Tereza Cristina (política)
Tereza Cristina | |
|---|---|
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| Senadora pelo Mato Grosso do Sul | |
| Período | 1º de fevereiro de 2023 até a atualidade |
| Deputada Federal pelo Mato Grosso do Sul | |
| Período | 1º de fevereiro de 2015 até 1º de fevereiro de 2023[a] |
| 121ª Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil | |
| Período | 1° de janeiro de 2019 a 30 de março de 2022 |
| Presidente | Jair Bolsonaro |
| Antecessor(a) | Blairo Maggi |
| Sucessor(a) | Marcos Montes |
| Secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo do Mato Grosso do Sul | |
| Período | 1º de janeiro de 2007 até 7 de abril de 2014 |
| Governador | André Puccinelli |
| Antecessor(a) | João Crisóstomo Mauad Cavallero |
| Sucessor(a) | Paulo Engel |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 6 de julho de 1954 (71 anos) Campo Grande, Mato Grosso (atualmente em Mato Grosso do Sul) |
| Alma mater | Universidade Federal de Viçosa |
| Prêmio(s) | |
| Partido | PSDB (2003-2013) PSB (2013-2017) DEM (2017-2022) UNIÃO (2022) PP (2022-presente) |
| Profissão | Engenheira Agrônoma e empresária |
Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias ou simplesmente Tereza Cristina (Campo Grande, 6 de julho de 1954), é uma engenheira agrônoma, empresária e política brasileira, filiada ao Progressistas (PP). É Senadora e foi Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil entre 2019 e 2022, além de Deputada Federal entre 2015 e 2023. Foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul nas eleições gerais de 2022; tendo representado a mesma unidade federativa na Câmara Baixa do Congresso Nacional.[3][4][5][6][7]
Biografia
Tereza Cristina nasceu em 6 de julho de 1954, em Campo Grande, então parte do estado de Mato Grosso, hoje capital de Mato Grosso do Sul. Proveniente de uma família com raízes históricas na região, é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa, ex-governador de Mato Grosso, e neta de um pioneiro no desenvolvimento agrícola do estado, o que influenciou sua conexão com o agronegócio. Casada, é mãe de um filho e avó, conciliando sua trajetória profissional com a vida familiar.
Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Tereza Cristina consolidou sua expertise técnica no setor agropecuário. Antes de ingressar na política, atuou como empresária no agronegócio e ocupou cargos gerenciais em secretarias estaduais de Mato Grosso do Sul, como Planejamento e Agricultura, nas décadas de 1990 e 2000, gerenciando projetos voltados para infraestrutura rural e pecuária.[8][9]
Carreira Política
Tereza Cristina iniciou sua trajetória política em Mato Grosso do Sul, com uma candidatura à prefeitura de Terenos em 2004 pelo PSDB, obtendo 38,31% dos votos (cerca de 2.881 votos), mas sendo derrotada no segundo turno.
Foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB), promovendo investimentos no setor agrícola, apoio a pequenos produtores e integração de políticas industriais com o setor primário, contribuindo para o crescimento econômico do estado. Ela foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.[10]
Deputada Federal
Tereza Cristina foi eleita deputada federal pelo PSB nas eleições de 2014 com 75.149 votos.[11]
Durante seu mandato, Tereza Cristina atuou como uma das principais lideranças da bancada ruralista na Câmara, consolidando-se à frente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Em janeiro de 2017, foi eleita para liderar a bancada do PSB na Câmara dos Deputados, derrotando o deputado Tadeu Alencar (PE) por 22 a 14 votos. Com isso, passou a liderar um grupo de 36 deputados.[12]
Deixou em outubro de 2017, o Partido Socialista Brasileiro, por discordar da posição contrária que o partido passou a adotar frente ao Governo Temer. Foi acompanhada por outros membros do PSB que também apoiavam o governo de Michel Temer: os deputados Fabio Garcia (MT), Adilton Sachetti (MT) e Danilo Forte (CE), além do ministro Fernando Coelho Filho.[13] Em dezembro, ingressou no Democratas (DEM).[carece de fontes]
Em fevereiro de 2018, foi eleita presidente da FPA, grupo pluripartidário que reúne mais de 200 parlamentares e defende interesses do setor agropecuário. Como líder da Bancada Ruralista, foi uma das principais responsáveis pela aprovação do projeto de lei nº 6.299/2002, que regulamenta o processo de registro de agrotóxicos no Brasil.[14] Sua atuação também incluiu articulações diretas com o Executivo, auxiliando na conquista de cargos-chave em comissões parlamentares relacionadas ao agronegócio. [15][16]
Foi reeleita pelo DEM nas eleições de 2018 com 75.068 votos.
