ou scorzone, "casca"; em castelhano: trufa de verano; em catalão: tòfona gravada; em sueco: svart sommartryffel) possuem um aroma semelhante ao da avelã e são valorizadas por suas qualidades gastronômicas. São usadas na alta-cozinha da França e da Itália, às vezes como um substituto mais acessível e menos intenso para a trufa-negra (T. melanosporum) quando esta não está disponível. Como outras trufas, também são embaladas para exportação.[4]
Com ascomas de 2 a 10 cm de diâmetro, as trufas-borgonhesas são relativamente grandes. Sua casca externa (perídio) é marrom ou preta e apresenta verrugas piramidais com cerca de 3 a 9 mm de largura, lembrando uma casca áspera.[4]
As trufas-borgonhesas são colhidas de setembro até o final de dezembro, às vezes também até o final de janeiro.[4] Elas têm uma distribuição mais ampla do que qualquer outra espécie de trufa. São encontradas em toda a Europa, da Espanha ao leste europeu e da Suécia ao norte da África. Na França, são encontradas principalmente no nordeste, e na Itália, no norte. No Reino Unido, eram abundantes antes do século XX, mas agora são raras. Sua distribuição ainda não está definitivamente estabelecida: em 2007, havia relatos não confirmados de achados na China.[3]
Trufas-de-verão
O sabor, tamanho e cor das trufas-de-verão (em italiano: tartufo estivo; em francês: truffe d'été; em catalão: tòfona d'estiu) são semelhantes aos das trufas-borgonhesas, mas seu aroma é menos intenso e a carne (gleba) tem uma cor avelã mais clara.[4]
Como o nome sugere, as trufas-de-verão são colhidas mais cedo que as trufas-borgonhesas, de maio a agosto.[4] Elas são mais frequentemente encontradas na parte sul da área de distribuição da espécie, especialmente nas regiões de clima mediterrâneo da França, Itália e Espanha.[3]
Ver também
Referências
- ↑ «trufa-de-verão (Tuber aestivum)». iNaturalist. Consultado em 12 de agosto de 2025
- ↑ «trufa-borgonhesa (Tuber uncinatum)». iNaturalist. Consultado em 16 de agosto de 2025
- ↑ a b c Hall et al., 106-110
- ↑ a b c d e f Hall et al., 61-63
- ↑ Paolocci et al.
- ↑ Como recomendado por Hall et al., 63.
Bibliografia
- Hall, Ian R.; Gordon Thomas Brown; Alessandra Zambonelli (2007). «Burgundy or Summer Truffle». Taming the truffle: the history, lore, and science of the ultimate mushroom. [S.l.]: Timber Press. ISBN 978-0-88192-860-0
- Paolocci, Francesco; Andrea Rubini; Claudia Riccioni; Fabiana Topini; Sergio Arcioni (junho de 2004). «Tuber aestivum and Tuber uncinatum: two morphotypes or two species?». FEMS Microbiology Letters. 235 (1): 109–115. PMID 15158269. doi:10.1111/j.1574-6968.2004.tb09574.x

- Gryndler, Milan; Hana Hršelová; Lucie Soukupová; Eva Streiblová; Slavomír Valda; Jan Borovička; Hana Gryndlerová; Ján Gažo; Marián Miko (maio de 2011). «Detection of summer truffle (Tuber aestivum Vittad.) in ectomycorrhizae and in soil using specific primers». FEMS Microbiology Letters. 318 (1): 84–91. PMID 21385201. doi:10.1111/j.1574-6968.2011.02243.x

Ligações externas
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