Licenciou-se do cargo de deputada federal entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de março de 2022 para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo Jair Bolsonaro. [17][18][19]

Ministra da Agricultura (2019 - 2022)
Tereza Cristina ocupou o cargo de Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de 1º de janeiro de 2019 a 30 de março de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Sua gestão envolveu políticas de apoio ao setor agropecuário, mas também gerou debates sobre questões ambientais e regulatórias. [20]
Nomeação
Tereza Cristina foi indicada para o ministério por 20 integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Sua escolha foi associada à sua trajetória como líder ruralista, embora tenha recebido críticas iniciais por ligações com o setor de agrotóxicos, o que lhe rendeu o apelido de "Musa do Veneno" por opositores. [21]
Políticas econômicas e exportações
Durante sua gestão, o agronegócio brasileiro registrou crescimento nas exportações, com um recorde em 2021 que contribuiu para a balança comercial do país. No primeiro semestre de 2020, as exportações aumentaram 10% em comparação ao mesmo período de 2019, ajudando a sustentar o PIB durante a pandemia de COVID-19 e mantendo o abastecimento interno. Tereza Cristina promoveu o aumento de exportações para mercados como os Estados Unidos, participando de encontros com investidores em 2019. A gestão também priorizou metas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outros instrumentos de apoio ao setor.
Apoio a agricultores sulistas

Em novembro de 2020, recebeu a visita do deputado federal Celso Maldaner, que fez a ministra conhecer as principais necessidades dos produtores rurais catarinenses depois que estes foram atingidos pela estiagem que assolou o sul do país nos meses de outubro e novembro de 2020, dentre essas necessidades encontrava-se agilidade na emissão do relatório de comprovação de perdas, que permitiria rapidez aos trâmites do seguro agrícola. Em atendimento a algumas destas solicitações, a ministra ainda conseguiu a abertura de novos limites de crédito, flexibilizou a vistoria e a análise de comprovação de perdas acima de 60%, com indenização do Proagro e ainda flexibilizou a liberação imediata da área para novo plantio.[22]
Povos indígenas e agrotóxicos
Sua gestão enfrentou críticas relacionadas à liberação de agrotóxicos, com um número recorde de aprovações que foi descrito por ambientalistas como uma "falácia" pela ministra, mas contestado por opositores que alegavam riscos à saúde e ao meio ambiente. [23]
Em fevereiro de 2020, durante audiência no Senado, Tereza Cristina foi criticada por declarações sobre povos indígenas e agrotóxicos, com senadores questionando a ideia de que tais medidas seriam "equivocadas". [24]
Além disso, sua campanha eleitoral recebeu doações de executivos ligados ao setor de agrotóxicos, o que intensificou debates sobre conflitos de interesse.
Saída do Ministério
Em 30 de março de 2022, Tereza Cristina pediu exoneração do cargo de Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o intuito de disputar cargo eletivo nas Eleições gerais no Brasil em 2022.[6]
Eleições de 2022
Nas eleições gerais de 2022, Tereza Cristina disputou uma vaga no Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul, representando o Partido Progressistas (PP), após deixar o cargo de ministra em março do mesmo ano.
Inicialmente, em março de 2022, ela foi cotada como candidata a vice-presidente na chapa de reeleição do então presidente Jair Bolsonaro, devido ao seu apoio ao agronegócio e ao equilíbrio de gênero na composição da chapa, com elogios do vice-presidente Hamilton Mourão, que a descreveu como uma "pessoa diferenciada" por seu trabalho como ministra. Em junho de 2022, Bolsonaro afirmou que ela era "cotadíssima" para o posto, ao lado de Walter Braga Netto, mas a escolha final recaiu sobre este último, anunciado em 27 de junho, o que levou Tereza Cristina a focar na candidatura ao Senado. [25][26]
Sua campanha foi apoiada por uma coligação ampla, incluindo o PP, o Partido Liberal (PL) de Bolsonaro, o PSDB e outros partidos, com ênfase em pautas do agronegócio e defesa do setor rural. Ela enfrentou concorrentes como o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), que ficou em segundo lugar.
Tereza Cristina obteve 829.149 votos, equivalentes a 60,85% dos votos válidos, tornando-se a candidata mais votada na história do Mato Grosso do Sul para o cargo , e também a primeira mulher senadora pelo estado, garantindo a eleição com ampla margem sobre Mandetta, que recebeu 15,12%.[27]
Senadora da República
Tereza Cristina assumiu o mandato de senadora pelo Mato Grosso do Sul em 1º de fevereiro de 2023. Sua atuação no Senado tem se concentrado em pautas relacionadas ao agronegócio, infraestrutura e segurança alimentar, com participação ativa em comissões e relatoria de projetos de lei de impacto nacional.
Participação em Comissões
Tereza Cristina é membro da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado. Na CRA, participou de discussões sobre políticas agrícolas, incluindo acesso a crédito rural e sustentabilidade no agronegócio. Na CI, focou em projetos relacionados à logística, como melhorias no transporte para facilitar o escoamento da produção agrícola do Mato Grosso do Sul. [28]
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Relatoria de Projetos de Lei
Em 2025, Tereza Cristina foi relatora do Projeto de Lei nº 2159/2021, que trata do licenciamento ambiental. O projeto busca estabelecer diretrizes para simplificar processos de licenciamento, mantendo equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. A proposta gerou debates, com apoio de setores produtivos e críticas de ambientalistas, que apontaram riscos de flexibilização excessiva. [29]
Atuação no agronegócio
Em 2025, Tereza Cristina posicionou-se em debates sobre tarifas comerciais propostas pelo governo dos Estados Unidos, que poderiam afetar exportações brasileiras, como carne e soja. Em pronunciamentos, defendeu negociações bilaterais para proteger o agronegócio, mas enfrentou críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que questionaram sua postura como concessiva. Ela também apresentou projetos voltados à segurança alimentar e ao fortalecimento de cadeias produtivas regionais, com foco em pequenos produtores. [30]
Desempenho em Eleições
| Ano | Eleição | Partido | Cargo | Votos | % | Resultado | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | Municipal em Terenos | PSDB | Prefeita | 2.881 | 38,31% | Não Eleita | [31] |
| 2014 | Estadual do Mato Grosso do Sul | PSB | Deputada Federal | 75.149 | 5,89% | Eleita | [4] |
| 2018 | Estadual do Mato Grosso do Sul | DEM | Deputada Federal | 75.068 | 6,05% | Eleita | [32] |
| 2022 | Estadual do Mato Grosso do Sul | PP | Senadora | 829.149 | 60,85% (1º Lugar) |
Eleita | [33] |
Ver também
Notas
- ↑ Licenciada entre 1 de janeiro de 2019 e 30 de março de 2022 para assumir o Ministério da Agricultura
Referências
- ↑ «Boletim do Exército do Brasil de julho de 2020». Secretaria Geral do Exército do Brasil (pdf). Consultado em 10 de setembro de 2020
- ↑ «DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - Seção 1 | Edição Extra | Nº 82-B, terça-feira, 30 de abril de 2019». Imprensa Nacional. 30 de abril de 2019. p. 8. Consultado em 15 de fevereiro de 2024
- ↑ «Tereza Cristina é eleita senadora por Mato Grosso do Sul». Senado Federal. Consultado em 11 de dezembro de 2022
- ↑ a b «Tereza Cristina 4040». Eleições 2014. Consultado em 9 de janeiro de 2017
- ↑ Camargos, Daniel (26 de setembro de 2018). «Campanha de defensora de lei pró-agrotóxicos já recebeu 350 mil reais de executivos ligados ao setor». EL PAÍS
- ↑ a b Decretos de 30 de março de 2022. Imprensa Nacional. Acesso em 3 de abril de 2022.
- ↑ http://www.dothnews.com.br. «Deputado federal acompanha ministra e vai se filiar ao PP em MS». www.douradosnews.com.br. Consultado em 26 de fevereiro de 2022
- ↑ «Senadores da 57ª Legislatura». Senado Federal. 01 de fevereiro de 2023 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ «Site Oficial de Tereza Cristina». Site Oficial de Tereza Cristina
- ↑ «Deputada do Mato Grosso do Sul deve ser ministra no governo Bolsonaro – Só Notícias». Só notícias. Consultado em 10 de novembro de 2018
- ↑ «Tereza Cristina 4040». Eleições 2014. Consultado em 9 de janeiro de 2017
- ↑ «Deputada Tereza Cristina é a nova líder da bancada do PSB na Câmara». Liderança do PSB. Consultado em 31 de janeiro de 2017
- ↑ Fernanda Calgaro. «Quatro deputados do PSB aliados do Planalto pedem desfiliação do partido». G1. Consultado em 24 de outubro de 2017
- ↑ Camargos, Daniel (26 de setembro de 2018). «Campanha de defensora de lei pró-agrotóxicos já recebeu 350 mil reais de executivos ligados ao setor». EL PAÍS
- ↑ «A nova cara da bancada ruralista». Boell. 13 de novembro de 2019
- ↑ «Quem é a turma da Tereza Cristina, a nova ministra da Agricultura». Intercept. 15 de novembro de 2018
- ↑ «Tereza Cristina é a ministra da Agricultura do governo Bolsonaro». Canal Rural. 7 de novembro de 2018
- ↑ «Ruralistas indicam, e Bolsonaro anuncia Tereza Cristina como ministra da Agricultura». G1
- ↑ «Deputada Tereza Cristina é indicada ao Ministério da Agricultura». Correio do Povo. Consultado em 7 de novembro de 2018
- ↑ «No Senado, ministra da Agricultura é criticada ao falar sobre indígenas e agrotóxicos». Brasil de Fato. 01 de fevereiro de 2020 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ «"Musa do Veneno", saiba quem é a nova ministra da agricultura». Brasil de Fato. 09 de novembro de 2018 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ Mortari, Cristiano (29 de dezembro de 2020). «Maldaner confirma medidas de apoio aos agricultores atingidos pela estiagem». Rádio Aliança 750khz. Consultado em 3 de janeiro de 2021
- ↑ «Tereza Cristina rebate acusação de liberação recorde de agrotóxicos»
- ↑ «No Senado, ministra da Agricultura é criticada ao falar sobre indígenas e agrotóxicos». Brasil de Fato. 01 de fevereiro de 2020 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ «Mourão diz que Tereza Cristina, cotada para vice de Bolsonaro, é 'pessoa diferenciada'». O Globo. 15 de julho de 2022
- ↑ «Bolsonaro diz que Tereza Cristina é 'cotadíssima' para ser sua vice». Veja. 15 de julho de 2022
- ↑ «Tereza Cristina é eleita senadora por Mato Grosso do Sul». Senado Federal. Consultado em 11 de dezembro de 2022
- ↑ «Página de Tereza Cristina no Senado». Site oficial do Senado
- ↑ «Projeto que flexibiliza licenciamento ambiental avança no Senado». Uol. 20 de maio de 2025
- ↑ «Senadora Tereza Cristina: negociações sobre tarifa de Trump estão só no início». Gazeta do Povo. 30 de julho de 2025
- ↑ «Poder360 | TEREZA CRISTINA». eleicoes.poder360.com.br. Consultado em 13 de abril de 2023
- ↑ «Tereza Cristina - Candidata a Deputada Federal 2018». Estadão. Consultado em 12 de outubro de 2022
- ↑ «Aliada de Bolsonaro, Tereza Cristina é eleita senadora pelo MS». Correio Braziliense. Consultado em 12 de outubro de 2022
Ligações externas
| Precedido por Blairo Maggi |
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